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A Borboleta Tatuada – Philip Pullman

Chris Marshall conheceu a garota que iria matar numa noite quente, no princípio de junho, quando uma das faculdades de Oxford oferecia o baile de verão. Os alunos, às vésperas da formatura, estavam festejando uma última vez, antes de partirem para se tornarem banqueiros de investimentos, diplomatas ou publicitários. Eles gastavam grandes quantias em dinheiro em convites para promover bailes desse tipo — 100 libras, ou até mais em alguns casos. Em troca disso, esperavam muita coisa, e os comitês organizadores trabalhavam duro para satisfazê-los: tendas como pistas de dança, bufês onde se servia champanhe, novas bandas começando a fazer sucesso, e bandas antigas e famosas, cabarés alternativos — todo tipo de entretenimento que estivesse na moda, que fosse caro e estivesse disponível. O campus daquela faculdade específica tinha jardins que ficavam às margens de um lago. Haveria uma queima de fogos. Havia uma banda de músicos ao estilo dos anos 20, em uma plataforma flutuante, e um cabaré-circo montado em uma tenda. Era, em todos os sentidos, um evento espetacular, um evento que os formandos sentiam que corporificava a riqueza e o esplendor que lhes eram devidos, naquela ocasião, naquele país. Chris Marshall não era um formando. Estava com 17 anos, ainda tinha um ano de estudos pela frente, antes de concluir o ensino médio e, para ele, aquilo era uma espécie de emprego de férias, embora ainda faltasse algum tempo para que chegassem as férias. Chris trabalhava em regime de meio expediente para uma empresa chamada Oxford Entertainment Systems, de propriedade de umhomem chamado Barry Miller. Barry sabia que Chris estava juntando dinheiro para comprar uma bicicleta decente, de modo que lhe ofereceu 25 libras pela noite de trabalho, apesar do fato de que, na verdade, não precisasse de ajuda. Chris ficou feliz por aceitar. Estava cansado de ficar sentado em casa, com sua mãe e seu novo amante, tentando puxar conversa, e se sentindo um intruso o tempo todo. Ele nunca, antes, havia se sentido assim em casa, e era desagradável. De modo que numa noite quente de junho, Chris estava instalando as luzes do cabaré-circo: desenrolando rolos de cabos, prendendo-os em suportes verticais com fita isolante, subindo emplataformas para checar o posicionamento de um spot, plugando vários cabos em uma mesa de controle de luzes, substituindo um fusível queimado, soltando uma roda giratória de luzes que tinha ficado presa e montando os pisca-piscas para emitir clarões intermitentes de fogo verde, enquanto Barry Miller conversava alegremente com o diretor do cabaré. Barry era um homem gentil, enérgico, de seus trinta e tantos anos, louro e magro, ligeiramente míope, algo que o fazia piscar e abrir bem os olhos com o que parecia ser uma franqueza inocente. Finalmente, trêmulo e visivelmente ansioso, o diretor retirou-se para os bastidores e Barry se virou para ver como Chris estava se saindo com o trabalho. — Como vão as coisas? — perguntou ele. — Você tem pólvora suficiente? Caramba, tem pólvora demais aí dentro. Não é preciso muita pólvora para fazer um estrondo gigantesco. Chris tirou com a colher um pouco da pólvora das caçoletas. Estas eram pratos de cerâmica refratária, em cuja base havia fios de arame de estopim cruzados e presos em dois terminais. Pequenas quantidades de pólvora — nas cores verde, vermelha ou branca — eram postas em cima disso e, quando a corrente era ligada, o arame de estopim queimava, incendiando a pólvora e provocando um grande clarão. Chris nunca tinha usado aquilo antes e não sabia que quantidade de pólvora deveria botar na caçoleta.


