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365 dias que mudaram o mundo – History Channel

Não vamos mais dormir sem aprender algo novo… 365 [1] dias que mudaram o mundo é uma forma agradável de realizar o desejo de aumentar nosso conhecimento a cada dia; uma ajuda divertida para descobrir, aprender ou relembrar acontecimentos e curiosidades sobre o mundo em que vivemos. Este novo livro de HISTÓRIA nos traz uma variada seleção de acontecimentos relevantes, sobretudo do século XX. Um para cada dia do ano. Tomamos a liberdade de datar eventos da Antiguidade – cujas datas são impossíveis de determinar com exatidão segundo o calendário gregoriano –, baseando-nos sempre no momento e no período do ano em que eles ocorreram. Os avanços tecnológicos são, sem dúvida, os que têm maior impacto em nossos hábitos cotidianos; mas não teríamos a liberdade, o conhecimento, o acesso à alimentação nem à saúde se, a cada dia ao longo da História, não tivessem sido produzidos marcos que mudaram uma determinada forma de pensamento ou que permitiram algum desenvolvimento científico. As mudanças no panorama geopolítico, a influência religiosa, as diferentes estruturas de poder, as grandes descobertas científicas, a evolução dos impérios ou os avanços legislativos etc., são todos fatores que, de uma maneira ou de outra, vêm nos permitindo ser como somos hoje e viver emuma sociedade que vem evoluindo no caminho das liberdades de pensamento e expressão. 365 dias que mudaram o mundo nasce com essa vocação e, como tal, inclui marcos políticos e do pensamento, descobertas científicas, eventos esportivos, as corridas espacial, militar e armamentista, avanços tecnológicos, as grandes descobertas da humanidade e as transformações socioculturais que configuraram o Ocidente como o conhecemos hoje. Esta publicação é uma nova aposta do HISTORY Channel – que conta com milhões de telespectadores em vários países do mundo – para compreender o passado de forma acessível, fácil e divertida. Depois do sucesso de nossas publicações anteriores, esperamos que 365 dias que mudaram o mundo responda às dúvidas de leitores que, como você, têm a gentileza de nos ler. Aproveito a ocasião para agradecer aos nossos editores da Martínez Roca (Grupo Planeta) pela confiança em nossa marca e pela certeza de que este é o primeiro fruto de um longo caminho de sucesso. Também gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer à equipe da revista HISTÓRIA por sua dedicação, e especialmente a Esther Vivas por sua persistência em estender uma marca televisiva a uma mídia tão complexa quanto a editorial. Muito obrigada a todos, espero que desfrutem da leitura e que 365 dias que mudaram o mundo nos permita dizer, com certeza, que, este ano, não iremos dormir nenhum dia sem conhecer algo novo. Dra. Carolina Godayol Diretora-geral The History Channel Iberia JANEIRO 1 o de janeiro Abolição da escravatura nos Estados Unidos (1863) Aquestão da escravatura nos Estados Unidos se enquadra no contexto de uma guerra civil, na qual os 21 estados do Norte enfrentaram os 11 estados confederados do Sul. A Guerra de Secessão foi, na realidade, consequência do choque entre duas economias diferentes: a do Norte, industrial e abolicionista, e a do Sul, agrária e escravocrata. O sistema de plantation – forma de exploração agrária que se caracteriza pelo uso de grandes extensões de terra dedicadas à monocultura e pelo emprego de mão de obra escrava – vinha sendo aplicado no cultivo de tabaco na Virgínia, na Carolina do Norte e no Kentucky, e no cultivo de arroz na Carolina do Sul, e se expandiu às culturas de algodão na Geórgia, no Alabama e no Mississippi, tornando necessário maior número de escravos. No entanto, desde 1808 a importação de escravos africanos era ilegal. Cerca de 1 milhão de escravos foram levados do Velho Sul para o Oeste entre 1790 e 1860, a maioria proveniente de Maryland, da Virgínia e das Carolinas. O Compromisso do Missouri (1820) tratou de dividir os novos territórios do Oeste em estados escravagistas e estados livres em igual número. No Norte, o movimento pela abolição da escravatura ganhou importância, enquanto, no Sul, predominavam a crença na supremacia branca e o afã de manter o modelo econômico. Ainda que milhares de escravos tenham fugido para o Norte, estes continuavam representando um terço da população dos estados escravagistas em 1860. No Norte, a maioria não questionava a existência da escravidão no Sul, mas muitos se opunhamà sua extensão aos territórios do Oeste. Os sulistas defendiam que cada território tinha o direito de decidir sua posição. Um jovem político de Illinois, Abraham Lincoln, apresentou, sem sucesso, uma proposta ao Senado, por meio da qual se exigia deter a expansão da escravatura.


