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13 Horas; Os Soldados Secretos de Benghazi – Mitchell Zuckoff

Dave “D.B.” Benton — ex-sargento da marinha e oficial da SWAT, D.B. era um franco-atirador cujas especialidades incluíam resgate de refém, operação de ação direta, vigilância, reconhecimento, combate a curta distância. Antes de Benghazi, foi condecorado por seu trabalho de prestador de serviço de segurança no Iraque, Afeganistão e em outros locais. Taciturno e reflexivo, casado e pai de três filhos, D.B. frequentemente fazia parceria em Benghazi com seu grande amigo Kris “Tanto” Paronto. Mark “Oz” Geist — Com quarenta e seis anos, era o membro mais velho da equipe. O calmo Oz passou doze anos no Corpo de Fuzileiros Navais, nesse período trabalhou em uma unidade de inteligência, mais tarde foi chefe de polícia em uma cidade no Colorado, onde cresceu. Depois de administrar uma empresa de investigação particular, em 2004 tornou-se contratado do Departamento de Estado no Iraque. Oz casou-se duas vezes, teve um filho com sua primeira esposa e uma enteada adolescente e uma menininha com a segunda mulher. Kris “Tanto” Paronto — ex-membro do 75º Regimento Ranger do Exército, o loquaz Tanto tinha uma personalidade tão colorida quanto as muitas tatuagens em seu corpo musculoso. Com quarenta e umanos, tinha passado uma década trabalhando como operador de segurança contratado — um trabalho que ele considerava parte da batalha entre o bem e o mal — em países espalhados pelo Oriente Médio. Tanto tinha mestrado em Justiça Criminal, era dono de uma firma de assessoria em seguros e tinha um filho e uma filha com a segunda esposa. Jack Silva — Ex-SEAL 1 da Marinha, Jack serviu durante uma década, quando participou de missões em Kosovo e no Oriente Médio. Introspectivo e inteligente, Jack saiu dos SEALs para passar mais tempo com seus dois filhos pequenos e sua esposa, que soube, quando Jack trabalhava em Benghazi, que estava grávida. Com trinta e oito anos, Jack dividia seu tempo entre o trabalho de segurança como contratado e o setor imobiliário, pois comprava, reformava e vendia propriedades. Jack frequentemente fazia parceria com o companheiro e também ex-SEAL Tyrone “Rone” Woods. John “Tig” Tiegen — Tig tinha trinta e seis anos, era ex-sargento da Marinha do Colorado e passou vários anos prestando serviços de segurança para a Blackwater. Trabalhou para a empresa no Afeganistão, Paquistão e Iraque antes de entrar para a Global Response Staff (GRS) da CIA. Quieto e meticuloso, casado e pai de gêmeos ainda pequenos, Tig estava no meio de sua terceira viagem a Benghazi pela GRS, o que fazia dele o membro da equipe mais experiente na cidade. Ele sempre fazia equipe com “Oz” Geist. Tyrone “Rone” Woods — Rone tinha quarenta e um anos, era um musculoso ex-SEAL da Marinha que serviu durante duas décadas antes de retornar à vida civil em 2010.


