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90 Minutos no Céu – Don Piper

Escrevi este livro como uma forma de autodefesa. Desde 1989, raramente consegui satisfazer as pessoas dando respostas rápidas ou fazendo breves palestras sobre a experiência pela qual passei. No rádio, na televisão, nos jornais, do alto de inúmeros púlpitos e em muitas outras oportunidades que tive para falar, costumava deixar mais perguntas no ar do que oferecer respostas satisfatórias. As pessoas sempre queriam saber mais, cada vez mais. Escrevi três manuscritos diferentes sobre essa experiência com o objetivo de satisfazer as pessoas mais curiosas, mas nenhum deles conseguiu me satisfazer. Foi então que convenci um dos mais destacados escritores dos Estados Unidos a ser meu parceiro na autoria de um livro que ofereceria respostas às questões mais inquietantes a respeito da minha morte e da minha vida. Cecil Murphey, autor de biografias de grande sucesso sobre figuras exponenciais, como Franklin Graham,Truett Cathey, B. J.Thomas, Dino Karsanakas e o Dr. Ben Carson, proporcionou a perspectiva que eu desejava para escrever o livro de que precisava. Você o tem em mãos neste momento. Cec tornou-se um amigo dedicado, um confidente e um mentor. De fato, uma das bênçãos que recebi durante a elaboração deste livro foi a oportunidade de conhecer Cec Murphey. A paixão que ele demonstrou por esse projeto pode ser identificada em cada página. Obrigado, Cec! Sou profundamente grato a você. Da mesma forma, sou grato pela fé que Deidre Knight, da agência Knight, depositou nesse projeto. E a Dra. Vicki Crumpton, do Baker Publishing Group, é uma pessoa que passei a admirar cada vez mais. Prezo muito sua dedicação para ver minha história publicada. Gostaria de agradecer à equipe da Unidade de Trauma do Centro Médico Memorial Hermann e ao Hospital Episcopal de St. Luke’s, em Houston, pela maneira como se dedicam à arte da cura. Umagradecimento especial ao Dr. Thomas Greider, meu cirurgião ortopedista desde aquela noite fatídica de 18 de janeiro de 1989. Pessoas de Deus preciosas de várias igrejas permitiram-me servi-las. Elas foram fundamentais não apenas pelo fato de terem orado por minha sobrevivência — a presença delas também tem sido uma bênção para o meu ministério.


Também sou muito grato à Igreja Batista South Park de Alvin, no Texas, onde congregam grandes guerreiros de oração. E importante reconhecer as contribuições especiais da Primeira Igreja Batista, da Igreja Batista Airline e da Igreja Batista Barksdale, todas localizadas em Bossier City, Louisiana. Tenho uma dívida incomensurável com meu patrono de ministério, o Dr. Damon V. Vaughn, ex-pastor das primeiras duas igrejas mencionadas. Por permanecer fiel comigo nos dias que se seguiram ao meu acidente, quero expressar um amor semfim pela Primeira Igreja Batista de Rosharon, assim como pelas igrejas batistas Hunters’ Glen e Murphy Road de Plano, todas no Texas. Desde 1996, tenho considerado a Primeira Igreja Batista de Pasadena, no Texas, o lugar onde sirvo. Seu apoio a esse projeto tem sido muito bom e inabalável. Obrigado a todos por sua paciência, sua boa vontade, suas orações e seu amor. A Anita Onerecker e seu falecido esposo, Dick, obrigado por permitir que Deus os usasse de maneira tão radical. A todos os meus amigos, irmãos e irmãs em Cristo, que oraram de forma apaixonada, agradeço muito. Só Deus conhece os sacrifícios que vocês fizeram, bem como seus atos de bondade. Acima de tudo, agradeço a meus amigos de longa data, Cliff McArdle e David Gentiles, verdadeiros presentes de Deus. Seja de dia ou de noite, em momentos oportunos ou não, em situações convenientes ou de sacrifício, vocês sempre demonstraram ser amigos fiéis. E obrigado a todos vocês pelo incentivo que me deram para tornar este livro uma realidade. Por fim, desejo expressar minha profunda gratidão aos pais de minha esposa, Eldon e Ether Pentecost, e a meus pais, Ralph e Billie Piper, pelos sacrifícios incalculáveis que fizeram e pelo apoio fiel que ofereceram. Aos meus três filhos, Nicole, Chris e Joe, digo o seguinte: Deus me concedeu filhos muito melhores do que eu poderia um dia merecer. Sou grandemente abençoado por isso. Como poderia agradecer por tudo o que vocês significam para mim, ainda mais depois daquela sexta-feira, há tanto tempo? E à minha esposa há trinta anos, Eva. Ninguém deveria precisar fazer por outra pessoa o que você precisou fazer por mim. Mesmo assim, você fez, e de um modo fiel e compassivo, sem hesitar emmomento algum. De todas as pessoas que fazem parte de minha família e de meu círculo de amizades, só Eva consegue chegar perto de compreender, de fato, como essa jornada tem sido penosa a cada dia, pois tem suportado esse fardo ao meu lado. Eva, você é um presente de Deus. Deus, o senhor sabe que nem sempre fui capaz de entender as razões para tudo o que me aconteceu, mas nunca deixei de confiar. Oro: “Aba, Pai.

