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A arvore de dinheiro – Guia para cultivar – Jurandir Sell Macedo Jr

Inúmeras pessoas contribuíram em minha vida e formação e a cada uma delas tenho muito a agradecer. Contudo, aqui, agradeço de forma especial: Minha mãe, que, viúva aos 27 anos, com três filhos para criar, soube tomar a sábia decisão de investir todos os seus parcos recursos na educação, e que, mesmo na adversidade, soube construir uma família feliz, da qual me orgulho de fazer parte. Celina, minha esposa e amiga, e nossos amados filhos, Júlia e Gustavo, por tudo que me ensinamem nosso prazeroso dia a dia. A jornalista Natacha Amaral que me motivou a transformar minhas aulas de Finanças Pessoais neste livro. A competente jornalista Emilia Chagas, com a qual tenho o tido o prazer de trabalhar nos últimos cinco anos – não sei o que seria minha vida sem este apoio. A equipe do IEF: Letícia, Vitor e Júlia, que com seu vigor e entusiasmo de estudantes me renovam a cada dia. Toda a equipe da Expo Money, verdadeira família que tem cruzado o Brasil difundindo a educação financeira nos últimos dez anos. O Banco do Brasil, onde mantive uma coluna semanal por quatro anos e o Banco Itaú, onde venho trabalhando nos últimos três anos no programa Uso Consciente do Dinheiro, que tem gerado conteúdo de alta qualidade disponibilizado gratuitamente para clientes e não clientes. Não poderia deixar de mencionar a equipe da Superintendência de Sustentabilidade, composta por Denise T. Hills, Maria Eugenia Sosa Taborda, Ana Lygia Leite e Paula Baggio Arruda e também a Martin Iglesias, Fernando Foz Macedo e Geraldo Soares, entre tantos outros. Muito me orgulho desta tarefa que me possibilita difundir educação financeira de qualidade e sem custo para todos os brasileiros. Apresentação Quando Jurandir Macedo me convidou para escrever apresentação do livro “A Árvore do Dinheiro”, não demorei mais do que um segundo para aceitar. Foi um enorme orgulho participar deste livro que é um clássico das finanças pessoais no Brasil. Apesar de o seu nome ser Árvore, entendo que o livro é também uma semente, por ter sido para muitos o primeiro contato com o mundo das finanças pessoais e também por ter incentivado muitos outros a escreverem sobre o assunto. Vale lembrar que o livro é inspirado no único curso de finanças pessoais de uma universidade federal brasileira, a UFSC, e que deu origem à coleção Expomoney, da qual tenho também a honra de participar. O livro “A Árvore do dinheiro” é também um reflexo fiel do seu autor. Uma pessoa extremante simples, mas com profundos conhecimentos em diversas áreas e que consegue adaptar a sua linguagem com habilidade quase incomum. É com a mesma naturalidade com que Jurandir participa de rodas de discussão com os maiores experts do mercado financeiro, com cientistas pesquisadores da área econômica ou psicológica, com executivos de empresas e com pessoas comuns, que pedemsua ajuda para resolver questões simples vinculadas ao seu dia a dia financeiro. É importante destacar que o livro reúne conhecimentos de Jurandir na área das finanças comportamentais obtidos através do seu doutorado no assunto e seu pós-doutorado em Psicologia Cognitiva, além daqueles obtidos com sua longa experiência em Finanças Pessoais. Lembrando ainda que Jurandir foi um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), que é detentor dos direitos da marca CFPR no Brasil. O livro aborda praticamente todos os pontos relevantes para uma pessoa tomar suas decisões financeiras, desde os mais simples até os mais complexos, que, por sua vez, são tratados com uma linguagem extremamente adequada a qualquer pessoa. Tenho certeza que o leitor poderá aproveitar-se da mente de uma das maiores autoridades em finanças no Brasil e terá o mesmo prazer que eu tenho toda vez que tenho oportunidade de trocar ideias com meu grande amigo Jurandir. Mas, acima de tudo, tenho certeza que este livro ajudará o leitor tirar excelentes frutos da sua vida financeira. Martin Iglesias Gerente de Educação para Investidores do Itaú Unibanco Prefácio O mercado financeiro é bastante dinâmico e constantemente sofre alterações, o que motivou esta nova edição. Instituições mudaram de nome, outras foram criadas ou deixaram de existir.


