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A Caca – Jussi Adler Olsen

Mais um disparo ecoou sobre a copa das árvores. Já era possível escutar claramente os gritos dos açuladores. O coração martelava nos ouvidos e os pulmões ardiam com a respiração ofegante no ar úmido. Vamos, vamos, continue, corra e não caia. Senão você nunca mais vai se levantar. Merda, merda, por que eu não consigo soltar as mãos? Continue, vamos… Ah, droga… Não posso deixar que me ouçam. Eles me ouviram? Acabou? Minha vida realmente vai acabar assim? Os galhos açoitavam o rosto e deixavam marcas sangrentas, o sangue se misturava ao suor. Os gritos dos homens vinham de todos os lados agora. Foi nesse momento que o medo da morte tomou conta de mim. Mais disparos. Os projéteis passavam cada vez mais perto. O suor escorria em bicas, envolvendo meu corpo como uma compressa. Daqui a um ou dois minutos eles vão me pegar. Merda, por que as minhas mãos nas costas não me obedecem? Como uma fita adesiva pode ser tão forte? Batendo as asas com força, os pássaros assustados voaram por cima da copa das árvores. As sombras tremulantes da densa floresta de pinheiros se tornavam cada vez mais nítidas. Agora talvez faltassem apenas 100 metros até lá. Tudo ficou mais claro. As vozes também. A sede de sangue dos caçadores. Como eles vão fazer? Um tiro? Um dardo? Bum, acabou, já era? Não, é provável que não, por que eles iriam se contentar com isso? Esses porcos não são tão misericordiosos assim. Não esses. Eles tinham suas armas e suas facas sujas. E conheciam muito bemos estragos de uma besta. Onde posso me esconder? Não tem nenhum lugar? Eu vou conseguir voltar? Vou? O olhar perscrutou o chão da floresta. Foi e voltou.


Mas a fita adesiva cobria os olhos quase totalmente, era cansativo demais. Os pés tropeçavam sem parar. Logo eu vou sentir na própria pele como é estar à mercê da violência deles. Não vão abrir uma exceção para mim. Afinal, precisam disso, o barato deles vem daí. E só assim eles vão ter uma chance de escapar. O coração começou a bater tão forte que doía. 1 Descer o calçadão Strøget no centro de Copenhague era como andar na corda bamba. Umverdadeiro risco. Com o rosto meio escondido por trás de um lenço verde, ela dava passos apressados diante das vitrines bem-iluminadas da área de pedestres. Absolutamente alerta, examinava o lugar. Era preciso reconhecer os outros, mas não ser reconhecida. Era preciso viver em paz com os próprios demônios e deixar todo o resto àqueles que passavam. Àqueles que se desviavam dela com um olhar vazio, indiferente. E àqueles malditos que lhe desejavam coisas ruins. Kimmie olhou para os postes, cuja luz fria iluminava a Vesterbrogade. Sentiu o ar nas narinas. Não ia demorar muito para as noites se tornarem frias. Ela tinha que preparar o abrigo de inverno. Estava em meio a uma aglomeração de visitantes enregelados do parque Tivoli, perto do semáforo, e olhou em direção à estação central. Foi então que notou a mulher com o casaco de tweed a seu lado, que a observava com os olhos semicerrados e o nariz franzido. A mulher deu um passo para o lado. Poucos centímetros apenas, mas suficientes. Mantenha a calma, Kimmie!, o sinal de alerta pulsou em sua nuca quando a raiva parecia querer tomar conta dela. Seu olhar percorreu o corpo da mulher até as pernas.