” Que esse esforço humilde de contar a minha história possa agradá-lo e abençoar muitas pessoas. Amém. Don Piper Fevereiro de 2004 Prólogo “Morri em 18 de janeiro de 1989. Os paramédicos chegaram à cena do acidente em poucos minutos. Viram que eu não tinha pulso e me declararam morto. Cobriram meu corpo de modo que os passantes não parassem para olhar enquanto eles cuidavam das pessoas feridas. Eu não tinha nenhuma consciência da presença dos paramédicos ou de qualquer outra pessoa que estivesse à minha volta. Imediatamente depois da minha morte, fui direto para o céu. Enquanto eu estava no céu, um pastor batista chegou à cena do acidente. Embora soubesse que eu estava morto, correu na direção do meu corpo sem vida e orou por mim. Apesar da zombaria dos técnicos da equipe de emergência, ele se recusava a parar de orar. Noventa minutos depois de ser declarado morto por aqueles técnicos, Deus ouviu a oração daquele pastor. Voltei à Terra. Essa é a minha história.” Don Piper Capítulo 1 O ACIDENTE Podemos, pois, dizer com confiança: “O Senhor é o meu Ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?” Hebreus 13:6 A Convenção Geral Batista do Texas (BCGT, a sigla em inglês) promove conferências estaduais todos os anos. Em janeiro de 1989, escolheram o litoral norte do lago Livingston, onde a Associação Unida Batista, composta por todas as igrejas batistas na área metropolitana de Houston, opera umgrande centro de convenções chamado Trinity Pines. A conferência era focada no crescimento das igrejas, e fui porque estava pensando seriamente em dar início a uma nova igreja. A conferência começou em uma segunda-feira, e deveria ser encerrada com um almoço na quartafeira. Na noite de terça-feira, encontrei-me com um amigo que também era executivo da BGCT. Ele se chamava J. V Thomas, e nossa intenção era a de fazer uma longa caminhada. J. V. havia aderido a caminhadas desde que sofrerá um ataque do coração, por isso resolvemos nos exercitar juntos na última noite da conferência.

Alguns meses antes, eu começara a pensar se não seria o momento adequado de dar início a uma nova congregação. Antes de embarcar em um empreendimento dessa envergadura, eu queria reunir toda a informação que me fosse possível. Sabia que J. V. tinha tanta experiência e conhecimento sobre o desenvolvimento de novas igrejas quanto qualquer outra pessoa da BGCT. Por ter fundado muitas igrejas de sucesso no estado, a maioria de nós o reconhecia como um especialista no assunto. Conforme caminhávamos juntos naquela noite, conversamos a respeito de meus planos de iniciar uma nova igreja, quando fazê-lo e qual seria o lugar mais apropriado para isso. Eu queria saber das dificuldades que enfrentaria, assim como era importante conhecer as armadilhas a serem evitadas. Ele respondeu a todas as minhas perguntas, que pareciam nunca acabar, e levantou questões sobre as quais eu ainda não havia pensado bem. Caminhamos e conversamos por mais ou menos uma hora. Apesar do tempo frio e chuvoso, aquele encontro foi maravilhoso. J. V. se lembra bem daquela oportunidade que tivemos de trocar idéias. Eu também, mas por uma razão diferente: seria a última vez na vida que eu caminharia normalmente. Na manhã de quarta-feira, o tempo piorou. Chovia sem parar. Se a temperatura caísse mais alguns graus, não poderíamos viajar, pois tudo teria congelado. Os encontros matinais começaram na hora certa. O último orador fez algo que os pastores batistas quase nunca fazem: terminou cedo. Em vez do almoço, a equipe em Trinity Pines nos serviu um brunch por volta das dez e meia da manhã. Minhas malas já estavam prontas desde a noite anterior e devidamente guardadas no porta-malas de meu carro, um Ford Escort 1986. Assim que terminamos o brunch, me despedi de todos os meus amigos e entrei no carro para pegar a estrada de volta à igreja que dirigia, a Igreja Batista South Park, em Alvin. Tratava-se de uma comunidade na região de Houston. Quando liguei o motor, lembrei-me de que, apenas três semanas antes, havia recebido uma multa por não usar cinto de segurança.