— Já temos um roteiro? — perguntou Chris. — Não. Ele vai me dar um sinal lá de trás. Eu perguntei se ele queria uma deixa de entrada de luz, mas para ele isso é mais uma coisa com que se preocupar e de que vai se esquecer. Vou lhe dizer uma coisa, esta turma não vai se dar bem profissionalmente. Isso aqui está um tremendo de umdesastre. Cacete, eles nem quiseram ensaiar as deixas de entrada de luz. Porra, pense bem, até que ponto se pode ser descuidado? O espetáculo estava previsto para começar à meia-noite e meia. Antes disso, o quarteto de jazz estaria tocando na tenda, o show de música seria seguido por um comediante gay cujo programa de televisão fora tirado do ar. Chris ficou confuso. — Pensei que as pessoas vinham a um baile para dançar — comentou ele com Barry. — Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que parece um parque de diversões. Estou surpreendido de eles não terem carrinhos de batida. — Não seria uma má idéia. Já fiz dúzias desses bailes, Chris. Este aqui é um pouco mais ambicioso, mas eu gosto disso. Olhe, não vou precisar de você antes de meia-noite e meia. Vá dar uma volta. Conheça as pessoas. Circule. — Não estou vestido para isso — argumentou Chris, mas fez o que Barry sugeriu, fascinado pelas vozes altas dos rapazes, pelos ombros nus das moças em seus vestidos de baile, e pela beleza simples dos jardins da faculdade sob a luz do crepúsculo de verão, com tochas acesas espalhadas pelo gramado, luzes brilhando entre as árvores imponentes e os primeiros acordes de música flutuando sobre a água do lago. Ele vivera em Oxford durante toda a sua vida, mas havia muita coisa que nunca tinha visto. As faculdades eram particulares e lugares reservados, exceto quando os turistas as invadiam e se enfileiravam para visitá-las — bandos de jovens italianos entediados ou de adultos japoneses curiosos —, e Chris não tinha vontade alguma de se misturar com eles. A Oxford de Chris era mais grosseira, mais barulhenta, mais suja do que todo aquele negócio de turistas. Era a Jericho Tavern, onde as boas e novas bandas independentes de rock vinham tocar; era o estádio de futebol; era a pista de corrida Speedway, que Chris freqüentara toda semana até que tinha se cansado daquilo e começara a praticar ciclismo mais seriamente.