Meias-calças finíssimas, brilhantes, sapatos de salto alto. Kimmie sentiu um sorriso traiçoeiro surgindo em seus lábios. Um chute forte e os tornozelos frágeis se quebrariam. Quando estivesse deitada sobre a calçada molhada, a sirigaita veria que um terninho Christian Lacroix também podia ficar sujo. Isso lhe ensinaria a cuidar da própria vida. Kimmie olhou para cima, diretamente para o rosto da mulher. Delineador marcante, nariz empoado, os cabelos cortados com requinte. O olhar fixo e reservado. Ah, sim, ela conhecia esse tipo de mulher. Ela mesma tinha sido assim. Ela mesma tinha sido da alta sociedade e seu interior era inacreditavelmente vazio. Suas amigas de antes eram assim. Sua madrasta também. Como detestava todas elas! Então faça alguma coisa!, uma voz sussurrou em sua cabeça. Não deixe barato! Mostre a ela quem você é. Vamos logo! Agora! Kimmie encarou o grupo de garotos de pele escura do outro lado da rua. Se não fossem os olhares perdidos deles, ela realmente teria dado um chute na mulher, bem na frente do ônibus da linha 47. Podia ver com clareza diante de si a mancha de sangue que o ônibus deixaria para trás. O corpo atropelado. Uma onda de espanto iria surgir dele e se propagar pela massa. Que delicioso senso de justiça isso lhe daria! Porém Kimmie não a empurrou. Em meio a uma multidão como essa, sempre havia alguém alerta. Além disso, algo a impedia. Um lamentável eco de dias distantes. Ela levantou por um instante o braço e cheirou a axila.

Ok, a mulher tinha razão. Suas roupas fediam muito. Quando a luz verde se acendeu, Kimmie atravessou a rua. A mala com rodinhas tortas se arrastando atrás dela. Esse seria seu último trajeto. Já havia passado da hora de jogar aquele lixo fora. Já havia passado da hora de mudar de roupa. * As primeiras páginas dos jornais com as letras imensas de suas manchetes estavam expostas em umgrande cavalete diante do quiosque da estação. Para aqueles que passavam apressados e para os distraídos, o cavalete de jornais, colocado intencionalmente bem no meio do saguão da estação, era um incômodo e tanto. Em sua caminhada pela cidade, Kimmie viu as manchetes várias vezes. Tinha vontade de vomitar de nojo. — Porco — murmurou ela, olhando fixamente para a frente ao passar diante do cavalete. Depois, virou a cabeça e olhou a foto ao lado da frase em destaque. Essa mera observação fez seu corpo tremer. Sob a foto estava escrito: “Ditlev Pram compra clínicas privadas na Polônia por 12 bilhões de coroas.” Kimmie cuspiu e parou por um tempo, esperando o corpo acalmar. Como odiava esse Ditlev Pram! Como odiava Torsten e Ulrik! Mas eles não sairiam ilesos dessa! Ela acabaria com eles, os três. Agora Kimmie sorria, e um pedestre retribuiu seu gesto. Mais um idiota ingênuo que acredita saber o que se passa na cabeça das pessoas. De súbito, ela parou. Um pouco adiante, Tine-Ratazana estava em seu ponto habitual. Curvada para a frente e cambaleando um pouco, ela esticava as mãos sujas com as palmas voltadas para cima. Que babaquice achar que alguém no meio desse formigueiro tivesse dinheiro sobrando para ela! Só os chapados conseguiam passar horas de pé desse jeito. Pobres-diabos. Kimmie se esgueirou atrás dela em direção à escada que descia até a Reventlowsgade.

