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A Cadeira Vazia – Jeffery Deaver

Para Deborah Schneider… nenhuma agente literária melhor, nem melhor amiga Do cérebro, e do cérebro apenas surgem nossos prazeres, alegrias, risos, piadas, mas também as mágoas, dor, tristeza e lágrimas… O cérebro é também a sede da loucura e do delírio, dos medos e terrores que nos assaltam durante a noite ou o dia… Hipócrates NOTA DO AUTOR Tenho esperança de que os norte-carolinianos me perdoem por ter mudado um pouco a geografia e o sistema educacional do Estado para adaptá-los a meus nefandos propósitos. Se for algum consolo, podem ficar confiantes em que fiz isso com o máximo respeito pelo Estado que tem as melhores equipes de basquetebol do país. l PARTE 1 CONDADO DE PAQUENOKE, CAROLINA DO NORTE AO NORTE DO PAQUENOKE CAPÍTULO I Ela veio depositar flores no local onde o rapaz morreu e a mocinha fora seqüestrada. Veio porque era gorda, tinha o rosto marcado de cicatrizes de acne e não tinha muitos amigos. Veio porque esperava-se que fizesse isso. E veio porque quis. Desajeitada, suada, Lydia Johansson, de 26 anos de idade, caminhou pelo acostamento de areia da Estrada 112, onde tinha estacionado o Honda Accord e, em seguida, com todo cuidado, descido pela encosta do morro até a margem lamacenta, onde o Blackwater Canal se encontrava com o escuro rio Paquenoke. Veio porque achava que era a coisa certa a fazer. Embora pouco passasse do amanhecer, esse mês de agosto tinha sido um dos mais quentes na Carolina do Norte, e Lydia já suava dentro do uniforme branco de enfermeira ao dirigir-se para a clareira à margem do rio, cercada de salgueiros, nissas e loureiros. Sem dificuldade, encontrou o local que procurava: a fita amarela estendida pela polícia era visível através da névoa. Sons de começo de manhã. Mergulhões, um animal à procura de comida nas grandes moitas próximas, vento quente varrendo a junça e a relva de charco. Deus do céu, estou com medo, pensou. Vividamente, lembrou-se rápido das cenas mais apavorantes dos romances de Stephen King e Dean Koontz, que lia tarde da noite, juntamente com seu companheiro, um litro de Ben & Jerry’s. Mais ruídos nas moitas. Hesitou, olhou em volta. Em seguida, continuou a andar. – Ei – disse uma voz de homem, muito próxima. Lydia arquejou e girou sobre si mesma, quase deixando cair as flores. -Jesse, você me assustou. – Desculpe. Jesse Corn estava atrás de um salgueíro-chorão, perto da clareira isolada pela fita. Lydia notou seus olhos fixos no mesmo local: um esboço branco e claro no chão, onde tinha sido encontrado o corpo. Em volta da linha que indicava a cabeça de Billy, viu uma mancha escura que ela, como enfermeira, reconheceu imediatamente como sangue velho. – Então, foi aqui que aconteceu – murmurou ela.


– Isso, aqui mesmo. – Jesse enxugou a testa e rearrumou uma mecha frouxa dos cabelos louros. O uniforme – na cor bege do Gabinete do Xerife do Condado de Paquenoke – estava amassado e empoeirado. Manchas escuras de suor podiam ser vistas nas axilas. Jesse tinha uns 30 anos de idade e parecia um garoto bonitão. – Há quanto tempo você está aqui? – perguntou Lydia. – Não sei. Talvez desde as cinco horas. – Eu vi outro carro – disse ela. – Lá na estrada. De Jím? – Não. De Ed Schaeffer. Ele está no outro lado do rio. -Jesse indicou as flores com um movimento de cabeça. – Bonitas. Após um momento, Lydia olhou para as margaridas nas mãos. – Dois dólares e 49 centavos. Na Food Lion. Comprei as flores na noite passada. Eu não sabia o que poderia estar aberto tão cedo assim. Bem, a Dell’s está, mas lá eles não vendem flores. – E se perguntou por que estava falando tanto. Olhou novamente em volta. – Alguma idéia de onde Mary Beth possa estar? Jesse sacudiu a cabeça. – Não tenho a mínima.

