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15 Atitudes Poderosas para Aumentar a sua Produtividade – Abraham Shapiro

Há quem consiga deixar tudo de lado e concentrar-se em suas atividades. Muitos não conseguem. Talvez ganhem mal, ou não conseguem administrar seus recursos pessoais, ou são atraídos, puxados, por outros problemas e, por isso, sentem-se ansiosos. Eles passam grande parte do tempo preocupados – quando não o tempo todo. Há os que apenas se distraem. E também os que não nutrem qualquer interesse em ter foco sobre nada. Definitivamente concentração é a chave para externar qualquer potencial ou capacidade. O raio laser só é poderoso porque consiste em luz concentrada no mesmo sentido. Um pianista dispersivo interpretará mal seu instrumento. O mesmo ocorrerá a um bailarino com sua dança, com o médico cirurgião, com o fotógrafo ou qualquer profissional quando não tiver foco sobre o que faz. – “Não consigo ler um livro” – alguém diz. “Lá pela quinta página já não lembro nada do que se passou na primeira”. Eu usarei esta situação para abrir o meu primeiro e-Book – termo inglês para livro eletrônico. Espero sinceramente que você tenha foco e concentração ao lê-lo. O meu primeiro livro “Torta de Chocolate Não Mata a Fome” foi publicado em 2012. Desde lá, creio ter produzido um número tão grande de textos que certamente lotariam um lance da estante de livros do meu estúdio, em casa. Mas eu sou rigoroso com o sentido das coisas. Procuro levar a público somente o que me dá a certeza de que será semente, irá germinar, crescer, florescer e frutificar. Até porque aquele provérbio árabe impera com força sobre a minha decisão. Refiro-me ao que diz: “Você pode levar os seus camelos a todos os oásis do mundo, mas eles só beberão água se tiverem sede”. Você temsede de ler este livro? O tema principal é produtividade. O conceito de produtividade depende muito do enfoque. Na ótica da engenharia, a produtividade média é uma medida da eficiência da produção de qualquer item. Pode ser expressa como a divisão entre a quantidade de saída pela quantidade de entrada no processo. Também pode ser a quantidade produzida na saída por unidade de tempo.


Já, a produtividade no trabalho é medida como a taxa de produção por trabalhador ou grupo de trabalhadores por unidade de tempo. Ela será alta ou baixa quando se faz a comparação com um padrão estabelecido ou taxa de saída esperada. E a produtividade pessoal, como se define? É esta a proposta deste e-Book. E eu vou me esforçar em fazê-lo(a) entender isto ou ampliar a sua visão a respeito. Sabe de uma coisa? Eu me orgulho muito de empregar extensa literatura nos coachings que ministro aos jovens herdeiros que serão sucessores dos pais nas empresas familiares da região onde vivo. E serei franco em dizer que não é fácil ser orientado por mim. Eu sou provocativo, questionador e insistente… até que o meu coachee – aluno ou orientado no processo de coaching – aprenda a usar o poder de seu pensamento. Eu exijo uso contínuo e máximo de massa encefálica. E os passos que eu o treino a dar são sempre largos no raciocínio e na capacidade intelectual. Contudo, a grande lição que busco “emplacar” nas mentes e vidas que me são confiadas é a de ater-se, muitas vezes, à frase central ou palavra-núcleo do livro ou artigo que leem. A razão é simples. Sem que se saiba o “porque”, nada tem razão de existir ou manter-se. Para que você saiba, este livro tem um porquê. A minha vida tem um porquê. E eu posso dividi-lo com você. Aqui vai: “Eu acredito no esforço. Com o devido esforço, qualquer indivíduo produz resultados. É um engano esperar da inteligência, do dinheiro, dos contatos, da formação acadêmica ou da ocasião de mercado. Porém, crer no esforço para atingir o alvo, sim. Até mesmo o mais lento dos lentos pode alcançar a grandeza. Como? Ao desejar conquistá-la com tamanha convicção e vontade, que chegue a chorar por isso.” Assim, após tantos anos atuando como consultor de empresas, formando e consolidando líderes e gestores em várias áreas, eu precisava registrar as minhas experiências pessoais sobre produtividade. E aqui está o registro. Simples, humilde, mas objetivo e prático. Na primeira parte você encontrará todo o fundamento das ideias porque se deve aprender a gerir o tempo como base para a produtividade pessoal.