Durante os anos em que foi SEAL, Rone serviu na Somália, no Afeganistão e Iraque, onde ganhou uma medalha Estrela de Bronze representando sua bravura. Casado duas vezes, pai de três filhos, Rone era enfermeiro e paramédico. Como desejava passar mais tempo com a família, Rone tinha decidido que Benghazi seria a sua última viagem com a GRS da CIA. Nota: 1. Força de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos. Os membros de suas equipes são considerados soldados altamente qualificados, capazes de atuar no mar (sea), no ar (air) na terra (land), e são essas três palavras que dão origem ao acrônimo da unidade, SEAL. (N. T.) OUTROS PARTICIPANTES ESSENCIAIS: J. Christopher Stevens — O embaixador americano na Líbia era um jovial homem de 52 anos, solteirão, natural da Califórnia e um funcionário de carreira do Serviço de Relações Internacionais que se dedicava a melhorar as relações entre os Estados Unidos e os países árabes. Sean Smith — Smith era funcionário do setor de comunicação do Departamento de Estado durante o dia e famoso por seu hábito noturno de jogar online. Com 34 anos, casado e pai de dois filhos, Smith trabalhou para o Departamento de Estado durante dez anos depois de ter servido a Força Aérea. Glen “Bub” Doherty — Ex-SEAL da Marinha, o simpático Bub foi membro da equipe da GRS sediada em Trípoli que seguiu de avião para Benghazi depois do início do ataque. Com 42 anos, divorciado e sem filhos, Bub era uma carismática mistura de disciplina e cordialidade. Era colega de Rone e Jack desde os tempos de SEAL e tornou-se amigo de Tanto quando trabalharam juntos em Trípoli. “Bob” — Funcionário da CIA, Bob ocupava o cargo mais alto da agência em Benghazi. Ele supervisionava todas as atividades de inteligência e o pessoal do Anexo, inclusive os operadores de segurança. “Henry” — Civil na faixa dos sessenta anos, Henry trabalhava como tradutor no Anexo e acompanhou a equipe de segurança em sua missão de resgate no Complexo diplomático. Alec Henderson — Agente que ocupava o cargo mais alto na Segurança Diplomática do Departamento de Estado em Benghazi, Henderson estava dentro do Centro de Operações Táticas quando o ataque começou. Ele disparou o primeiro alarme e ligou para o Anexo e a embaixada de Trípoli para solicitar ajuda. David Ubben — Um agente da Segurança Diplomática sediado em Benghazi que tinha passado umtempo no Exército americano. Quando o ataque começou, Ubben e dois agentes da Segurança Diplomática que viajaram para Benghazi com o embaixador Stevens correram para seus alojamentos para pegar seus rifles e coletes à prova de balas. Scott Wickland — Agente da Segurança Diplomática sediado em Benghazi e designado para proteger o embaixador Stevens. Ex-nadador de resgate da Marinha dos Estados Unidos, Wickland conduziu Stevens e o especialista em informática Sean Smith para a zona de segurança do casarão quando o ataque começou. Prólogo Uma multidão sedenta por sangue avança sobre o posto diplomático dos Estados Unidos emBenghazi, na Líbia, um local protegido de maneira ineficaz.

Sitiados, os enviados e funcionários americanos se recolhem em uma sala trancada quando os tiros disparados pelos agressores se aproximam. Os americanos rezavam e clamavam pelo resgate, ligando para Washington e aliados próximos. Se nenhuma ajuda chegasse, eles temiam três destinos: seriam mortos pelos invasores, sufocariam com a fumaça ou seriam queimados vivos. Nesse meio tempo, eles lutariam. Era cinco de junho de 1967. A guerra entre Israel e Egito tinha acabado de começar, e as notícias matinais no rádio em Benghazi estavam repletas de declarações falsas informando que aviões militares americanos tinhamfornecido cobertura aérea aos ataques israelenses, ou bombardeado o Cairo a pouco menos de mil e cem quilômetros dali. Centenas de moradores de Benghazi lotaram as ruas e se reuniram em frente ao consulado da República Árabe Unida, como o Egito era chamado na época. O grupo de manifestantes expandiu com parte dos dois mil operários egípcios que estavam na Líbia para construir um estádio olímpico. Eles rapidamente se tornaram violentos. A multidão pegava pedras das ruas destruídas e seguia em direção a um prédio que fora a sede de um banco italiano e que abrigava o consulado americano. Um grupo de guardas líbios abandonou os seus postos. Os agressores bombardearam o prédio compedras e o invadiram pelas janelas quebradas e pela pesada porta da frente. À medida que a horda se aproximava, os oito homens e duas mulheres americanas dentro do prédio queimavam documentos sigilosos freneticamente. Os funcionários do consulado estavam todos armados, mas o oficial responsável, John Kormann, recorda-se de ter ordenado que ninguém atirasse a fim de não enfurecer ainda mais a multidão. Os americanos lançaram bombas de gás para conter o ataque furioso. Encurralados, receberam seus inimigos com coronhas de fuzil e cabos de machado, depois se retiraram por uma larga escada de mármore. Refugiaram-se em uma sala blindada no segundo andar usada como centro de comunicação do consulado. Incapazes de alcançar suas presas, mas se recusando a ir embora, os agressores saquearam o prédio e o incendiaram. Kormann temia que os invasores jogassem gasolina por baixo da porta da sala blindada para queimar ou sufocar os americanos. Ele guardou para si esse pensamento enquanto o fogo consumia o consulado. Um consolo para Kormann e seus colegas foi que o calor intenso e a grossa fumaça obrigaram a multidão a recuar. Os americanos compartilharam cinco máscaras de gás enquanto queimavam documentos ultrassecretos e inutilizavam máquinas criptográficas. Alguns deles subiram no telhado para continuar a queimar documentos, mas voltaram para dentro quando um grupo de homens em um telhado adjacente usou uma escada para fazer uma ponte entre os prédios e correram em direção a eles. Incapazes de chegar aos funcionários do consulado, os agressores cortaram a adriça que hasteava a bandeira americana em um mastro no alto do telhado e a deixaram dependurada frouxamente em frente ao prédio. Um capitão do Exército americano pediu permissão a Kormann para içar a bandeira novamente.