Aquela era a sua Oxford, não esse mundo de conto de fadas de classe alta. Chris decidiu ali e naquele exato momento que qualquer que fosse a universidade onde fosse estudar não seria uma que ficasse em sua cidade natal. Para começar, não gostava do sentimento de ser olhado como se fosse alguém de posição social inferior e estava muito consciente dos olhares ligeiramente curiosos que estava atraindo, por estar vestido de maneira informal, de jeans e camiseta, deixando muito claro que não era nem um convidado nem um garçom. De fato, por sua aparência, ele poderia ser um músico de uma banda de rock. Era um rapaz bonito, com cabelos crespos louro-escuros e em boa forma física, com os músculos bem delineados pela prática do ciclismo. Parecia mais velho do que era e, se o caráter de uma pessoa se revelasse pelas feições e pela expressão de seu rosto, o de Chris mostrava independência, franqueza e coragem. Também poderia ter revelado inocência. Depois que a noite escureceu completamente e o baile começou de verdade, Chris foi dar uma volta até a beira do lago. Havia um pequeno galpão para guardar os barcos sob algumas árvores imponentes e escuras na ponta mais afastada, e ele queria ver se havia algum barco lá dentro. Deixou a plataforma flutuante com a banda tocando, a orquestra jocosamente vestida, o cabelo dos músicos reluzindo de brilhantina, o cantor de megafone na mão, e se encaminhou para a escuridão verde debaixo das árvores. O ar estava perfumado com o aroma adocicado das flores do jardim da faculdade, com o perfume das moças e com o odor quente, ligeiramente pútrido, da vegetação à beira da água. Chris foi andando mais devagar e finalmente parou por completo no canto do galpão, sem ter muita certeza do motivo pelo qual havia parado, sem ter muita certeza de nada, exceto de estar inebriado por alguma coisa. Ficou parado, olhando por sobre a água, para trás, na direção de onde viera, observando os dançarinos, na pista de madeira ao lado da plataforma da banda, movendo-se ao som da melodia “Blue Moon”. Daquela distância eles não pareciam ofensivamente de classe alta, mas minúsculos, figuras glamorosas, homens bonitos e impecáveis de preto e branco, e belas garotas em vestidos longos coloridos, como um sonho antiquado de elegância e graça. Pareciam ainda mais atraentes por causa da vasta escuridão que os cercava, como se fossemas últimas pessoas que restassem depois da morte do universo e soubessem disso, mas que mesmo assim estivessem dançando, porque eram humanos e porque a melhor maneira de ser corajoso, naquele momento, era dançar. A letra distante da canção chegava-lhe por sobre a água e Chris ficou parado ali, fascinado, enquanto a velha canção se desdobrava, enquanto o saxofone chorava como umfantasma, enquanto os dançarinos se moviam acompanhando a melodia. Ele sabia que se lembraria daquele momento pelo resto de sua vida. Então deu as costas para o abrigo de barcos para voltar, mas parou, porque havia um som de passadas se aproximando pelo caminho. Alguém estava correndo em sua direção. A escuridão em meio aos arbustos e moitas era intensa, mas houve um ligeiro luzir e, de repente, bem ali, diante dele, apareceu uma garota apavorada em um vestido de baile branco. Seus olhos escuros estavam arregalados; os ombros delicados tremiam. Ela lançou um olhar por cima do ombro, e ele ouviu o som de pés tropeçando e gargalhadas masculinas um pouco mais para trás. O desenho da linha de seu pescoço sob a luz fraca que vinha do outro lado do lago, sozinho, foi o suficiente para fazer com que ele se apaixonasse. — Tem alguém perseguindo você? — perguntou baixinho. Ela balançou a cabeça.

Cabelos curtos, escuros, braços esguios desnudos, aqueles olhos aterrorizados… Ele estava perdido. — Vá por ali, entre no abrigo de barcos — disse ele. — Eu os manterei longe de lá. Ela passou correndo, tão perto que ele sentiu o perfume que ela estava usando. A garota desapareceu na curva. Ele ficou parado no caminho, esperando por seus perseguidores, perfeitamente à vontade, perfeitamente confiante. Passados alguns segundos, eles apareceram e então o viram e pararam: três rapazes de smoking e gravata-borboleta preta, um segurando uma garrafa de champanhe, outro fumando umcharuto, todos bêbados. — Veja só, Piers — disse um deles. — Ela se transformou em um cara. — Vamos acabar com ele mesmo assim — respondeu um outro, dando um passo cambaleante para a frente, mas o terceiro o segurou. Era ele quem se chamava Piers e Chris podia ver que era louro e bem-apessoado. — Que diabo, quem é você? — perguntou ele. — Não está vestido adequadamente — observou o do charuto. — Jogue-o no lago — disse o que segurava a garrafa. — Eu jogaria. — Sou técnico de iluminação — declarou Chris. — Estou verificando as luzes por aqui. É quem eu sou, que diabo. OK? — Não há luz nenhuma por aqui. — É porque ainda não estão ligadas, não é? Os três ficaram parados ali, meio inseguros. — Bem, de qualquer maneira… — disse o que fumava o charuto. — De qualquer maneira, se você é um técnico, deveria se manter fora de vista, na minha opinião. Não pagamos 100 libras para ver um monte de drogas de trabalhadores vagabundeando por aí. — Onde está Jenny? — perguntou o bonitão, de repente. — Você viu uma garota vindo por aqui? — Não.