Em 1860, o Partido Republicano nomeou Lincoln candidato à presidência dos Estados Unidos da América, à frente de uma plataforma antiescravista. Nesse momento, a tensão Norte-Sul era extrema, pois um abolicionista, John Brown, havia tentado iniciar uma rebelião de escravos na Virgínia. Após sua execução, o Norte o declarou mártir e os brancos do Sul compreenderam que o Norte não estava disposto a manter a autonomia estadual. Os estados do Sul ameaçaram se separar da União se Lincoln fosse eleito. Apesar de a maioria dos estados sulistas e fronteiriços terem votado contra ele, Lincoln ganhou as eleições e instaurou um programa de limitação da escravatura, o que levou à secessão dos estados do Sul e ao início da Guerra Civil. Quando a guerra começou, a prioridade de Lincoln era que os Estados Unidos se mantivessemunificados em um só país; a fim de obter apoio tanto no interior quanto no estrangeiro para conseguir a vitória, fez do conflito uma batalha contra a escravidão. Lincoln emitiu o Ato de Emancipação, que entrou em vigor no dia 1 o de janeiro de 1863, pelo qual foram libertados todos os escravos dos estados confederados, autorizando o recrutamento de afro-americanos para o exército da União. Em dezembro de 1865 foi promulgada a XIII Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que pôs fim à escravatura legalizada no país. Você sabia? 1. Os escravos recuperavam a liberdade uma vez que seu amo tivesse morrido. 2. Quando a Guerra Civil terminou, os negros do Sul haviam ganhado a liberdade, mas as leis locais negavam o seu acesso a muitos serviços públicos, o que os impedia de desfrutá-la. O Sul continuou segregado, a luta dos afro-americanos pela igualdade foi sendo adiada até o século XX. 2 de janeiro Fim da Reconquista da península Ibérica (1492) Recebe o nome de Reconquista o período da história da península Ibérica compreendido entre os anos de 718 – data provável da revolta de Pelágio – e 1492 – conquista do reino de Granada –, durante o qual reinos cristãos e muçulmanos conviveram e combateram entre si no território peninsular. No fim da Idade Média, a península Ibérica estava dividida em quatro reinos cristãos – Castela, Aragão, Navarra e Portugal – e o reino muçulmano de Granada. A conquista de Granada revalidou a vitória de Isabel e Fernando no conflito de sucessão ao trono de Castela, afirmando sua posição diante da nobreza, à qual conseguiram fazer participar da guerra. Durante a tomada de Granada, reforçaram-se o sistema fiscal e a capacidade militar castelhana; a guerra teve ali um momento-chave na criação do Estado espanhol moderno. Participaram, militar e financeiramente, ainda que de maneira desigual, castelhanos e aragoneses, constituindo a primeira grande empresa comum da nova monarquia. A conquista do último reduto inimigo de Al-Andalus significou garantir o lado norte do Mediterrâneo para a cristandade, diante da pressão turca que, em 1480, havia atacado o sul da Itália. Da mesma forma, com a capitulação de Granada, os Reis Católicos, Fernando e Isabel, puderamencarar com liberdade outras frentes da sua política exterior, principalmente na rivalidade com a França, no Rossilhão, na Itália e em Navarra. A vitória também serviu para reforçar o prestígio dos novos monarcas. A guerra, iniciada em 1482 após sucessivas provocações dos muçulmanos, esteve marcada pelo poderio militar cristão e pelas desavenças internas no reino muçulmano. Teve seus principais momentos nas conquistas de Ronda (1485) e Málaga (1486). O derradeiro cerco, da cidade de Granada, de abril de 1491 a janeiro de 1492, culminou com a rendição final de Boabdil, o último monarca do último reino muçulmano da península Ibérica. A desunião dos granadinos, com Zegris e Abencerragens em guerra civil, favoreceu as conquistas cristãs.