Mas Tine já a vira fazia muito tempo. — Oi, Kimmie! Ei, espera aí! Que merda, Kimmie! — conseguiu dizer a outra em um breve momento de lucidez, porém Kimmie não reagiu. Misturada à multidão, Tine-Ratazana não funcionava bem, não servia para nada. Apenas quando estava sentada em seu banco o cérebro trabalhava minimamente. Por outro lado, ela era a única pessoa que Kimmie suportava. Por algum motivo inexplicável, o vento que soprava pelas ruas nesse dia estava gelado. Todos se apressavam para chegar em casa. Cinco táxis Mercedes faziam fila, com os motores ligados, diante da escada da estação, do outro lado da Istedgade. Um deles certamente estaria disponível para ela, caso precisasse, em uma emergência. Isso era tudo o que queria saber no momento. Puxando a mala, ela atravessou a rua em diagonal e foi até a loja de produtos tailandeses no subsolo. Depois, colocou a mala ao lado da janela. Ela tinha sido roubada apenas uma vez naquele local. Com esse tempo, que fazia até os bandidos ficarem em casa, isso certamente não aconteceria. Além disso, tanto fazia. Não havia nada de valor dentro da mala. Foram dez minutos esperando na praça diante da estação até chegar a hora. Uma mulher elegante de casaco de pele e mala com rodinhas de borracha firmes desceu de um táxi. Era muito magra, Kimmie chutou que o tamanho das roupas era 36 no máximo. No passado, ela escolhia somente mulheres tamanho 38, mas isso fazia anos. Ninguém engorda vivendo na rua. Kimmie pegou a mala enquanto a mulher estudava uma máquina automática de venda de passagens, no saguão dianteiro da estação. Em seguida, foi direto para a saída e chegou ao ponto de táxi da Reventlowsgade em pouquíssimo tempo. A prática leva à perfeição. Ela colocou a mala no porta-malas do primeiro carro e pediu ao motorista que desse uma rápida volta com ela.

Então, tirou um maço grosso de notas de 100 coroas do bolso do casaco. — Dou mais duzentas se você fizer o que eu pedir — acrescentou, ignorando conscientemente o olhar desconfiado e o tremor nas narinas dele. Ela voltaria em cerca de uma hora para buscar a mala velha. Até lá estaria usando roupas novas e o perfume de uma estranha. As narinas do motorista certamente iriam tremer de um jeito diferente. 2 Ditlev Pram era um homem bonito e sabia disso. Na classe executiva dos aviões sempre havia mulheres suficientes que não faziam nenhuma objeção em ouvir sobre seu Lamborghini e sobre quão rápido chegava com o carro a sua mansão em Rungsted. Dessa vez, havia reparado em uma mulher de cabelos sedosos, volumosos. Ela usava óculos de armação preta pesada e, por isso, parecia inacessível. Isso o excitava. Ele tinha puxado conversa com ela, sem sucesso. Havia lhe oferecido um exemplar de The Economist, com uma usina de energia nuclear à contraluz na capa. Mas ela recusara com um aceno de mão. Tinha pedido um drinque para ela. A mulher não tocou nele. Quando a aeronave vinda de Posen chegou pontualmente a Kastrup, os preciosos setenta minutos haviam se passado. Essas coisas o deixavam agressivo. Andou com pressa pelos corredores envidraçados do terminal. Quase chegando à esteira rolante, viu sua vítima: um idoso que andava com dificuldade e que caminhava na mesma direção. Ditlev Pram apressou o passo e estava lá no exato instante em que o senhor colocou o pé na esteira. Ele imaginou direitinho: uma perna esticada de um jeito dissimulado e o corpo frágil trombaria contra o acrílico, assim como o rosto — os óculos fora de lugar estariam quebrados —, enquanto o idoso tentaria desesperadamente se reerguer. A perna de Ditlev coçava de vontade de agir. Ele era assim. E seus amigos também. O que não era especialmente louvável nem especialmente vergonhoso.

Eles simplesmente foram criados desse jeito. Embora, no caso desse velho, a culpa fosse, de alguma maneira, daquela vaca do avião. Ela bem que poderia ter ido para casa com ele. Em uma hora eles estariam deitados na cama. A culpa era toda dela. Quando o Strandmølle Kro apareceu no espelho retrovisor e o mar se abriu cintilante de novo para ele, seu celular tocou. — Sim — respondeu depois de olhar a tela. Era Ulrik. — Uma conhecida a viu há alguns dias — avisou ele. — Na Bernstorffsgade, na passagem de pedestres para a estação central. Ditlev desligou o tocador de MP3. — Ok. Quando exatamente? — Na última segunda, 10 de setembro. À noite, por volta das nove. — O que você fez? — Torsten e eu demos uma busca por lá. Mas não a encontramos. — Torsten estava junto? — Sim. E você sabe como ele é. Não é uma grande ajuda. — Quem está responsável pela tarefa? — Aalbæk. — Tudo bem. Como ela estava? — Vestida, razoavelmente bem, foi o que ouvi. Mais magra que antes. E fedia. — Fedia? — Sim, a suor e mijo.

