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5 Cavaleiro – Clube das Mulheres Contra o Crime – Vol 5 – James Patterson

ACHUVA CASTIGAVA AS JANELAS QUANDO começou a ronda da madrugada no Hospital Municipal de São Francisco. Na UTI, Jessica Falk dormia profundamente no seu leito, como se boiasse numtranquilo lago de analgésicos. Ela estava tendo um dos sonhos mais lindos da sua vida. Jessica e seu precioso tesouro, a pequena Claudia, de três anos, nadavam nos fundos da casa da avó da menina. Usando apenas uma boia rosa-shocking em cada braço, Claudia brincava na piscina, seu cabelo molhado brilhando ao sol. – Seu mestre mandou: beijo de borboleta, Claudia! – Assim, mamãe? Mãe e filha riam sem parar, dando cambalhotas na água e gritando de felicidade, quando, sem nenhum aviso, Jessica sentiu uma dor insuportável no peito. Ela acordou com um grito e se sentou rapidamente, levando as duas mãos ao coração. O que está acontecendo? Que dor é essa? Então se deu conta de que estava internada – e que mais uma vez passava mal. Lembrou-se de como tinha chegado até ali, da sirene da ambulância, do médico dizendo que tudo estava sob controle, que ela não precisava se preocupar. Relaxando o corpo sobre o colchão, quase desmaiando, procurou pela campainha para chamar a enfermeira. Ao encontrá-la, deixou que ela escorregasse de seus dedos, batendo contra a lateral da cama com um barulho metálico. Meu Deus, não consigo respirar. O que está acontecendo? Estou sufocando. Que horrível! Estou passando mal. Jogando a cabeça de um lado para outro, Jessica corria os olhos pelo quarto quando percebeu umvulto na sombra. Um rosto conhecido. – Graças a Deus! – Seu tom de voz era ofegante. – Por favor, me ajude! É meu coração! Jessica esticou os braços, fechando os dedos sobre o nada, mas o vulto não se moveu. – Por favor! – implorou ela. O vulto não se mexia, não tomava nenhuma providência para ajudá-la. Que diabos está acontecendo? Aqui é um hospital. A pessoa escondida nas sombras trabalha aqui. Minúsculos pontos pretos foram surgindo diante dos olhos de Jessica enquanto uma dor lancinante roubava o ar dos seus pulmões. Em poucos segundos, tudo o que ela conseguia enxergar era uma nesga de luz. – Por favor, me ajude.


Acho que estou… – Sim – disse o vulto na sombra –, você está morrendo, Jessica. É bonito ver sua passagem. capítulo 2 AS MÃOS DE JESSICA SE debateram sobre o lençol, em desespero. Em seguida ficaram quietas. Ela havia acabado de morrer. O Notívago deu três passos à frente e curvou o tronco sobre o leito. A pele da morta em pouco tempo ganharia uma coloração azulada, pegajosa ao toque, e suas pupilas estavam imóveis. Pulso zero. Nenhum sinal vital. Onde ela estaria agora? No céu? No inferno? Ou em lugar nenhum? O vulto endireitou a campainha, esticou o lençol sobre a cama e realinhou o cabelo louro do cadáver, não se esquecendo da barra da camisola. Depois tirou um lenço do bolso e secou a saliva que escorria da boca da mulher. Dedos ágeis ergueram o porta-retratos ao lado do telefone na mesinha de cabeceira. Aquela mãe que segurava a filhinha no colo era uma bela mulher… Claudia. Era esse o nome da menina, certo? O Notívago colocou o porta-retratos de volta na mesa, fechou os olhos da morta e pôs sobre cada pálpebra um pequeno disco dourado, menor que uma moeda de 10 centavos. Os dois traziamgravados na superfície um caduceu, símbolo da medicina em que duas serpentes se entrelaçam numbastão com duas asas. Um adeus foi sussurrado em meio ao ruído dos carros que, na rua, cinco andares abaixo, cruzavamo asfalto molhado. – Boa noite, princesa. PARTE 1 PREMEDITAÇÃO capítulo 3 EU EXAMINAVA UMA PILHA DE pastas com 18 casos de homicídio ainda não resolvidos quando atendi a ligação de Yuki Castellano, minha amiga advogada. – Mamãe quer nos levar para almoçar no Café Armani – disse a mais nova integrante do Clube das Mulheres contra o Crime. – Você precisa conhecê-la, Lindsay. Ela é capaz de encantar uma serpente até o animal entregar a própria pele. Mas no bom sentido, claro. Vejamos… o que fazer? Café frio com salada de atum na minha mesa ou um delicioso almoço mediterrâneo, com direito a salada fresca e lasquinhas de parmesão, uma taça de vinho e a companhia de Yuki e sua mãe encantadora de serpentes? Arrumei as pastas, disse à nossa assistente, Brenda, que voltaria em poucas horas e saí sabendo que não precisaria retornar antes das três, horário de uma reunião com toda a equipe. Aquele dia ensolarado de setembro encerrava uma longa temporada de chuva e com certeza seria um dos últimos dias de glória antes que o outono, frio e úmido, tomasse conta de São Francisco. Era maravilhoso estar ao ar livre.