Boabdil destituiu seu pai, que fugiu para Málaga (1483), enquanto Az-Zaghall, irmão do velho rei deposto, pactuou com Boabdil a divisão do reino. Ele se instalou na Alhambra e Boabdil, no Albaicín. Em 1487, este último conseguiu o domínio total de Granada. Contudo, as lutas internas continuaram até que, após longas negociações com Gonzalo Fernández de Córdoba, o Grande Capitão, a cidade se rendeu. Boabdil se exilou, enquanto os habitantes de Granada estavamlivres para emigrar ou ficar ali tendo suas propriedades, seu idioma e sua religião respeitados. No dia 2 de janeiro de 1492, Isabel e Fernando entravam na Alhambra, onde Boabdil os esperava para entregar as chaves da cidade. Você sabia? 1. Os restos de Isabel e Fernando descansam na capela real da catedral de Granada; esse fato denota a grande importância que a guerra e a conquista de Granada tiveram no reinado dos Reis Católicos. 2. Em 1486, Rodrigo Ponce de León, marquês de Cádiz, tornava pública uma profecia que dizia que Fernando conquistaria não apenas Granada como também a África até a Etiópia, Jerusalém, Roma, as terras dos turcos etc., constituindo um império universal. 3 de janeiro Assinatura do Tratado START 2. Início do desarmamento nuclear (1993) Oexcesso de armas nucleares que garantia a destruição mútua, o esforço econômico que isso acarretava e o risco de uma guerra acidental levaram a que, desde os anos 1960, em plena Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética decidissem limitar a corrida armamentista. Influiu também a conveniência, de um ponto de vista propagandístico, de cada qual se mostrar mais disposto ao desarmamento do que o rival, assim como a necessidade de desenvolver armas que tornava parte das disponíveis desnecessária. Em 1972, iniciaram-se as Conversações sobre Limites para Armas Estratégicas (SALT, na sigla em inglês), que definiram os acordos SALT 1 (essencialmente o Tratado ABM, pelo qual se comprometiam a não desenvolver defesas antimísseis) e os SALT 2, em 1979, pelos quais se estabeleciam limites para os mísseis balísticos intercontinentais lançados de terra (ICBM) e do mar (SLBM). No dia 31 de julho de 1991, ambas as superpotências firmaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START 1, na sigla em inglês), mediante o qual as ogivas nucleares lançadas ficavam limitadas a 6 mil, com um máximo de 1.600 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla eminglês), mísseis balísticos lançados por submarino (SLBMs) e bombardeiros para cada superpotência, o que representou a eliminação de quase 80% das armas nucleares estratégicas existentes naquela época. Em 1992, com a assinatura do acordo diplomático entre os presidentes Bush e Ieltsin, a Rússia devia deixar de usar e eliminar as lançadeiras de mísseis intercontinentais SS-18 e SS-19 de ogivas múltiplas, considerados a arma de dissuasão por excelência e os mais temidos pelos Estados Unidos, pois podiam alcançar seu território. Por sua parte, Washington reduziria pela metade os mísseis de ogivas múltiplas nos submarinos. Finalmente, no dia 3 de janeiro de 1993, o presidente russo Boris Ieltsin e seu homólogo norteamericano George H. W. Bush assinaram o Tratado START 2. O Senado dos Estados Unidos o ratificou em janeiro de 1996; a Duma (câmara baixa do Parlamento russo), pelo contrário, bloqueou sua ratificação durante vários anos, em protesto pelas ações militares dos EUA no Iraque e em Kosovo e pela ampliação da OTAN aos países do Leste Europeu. O START 2 proibia o uso de ogivas múltiplas MIRV nos ICBM, de tal modo que o número máximo de ogivas nucleares ficava limitado a 3.500 unidades para cada uma das partes no ano 2000 – ou 2003, dependendo da economia russa.

Ao todo, seriam desmanteladas cerca de 15 mil ogivas nucleares do total de 21 mil. O tratado permitiria uma redução progressiva nos dois anos seguintes, até restabelecer os níveis dos anos 1960. Assim como o START 1, o novo acordo não previa a destruição das armas, mas sim dos mísseis utilizados para o seu lançamento. A demora do Parlamento ucraniano em ratificar o START 1 constituiu um grande obstáculo para a implementação do START 2. Com os anos, o tratado perdeu importância e ambas as partes perderam interesse nele. Os Estados Unidos queriam modificar o Tratado ABM para permitir o desenvolvimento de um sistema de interceptação de mísseis balísticos (conhecido popularmente como Guerra nas Estrelas), ao que a Rússia se opunha. No ano 2000, a Duma finalmente aprovou o tratado, dando um passo simbólico para tentar preservar o Tratado ABM, coisa que os Estados Unidos não fariam. Em 2002, os presidentes George W. Bush e Vladimir Putin firmaram em Moscou outro Tratado sobre Reduções Estratégicas Ofensivas (SORT), que substituiu oficialmente o START 2.

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