| Books | Libros | Livres | Bücher | Kitaplar | Livros |

A Cabala e a Arte de Ser Feliz – Ian Mecler

Este livro tem como base a Cabala, a mais antiga sabedoria do planeta, anterior a todas as religiões e da qual todos os caminhos se originaram. A Cabala é, possivelmente, a maior herança espiritual do mundo. Reunindo ensinamentos místicos com explicações para os principais mistérios da existência, ela revela ainda os inúmeros códigos do Antigo Testamento da Bíblia. E você, já se aventurou a ler o Antigo Testamento? Se já, deve ter achado difícil interpretar um texto que, à primeira vista, parece ter algumas incoerências. Em uma página lemos “Amai ao próximo como a ti mesmo”; em outra, “Apedrejai aquele que falou contra o Eterno”. No entanto, essas contradições surgem apenas quando o texto é interpretado literalmente. Para revelar o verdadeiro significado que emana por trás de cada palavra da Bíblia precisamos de uma ferramenta. Uma chave que decodifique o real sentido do texto e que explique por que a Bíblia se perpetuou em sua exata forma original por 3.500 anos, consagrando-se como o livro mais lido de todos os tempos. O fato é que algo de muito especial, certamente, o Livro Sagrado possui. E você se surpreenderá quando descobrir que todos os personagens e os lugares descritos na Bíblia trazem com eles uma mensagem codificada. Mas qual a importância de decodificarmos o Antigo Testamento? É simples: a arte de ser feliz é toda baseada nestes códigos e, uma vez assimilada, ajudará você a se tornar uma pessoa muito mais feliz. “A arte de ser feliz” oferece um caminho completo, com ensinamentos realmente transformadores, que permitirão a você aproveitar muito melhor uma grande oportunidade que lhe foi dada: sua vida. Não há ser humano que tenha penetrado no real conhecimento que emana por trás dessas sete habilidades e que não tenha sido profundamente tocado por elas. Mas este é um texto prático e será mais bem aproveitado se experimentado. Os ensinamentos aqui contidos precisam ser vivenciados. Tenha certeza de que o resultado dessa prática é transformador. Por isso, não o aconselho a ler este livro de uma só vez. Se possível, leia um ou dois capítulos por dia, refletindo sobre a aplicação desses conceitos em sua vida e experimentando as meditações. E esteja pronto, porque algo muito positivo poderá ser despertado dentro de você. Seguiremos juntos! I O DESEJO Somente ao conhecer mais profundamente os nossos desejos poderemos distinguir os que nos empurram para baixo daqueles que nos movem em direção à Luz. “E trouxe Caim, do fruto da terra, uma oferta ao Eterno. E Abel também trouxe uma oferta, de suas ovelhas. E aceitou o Eterno a oferta de Abel. E a de Caim não aceitou… e levantou-se Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.


” GÊNESIS 4.3-8 O desejo real e o desejo aparente Para o homem, diferentemente dos outros animais, o exercício da sobrevivência não basta. Comer, beber, respirar e procriar são atividades essenciais para nós, mas estão longe da totalidade da existência. Possuímos um desejo muito mais complexo: precisamos de realização. Mas essa busca pela realização acaba trazendo efeitos colaterais. Repleto de desejos não concretizados, o homem acaba sendo contaminado por uma frustração crescente e, assim, se esquece de viver. Você pensa que será feliz, por exemplo, quando tiver uma excelente condição financeira. Assim dedica a maior parte de seu tempo a conquistar esse desejo. Trabalha exaustivamente, anos a fio, sem medir esforços para atingir seu objetivo. Finalmente prospera e passa a ter uma vida abastada. Mas, neste momento, já não lembra mais que esse era o objetivo de sua vida. A meta agora será ter mais, ou fazer mais. E, quando abrir os olhos, seus filhos já terão crescido. É assim que se perde a grande oportunidade que é a vida. E para não deixar que os dias passem em vão, precisamos conhecer mais sobre os nossos desejos, entender que, quando almejamos um bem material, queremos algo que está além do objeto. Desejamos, na verdade, a Luz que provém da aquisição daquele bem. Veja um exemplo: digamos que você queira comprar um carro novo. Na verdade, você não deseja o carro, mas sim o estado emocional que pode ser alcançado com a sua compra. Pode ser pelo prazer de ter um ótimo veículo, que leve a sua família para viajar. Ou também pela alegria derivada do status ou da sensação de poder que a aquisição desse bem vai lhe proporcionar. Seja como for, você não busca realmente o objeto físico, mas sim os elementos extrafísicos. Uma pessoa que pretende se tornar mais sábia e quer entender os mistérios da existência tambémbusca os mesmos elementos extrafísicos. O desejo dela é aparentemente muito diferente daquele de quem trabalha anos para comprar um carro novo. Mas existe algo de semelhante nas duas ambições. Assim como quem sonha com o bem material, aquele que deseja sabedoria também não busca algo tangível.

