| Books | Libros | Livres | Bücher | Kitaplar | Livros |

100 Maneiras de Motivar a si Mesmo – Steve Chandler

Antes de Bob Dylan conhecer a cantora Joan Baez, já era um grande admirador seu. No livro Crônicas, ele escreveu sobre a ex-namorada: “Eu tinha medo de encontrá-la pessoalmente. Nós estávamos indo na mesma direção, embora eu estivesse atrás dela naquele momento. Ela tinha o fogo, a chama, e eu sentia que tinha aquele mesmo fogo também.” Não é preciso ser artista para entender do que ele estava falando. Todos sabemos como é ter esse fogo, mesmo que isso tenha acontecido por um período muito breve. O momento mais decisivo da minha história foi quando descobri que eu mesmo poderia acender esse fogo em mim. Nos primeiros 50 anos da minha vida, pensei que ele só seria atiçado se alguma coisa me inspirasse. Achava que algo precisava acontecer de fora para dentro. Na verdade, o fogo se acende com fogo. Para acender a lareira, coloco jornal amassado sob a base de gravetos e, por cima, a lenha. Depois, uso um fósforo ou um isqueiro para queimar a madeira. Fogo para acender fogo. O processo é o mesmo nas pessoas. Entrar em ação, independentemente de você sentir ou não vontade de agir, é a pequena faísca de que precisamos para acender a nossa fogueira. Desde seu lancamento, em 1996, este livro tem feito um sucesso que jamais imaginei. 100 maneiras de motivar a si mesmo não apresenta teorias complicadas sobre viver melhor. Ele traz dicas úteis e diretas para aumentar a sua motivação. Esta é uma leitura obrigatória para aperfeiçoar qualquer área da sua vida. Como bônus, nesta edição incluí 10 novas dicas. Se as lições contidas nestas páginas conseguirem atiçar a sua chama, terei atingido o meu objetivo. Tornar o simples complicado é lugar-comum; tornar o complicado simples, maravilhosamente simples, isso é criatividade. – Charles Mingus, lendário músico de jazz 1. Imagine-se em seu leito de morte Há alguns anos, em uma sessão com a psicoterapeuta Devers Branden, fui submetido a umexercício chamado “Leito de morte”. Primeiro eu deveria me imaginar em meu leito de morte e tentar sentir as emoções associadas a morrer e dizer adeus.


Então, ela pediu que eu convidasse mentalmente as pessoas importantes emminha vida para me visitarem nessa hora final, uma de cada vez. Enquanto eu visualizava cada amigo e parente me visitando, tinha que falar com eles em voz alta. Precisava dizer a eles o que queria que soubessem no momento em que eu estava partindo. Com cada pessoa que eu falava, minha voz ficava embargada de emoção. Eu não conseguia segurar o choro. Tinha uma imensa sensação de perda. Não estava sofrendo pelo fim da minha vida, mas pelo amor que eu perderia. Para ser mais claro, eu estava expressando meu carinho de uma forma que nunca havia feito antes. Durante esse difícil exercício, consegui perceber quanta coisa eu deixara de fora da minha vida. Eram muitos os sentimentos maravilhosos que nutria pelos meus filhos, por exemplo, e que nunca havia expressado abertamente. Ao fim daquela sessão, eu estava muito abalado. Poucas vezes havia chorado tanto. Mas, depois de extravasar essas emoções, algo incrível aconteceu. Obtive clareza. Soube o que era de fato importante e quem significava mais para mim. Daquele dia em diante, jurei jamais deixar nada ao acaso nem omitir meus sentimentos. Queria viver a vida como se fosse morrer a qualquer momento. Aquela experiência alterou por completo a forma como me relaciono com as pessoas. Consegui entender o ponto principal do exercício: não precisamos esperar até estarmos prestes a morrer para usufruir do benefício da mortalidade. Podemos criar essa experiência a qualquer momento. Alguns anos depois, quando minha mãe vivia seus últimos instantes, numa cama de hospital emTucson, eu me apressei para segurar sua mão e lhe dizer, mais uma vez, quanto a amava e era grato por tudo que ela havia sido para mim. Quando finalmente faleceu, meu luto foi muito intenso, mas curto. Em alguns dias, senti que tudo de bom em minha mãe agora fazia parte de mim e que ela viveria comigo para sempre, como um espírito amoroso. Um ano e meio antes da morte do meu pai, comecei a lhe mandar cartas e poemas sobre quanto ele havia contribuído para minha vida. Em seus últimos meses, ele sofreu com uma doença crônica, por isso nem sempre era fácil me comunicar ou falar com ele pessoalmente.

Mas sempre me fez bemsaber que ele podia ler tudo aquilo. Uma vez, me ligou depois de ler um poema que fiz emhomenagem ao Dia dos Pais e disse: “É, acho que fui um pai melhor do que eu pensava.” O poeta William Blake nos alertou sobre o perigo de manter nossos pensamentos trancados dentro de nós até a morte. “Se o pensamento está preso em cavernas, as raízes do amor só aparecerão nas profundezas do inferno.” Fingir que não vamos morrer prejudica a forma como aproveitamos a vida. É como se um jogador de basquete, por exemplo, fingisse que não há um fim para a partida que está disputando. Ele iria reduzir sua intensidade, adotar um estilo preguiçoso de jogar e, é claro, acabar nem se divertindo muito. Sem final, não há jogo. Sem a consciência da morte, você não estará totalmente consciente da dádiva de estar vivo. Mesmo assim, muitos de nós continuamos fingindo que o jogo da nossa vida não terá um final. Seguimos deixando para fazer coisas maravilhosas no futuro, no dia em que estivermos dispostos. Aceitar a realidade da própria morte não precisa acontecer apenas quando a vida estiver chegando ao fim. Na verdade, ser capaz de imaginar com clareza seus últimos momentos no leito de morte cria uma sensação paradoxal: a de nascer de novo – o primeiro passo para a automotivação corajosa. Como disse a escritora Anaïs Nin: “As pessoas que vivem profundamente não têm medo de morrer.”

.

Baixar PDF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Baixar Livros Grátis em PDF | Free Books PDF | PDF Kitap İndir | Telecharger Livre Gratuit PDF | PDF Kostenlose eBooks | Descargar Libros Gratis |