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A Arquitetura do Eu – Leonardo Mascaro

DESDE MEU PRIMEIRO CONTATO COM LEONARDO MASCARO, percebi que ele não apenas compreenderia profundamente meu trabalho, mas também deixaria uma grande contribuição em nível internacional no campo da consciência. Com o lançamento deste livro, vejo minhas expectativas realizadas. Mesmo antes de Leonardo obter sua certificação, conquistada com o incentivo de sua esposa, Flávia, que sempre o apoiou na superação dos sempre difíceis sacrifícios de tempo, energia e investimento, era possível detectar seu intenso desejo por comunicação profunda e integração entre indivíduos, bem como dentro de cada indivíduo. Seu desejo em trazer paz interior e equilíbrio à vida das pessoas estava claro desde o princípio. Sua habilidade em fazê-lo também se tornou rapidamente evidente. E sua dedicação era absoluta. Tive a felicidade de poder visitar Leonardo no verão de 2006, quando, no seu consultório em São Paulo, ficou claro que os frutos do seu trabalho começavam a aparecer, resultando em vários clientes satisfeitos — pessoas cujas vidas vinha ajudando a tornar plenas. E, à medida que as pessoas ao redor do globo começam a abraçar a chegada do novo milênio, há um profundo e genuíno anseio por paz interior, por harmonia, dentro de si mesmo e em relação aos outros, e por um contato maior com o inefável, algo que muitos buscaram em vão. Através de seu trabalho, Leonardo Mascaro conduz as pessoas rumo à compreensão desses estados, ajudando-as a começar a alcançá-los. O propósito de intencionalmente Despertar a Mente é levar as pessoas a um alinhamento com seu potencial mais alto, permitindo que alcancem uma nova compreensão sobre maestria e conexão mais profunda com sua própria espiritualidade. O padrão de ondas cerebrais da Mente Desperta foi inicialmente descoberto pelo biofísico e mestre Zen inglês C. Maxwell Cade, com quem trabalhei emLondres por oito anos. Nós pesquisamos swamis, yogues e meditadores experientes para determinar o padrão da maestria e descobrimos que, independentemente de sua teologia, filosofia, religião, sistema de crenças e técnica, todos produziam uma versão do mesmo padrão de onda cerebral —uma combinação de Beta, Alfa, Theta e Delta, que Cade chamou de Mente Desperta. Voltei para os Estados Unidos e, com a morte de Cade, expandi minha pesquisa para incluir não apenas uma população crescentemente diversificada na arena espiritual, mas também, no campo da criatividade, mensurando a atividade cerebral de indivíduos que se destacavam nos mais diferentes ramos de atividade — um pianista se apresentando em um concerto, um cientista lutando para descobrir uma nova cura para o câncer, uma dançarina criando a coreografia de uma nova apresentação, o executivo financeiro de uma corporação multibilionária discutindo finanças, uma adestradora de cavalos mundialmente conhecida trabalhando com seu melhor potro, um curandeiro durante o processo de cura, um medalhista de ouro olímpico treinando, e muitos outros. Minha notável descoberta foi que os momentos de picos de criatividade produziam os mesmos padrões de onda cerebral em que os mestres espirituais habitam. Ao longo de décadas, tive também a oportunidade de medir a atividade cerebral de diferentes tipos de curandeiros praticando sua arte, tanto no Ocidente quanto no Oriente, desde mestres de Chi Kung na Ásia, praticando Tuiná, até profissionais do método Feldenkrais, nos Estados Unidos — todos produzindo o mesmo padrão de onda cerebral que caracteriza a Mente Desperta. Eu havia encontrado a inter-relação entre criatividade, cura e espiritualidade. Com o passar dos anos, desenvolvi um protocolo para treinar pessoas a desenvolver a Mente Desperta. Tornei-me uma “Treinadora de Mente Desperta”. Tantas pessoas queriam compreender e aprender como fazer o que eu fazia, que desenvolvi o Programa de Treinamento Profissional em Mente Desperta. Sempre fui seletiva na escolha daqueles que treino, trabalhando somente com pessoas que compreendem e tem a vocação para este trabalho — pessoas que têm a intuição ou, em outras palavras, as ondas Delta para procurar e encontrar o treinamento, compreendendo suas implicações e importância. E assim retornamos a Leonardo, que não apenas possui as ondas Delta de intuição que o conduziram ao treinamento, mas também o Radar Delta que lhe confere a empatia, a percepção extrasensorial, e a habilidade de compreender ou “ler” as necessidades das pessoas, de forma a que possa ajudá-las da melhor forma possível. Isso me leva a mais uma pequena e fascinante história sobre Leonardo, que, espero, ele não se importe que compartilhe aqui, já que vai dar, a você leitor, uma idéia mais clara sobre o homem que assina o presente livro. Durante seu treinamento, Leonardo decidiu participar de um work-shop de cinco dias que eu estaria ministrando no Instituto Esalen, em Big Sur, Califórnia. Como líder, eu tinha direito a um quarto particular, enquanto vários dos participantes estavam acomodados em outro quarto chamado “espaço do saco de dormir”.