Pode ser que almeje o prazer de se tornar um ser humano melhor. Mas talvez seja motivado apenas por status ou poder. O importante é entender que, em ambos os casos, as pessoas são movidas pelo desejo. E mais, que a essência desse desejo é sempre algo extrafísico. Faça uma experiência: feche os olhos e liste o que você mais ambiciona na vida. Listou? Provavelmente você pensou em coisas como: Felicidade Bem-estar Segurança Paz de espírito Alegria Amor Sabedoria Autorrealização Repare que nenhum desses itens é um objeto físico. É muito importante entender isso, para não cair na armadilha de se dedicar apenas aos atrativos do mundo aparente, o mundo percebido pelos cinco sentidos. Atualmente, muito se tem falado sobre os mecanismos de atração e realização de nossos desejos. Mas existem problemas sérios nesses sistemas de atração, principalmente porque quase nunca sabemos o que realmente é melhor para nós. Um menino sonha com uma bicicleta. Ele então aprende sobre uma poderosa lei de atração que diz que, se ele desejar algo profundamente, acabará conquistando o objeto desejado. Mas quem disse que ter a bicicleta é o ideal para ele? Pode ser que, exatamente por não tê-la, ele venha a se tornar um ser humano muito melhor. Há um outro problema, ainda maior, na técnica de atração que se refere à nossa incapacidade de ter autonomia sobre o que queremos. Afinal, reflita um pouco a respeito do que você deseja: Um grande amor? Uma situação material melhor? Realização profissional? Um corpo mais saudável? Tudo isso é importante, mas, mesmo que seja concretizado, não nos sacia. E você compreende por quê? Porque, normalmente, sabemos muito pouco sobre o que desejamos. Desejos muito distintos De acordo com a milenar sabedoria da Cabala, todo ser vivo é guiado pelo desejo. Isso difere muito do pensamento oriental tradicional, que prega a ausência do desejo. Mas será que é possível esvaziar-se das suas vontades? Este não seria também um desejo? O fato é que você pode diminuir a sua ansiedade, mas não o seu desejo. E se ele faz parte de nossa natureza, não há nada de errado em alimentá-lo. Afinal, quanto mais desejamos receber, mais podemos compartilhar. Quem não tem afeto não pode dar afeto. Quem não aprendeu não pode ensinar. Quem não tem prosperidade não pode prestar ajuda material. Mas, se você não estiver desperto, jamais penetrará nos mistérios que envolvem a essência de seus próprios desejos. E, dessa forma, seguirá como o mais primitivo dos animais, totalmente movido pelo instinto.