A Bovespa, por exemplo, deixou de ser uma sociedade civil sem fins lucrativos e atualmente é uma empresa de capital aberto, a BM&F Bovespa S.A. Porém, mais do que mudanças formais, tivemos uma significativa mudança na estrutura de juros do Brasil. Quando do lançamento da primeira edição, era possível obter uma rentabilidade excelente correndo poucos riscos comprando Letras Financeiras do Tesouro, títulos públicos federais pósfixados, corrigidos pela taxa Selic. Atualmente, quem não quiser correr riscos vai obter retornos muito baixos, algumas vezes até perdendo para a inflação. A época da rentabilidade elevada sem riscos passou. Entretanto, mais do que retratar mudanças, o que esta nova edição permite é avaliar o que não mudou. Felizmente o fundamental do livro continua intacto. As estratégias recomendadas foram exaustivamente testadas pelas euforias e crises pelas quais passamos. Não precisei mudar uma linha sequer das estratégias de investimentos recomendadas. Desde a primeira edição sugeri investimentos constantes e diversificados. Para provar que esta estratégia é a melhor para a renda variável, acrescentei mais seis anos nas pesquisas de investimentos constantes na bolsa de valores e traçamos mais quatro cenários diferentes. Torna-se mais forte a ideia de que a melhor forma de investir em ações é destinar um valor fixo mensal para uma carteira diversificada de investimentos. Também acrescentei uma pesquisa sobre balanceamento de carteiras entre CDI e Ibovespa, na qual mais uma vez comprovei a vantagem da diversificação. Continuo com as mesmas recomendações de investimentos, diversificação e investimentos constantes. O que mudou é que cada vez há mais dados para comprovar esta tese. Falando em diversificação, na época da primeira edição tínhamos apenas um fundo de gestão passiva negociado na bolsa, os ETFs. Atualmente o pioneiro PIBB11 já faz parte de um segmento com 14 fundos – e, ao que tudo indica, outros logo irão surgir. Tenho a convicção de que novas crises certamente virão, bem como longos períodos de bonança. Para o investidor individual ter sucesso na bolsa de valores em qualquer desses cenários, basta investir aos poucos. E somente aquela parcela da poupança destinada ao longo prazo. Melhor ainda se investir para a aposentadoria. Finalmente, não podia deixar de registrar que, mesmo considerando que se passaram poucos anos do lançamento do livro, constantemente tenho recebido contatos de leitores que já começam a colher os frutos das suas árvores do dinheiro. Espero que dentro de alguns anos seja você, caro leitor, a colher os seus merecidos frutos. Introdução Este livro é resultado de longo processo de maturação pessoal e profissional, que teve início na década de 1980.

No começo de minha carreira, trabalhei muito com cursos de mercado de capitais. Contando somente as palestras feitas para gerentes de bancos, foram mais de 3 mil horas de aula, emmais de 100 cursos ministrados. Essa experiência propiciou uma série de contatos com milhares de alunos que, em sua maioria, conheciam muito bem o mercado financeiro e sabiam manipular ferramentas de controle de orçamento. No entanto, esses mesmos profissionais afirmavam ter enormes dificuldades para controlar suas finanças pessoais. Por que pessoas capacitadas em administrar e aconselhar seus clientes em questões financeiras não conseguiam controlar as próprias finanças? Essa dúvida inicial, que me desafiava e atormentava, certamente foi o que me conduziu a este livro. No final dos anos 90, Louis iniciava os primeiros esforços para trazer ao Brasil a profissão Planejador Financeiro Pessoal. Tive a oportunidade de participar das primeiras conversas que originaram o Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Dentro desse escopo, preparei uma pequena palestra sobre Finanças Pessoais que comecei a ministrar para alguns alunos de universidades e para alguns funcionários de empresas. Era uma palestra simples e dedicada a apenas alguns aspectos formais do controle de orçamento, porém, as perguntas que surgiam da plateia começavam a mostrar que existiam aspectos mais profundos da relação das pessoas com o dinheiro e que afetavam suas vidas financeiras. Após uma palestra ministrada em Curitiba, recebi um e-mail que me causou enorme espanto. O texto era o seguinte: “Jurandir, parabéns pela palestra. Ela me fez trocar uma BMW por uma bicicleta.” Simples assim, nada mais! Respondi agradecendo os parabéns, mas dizendo que estava preocupado, pois achava que o havia influenciado a fazer umpéssimo negócio. Pedi então que ele me explicasse melhor o que havia acontecido. Na resposta, o remetente identificou-se como gerente comercial de uma grande empresa imobiliária. Ele explicou que gastava quase duas horas todos os dias para ir e voltar de casa para o trabalho. Esse tempo em trânsito estava prejudicando sua qualidade de vida e ele pensava emcomprar um carro novo para tornar o trajeto mais agradável. O que ele ouviu na palestra não só o dissuadiu da decisão, como o fez negociar com a empresa um horário de trabalho de turno único, de seis horas, e comprar uma bicicleta para pedalar com o filho durante as manhãs. O depoimento me despertou uma onda de pânico. Como eu poderia interferir de forma tão significativa na vida de uma pessoa? E se não desse certo e ele perdesse o emprego? Como ficaria? Esse episódio, e talvez a proximidade de meus 40 anos, desencadearam enorme mudança emminha própria vida. Resolvi suspender diversos cursos que já estavam vendidos e, no início de 2000, entrei para um programa de doutorado disposto a me aprofundar no estudo das Finanças Pessoais. Após quatro anos de estudos, no Brasil e no Canadá, concluí minha tese na área de Finanças Comportamentais. Trata-se de uma nova área de estudos das finanças iniciada por dois psicólogos: Amos Tversky e Daniel Kahneman, que investigam o comportamento dos tomadores de decisão a partir de uma abordagem da psicologia cognitiva. Além dos estudos de Finanças Comportamentais, dediquei-me ao estudo das Finanças Pessoais e da Psicologia Cognitiva. Isso me fez perceber que a questão das finanças das pessoas passa por esferas muito mais profundas do que o aspecto formal.