Leonardo estava neste quarto com outras pessoas, todas dormindo, pois já eram três horas da manhã. Era uma noite quente, o tipo da noite em que se quer deixar as janelas abertas. Eu estava me sentindo sufocada com o calor, mas não conseguia abrir a janela de meu quarto, e não queria acordar os participantes para pedir ajuda. Sabia que Leonardo estava no quarto de sacos de dormir, a cerca de 15 metros do meu quarto, no final do corredor, e que teria prazer em me ajudar se soubesse de meu problema. Então, me concentrei em “sinalizar” silenciosamente que precisava de sua ajuda, contando que seu Radar Delta captasse minha comunicação. Segui pelo corredor para verificar se ele havia “escutado” e se estava acordado. Em menos de 30 segundos, a porta do quarto de sacos de dormir se abriu e Leonardo apareceu, coçando a cabeça e piscando os olhos de sono, procurando ver onde eu estava e por que o havia chamado. Naquele instante, percebi que poderia contar com o Delta de Leonardo e que, essencialmente, qualquer informação por ele recebida do Inconsciente Coletivo ou da Consciência Universal seria genuína. Leonardo, um terapeuta completo, reconheceu que o aprendizado do Treinamento de Mente Desperta era essencial para que ele pudesse conduzir a melhor terapia possível, ser o melhor professor possível, e ajudar as pessoas a progredir, evoluir e encontrar seus próprios propósitos espirituais e missões de vida, da maneira mais rápida, abrangente e eficaz possível. Leonardo, seguindo meus passos, pertence a uma linhagem de yogues do despertar das mentes que integram a ciência mais avançada com a sabedoria ancestral. Empenhados em preencher o abismo entre Oriente e Ocidente, nosso propósito espiritual e missão na vida é trazer esta informação e este conhecimento para o planeta, de modo a contribuir com o avanço da evolução da espécie humana. Neste estágio da sociedade, procure imaginar como Despertar as Mentes de indivíduos emdiferentes pontos do planeta poderia ajudar a acabar com as guerras, a desenvolver e difundir o conhecimento médico, e a trazer paz e harmonia para os corações dos homens… As possibilidades são infinitas. Congratulo Leonardo Mascaro por seu trabalho, e espero que, em breve, este livro seja traduzido para o inglês e também para outros idiomas, de modo a que as pessoas do mundo inteiro possam se beneficiar dos ensinamentos de Leonardo, podendo ter o prazer de Despertar suas Mentes, seus Corações e suas Vidas. ANNA WISE Anna Wise é a maior autoridade mundial em meditação por biofeedback e treinamento de ondas cerebrais voltado ao desenvolvimento do estado de Mente Desperta. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas e seu trabalho recebeu reconhecimento especial nos Estados Unidos por suas contribuições à Neuroterapia e treinamento de Alta Performance. Introdução O OBJETIVO DESTE LIVRO É APRESENTAR AO LEITOR LEIGO — e mesmo àquele com formação mais sólida em ciência — através de linguagem acessível, uma abordagem absolutamente inovadora e inédita de trabalho terapêutico, baseada em treinos para a mente e para o cérebro, que chamei de Neuropsicoterapia. Assim, veremos que os estados expandidos de consciência, originalmente descritos nas filosofias e práticas orientais de meditação, possuem padrões de ondas cerebrais muito bem determinados e definidos. Exploraremos, também, seu alcance e suas implicações em nossas vidas, realizando, inclusive, práticas e treinamentos que nos darão os fundamentos a fim de que possamos, mais à frente, funcionar nestes estados. Finalmente, a aplicação destes conhecimentos no setting terapêutico tem permitido o desenvolvimento de verdadeiras ferramentas de promoção e facilitação dos processos de autoconhecimento e mudança. Mas por que, devemos nos perguntar, se muitas destas ferramentas, como veremos, foram descobertas há décadas, raramente chegaram a adentrar a prática e os consultórios dos psicólogos contemporâneos? E que dizer das salas de aula e laboratórios das universidades? A resposta é relativamente simples e envolve um gap, que podemos chamar mesmo de abismo, entre três diferentes instâncias do conhecimento humano: o espiritual-filosófico, majoritariamente encontrado nas antigas tradições orientais, o científico – tanto de pesquisa básica quanto aplicada – e o clínico. A comunicação entre estas três esferas, que até pouco tempo atrás mal se tocavam, quanto mais dizer se comunicavam, vem, cada vez mais, nos últimos anos, se intensificando. Esta recente tendência de unidade do conhecimento, aproximando a produção cultural ocidental às milenares tradições orientais, vem sendo observada em vários campos do conhecimento humano, como na Física, na Biologia, na Medicina, na Filosofia e mesmo nas Ciências Sociais e na Economia. Isto provocou, nestes últimos anos, o (re)surgimento de movimentos, em escala mundial, de cientistas e pensadores para a construção de “pontes” entre estas aparentemente distantes e díspares bases de conhecimento. Dentre estes movimentos, o principal é o da Transdisciplina-ridade que, como bem coloca Basarab Nicolescu, eminente físico teórico francês e Diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, foi fruto da “… necessidade de uma jubilosa transgressão das fronteiras entre as disciplinas.” A Física moderna, especialmente a Quântica, vem sendo um dos pilares destes ventos da mudança, e alguns dos maiores físicos do século XX falam desta íntima relação entre conhecimentos humanos oriundos de culturas tão distantes – geográfica e temporalmente.

