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A 3ª alternativa: Resolvendo os problemas mais difíceis da vida – Stephen R. Covey

A Terceira Alternativa foi o último livro da profícua carreira de escritor do Dr. Stephen R. Covey, que partiu deste mundo no dia 16 de julho de 2012, quando aproximava-se do seu octogésimo aniversário. Não é fácil resumir o grande legado deixado por ele, desde que, na década de oitenta, conseguiu relacionar, de modo pragmático e numa linguagem acessível, as teorias mais destacadas sobre o desenvolvimento humano com os hábitos observáveis das pessoas mais eficazes, produtivas e equilibradas. Encontrar formas simples para falar da complexidade é um talento tão raro quanto útil, daí o seu grande sucesso, com dezenas de milhões de livros vendidos no mundo todo. Dr. Covey esteve no Brasil em diversas ocasiões, tendo palestrado para milhares de líderes dos setores corporativo e governamental, educadores, profissionais liberais e jovens. Seu esforço contínuo para apresentar o Ser Humano segundo um paradigma integral – o paradigma da pessoa completa, como gostava de dizer – encontrou muita ressonância entre nós, brasileiros, que temos uma inclinação quase natural para reconciliar em nossa existência as dimensões espiritual, emocional, racional e física. Lamentavelmente, ele sobreviveu poucas semanas depois de receber a notícia de que a FranklinCovey Internacional e a Abril Educação haviam selado uma parceria estratégica no Brasil para disseminar aqui o projeto “O líder em mim”. O programa, que já foi implementado em mais de mil escolas, em cerca de 20 países, trabalha aspectos de protagonismo infantil, com base nos 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, em escolas de ensino fundamental, públicas e privadas. É sintomático que, em sua última obra, Dr. Covey tenha se debruçado sobre a questão da Terceira Alternativa, tratando com ousadia de nosso potencial coletivo – pouquíssimo utilizado ainda – para encontrar soluções criativas, superar intricados conflitos pessoais e sociais ou abrir novos caminhos de desenvolvimento sustentável. Há vários anos ele ensinava que a vida precisa ser vivida em “crescendo”, termo musical que indica um aumento gradual de volume. Certamente, o leitor perceberá nas páginas que seguem, emsom alto e claro, essa mensagem derradeira e bela que o Dr. Covey nos deixou para que vivamos num mundo melhor. Luciano Alves Meira Vice Presidente da FranklinCovey Brasil 1 O Ponto de Transição A vida é repleta de problemas. Problemas que parecem impossíveis de resolver. Problemas pessoais. Problemas familiares. Problemas no trabalho, na nossa vizinhança e no mundo em geral. Talvez o seu casamento tenha sido muito bom no início, mas agora vocês mal conseguem se aturar. Talvez você tenha cortado relações com seus pais, irmãos ou filhos. Talvez você se sinta sobrecarregado e inseguro no trabalho, sempre tentando fazer mais com menos. Ou talvez, como tantos outros, você esteja cansado de nossa sociedade litigiosa, em que as pessoas são tão ágeis para processá-lo que é arriscado dar um passo sequer. Nos preocupamos com a criminalidade e com o quanto ela tem se expandido em nossa sociedade.


Vemos políticos tentando resolver isso, sem chegar a lugar algum. Assistimos aos telejornais e perdemos a esperança de que os eternos conflitos entre as pessoas e as nações sejam resolvidos algum dia. Então, desanimamos, desistimos ou nos contentamos com certos acordos que, no fim, não nos parecem muito bons. Por isso eu quis escrever este livro. Ele trata de um princípio fundamental que, em minha opinião, pode transformar a sua vida e todo o mundo. Foi a percepção mais nobre e mais importante que tive ao estudar as pessoas que levam uma vida verdadeiramente eficaz. Basicamente, é a chave para resolver os problemas mais difíceis da vida. Todas as pessoas sofrem com as adversidades, a maioria em silêncio. Muitas enfrentam corajosamente seus problemas, trabalhando e com a esperança de um futuro melhor. Para muitas delas, os temores são muito palpáveis. Alguns desses temores são físicos, alguns psicológicos, mas todos são muito reais. Se você entender e viver de acordo com o princípio apresentado neste livro, talvez possa não apenas vencer os seus problemas, mas passar a construir um futuro melhor do que jamais imaginou ser possível. Eu não descobri este princípio — ele é imortal. Mas para aqueles que o aplicarem aos desafios enfrentados, não seria eufemismo algum dizer que, talvez, seja a maior descoberta de sua vidas. Meu livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes aponta nessa direção. De todos os princípios expostos naquele livro, o considerei “o mais estimulante, o mais capacitador, o mais unificador e o mais empolgante”. Em Os 7 hábitos, pude lidar com esse princípio apenas de maneira genérica; neste livro, no entanto, convido-o a explorá-lo comigo muito mais ampla e profundamente. Se você se dispuser a realmente entendê-lo, nunca mais pensará do mesmo modo. Você se verá lidando com os desafios mais difíceis da vida de uma maneira inteiramente nova, exponencialmente mais eficaz. Estou bastante entusiasmado para compartilhar algumas histórias sobre pessoas raras, que compreenderam este princípio. Elas não são apenas solucionadoras de problemas, mas tambémcriadoras do novo futuro com o qual todos sonhamos. Entre muitos, você conhecerá: Um pai que, em uma noite surpreendente, salvou sua filha, há anos atormentada pelo desespero e por ideias suicidas. Um jovem indiano que está solucionando o problema da energia elétrica para milhões de pessoas pobres — praticamente a custo zero. Um chefe de polícia que reduziu à metade a taxa de criminalidade juvenil em uma grande cidade canadense. Uma mulher que está trazendo de volta à vida o poluído porto de Nova York — novamente, quase sem custo.