Ali estarão também duas ferramentas práticas para que atinja este fim. Na segunda parte eu lhe darei acesso às 15 ATITUDES que, implementadas e transformadas em hábito, trarão para dentro da sua vida – e trabalho, negócios, relacionamentos – um incremento significativo ou a maximização ou a otimização da sua produtividade pessoal. Faça a sua escolha do que você mais precisa. O Brasil padece de baixa produtividade. E este atributo negativo é resultado de convicções, princípios, valores que se transformam em comportamento e atitudes. Ou seja, temos problemas. Só é produtivo quem quer ser produtivo e se aplica a aprender técnicas – tantas e tantas técnicas – para, enfim, adaptar-se ao conjunto daquelas que atuarão na melhoria de seu desempenho, seja profissional ou pessoal. Contudo, o princípio do aprendizado da produtividade é o foco. Sem foco, nada disso poderá acontecer. E foco requer energia e determinação. Alguém, certo dia, me perguntou: – “Como posso ter foco se as minhas preocupações são tantas: mulher, filhos, contas a pagar e muito mais?” E eu lhe disse: – “Você tem razão. Se uma preocupação ocupa o seu espaço mental, nada irá concorrer com ela. Há que se adotar algumas medidas”. E passarei a compartilhar com você quais as medidas que julgo infalíveis para se livrar das preocupações e obter foco. 1°. Pensar exige disciplina – como tudo nesta vida. Uma leitura, uma etapa do trabalho ou até uma prece exige “preparação preliminar” – um gesto ou pensamento que antecede o ato em si e chama à atenção. Trata-se de um pensamento introdutório. Por exemplo. Suponha que você tenha de escrever um texto. Antes de iniciar, pergunte-se: “O que farei agora? Tenho de escrever uma mensagem importante. Para quem? Para fulano, que é responsável por tal setor na empresa x”. Este é um ato de conscientização. Você verá que ajuda muito. 2°.

Cuide do ambiente. Não me refiro apenas ao ambiente externo, mas ao interno também. Se a temperatura nos deixa mais ativos ou preguiçosos, o que se passa no interior da mente ajuda muito a propiciar boa disposição. Aprenda a controlar ou regular o seu “estado interior”. As suas condições internas devem ser propícias para receber aquilo que irá entrar e ocupar este espaço. 3°. Aprenda a administrar o seu dinheiro e as suas despesas pessoais. Sabe por que? Só assim você conseguirá ter ritmo e enxergar resultados. Ganhar mais poderá ser a sua desgraça caso não aprenda a lidar corretamente com dinheiro. E a preocupação com despesas e o sustento pessoal, familiar, é uma das que mais concorrem com a nossa capacidade de concentração. 4°. Tenha confiança em D-us! E também em si. Ter fé é crer que tudo vem das “Mãos dos Céus”. Autoconfiança é “a certeza de que eu vou conseguir fazer isto”. Acredite em si, nos seus princípios, na sua inteligência, e depois, na soma de tudo o que lhe compõe como indivíduo, como ser humano. Porém, não pare de aprender e de aplicar na prática tudo o que você aprende. Concentre-se. Tenha foco. Produza. Produza muito, e tudo com altíssima qualidade. Lembre-se o tempo todo de que os obstáculos foram, são e serão muitos, sempre. “Viver é aprender a viver” , disse um sábio. E não existe vida sem crises e problemas. Portanto, viva para resolver problemas. Só não morra por eles.