Eu me encontrei comYuki e a mãe dela, Keiko, na sofisticada região comercial da Union Square e dali a pouco estávamos conversando sem parar, seguindo pela Maiden Lane rumo à Grant Avenue. – Vocês, moças, modernas demais – disse Keiko, graciosa como um passarinho, miúda, bemvestida e bem-penteada, com duas sacolas de butiques penduradas em cada braço. – Homem não gosta mulher independente – ela falou, tropeçando no idioma. – Mamãããe – resmungou Yuki. – Dá um tempo, vai! Estamos no século XXI. E este país se chama Estados Unidos! – Veja você, Lindsay – prosseguiu Keiko, dando as costas para a filha e apertando meu braço. – Uma mulher com pistola! Yuki e eu caímos na gargalhada, rindo tão alto que mal ouvimos a senhora de olhos puxados se explicar: – Que homem querer mulher com arma na bolsa? Diante do sinal fechado para pedestres, aproveitei para secar os olhos, àquela altura encharcados de tanto que eu ria. – Mas eu tenho namorado – comentei. – Se tem! – exclamou Yuki, entregando o jogo: – Joe é um italianão boa-pinta, igual ao papai. E tem um cargo importante no governo. Segurança Interna. – Ele faz namorada Lindsay rir? – perguntou Keiko, ignorando completamente as credenciais de Joe. – Ahã. Tem vezes que a gente se acaba de rir. – Trata namorada bem? – Muuuuito bem – respondi, rindo. Keiko assentiu, dizendo: – Conheço esse sorriso. Lindsay encontrou um homem desrespeitoso. Mais uma vez Yuki e eu caímos na gargalhada e, a julgar pelo brilho nos olhos dela, Keiko estava adorando o papel de mãe interrogadora. – Quando você ganha aliança desse Joe? Eu fiquei vermelha. Keiko havia enfiado o dedo na ferida. Um dedo com a unha perfeitamente pintada, aliás. Joe morava em Washington, do outro lado do país. Na realidade, eu não fazia ideia de para onde estava indo nosso relacionamento. – Ainda não estamos no estágio da aliança – respondi. – Você ama esse Joe? – Muito – admiti.

– E Joe ama Lindsay? A mãe de Yuki ainda me avaliava com um olhar maroto quando de repente as feições de seu rosto se enrijeceram como pedra. Os olhos cheios de vida se reviraram e os joelhos cederam. Ainda tentei socorrê-la, mas não houve tempo. Keiko despencou na calçada com um gemido que fez meu coração gelar. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Será que ela estava sofrendo um AVC? Yuki deu um grito e depois se abaixou ao lado da mãe, segurando o rosto dela e berrando: – Mamãe! Mamãe, acorda! – Yuki, deixe comigo! Keiko. Keiko, está me ouvindo? Meu coração pulava dentro do peito quando levei os dedos à carótida de Keiko e contei seus batimentos cardíacos com a ajuda do relógio. Ela estava respirando, mas a pulsação era tão fraca que eu mal conseguia senti-la. Peguei meu celular e liguei para a Central. – Tenente Boxer, matrícula 2.721 – fui logo dizendo. – Preciso de uma ambulância na esquina da Maiden com a Grant. Rápido!

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