Kormann negou, porém mais tarde ele cedeu. “Eu fui um paraquedista de combate na Segunda Guerra Mundial”, escreveu. “Eu sabia o que o desafio e um pouco de coragem podia fazer pelos soldados sob tensão mortal. Uma demonstração de coragem pode ser contagiante e inspiradora, bem como um ato de covardia pode ser desmoralizante.” Desviando das pedras jogadas lá de baixo, o capitão subiu com destreza no telhado e restituiu a bandeira de estrelas e listras ao seu lugar de direito. Os funcionários do Departamento de Estado em Washington discutiam opções de resgate, incluindo aí o envio de uma unidade da Marinha e o uso de soldados paraquedistas. Mas a execução desses planos levaria mais tempo do que os americanos tinham. Enquanto isso, os americanos aprisionados recebiam ligações telefônicas esporádicas de seus colegas britânicos que tinham umbatalhão posicionado fora de Benghazi devido a um tratado de aliança. Quatro tentativas por parte de cinquenta soldados britânicos de chegar aos americanos foram rejeitadas ou proteladas, e a multidão ateou fogo em um veículo blindado britânico. Sem a possibilidade de resgate à vista, Kormann tirou da parede uma foto do Presidente Lyndon Johnson e de sua esposa, Lady Bird Johnson. Ele quebrou a moldura, virou a foto e escreveu que, o que quer que acontecesse, tinham cumprido o dever deles. Todos na sala blindada enfumaçada assinaram a nota de despedida. Quando a noite chegou, uma mensagem deturpada deu aos funcionários do Departamento de Estado a impressão incorreta de que os americanos estavam próximos da morte. O secretário de estado Dean Rusk apelou novamente aos britânicos. Duas horas depois, uma fileira de carros blindados fez uma nova tentativa. Dessa vez, os britânicos abriram caminho até o consulado e resgataram todos os dez americanos em segurança. *** Quarenta e cinco anos depois, em 11 de setembro de 2012, o posto diplomático dos Estados Unidos em Benghazi foi repentinamente cercado por uma multidão assassina. Novamente, os agressores não conseguiram chegar até suas presas, então eles saquearam prédios e atearam fogo com intenção de matar. Mas, desta vez, nenhuma tropa britânica ou de outra nacionalidade amiga estava perto o bastante para empreender um resgate. Com incêndios alastrando-se, homens armados aglomerando-se, funcionários do Departamento de Estado procurando abrigo e o embaixador dos Estados Unidos desaparecido, foi feita uma ligação por um dos consternados americanos: — Se não chegarem aqui rápido, nós todos vamos morrer! Para atender àquele chamado havia um grupo de guerreiros de elite que tinham saído das forças armadas dos Estados Unidos e se juntado a uma organização secreta que protegia agentes de inteligência no exterior. Eles tinham ido para Benghazi como oficiais de segurança para diplomatas americanos e agentes da CIA, mas naquele momento precisariam recorrer ao antigo treinamento que fizeram, dois SEALs da marinha, um Ranger do Exército e três Fuzileiros Navais. Eles sabiam que estariam em número imensamente menor, mas também sabiam que eram a única esperança de seus companheiros americanos. Esta é a história deles. UM Benghazi Jack Silva inclinou-se em direção à janela do avião da Turkish Airlines que se aproximava do Aeroporto Internacional de Benina, em Benghazi. Ele olhou para a sombra da aeronave correndo sob o deserto cor de caramelo.