Vejamos o que nos dizem dois deles. Werner Heisenberg: “É bastante provável que na história do pensamento humano os desenvolvimentos mais fecundos ocorram, não raro, naqueles pontos para onde convergem duas linhas diversas de pensamento. Essas linhas, talvez, possuam raízes em segmentos bastante distintos da cultura humana, em tempos diversos, em diferentes ambientes culturais ou em tradições religiosas distintas. Dessa forma, se realmente chegam a um ponto de encontro – isto é, se chegam a se relacionar mutuamente de tal forma que se verifique uma interação real – podemos esperar novos e interessantes desenvolvimentos a partir desta convergência.” Julius Robert Oppenheimer: “As noções gerais acerca da compreensão humana […], ilustradas pelas descobertas na Física Atômica, estão longe de constituir algo inteiramente desconhecido, inédito, novo. Essas noções possuem uma história em nossa própria cultura, desfrutando de uma posição mais destacada e central no pensamento budista ou hindu. Aquilo com que nos depararemos não passa de uma exemplificação, de um encorajamento e de um refinamento da velha sabedoria.” Outros cientistas e intelectuais de renome, pioneiros desta grande tendência, podem ser citados. Dentre eles: Carl Gustav Jung, James H. Austin, Andrew Newberg, Herbert Benson, Fritjof Capra, Stanislav Grof, Daniel Goleman, Hiroshi Motoyama, Elmer e Alice Green, e Patrick Paul, apenas para citar alguns. O fato é que, apesar dos esforços de muitas destas pessoas, a resistência e o preconceito existentes no meio científico em relação ao campo de pesquisa das bases biológicas dos estados expandidos ou alterados da consciência não teve, até recentemente, por diferentes razões, a atenção e o destaque merecidos, somente passando a receber o devido crédito nos meios acadêmicos mais respeitados a partir de meados da última década, primeiramente em face do crescimento vertiginoso de nosso entendimento da fisiologia cerebral, que parecia indicar que, de fato, aqueles conhecimentos arcaicos, de culturas muitas vezes não mais existentes, podiam, mesmo, ter algum fundamento. O segundo grande motivo iremos encontrar no financiamento de tais estudos, que, talvez por conta do anteriormente exposto, começou a efetivamente crescer, estimulando o envolvimento de cientistas de destaque e o interesse de outros setores da sociedade, representados por personalidades de renome, cujo exemplo mais ativo — e, por que não dizer, altivo? — nestes últimos tempos, tem sido Sua Santidade, o Dalai Lama. Assim, quando C. Maxwell Cade —pesquisador e professor de Psicobi-ologia na Universidade de Londres e pai do biofeedback, na Inglaterra – definiu o conceito de Mente Desperta, no início da década de 1970, a partir dos estudos e mensurações da atividade cerebral de swamis e monges emmeditação, temas como o dos estados expandidos da consciência – para os parâmetros e o entendimento de grande parte da comunidade científica de então – possuíam um caráter, no mínimo, controverso. Nessa época, o campo de estudo do biofeedback (no qual a pesquisa de Cade sobre Mente Desperta se inseria) ainda buscava se estabelecer enquanto ciência e não podia, portanto, arcar como ônus de uma forte e provável resistência no meio acadêmico, o que comprometeria tanto sua aceitação pela comunidade científica, quanto seu desenvolvimento futuro. E foi assim que a pesquisa dos estados expandidos de consciência permaneceu, senão marginalizada, às margens das big tides – ou tendências – científicas, por décadas, seja na própria comunidade do biofeedback, que, buscando consolidar-se como ramo da ciência, resistiu a dar espaço a este segmento de pesquisa, seja perante seus pares em outras frentes da ciência, que pouco ou nada investiam em pesquisas correlatas emseus próprios campos de estudo, o que como se sabe, é de fundamental importância para o florescimento, desenvolvimento e, finalmente, estabelecimento de um novo ramo em ciência. Portanto, o campo de estudo dos estados expandidos de consciência, até meados do século passado, permaneceu praticamente embrionário, sobrevivendo graças ao esforço isolado de figuras como C. G. Jung ou G. I. Gurdjieff. Mas foi o trabalho que W. Grey Walter estava desenvolvendo, ainda durante a Segunda Guerra Mundial, no Instituto Neurológico Burden, que deu o impulso definitivo, permitindo a constatação de que os ritmos cerebrais poderiam ser intencionalmente modificados. No entanto, seriam ainda necessários outros 20 anos para que se percebesse que, de fato, poderia haver valor e utilidade nesta descoberta.

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