– Acho que isso significa que ele também não. – Ele também não. Jesse lançou um olhar ao relógio. Do outro lado da água escura, caniços densos e relva escondiam o píer de madeira podre. Lydia não gostou de que um policial municipal, usando uma pistola enorme, parecesse tão nervoso quanto ela. Jesse fez menção de subir a colina gramada em direção à estrada. Parou e olhou para as flores. – Apenas dois dólares e 99 centavos? – Quarenta e nove. No Food Lion. – Foi uma pechincha – disse o jovem policial, fitando com olhos apertados o mar de grama. Olhou novamente para o morro. – Estarei lá em cima, ao lado do carro da radiopatrulha. Lydia Johansson aproximou-se mais da cena do crime. Mentalmente, formou uma imagem de Jesus e de anjos, e rezou durante alguns minutos. Rezou pela alma de Billy Stail, que exatamente na manhã do dia anterior tinha sido libertado de seu corpo sangrento. Rezou pedindo que o sofrimento que estava ali na Tanner’s Camer logo depois desaparecesse. E rezou também por si mesma. Mais ruído nas moitas. Galhinhos estalando, som de folhas roçando umas nas outras. Embora mais claro nesse instante, o sol não fazia lá um grande esforço para iluminar o Blackwater Landing. Nesse ponto, o rio era profundo e margeado por salgueiros pretos e grossos troncos de cedro e ciprestes – alguns ainda vivos, outros, não; todos quase sufocados por musgo e lianas. Ao nordeste, não muito distante, estendia-se o Grande Pântano da Desolação. Lydia Johansson, como todas as bandeirantes do passado e do presente no condado de Paquenoke, conhecia todas as lendas sobre aquele lugar: a Dama do Lago, o Ferroviário Sem Cabeça… Mas não eramessas aparições que a incomodavam. O Blackwater Landing tinha seu próprio fantasma… o rapaz que seqüestrara Mary Beth McConnell. Abriu a bolsa e, mãos trêmulas, acendeu um cigarro.

Andou vagarosamente pela margem, parou ao lado de uma pequena moita, que se encurvava sob a brisa escaldante. No alto do morro, ouviu o barulho de um motor de carro. Jesse não estava indo embora, estava? Alarmada, olhou para cima. Notou, porém, que o carro continuava no mesmo lugar. Simplesmente pondo o ar-condicionado para funcionar, pensou. Ao olhar novamente para a água, notou que as moitas de junça, tifa e arroz silvestre continuavam ainda encurvadas, balançando, farfalhando. Como se houvesse alguém ali, aproximando-se cada vez mais da fita amarela, movendo-se bem rente ao chão. Mas, não, não, não era nada disso. É apenas o vento, disse a si mesma. E, com toda reverência, depositou as flores na forquilha de um salgueiro preto enodoado, não muito longe do esboço fantasmagórico de um corpo caído no chão, salpicado de sangue tão preto quanto a água do rio. Mais uma vez, voltou a rezar. Na outra margem do rio Paquenoke, de frente para a cena do crime, o policial Ed Schaeffer encostou-se no tronco de um carvalho e ignorou os mosquitos do começo da manhã que adejavamperto de seus braços, que saíam das mangas curtas do uniforme. Agachou-se e passou novamente a vista pelo bosque, à procura de sinais do rapaz. Teve que se apoiar em um ramo, tonto de exaustão. Tal como a maioria dos policiais do gabinete do xerife, estava acordado há quase 24 horas, procurando Mary Beth McConnell e o rapaz que a seqüestrara. Mas enquanto os outros, sem exceção, haviam ido tomar um banho de chuveiro, comer alguma coisa e dormir umas poucas horas, ele continuara na busca. Era o policial mais velho da força e o mais corpulento (55 anos de idade e 130kg de peso, na maior parte inútil), mas o cansaço, a fome e as articulações emperradas não iam impedi-lo de continuar a busca. Examinou novamente o terreno. Apertou o botão de transmissão do rádio. -Jesse, sou eu. Você está aí? – Afirmativo. Continue. Em voz baixa, Ed continuou: – Encontrei pegadas aqui. Frescas, ainda. Deixadas há umahora no máximo.

– Acha que são dele? – De quem mais poderia ser? A esta hora da manhã, neste lado do Paquo? – Pelo que parece, você tem razão – comentou Jesse com. – Não acreditei no início, mas você acertou na mosca. A teoria de Ed era que o rapaz voltaria àquele local. Não por causa do clichê – o criminoso volta sempre à cena do crime -, mas porque o Blackwater Landing sempre foi sua zona de caça e, emtodas as encrencas em que se meteu ao longo de todos esses anos, ele sempre voltou para aquele local. Olhou em volta, o medo substituindo a exaustão e o desconforto, enquanto examinava o emaranhado infinito de folhas e galhos que o cercavam por todos os lados. Jesus, pensou, o rapaz está em algum lugar por aqui. Voltou a falar no rádio: – As pegadas parecem estar indo em sua direção, mas não posso dizer com certeza. Ele andava principalmente em cima de folhas. Fique alerta. vou ver se descubro de onde ele veio. Joelhos estalando, Ed levantou-se e, tão silencioso quanto um homenzarrão podia ser, seguiu os passos do rapaz, refazendo o caminho por ele tomado – penetrando cada vez mais no bosque, afastando-se do rio. Seguiu os rastros por uns 40 metros e descobriu que levavam a um velho ponto de tocaia – uma choça acinzentada suficientemente grande para abrigar três ou quatro caçadores. As seteiras para as armas destacavam-se escuras nas paredes e o local parecia deserto. Tudo bem, pensou. Tudo bem… Ele, provavelmente, não está lá. Mas, mesmo assim… Respirando forte, fez algo que não fazia há um ano e meio: soltou a arma do coldre. Apertou a mão suada em volta da coronha e começou a andar, os olhos movendo-se para a frente e para trás, entre a choça e o chão, escolhendo o lugar onde pisar, para tornar silenciosa a aproximação. Teria o rapaz uma arma?, pensou, dando-se conta de que estava tão exposto quanto um soldado que desembarca em uma cabeça-de-ponte em território inimigo. Imaginou um cano de fuzil aparecendo em uma das seteiras na parede. Encostou-se na madeira velha da choça e prendeu a respiração, enquanto escutava com toda atenção. Nenhum som ouviu ali dentro, apenas o zumbido baixo de insetos no lado de fora. OK, pensou. Olhou em volta. Rápido. Antes de perder a coragem, levantou-se e espiou por uma das seteiras.