Um casal que mal conseguia se falar e agora ri daqueles dias difíceis. O juiz que deu um fim rápido e pacífico para o maior processo ambiental da história norteamericana — sem colocar os pés em uma sala de audiências. O diretor de uma escola para filhos de trabalhadores imigrantes que elevou os índices de formatura de um acanhado patamar de 30% para 90% e triplicou os níveis de habilidades básicas de seus alunos — sem gastar nem um centavo a mais. Uma mãe solteira e sua filha adolescente que substituíram os sérios confrontos pela renovação da compreensão e do afeto. Um médico que cura praticamente todos os seus pacientes de uma doença mortal por uma fração do custo de outros médicos. A equipe que fez com que a Times Square deixasse de ser um antro de violência e sujeira e se tornasse a maior atração turística da América do Norte. É preciso enfatizar uma coisa: nenhuma dessas pessoas é uma celebridade milionária e superinfluente. Todas são, na maioria dos casos, pessoas comuns, que aplicam com sucesso este princípio supremo aos seus problemas mais difíceis. E você também pode fazer isso. Consigo ouvir você pensando: “Bem, não pretendo fazer nada de heroico como essas pessoas. Tenho meus próprios problemas, e eles são enormes para mim. Estou cansado, e só quero encontrar uma solução que funcione.” Acredite em mim, não há nada neste livro que não seja ao mesmo tempo global e pessoal. O princípio se aplica igualmente a uma mãe solteira que se esforça ao máximo para criar uma adolescente inquieta e a um chefe de Estado que tenta pôr fim a uma guerra. Você pode aplicar este princípio para: Um difícil conflito profissional com seu chefe ou colegas de trabalho. Um casamento com “diferenças irreconciliáveis”. Um desentendimento escolar de seu filho. Uma situação que o tenha colocado em apuros financeiros. A decisão importantíssima que você tem de tomar em seu trabalho. As discussões em torno de algum problema em seu bairro ou comunidade. Familiares que brigam constantemente — ou que simplesmente não falam uns com os outros. Um problema relacionado a excesso de peso. Um emprego que não o satisfaz. Uma criança que não “decola”. Um problema complicado de um cliente que você precisa resolver.

Uma pendência que poderia levá-lo aos tribunais. Ensinei o princípio subjacente deste livro por mais de 40 anos para, literalmente, centenas de milhares de pessoas. Ensinei-o aos alunos em idade escolar, a salas repletas de diretores-executivos corporativos, a graduandos, a chefes de Estado em cerca de 30 países, além de todos os outros tipos de pessoa. Abordei-as praticamente da mesma maneira. Escrevi este livro para que este princípio seja igualmente aplicável em um playground, um campo de batalha, uma sala de reuniões, uma câmara legislativa ou uma cozinha familiar. Pertenço a um grupo mundial de ponta que busca construir melhor relação entre o Ocidente e a comunidade islâmica. Esse grupo inclui uma ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, imãs e rabinos proeminentes, líderes mundiais de negócios e especialistas em resolução de conflitos. Emnossa primeira reunião, ficou claro que todos tinham um propósito específico. Tudo transcorreu de modo bastante formal e agradável, e era possível sentir o clima de tensão. Isso foi em um domingo. Pedi permissão ao grupo para ensinar um princípio antes de seguirmos adiante, e o grupo gentilmente concordou. Então, ensinei a mensagem deste livro. Na noite de terça-feira, todo o ambiente já havia sido transformado. Os propósitos privados haviam sido arquivados. Havíamos chegado a uma empolgante solução, que jamais poderíamos ter previsto. As pessoas na sala estavam plenas de respeito e amor umas para com as outras — era possível ver e sentir isso. A ex-secretária de Estado sussurrou ao meu ouvido: “Nunca vi nada tão poderoso. O que que você fez aqui poderia revolucionar completamente a diplomacia internacional.” Falaremos mais sobre isso adiante. Como eu disse, não é preciso ser um diplomata global para colocar este princípio em prática emseus próprios desafios. Recentemente, realizamos pesquisas com pessoas em todo o mundo para descobrir quais eram seus principais desafios: na vida pessoal, no trabalho e no mundo em geral. Não foi uma amostra representativa; só queríamos descobrir o que diferentes pessoas tinham a dizer. As 7.834 pessoas que responderam englobavam todos os continentes e todos os níveis de vários tipos de organização. Em suas vidas pessoais.