Ditlev assentiu. Isso era o pior em Kimmie. Ela não apenas podia sumir por meses, anos até, como nunca se sabia quem era. Invisível durante uma eternidade e, de repente, terrivelmente visível. Kimmie era o maior dos riscos para eles. A única que realmente podia ameaçá-los. — Dessa vez temos que pegá-la, Ulrik. Ficou claro? — Por que você acha que liguei para você? 3 Apenas quando estava no porão do presídio Carl Mørck se deu conta de que o verão e as férias haviam terminado definitivamente. As salas dos escritórios do Departamento Q eram escuras. Ele acendeu a luz. Seu olhar recaiu sobre uma mesa abarrotada, na qual pilhas de pastas se apoiavamumas às outras. Seu desejo era se virar e bater a porta atrás de si. Também não era de nenhuma valia, no meio de todo esse caos, o buquê de gladíolos que fora “plantado” ali por Assad, grande o suficiente para bloquear uma avenida. — Bem-vindo de volta, chefe! — Escutou a suas costas. Ele se virou e encarou os vívidos olhos castanho-claros de Assad. Os cabelos, escuros e finos, estavam espetados em todas as direções, e de certa forma pareciam um cartão de boas-vindas. O indivíduo como um todo irradiava vigor e mal parecia conseguir aguardar o retorno ao ringue, meu Deus! — Ora, ora! — exclamou Assad quando percebeu o olhar baço do chefe. — Mal dá para acreditar que você acabou de voltar de férias, Carl. Carl balançou a cabeça. — Eu fiz isso? O pessoal do segundo andar tinha se mudado de novo. Maldita reforma policial. Daqui a pouco, ele precisaria de um GPS para encontrar a sala de Marcus Jacobsen, delegado da Divisão de Homicídios. Ausentara-se por apenas três semanas e pelo menos cinco rostos novos o olhavam como se ele tivesse vindo da lua. Quem são esses? — Carl, tenho uma boa notícia para você — anunciou Jacobsen. O olhar de Carl passou pelas paredes do novo escritório.

Os vidros esverdeados davam ao lugar um aspecto que variava entre uma sala de cirurgia e a de reuniões de emergência do thriller de Len Deighton que tinha acabado de ler. Como se estivessem perdidos, os olhos descorados dos cadáveres o miravam do alto. Mapas, diagramas e planos de ação estavam pendurados em uma confusão multicolorida. O conjunto possuía um efeito deprimente. — Uma boa notícia, você diz. Isso não me soa bem. Carl desabou em uma cadeira diante do chefe. — Você logo vai receber visitas da Noruega, Carl, eu já tinha te adiantado isso há algum tempo. Debaixo de suas pálpebras pesadas, Carl Mørck lançou um olhar cansado para ele. — Uma delegação de cinco ou seis homens do principal departamento de polícia de Oslo vai vir aqui e eles querem dar uma olhada no Departamento Q. Vai ser na próxima sexta, às dez. Você se lembra, não? — Marcus sorriu. — Me pediram para dizer que estão ansiosos para encontrar você —continuou ele, dando uma piscadela. Bem, o sentimento não era recíproco. — Pensando nisso, reforcei a sua equipe. O nome dela é Rose. Nesse momento, Carl estremeceu de maneira imperceptível. Pouco depois, ele estava diante da porta da sala do delegado, esforçando-se ao máximo para voltar com as sobrancelhas erguidas à posição original. Não é verdade que notícias ruins nunca vêmsozinhas? Mais que verdade! De volta ao trabalho fazia apenas cinco minutos e ele já tinha que fazer as vezes de professor e de guia de um grupo de gorilas. Essa última tarefa, Carl havia conseguido esquecer totalmente por bastante tempo. — Onde está a garota que vai trabalhar comigo? — perguntou à Sra. Sørensen, que estava atrás do balcão da secretaria. A mulher nem sequer ergueu os olhos do teclado. Ele bateu de leve no balcão. Não custava nada tentar.