Eu ia pregar no lugar de um amigo pastor que estava prestes a fazer uma cirurgia na garganta. Um patrulheiro do Texas me pegou. Aquela multa ainda permanecia no banco do carona como um lembrete de que eu deveria pagá-la assim que voltasse a Alvin. Até recebê-la, não costumava usar o cinto de segurança, mas, depois disso, mudei meus hábitos. Quando olhei para a multa, pensei: “Não quero ser parado pelo guarda de novo.” Por isso, ajustei cuidadosamente o cinto de segurança. Aquele gesto tão simples revelou-se uma decisão crucial. Havia duas maneiras de voltar a Houston e, em seguida, a Alvin. Assim que cheguei aos portões de entrada de Trinity Pines, precisei escolher entre dirigir através de Livingston e seguir pela Autoestrada 59 ou tomar a direção oeste até Huntsville e chegar à Interestadual 45, conhecida como a Autoestrada do Golfo. A distância era praticamente a mesma, independentemente da escolha que eu fizesse. Em todas as outras vezes que fui a Trinity Pines ou voltei de lá, usei a Autoestrada 59. Naquela manhã, decidi pegar a Autoestrada do Golfo. Fiquei aliviado pelo fato de podermos voltar para casa mais cedo. Passava pouco das onze da manhã, por isso eu conseguiria voltar à igreja por volta das duas da tarde. O pastor principal estava guiando um grupo de pessoas em uma visita à Terra Santa, e me incumbiu de dirigir nosso culto de meio de semana na igreja South Park. Ele também me pedira para pregar nos dois domingos seguintes. Naquela noite, haveria uma reunião de oração, que não exigia grandes preparações. Mesmo assim, eu precisava trabalhar em meu sermão para a manhã de domingo seguinte. Antes de sair de Alvin, eu havia escrito um esboço para o primeiro sermão. Era intitulado “Eu creio em um grande Deus”. Conforme dirigia, planejei reler o esboço do sermão e avaliar o que tinha conseguido escrever até então. Em várias oportunidades, desde aquela época, pensei sobre minha decisão de tomar a Autoestrada do Golfo. É impressionante ver como deixamos de prestar atenção nas decisões mais simples no momento em que as tomamos. Mesmo assim, sempre me vem à lembrança o fato de que até as decisões mais singelas costumam gerar resultados significativos. Aquela foi uma decisão desse tipo.