Embora possam parecer muito variados em tipo e intensidade, todos os desejos podem se desdobrar em duas classes: O desejo de receber só para si O desejo de receber para compartilhar O desejo de receber só para si acontece sempre que cedemos aos nossos impulsos egoístas. Quando queremos, por exemplo, ganhar mais do que o outro. Sob essa perspectiva, mais importante do que os benefícios de seu novo carro é que ele seja superior ao de seus amigos. Assim você se torna cada vez mais egocentrado até que, em algum momento, se produz um curtocircuito em sua alma. Dessa pane até a formação de doenças é só uma questão de tempo. Já a segunda classe de desejo, a de receber para compartilhar, diferentemente da primeira, nos impulsiona para cima, para o bem-estar, e nos faz crescer. Se queremos ter muita prosperidade, é para espalharmos a fartura entre as pessoas. Se desejamos receber amor, é para distribuí-lo. E se pretendemos desenvolver nossa consciência, é para também ajudar o próximo. É sobre isso que a Bíblia nos fala quando narra a história de dois irmãos, filhos do homem e da mulher originais. Caim, muito mais do que um homem físico, representa o arquétipo do desejo de receber só para si. E Abel representa o desejo de receber para compartilhar. Assim aparece na Bíblia: “E trouxe Caim, do fruto da terra, uma oferta ao Eterno. E Abel também trouxe uma oferta, de suas ovelhas. E aceitou o Eterno a oferta de Abel. E a de Caim não aceitou… e levantou-se Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” GÊNESIS 4.3-8 A história é uma metáfora de dois arquétipos do desejo. Abel é o personagem movido por sua essência divina e que queria compartilhar tudo aquilo que recebia. Caim era levado pelo desejo de receber só para si. A oferta de Abel era desprovida de segundas intenções e, por isso, foi aceita de bom grado. Já a de Caim foi feita com vaidade, com uma imensa necessidade de reconhecimento, e, por isso, recusada. O personagem de Caim aparece em sua vida toda vez que você tem um impulso de levar algo ao outro, mas acaba optando por não dividir o que é seu. Acontece com aquele funcionário que está sempre comparando seu desempenho com o dos colegas, torcendo para que o dele seja melhor. Pode ser até que ele receba uma promoção, mas gradativamente sua alma entrará em curto-circuito, e o movimento de falência existencial começará a tomar conta dele.

Ao se deixar ser dominado por sua “face Caim”, a mortificação passa a tomar conta de sua vida. E este é o desdobramento mais comum para o desejo de receber só para si: a energia de falência. Muito diferente é o resultado vivenciado por quem compartilha o que recebe. Foi o que Bill Gates, que chegou a ser o homem mais rico do mundo, fez na administração de seus negócios. Quando sua empresa começou a crescer, junto cresceram os salários de seus funcionários. Então ele criou uma megafundação, investindo em ações de futuro para milhões de crianças. É claro que sua empresa continuou prosperando. Pouco depois, o megainvestidor Warren Buffet, segundo homem mais rico do mundo, aderiu à ideia e doou a maior parte de sua fortuna para essa fundação. E você sabe por que eles fizeram isso? Porque experimentaram a sensação de realização advinda do compartilhar. No edifício onde fica a nossa escola de Cabala, dividíamos o auditório com um grupo de recuperação de alcoólatras. Acreditávamos que alguma aprendizagem viria dessa convivência. Passamos, então, a observar as diferentes pessoas que conseguiam largar o vício. Encontramos uma informação no mínimo curiosa: muitos se recuperavam do vício do álcool, mas alguns, de uma forma muito especial, tornavam-se novos seres humanos, em todos os aspectos. Certamente deveria haver algo em comum no processo de recuperação desse segundo grupo. Descobrimos que muitos passavam semanas em clínicas de recuperação e deixavam o vício provisoriamente. Mas, com o passar do tempo, mantendo o foco apenas neles mesmos, voltavam a se sentir despropositados, sendo novamente atacados pelo egoísmo. No entanto, as pessoas que realmente se transformaram não apenas largavam a bebida, mas passavam a ter uma participação ativa no grupo. Elas se envolviam no trabalho de todas as formas. Davam depoimentos, acompanhavam os novos membros do grupo e, com isso, injetavam um grande desejo de compartilhar em suas vidas.

.

Baixar PDF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Baixar Livros Grátis em PDF | Free Books PDF | PDF Kitap İndir | Telecharger Livre Gratuit PDF | PDF Kostenlose eBooks | Descargar Libros Gratis |