PARTE 1: PREPARE-SE PARA A PRÁTICA Você vai conhecer pontos importantes que são os pré-requisitos da sua imersão prática nas 15 Atitudes Poderosas para Aumentar a sua Produtividade VISÕES INICIAIS Um vazio a ser preenchido Um homem desperdiçou muitos anos de sua vida em coisas de que se arrependia. Então, ele decidiu dedicar duas horas diárias ao estudo de um livro de sabedoria por acreditar que isso o ajudaria a ser melhor como pessoa e como profissional. Quando um amigo soube, perguntou-lhe por que não usava aquelas horas para trabalhar e ganhar mais dinheiro. Ele respondeu: – “Eu tenho que recuperar o tempo que perdi, por isso comecei a estudar. Eu desejo, hoje, ser um homem melhor do que fui até ontem”. Você acha possível recuperar tempo perdido? Muitos pensam que não. Mas é, sim. Para entender como se faz isto, é preciso conhecer alguns atributos particulares do tempo. Apesar de medido em minutos, dias e anos, o significado real do tempo nada tem a ver com número. Tempo não é quantidade, como somos levados a pensar. O que é o tempo? Em si o tempo é vazio. Nós é que temos o dever de preenchê-lo. Com que? Com vida, isto é, com um conteúdo significativo. Se este conteúdo é bom ou mau, só depende de nós, pois, trata-se daquilo que escolhemos fazer. A questão que surge neste ponto é: “Como você preenche o seu tempo? Comatitudes de valor?” Eu disse “valor”, e não preço. Se não for com valor, o resultado poderá ser inútil ou banal. E é isso o que tanta gente sente por toda sua existência. Engana-se quem pensa ser o tempo uma força que se opõe à vida. Absolutamente não é! O que pesa na percepção de tempo útil e bem aproveitado são as nossas ações, ou melhor, as escolhas que fazemos enquanto o tempo flui. Vejamos de perto os TQQ´s. Você sabe quem são eles? São indivíduos que passam a sexta-feira, o sábado e o domingo imersos em bebidas, drogas, jogando conversa fora com amigos, e quando chega a segunda-feira, você os vê se arrastando em suas obrigações, reféns de uma ressaca infernal. Perguntei a um desses como consegue trabalhar sob tais condições. E ele me respondeu: – “Eu trabalho porque tenho de fazer uma grana nos três dias úteis da semana, já que depois de quinta, vem a sexta-feira novamente, e ninguém é de ferro. A gente tem que aproveitar a vida!” Reparem no que ele disse: “três dias úteis”. Daí o apelido TQQ´s, ou “terças, quartas e quintas”, porque só nestes dias essas pessoas “tentam” trabalhar.

Será que elas conseguem? Sob quais padrões de medida? Com a boa desculpa de diversão e liberdade, estou certo de que gente assim não “vive”, mas apenas “existe”. Quais consequências colhem? Cedo ou tarde eu os vejo substituídos e descartados de suas funções ou negócios! Pode soar lugar comum o fato de que milhões de pessoas sérias pensem ser o tempo a maior de todas as oportunidades da vida. Estes indivíduos especiais estão em busca de aprender o que fazer de útil e valioso com as vinte e quatro horas de cada dia, como fazer, quais comportamentos adotar a fim de serem melhores, etc. Eles acreditam que seu sucesso pessoal, profissional, nos relacionamentos e até na espiritualidade decorre disto, precisamente. Se você lê este livro, talvez seja um forte sinal de ser um deles. Wolfgang Amadeus Mozart morreu aos 34 anos. Divertiu-se muito, ganhou e perdeu dinheiro, teve filhos, juntou bons amigos, frequentou palácios e catedrais nos maiores centros de sua época. Mas, de tudo isso, após dois séculos de sua morte, o que ficou dele é uma gigantesca e maravilhosa obra musical, conhecida e amada tanto por gente simplória e inculta quanto por grandes celebridades. Talvez como consolo à mediocridade de tantos, seja mais fácil admitir que ele foi um gênio. E então, pensam consigo: “Eu não sou gênio. Logo, nada do que eu fizer fará diferença no mundo”. O que fazem então? Viram-se do outro lado e continuam a dormir. Golda Meir foi primeira-ministra do Estado de Israel aos 71 anos de idade e, por sua eficiência, sabedoria e enorme inteligência, passou para a História da Humanidade como estadista de destaque entre guerreiros, conquistadores e reis. Pergunte a pessoas com 70 anos se estariam dispostas a governar um país cercado de inimigos por todos os lados, em estado de tensão militar cem por cento de tempo. Quantos aceitariam uma missão desta envergadura? Golda Meir aceitou. Por quê? Sua compreensão do papel que devia desempenhar junto à sociedade era mais poderosa do que o desejo de viver os anos de sua velhice sossegada ou aproveitando a vida. Não é dormindo ou entorpecidos que externamos o melhor de nós. Se você lesse todos os livros que reúnem a sabedoria humana sobre o tempo e sua gestão, concluiria algo surpreendente. Quer saber? Aqui vai: Pessoas ocupadas têm tempo para tudo. E quanto mais ocupadas, mais coisas conseguem fazer. Por quê? Porque elas são produtivas! O COMEÇO Um dos trabalhos que mais me satisfazem realizar é a orientação de jovens para que se tornem líderes e inspirem outras pessoas nas empresas, na família e na sociedade. Eu me esforço tudo o que posso para lhes convencer de que estudo é grande parte do que precisam para chegar à realização deste ideal. Estudar não consiste apenas em frequentar uma escola, faculdade ou pós-graduação, mesmo sendo importante para qualquer carreira. Então o que é? São hábitos simples, como ler, informar-se, conversar com objetividade, trocar experiências e impressões com outros, anotar inspirações e sentimentos e, ao final de cada uma dessas atividades, sair intelectualmente melhor do que se entrou. Estudar não é só importante.