— Mentiroso de uma figa — disse o da garrafa de champanhe. — Ela não poderia ter ido para nenhum outro lugar. Você tem que ter visto a garota. — Não venha me dizer o que eu tenho que ter visto. Estou aqui fazendo um trabalho. Não tenho tempo para perder conversando com gente como você — respondeu Chris. Ele estava pronto para brigar com todos eles se fosse preciso, e eles devem ter percebido isso, porque começaram a se afastar. — Sujeitinho marrento, esse, não é? — comentou o que se chamava Piers, o bonitão. — Ah, cale a boca, Piers, pelo amor de Deus. Olhe aqui, senhor técnico, estamos procurando por uma garota de vestido branco. Ela — Um dos outros deu-lhe um puxão na manga e cochichou em seu ouvido. Ele prosseguiu: — Ela não está bem. Ela chutou o balde, bebeu um pouco demais. Poderia se machucar. Você tem certeza de que não a viu? — Tenho certeza absoluta. Mas eu a ouvi. — Pensei que você tivesse dito — — Eu disse que não tinha visto a garota — explicou Chris. — Ouvi alguém correndo umminuto antes de vocês aparecerem. Por ali, naquela direção. — Ele apontou na direção oposta, ao longo da beira do lago. — E ela não me pareceu bêbada… me pareceu assustada. — Sim, bem, ela não é muito, sabe como é… — Piers bateu de leve na testa. Um dos outros reprimiu uma gargalhada. Chris se manteve perfeitamente imóvel. Depois de mais um ou dois minutos, os três rapazes começaram a se afastar.

— Que cara mais grosso. Nós deveríamos tê-lo jogado no lago. — Tenho certeza de que não vai haver nenhuma luz por ali… — Eles deveriam se manter fora de vista ou estar vestidos como criados. — Putinha idiota. Se ela foi e… O resto da conversa foi engolido pelos arbustos e pela escuridão. Quando teve certeza de que eles tinham ido embora, Chris seguiu para a lateral do abrigo de barcos até chegar à frente. Era um lugar pequeno, com espaço suficiente para conter dois barcos de fundo chato, talvez, com uma estreita passarela ao redor do interior. Ele ficou parado no vão da porta e olhou para dentro. Estava muito escuro, mas podia ver o luzir do vestido branco lá no fundo. Parecia que ela estava sentada nas pranchas. — Está tudo bem, eles foram embora — disse Chris em voz baixa. Ela não respondeu. Achando que poderia não ter ouvido, ele começou a se encaminhar para junto dela. Lembrou-se de como um dos rapazes a havia chamado. — Jenny? É este o seu nome? Ainda nenhuma resposta. Ele ficou imóvel, a meio caminho do comprimento do abrigo para barcos, apertando os olhos e se esforçando para ver se ela estava bem. Será que tinha desmaiado? Eles tinham dito que ela não estava bem e que havia bebido demais. Não lhe parecera assim nos poucos segundos que a havia visto e, quando passara bem junto dele, havia sentido seu perfume maravilhoso, não cheiro de bebida. Mas será que estaria passando mal? Ele agora estava preocupado. — Jenny? Você está bem? Ele subiu nas pranchas no fundo do abrigo e, com um suave farfalhar de tecido, ela caiu para a frente, bem devagar. Foi horrível. Ela estava sem cabeça. Chris quase deu um grito de terror, mas então se deu conta de que não era ela: era o vestido dela. Jenny não estava dentro dele. Ela não estava em nenhum lugar no abrigo de barcos.