Ninguém. Olhou atentamente para o chão. O rosto abriu-se num sorriso com o que viu. – Jesse – disse excitado no rádio. – Fale. – Estou em um ponto de tocaia, talvez a uns 400 metros ao norte do rio. Acho que o garoto passou a noite aqui. Há uns embrulhos vazios de comida e garrafas d’água. E um rolo de fita impermeabilizante, também. E, imagine só o quê? Estou vendo um mapa. – Um mapa? – isso mesmo. Parece ser da área. Talvez nos mostre para onde ele levou Mary Beth. O que é que você acha? Ed SchaefTer jamais ouviu a reação do colega a seu belo trabalho de detetive: um grito de mulher encheu o bosque e o rádio de Jesse Corn ficou em silêncio. Lydia Johansson tropeçou, caindo para trás, e gritou outra vez quando o rapaz saltou de trás da alta moita de junça e prendeu-lhe os braços com os dedos fortes. – Oh, Jesus, Senhor, por favor, não me machuque! – implorou. – Cale a boca – disse ele num murmúrio furioso, olhando em volta, os movimentos sacudidos, maldade nos olhos. Era alto e magro, como a maioria dos rapazes de 16 anos nas pequenas cidades da Carolina, e muito forte, pele vermelha e arranhada – por ter roçado um arbusto venenoso, ao que parecia -, comcabelos à escovinha que pareciam ter sido cortados por ele mesmo. – Eu apenas trouxe flores… só isso. Eu não… – Psiu! – rosnou ele. As unhas compridas e sujas, porém, perfuraram-lhe dolorosamente a pele e Lydia soltou outro grito. Furioso, ele tapou-lhe a boca com a mão. Lydia sentiu-lhe o corpo apertado contra o seu, o cheiro azedo, de sujeira, penetrando-lhe nas narinas. Girou a cabeça para livrar-se da mão. – Você está me machucando – disse num gemido.

– Simplesmente, cale essa boca! A voz estalava como ramos cobertos de gelo e gotas de saliva respingaram em seu rosto. O rapaz sacudiu-a furiosamente, como se ela fosse um cão desobediente. Um dos sapatos dele soltou-se na luta, mas ele não deu atenção à perda e novamente fechou-lhe a boca com a mão, até que ela deixou de resistir. Do alto do morro, Jesse Corn gritou: – Lydia? Onde está você? – Psiu – avisou-a novamente o rapaz, olhos esbugalhados e insanos. – Grite e vai ser machucada pra valer. Entendeu? Você entendeu? Enfiou a mão no bolso e sacou um canivete. Lydia inclinou a cabeça, indicando que compreendera. O rapaz puxou-a para o rio. Oh, ali não. Por favor, não, disse para si mesma, pensando no seu anjo de guarda. Não deixe que ele me leve para lá. Ao norte do Poquo… Lydia lançou um olhar para trás e viu Jesse Corn, à beira da estrada, a uns 30 metros de distância, a mão fazendo sombra sobre os olhos, enquanto examinava a paisagem. – Lydia? – gritou ele. O rapaz puxou-a com mais força. – Jesus Cristo, vamos! – Ei! – gritou Jesse, vendo-os finalmente. E começou a descer o morro. Mas eles já se encontravam à beira do rio, onde o rapaz escondera uma pequena canoa sob umas moitas de grama alta. Empurrou-a para o bote e afastou-se da margem, remando com força para o outro lado do rio. Chegou à margem oposta e puxou-a violentamente para fora. Em seguida, rebocoua para dentro do bosque. – Para onde é que estamos indo? – murmurou ela. – Para ver Mary Beth. Você vai ficar com ela. – Por quê? – perguntou Lydia baixinho. – Por que eu? – Ele, porém, nada mais disse, apenas juntou distraído as unhas com um estalido e continou a rebocá-la.