É definitivo. É vital– como respirar, alimentar-se ou tomar água. Sem estudo não há entendimento, nem julgamento justo. Sem estudo as decisões se tornarão fracas, aleatórias, subjetivas e rasas. No livro “A Ética dos Pais” – obra filosófica escrita há mais de dois mil anos –, encontrei uma proposta com o poder de mudar completamente qualquer perspectiva sobre este tema: “Nunca diga: ´Estudarei quando tiver tempo ´ , pois esse tempo pode jamais chegar”. A quem se destina este conselho? Não só a quem está viciado em adiar a responsabilidade de estudar. Mas antes, às pessoas tão ocupadas com suas atividades, que resta-lhes pouco ou nenhum tempo para o estudo e a reflexão. Em resumo, trabalhar é importante, porém, sem estudo, faltará algo que só o esforço não proporciona. Há uma fábula que nos ensina a colocar o estudo, o conhecimento e o “saber” em sua real perspectiva. O cachorro e o cavalo eram os animais mais próximos à casa do fazendeiro. O cachorro, como sempre, o melhor amigo do dono. O cavalo também era querido, mas a seu modo e natureza. Com o passar do tempo, o cavalo sentiu uma pontinha de ciúme do cão, que ganhava mais carinho, mais comida e brincadeiras. O cavalo, por sua vez, só servia para a monta e transporte, e ainda levava alguns golpes de chicote no lombo de vez em quando. O equino tomou coragem, e, aproveitando um momento de descontração, perguntou ao cachorro: – “Diga-me se puder o que você faz para ser mais querido que eu pelo nosso dono?” O cachorro, humilde e companheiro como era, discordou da visão do cavalo. Mas, diante de tanta insistência, revelou o que pensava ser seu segredo. – “É muito simples” – disse o cão. “Quando o dono chega a casa, eu pulo sobre ele e o cubro com minhas lambidas”. O cavalo gostou da revelação, e no mesmo dia, sem cerimônia, quando o fazendeiro chegou de uma ida à cidade, disparou num galope em sua direção, saltou sobre ele e começou a lambê-lo com toda dedicação e interesse. O fazendeiro, atônito, pensou que o cavalo tivesse enlouquecido. Reagiu de pronto, pegou seu chicote e enquadrou-o, prendendo-o na baia. Na manhã seguinte, quando o cavalo encontrou o cachorro, pôs-se a reclamar: – “Que negócio é esse. Você é meu amigo ou ‘amigo da onça’? Eu mal saltei sobre nosso dono e comecei a lambê-lo, e ele pegou seu chicote e me surrou como nunca! Apanhei tanto que nem consegui deitar-me direito. Meu corpo todo dói”. Ao que o cachorro lhe respondeu: – “Querido amigo, eu fiz o que pude.

Mas ouça uma lição que eu me demorei muito a aprender. Nesta vida, fazer não é tudo. A verdadeira diferença está em saber fazer”. Escreva isto em algum lugar para que você não esqueça: “Nesta vida,fazer não é tudo. A verdadeira diferença está emsaber fazer”. Contudo, as pessoas se acham “muito atarefadas” para “aprenderem a fazer”, pois isto só é possível a quem estuda. Por isso dizem: “O que posso estudar no pouco tempo que me resta? Quando eu tiver bastante tempo livre, então poderei ler bons livros e até frequentar algum curso ou palestra”. A elas deve-se responder que “o tempo com que esperam contar no futuro pode jamais chegar”. Por enquanto, elas continuam perdendo frações preciosas de tempo que poderiam ser bem aproveitadas. Há um engano nesta visão. Quanto tempo você precisa para ler uma página de um livro? E meia página? E um parágrafo? Você prefere perder cinco reais ou cinco minutos? Aposto que você responderia: – “Prefiro perder cinco reais”.

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