O desafio mais pessoal é a pressão pelo excesso de trabalho, juntamente com a insatisfação profissional. Muitos estão com problemas de relacionamento. Uma gerente intermediária europeia escreve: “Fico estressada, me sinto exausta e não tenho tempo nem energia para cuidar de mim mesma.” Outro diz: “Minha família está se desestabilizando e isso desequilibra quase todas as outras coisas.” No trabalho. Evidentemente, as principais preocupações das pessoas em relação ao trabalho são sempre a escassez de capital e de lucros. Mas muitas também estão preocupadas em perder terreno no jogo global: “Estamos presos demais aos nossos 100 anos de tradição. […] Estamos ficando cada vez mais irrelevantes. […] Faz-se muito pouco uso da criatividade e do empreendedorismo.” Na África, um gerente bem-estabelecido escreveu: “Estava trabalhando para uma organização internacional, mas pedi demissão no ano passado. Deixei a empresa porque não conseguia mais encontrar sentido no que estava fazendo.” No mundo. Na opinião de nossos entrevistados, os três primeiros desafios que enfrentamos como seres humanos são a guerra e o terrorismo, a pobreza e a lenta destruição do meio ambiente. Um gerente asiático de nível intermediário usou um tom de súplica: “Nosso país é umdos mais pobres da Ásia. Este é o [nosso] grito de guerra, pois a maioria de nossa população vive na pobreza. Há falta de emprego, educação, as facilidades de infraestrutura dificilmente estão disponíveis, uma dívida enorme, má gestão e corrupção galopante.” 1 Esta é uma rápida visão de como nossos amigos e vizinhos estão se sentindo. Eles podem listar desafios diferentes amanhã, mas acredito que veríamos apenas variações do mesmo tipo de sofrimento. Sob essas pressões crescentes, estamos lutando mais uns contra os outros. O século XX foi uma época de guerra impessoal, mas o século XXI parece ser uma época que exige malícia pessoal. O termômetro da raiva tem apresentado índices cada vez mais altos. Famílias brigam, colegas de trabalho discutem, agressores cibernéticos espalham terror, os tribunais estão abarrotados e fanáticos assassinam inocentes. “Comentaristas” desdenhosos invadem a mídia — quanto mais ultrajantes seus ataques, mais dinheiro eles fazem. Essa crescente febre de animosidades pode nos fazer mal. “Fico profundamente perturbado ao perceber o modo como todas as nossas culturas demonizam o Outro.

[…] As piores eras da história da humanidade costumam começar assim, com uma visão negativa dos outros. E, então, isso se transforma em um violento extremismo”, diz Elizabeth Lesser, especialista em bem-estar. 2 Sabemos muito bem como termina esse tipo de coisa. Então, como vamos resolver os nossos conflitos mais acirrados e solucionar nossos problemas mais difíceis? Continuaremos em pé de guerra, determinados a não suportar mais esse tipo de coisa e dispostos a descontar tudo em nossos “inimigos”? Vamos fazer o papel de vítima, à espera inútil de alguém para nos salvar? Levaremos o pensamento positivo ao extremo e nos contentaremos com um agradável estado de negação? Aguardaremos resignados, sem qualquer esperança real de que as coisas venham a melhorar? No fundo, acreditamos mesmo que todos os remédios são apenas placebos? Continuaremos trabalhando, como a maioria das pessoas de boa vontade, fazendo o que sempre fizemos, na esperança genuína de que as coisas venham de alguma forma a melhorar? Não importa a abordagem escolhida para enfrentar os nossos problemas, haverá consequências naturais para elas. A guerra gera a guerra, as vítimas tornam-se dependentes, a realidade empurra as pessoas para a negação, os cínicos não contribuem em nada. E, se continuarmos fazendo as mesmas coisas que sempre fizemos, esperando que desta vez os resultados sejam diferentes, não estaremos enfrentando a realidade. Como Albert Einstein teria afirmado: “Nossos problemas significativos não podem ser resolvidos no mesmo nível de raciocínio com o qual os criamos.” Para resolver nossos problemas mais difíceis, temos de mudar radicalmente nosso modo de pensar — e é isso que este livro aborda. Durante a leitura, você vai se ver diante de um ponto de transição entre seu passado, seja lá o que ele tenha sido, e um futuro que, até agora, você nunca havia imaginado. Descobrirá dentro de si umtalento para a mudança. Pensará sobre seus problemas de uma forma totalmente revolucionária. Desenvolverá novos reflexos mentais, que irão encorajá-lo a superar barreiras que outras pessoas consideram insuperáveis. Você será capaz de enxergar, a partir deste ponto de transição, um novo futuro para si mesmo — e os próximos anos podem ser radicalmente diferentes do que você esperava. Em vez de partir para umfuturo inevitável de diminuição de sua própria capacidade e repleto de problemas, você pode começar, agora, a matar sua fome por uma vida “num crescendo”*, sempre renovada e plena de significados e contribuições extraordinárias — até o fim. Ao recentralizar sua vida em torno do princípio deste livro, você descodescobrirá uma maneira surpreendente de alcançar esse futuro.

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