Jack acreditava profundamente em Yin e Yang, o conceito chinês de que existe uma conexão entre forças aparentemente opostas, como luz e escuridão, vida e morte. Portanto, não era surpresa que duas ideias conflitantes tenham surgido em sua cabeça. Primeiro o entusiasmo: Quais serão as aventuras que este lugar me proporcionará? Em seguida veio o contrapeso, a preocupação: Será que verei minha família de novo? Era agosto de 2012, e Jack estava prestes a se juntar à equipe da organização secreta dos Estados Unidos em Benghazi chamada Global Response Staff (GRS). Criada depois dos Ataques de Onze de Setembro, a GRS era composta por funcionários de segurança permanentes da CIA e complementada por operadores militares especiais como Jack, que foi contratado com base em um acordo lucrativo. Os funcionários da GRS serviam de guarda-costas para espiões, diplomatas e outros trabalhadores americanos em campo. Quanto mais perigoso o cargo, mais provável que os operadores da GRS estivessem por perto, nas sombras, protegendo enviados americanos que concentravam informações. Poucos trabalhos, se é que havia algum para comparar, eram mais perigosos do que o serviço em Benghazi, na Líbia. Como ex-SEAL da Marinha, Jack se encaixava perfeitamente na GRS. Estava com 34 anos, possuía autocontrole e uma beleza sombria, tinha 1,88m e carregava 95 quilos em sua musculosa estrutura. Com seu vestuário habitual composto de uma camiseta de malha preta e bermuda cáqui, Jack parecia um robusto trabalhador de construção. No avião, entretanto, de camisa social enfiada para dentro da calça também social e de sapato marrom, ele poderia ser confundido com umempresário americano em busca de oportunidades de importação/exportação, dez meses depois da morte do ditador deposto Muamar Kadafi. Pelo menos era isso o que desejava Jack quando o avião pousou. A chegada do ex-SEAL marcava a sua primeira visita à Líbia e o início de sua sexta viagem como operador da GRS; suas missões anteriores o tinham levado ao Oriente Médio e a outros lugares. Para fins oficiais em Benghazi, Jack diria simplesmente que trabalharia na equipe de segurança do governo dos Estados Unidos. Homens que protegem espiões não revelam esse fato. Antes de sair do avião, Jack tirou a aliança de casamento dourada e a colocou em uma caixinha por segurança. Tinha adquirido o hábito anos antes, depois de decidir que não queria que seus inimigos soubessem que tinha família: esposa e dois filhos pequenos aguardando que voltasse para casa no Noroeste Pacífico. Jack pisou no asfalto e sentiu o sequíssimo calor da tarde do verão líbio. Seus óculos estilo aviador eram uma proteção modesta para a branca e severa claridade do sol do Norte da África. Ao entrar no deteriorado terminal, Jack passou por uma porta e chegou a um lugar em que havia uma esteira de bagagem, e mais de cem pessoas aglomeradas em um espaço que já estaria lotado com a metade delas. Seus companheiros de busca por bagagem, a maioria deles homens, gritavam em árabe e gesticulavam loucamente enquanto brigavam por suas malas. O ar estava repleto de moscas e tinha um fedor nauseante de suor ressecado. Jack dava respiradas curtas pela boca numa inútil tentativa de se livrar de ambos. Estava alerta desde o momento em que descera do avião, uma reação automática sempre que Jack chegava a território hostil. Hiperatento e com o semblante sério, todos os seus movimentos erampensados, calculados para transmitir por meio da linguagem corporal que não estava a fim de confusão, mas que também não recuaria caso acontecesse algo.

Jack sentiu os olhares dos estranhos sobre si e sabia que pelo menos alguns deles estavam armados. Sabia também que todos que o observavam tinham chegado à mesma conclusão instantânea: americano. Suspeitava que pelo menos alguns deles desejavam vê-lo morto. Enquanto esperava pelas malas, Jack avistou um homem corpulento e barbudo de pé com as costas na parede depois da multidão. Os olhos do homem examinavam cuidadosamente a aglomeração enquanto seu corpo permanecia imóvel como um lagarto em um galho de árvore. Estava com uma calça cargo cáqui e uma camisa social azul-marinho para fora da calça, Jack sabia: para ocultar a arma na cintura. Os olhares se encontraram por um instante. Jack voltou o olhar para a esteira de bagagens, e o homem barbudo continuou sem expressão, colado na parede.

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