Saí de Trinity Pines, virei à direita e segui pela Autoestrada 19 do Texas. Dessa forma, eu chegaria a Huntsville e à interseção com a Interestadual 45, que me levaria a Houston. Não precisei dirigir muito antes de chegar ao lago Livingston, uma obra das mãos humanas, criado a partir do represamento do rio Trinity. Onde antes havia um rio hoje existe um lago muito grande e bonito. Margeando o lago Livingston, há uma rodovia de duas pistas cujo leito foi construído acima do nível do lago. A estrada não tem acostamento, o que faz dela uma via demasiadamente estreita. Eu teria de atravessar uma grande extensão de água dirigindo por aquela estrada estreita até chegar ao outro lado. Não tive nenhum pressentimento ruim em relação à viagem, embora tivesse sido alertado a respeito da ausência de acostamentos na estrada. Ao fim da rodovia que cruza o lago, está a ponte originariamente erguida sobre o rio Trinity. Logo depois da ponte, surge na estrada uma subida pronunciada que escala a margem do rio Trinity. A ladeira é tão íngreme que a visibilidade se torna um problema para os motoristas que trafegam nas duas mãos da estrada. Aquela era a primeira vez que via a ponte, e ela me pareceu curiosamente fora de lugar. Não tinha idéia da extensão, mas era muito longa. Trata-se de uma ponte antiga, construída sobre uma estrutura de aço muito rígida e forte. Eu não conseguia ver muito além do trecho de estrada que tinha à minha frente. Com certeza, não conseguia distinguir outros veículos trafegando. Era uma ponte perigosa e, como fiquei sabendo depois, muitos acidentes aconteceram ali. (Embora não seja usada há bastante tempo, a ponte ainda está lá. O governo construiu outra ao lado dela.) Eu dirigia a cerca de oitenta quilômetros por hora porque, para mim, aquele era um território desconhecido. Encolhi os ombros por causa do frio que sentia dentro do carro. O vento fazia com que aquela manhã parecesse ainda mais fria do que estava de fato. A chuva constante havia se transformado em um pé d’água. Se eu conseguisse chegar a Alvin, já me daria por satisfeito. Por volta das 1lh45min, pouco antes de eu alcançar o fim da ponte, no lado leste, uma carreta de dezoito rodas, guiada por um presidiário em condicional do Departamento de Correções do Texas, atravessou a linha central que dividia as pistas e bateu de frente contra meu carro.

O cavalo mecânico imprensou o meu carrinho contra a mureta da ponte. Todas as rodas passaram por cima do teto de meu carro, esmagando-o. Lembro-me de partes do acidente, mas a maior parte das informações dique disponho obtive do relatório da ocorrência e das pessoas que estavam próximas ao local. Segundo relatos de testemunhas do acidente, depois de bater em meu carro, o caminhão deu uma guinada para o outro lado da ponte estreita e pegou a lateral de outros dois veículos. Eles estavam na frente da carreta e já haviam passado por mim na direção contrária. O registro policial indica que o caminhão trafegava em alta velocidade quando atingiu o meu carro — no mínimo, estava a quase cemquilômetros por hora. O motorista inexperiente só conseguiu parar o caminhão quase no fim da ponte. Um jovem vietnamita dirigia um dos veículos que foram atingidos. O outro era de um idoso. Embora tivessem ficado muito abalados, os dois sofreram apenas alguns cortes e contusões sem gravidade. Eles recusaram ajuda, de modo que os paramédicos não precisaram levar nenhum deles para o hospital. Por causa da alta velocidade da carreta, o relatório do acidente afirma que a força do impacto chegou a quase 180 quilômetros por hora. Ou seja, o caminhão me atingiu quando trafegava a aproximadamente cem quilômetros por hora, enquanto eu dirigia a oitenta quilômetros por hora. O presidiário recebeu uma ultimação por não conseguir controlar o veículo e por dirigir em alta velocidade. Mais tarde, recebi a informação de que o detento não tinha habilitação para dirigir aquela carreta pesada. No presídio, os supervisores procuraram voluntários para guiar o veículo e buscar itens de alimentação. Como ele era um dos voluntários, deixaram que guiasse. Dois guardas o seguiriam de perto, logo atrás, em uma picape do governo do estado. Depois do acidente, o motorista do caminhão saiu completamente ileso. Não tinha um arranhão sequer. A carreta do presídio quase não sofreu prejuízos. No entanto, aquele veículo pesado tinha esmagado e arrastado meu Ford naquela via estreita. Só a mureta da ponte conseguiu impedir que meu carro fosse atirado para dentro do lago. De acordo com as pessoas presentes na hora do acidente, os guardas pediram que as equipes médicas do presídio fossem correndo ao local. Elas chegaram poucos minutos depois.

Alguém me examinou, viu que eu não tinha pulso e declarou que eu havia morrido instantaneamente por causa do choque. Não tenho nenhuma lembrança do impacto ou de qualquer outra coisa que tenha acontecido depois. Em um lapso de tempo inesperado, eu era um homem morto.

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