Aprendi que nossas decisões financeiras não são corticais e racionais, conforme havia aprendido na economia neoclássica. Descobri que nossas estruturas infracorticais afetam nossas decisões e podem fazer com que o mais preparado diretor financeiro de uma grande empresa tenha dificuldades em administrar o orçamento de sua casa. Após esse período de estudos e descobertas, voltei a ministrar aulas na Universidade Federal de Santa Catarina, onde implantei a primeira disciplina de Finanças Pessoais em uma universidade brasileira. Essa disciplina se destina aos alunos de todos os cursos da universidade e, desde então, vem sendo ministrada para salas lotadas de jovens interessados em aprender como gerenciar suas finanças pessoais. Montei palestras e cursos que foram dados em empresas, universidades, associações profissionais e nas diversas edições da Expo Money ao longo de seis anos. Os inúmeros debates, perguntas, críticas e sugestões originados durante aulas, palestras, cursos e emails encaminhados pelos leitores da minha coluna no Banco do Brasil ajudaram a consolidar os conceitos expostos neste livro, porém, mais do que consolidar conceitos, também geravam questionamentos pessoais. Tais questionamentos impulsionaram mais um período de estudos iniciados em 2009, quando fiquei um ano no Laboratório de Psicologia Cognitiva da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) emum estágio de pós-doutorado. Daquela experiência nasceu o livro Finanças Comportamentais, que lancei com os professores José Junça de Morais e Régine Kolinsky, ambos da ULB. Logo após voltar da Bélgica, comecei a trabalhar no programa Uso Consciente do Dinheiro do Banco Itaú. Já são mais de dois anos escrevendo artigos, gravando programas, fazendo eventos e palestras por todo o Brasil, sempre contando com a valiosa colaboração da equipe do Instituto de Educação Financeira e em especial da jornalista Emília Chagas. Tenho aprendido muito com este trabalho no Itaú e sinto muito orgulho pelo resultado do que vem sendo feito pela equipe de Sustentabilidade do banco. Também não posso deixar de mencionar o resultado da atividade de conselheiro financeiro pessoal que desenvolvi junto ao Instituto de Educação Financeira. Um conselheiro de finanças pessoais trabalha por meio de consultas nas quais pessoas e famílias expõem e discutem seus problemas financeiros com a mediação de um profissional capacitado via certificação CFP™1 . Essa atividade me proporcionou grande amadurecimento profissional, que certamente foi importante na consecução deste trabalho. Este livro tomou a forma atual após muita insistência de uma ex-aluna de Finanças Pessoais da Universidade Federal de Santa Catarina, a jornalista Natacha Amaral. Para concretizar seu Trabalho de Conclusão de Curso, Natacha conseguiu me convencer a esquecer o jeito acadêmico de escrever e a ter coragem de me lançar em um formato novo como este guia – para a alegria do leitor e (talvez) o desespero de meus colegas professores. Pretendo levar você, leitor, a refletir por meio de exemplos, situações e impressões colhidos em meus estudos e em minha vida prática. Você verá que este é um livro simples, mas que está distante do simplismo. Espero que as ideias apresentadas aqui o estimulem a começar a cultivar a sua árvore do dinheiro e a lidar bem com suas finanças por toda a vida.

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