Chris ficou parado ali, tremendo, esperando que seu coração parasse de bater disparado, e então se abaixou e pegou o vestido, amassando o tecido duro contra o rosto, inalando o perfume de que se lembrava. Então pôs o vestido no chão delicadamente e olhou em volta. Estava cheio de apreensão. O primeiro pânico terrível de uma morte horrorosa foi substituído por outro. Será que era mesmo louca, como Piers havia insinuado? Teria ela tirado o vestido para poder deslizar para dentro da água e se afogar? Jenny com certeza não estava dentro de nenhum dos barcos. Os fundos de madeira reluziamlevemente sob o brilho de uns dois dedos de água. E não estava no lago, até onde podia dizer —embora se estivesse debaixo dos barcos ou presa em ervas submersas, ele não teria podido ver nemsaber. E agora, o que deveria fazer? Dar o alarme? Sim, é claro, e imediatamente. Mas tão logo começou a se mover, Chris viu o que deixara de ver um minuto antes. Havia uma porta na parede mais distante do galpão. Afinal, ela não estava, necessariamente, dentro do lago. Mais um ou dois passos e Chris havia aberto a porta. As dobradiças estavam bem lubrificadas; ele e os três perseguidores não teriam ouvido se ela a tivesse aberto e se esgueirado para fora silenciosamente. Ele ficou parado do lado de fora, em meio ao emaranhado de arbustos e esperou, sem saber o que fazer. De alguma forma aquilo agora tornara-se cômico, como uma brincadeira de cabra-cega. Se ela não estava afogada debaixo da água escura, tinha que estar escondida entre os arbustos escuros sem o vestido. Mas por que tirá-lo? Porque era claramente visível e chamava a atenção, na semi-obscuridade, e porque farfalhava. Isso fazia sentido. Ele não sabia o que fazer. Se desse o alarme, poderia criar uma situação embaraçosa para ela. — Obrigada — sussurrou uma voz vinda da escuridão. Então ele se sobressaltou de susto, deu um pulo tão grande que bateu com o cotovelo na beira da porta. Houve uma risadinha. — Onde você está? — perguntou ele. — Isso não tem importância.

Eles foram embora? — Foram. Acho que sim. Quer que eu volte com você, para o caso de eles estarem esperando no caminho? — Não. Eu não vou voltar. — Ah… A voz dela era baixa e suave, e seu sotaque era do norte. Era o som mais expressivo que Chris jamais ouvira. — Por que estavam atrás de você? — perguntou ele no silêncio que se seguiu. — Por que você acha? — Você não quer dizer… Olhe, onde você está? Não consigo falar com você assim. — Está se saindo muito bem. Mas agora você vai ter que ir. — Não posso ajudar você? — Já ajudou. — Mas eles podem voltar! Silêncio. — Jenny? Silêncio. — Jenny, meu nome é Chris. Onde você mora? Nada. Um silêncio como se ela nunca tivesse estado ali. Na distância, a banda estava tocando uma outra canção e em algum lugar nas profundezas verdejantes do jardim da faculdade um rouxinol cantava, mas Jenny estava invisível e silenciosa. Será que ele havia sonhado sua voz? Não, pois ele não teria sonhado aquele sotaque de Yorkshire e teria sonhado uma resposta. De modo que ela era real. E estava viva. E era — sob a luz fraca, ele consultou o relógio de pulso — meia-noite e vinte. — Eu tenho que ir e tratar de trabalhar — disse para o vazio. Então, constrangido, mas sabendo que estaria traindo a sinceridade de tudo o que havia acontecido se não traduzisse os sentimentos em palavras, disse: — Jenny, você é linda, espero ver você novamente. Se isso não acontecer, nunca me esquecerei de você, prometo. Então Chris começou a se afastar do abrigo de barcos e foi avançando cuidadosamente emmeio às moitas espessas de arbustos até tornar a encontrar o caminho.

Olhou para trás e viu apenas sombras sem significado, retalhos de prata, retalhos de negro. Ela poderia ter estado em qualquer lugar ou em lugar nenhum; perto o suficiente para que a beijasse ou tão longe, que não tivesse ouvido nada do que ele dissera. Os dançarinos, em seu pequeno quadrado de luz, estavam batendo palmas. A banda começou a tocar outra canção, e a letra ressoava muito claramente sobre as águas tranqüilas, cantando o luar e problemas e amor.

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