Então, sentiu um tapinha em seu ombro. — Aqui está ele em pessoa, Rose — escutou atrás de si. — Posso fazer as apresentações? Esse é Carl Mørck. Carl se virou e olhou para dois rostos assustadoramente parecidos. A vida do inventor da tinta preta não foi em vão, pensou ele em uma fração de segundo. Cabelos pretíssimos, muitíssimo curtos e cortados em camadas, olhos emoldurados em preto e roupas escuras. A semelhança era muito estranha. — Caramba, Lis. O que aconteceu com você? A funcionária mais eficiente da secretaria passou a mão pelos cabelos, antes tão maravilhosamente louros. Um sorriso brilhou em seus olhos. — Ficou lindo, não? Carl assentiu devagar, antes de seu olhar chegar à outra mulher. Os sapatos dela tinham saltos que mais pareciam torres. Ela o encarou com um sorriso encantador. Depois ele fitou Lis de novo. Ambas estavam tão parecidas que era possível confundi-las. Carl queria saber quem tinha dado a ideia a quem. — Esta é Rose. Ela está há alguns dias com a gente e trouxe vida nova a nossa secretaria com seu alto-astral maravilhoso. Agora eu a deixo aos seus cuidados. Cuide bem dela, Carl. Muito bem-munido de argumentos, Carl entrou no escritório de Marcus Jacobsen. Mas, após cerca de vinte minutos, ele sentiu que era uma batalha perdida. Apenas uma semana e depois disso teria que levar a moça para baixo. A futura sala dela, que até o momento era onde ficava armazenado o equipamento para isolar as cenas dos crimes, ficava bem ao lado da sala de Carl. O lugar já estava arrumado, limpo e decorado, Marcus lhe disse.

Rose Knudsen era a nova funcionária do Departamento Q e ponto final. Quaisquer que fossem os motivos para o delegado da Homicídios reparar nela, Carl não gostava de nenhum. — Rose Knudsen obteve as melhores notas na academia de polícia, mas não passou na prova de direção. Como você sabe, isso define as coisas, independentemente de quão adequada a pessoa possa ser — explicou Marcus Jacobsen, girando seu maço de cigarros amassado pela quinta vez ao redor do próprio eixo. — Talvez ela fosse mesmo um pouco sensível demais para o trabalho de campo, mas queria atuar na polícia de qualquer jeito, por isso fez um curso de secretariado. Ela trabalhou por um ano na delegacia do centro. Nas últimas semanas, Rose substituiu a Sra. Sørensen, que agora está de volta. — E por que você não devolveu a moça ao centro, posso saber? — Por quê? Bem, aconteceu algo podre por lá. Nada que nos diga respeito. — Ok. — A palavra “podre” tinha algo de ameaçador. — De qualquer forma, agora você tem uma secretária, Carl. E ela é esforçada. No fundo, Jacobsen dizia isso sobre todo mundo. — Ela pareceu bastante simpática. Foi o que achei. — Debaixo das lâmpadas fluorescentes, no porão, Assad tentava levantar o ânimo de Carl. — Ela aprontou algo de podre no centro, é tudo que posso dizer. Ninguém é simpática por isso. — Algo podre? Explique isso, Carl. — Esqueça, Assad. Seu assistente fez que sim e tomou um gole de uma substância com cheiro de hortelã, da qual tinha acabado de se servir.

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