– Ed – disse Jesse Corn, um tom de urgência na voz. – Oh, que confusão. Ele acabou de pegar Lydia. Perdi-os de vista. – Ele o quê? Arquejando com o esforço, Ed Schaeffer parou. Havia começado a correr para o rio quando ouviu o grito. – Lydia Johansson. Ele pegou-a também. – Merda – murmurou o gordo policial, que dizia palavrões tão raramente quanto sacava a arma. – Por que ele fez isso? – Ele é louco – respondeu Jesse. – Foi por isso. Ele está no outro lado do rio e vou atrás dele. – OK. – Ed pensou por um momento. – Ele provavelmente vai voltar aqui para pegar as coisas que deixou na tocaia. vou me esconder e pegá-lo quando ele entrar. Ele tem alguma arma de fogo? – Não deu pra ver. Ed soltou um suspiro. – OK, bem… Venha pra cá logo que puder. Ligue para o Jim, também. Ed soltou o botão vermelho de transmissão e olhou pelas moitas na direção do rio. Nenhumsinal viu do rapaz e da nova vítima. Resfolegando, voltou correndo para a tocaia e chegou aporta. Abriua com um pontapé. A porta girou para trás com um estrondo.

Ed entrou rapidamente, agachando-se diante de uma seteira. Estava tenso de medo e excitação, concentrando-se tanto no que iria fazer quando o rapaz chegasse ali, que, no início, não prestou atenção aos dois ou três pequenos pontos, pretos e amarelos, que passaram velozes em frente de seu rosto. Ou a comichão que começou no pescoço e desceu pela espinha. Logo em seguida, porém, a comichão transformou-se em horrível dor nos ombros e, em seguida, ao longo dos braços e nas axilas. – Oh, Deus – gritou, arquejando, saltando para trás e olhando chocado para uma dezena de marimbondos, de uma feia cor preta e amarela, que lhe cobriam a pele. Em pânico, esfregou os braços para espantá-los, um gesto que enfureceu ainda mais os insetos, que lhe picaram os punhos, as palmas das mãos, as pontas dos dedos. Ed soltou um grito. A dor era pior do que qualquer outra que jamais tinha sentido – pior do que perna quebrada, pior do que naquela vez em que pegou uma frigideira de ferro fundido, sem saber que Jean deixara o fogo aceso no fogão. Em seguida, o interior da tocaia tornou-se indistinto, quando uma nuvem de marimbondos escorreu do enorme ninho cinzento no canto – que tinha sido esmagado pela porta que abriu com um pontapé. Nesse momento, era atacado por nada menos que centenas dessas criaturas. Elas penetravamem seus cabelos, pousavam nos braços, ouvidos, rastejavam para dentro da camisa, subiam pela boca da calça, como se soubessem que picar o pano era inútil e quisessem a pele. Ed correu para a porta, arrancando a camisa e viu com horror massas de crescentes lustrosos colados a sua enorme barriga e peito. Desistiu de afastá-los com as mãos e simplesmente correu transtornado para dentro do bosque. – Jesse, Jesse, Jesse! – gritou, compreendendo, no mesmo instante, que a voz se transformara emum sussurro: as picadas no pescoço haviam-lhe fechado a garganta. Corra! disse a si mesmo. Corra para o rio. E correu. Correu mais rápido do que em qualquer outra ocasião na vida, abrindo caminho às cegas pelas moitas da floresta, as pernas subindo e descendo furiosamente. Corra… Continue a correr, ordenou a si mesmo. Não pare. Corra mais do que esses pequenos filhos da puta. Pense em sua mulher, pense nos gêmeos. Corra, corra, corra… Nesse momento era menor o número de marimbondos, embora ainda pudesse ver 30 ou 40 pontos pretos colados a sua pele, as traseiras obscenas encurvando-se para a frente para que pudessem picá-lo mais uma vez. vou chegar ao rio em três minutos. vou me jogar na água.

Eles morrerão afogados. vou ficar bem… Corra! Fuja da dor… a dor… Como é que uma coisa tão pequena pode causar tanta dor? Oh, como dói… Correu como um cavalo de corrida, correu como um cervo, passando veloz pela vegetação baixa que era apenas uma mancha indistinta em seus olhos cheios de lágrimas. Mas, espere, espere. O que era que havia de errado? Ed Schaeífer olhou para baixo e deu-se conta de que não estava correndo, absolutamente. Não estava nem mesmo de pé. Estava caído no chão, a apenas uns 10 metros da tocaia, as pernas não correndo, mas sacudindo-se espasmodicamente. Procurou o rádio portátil e mesmo que o polegar tivesse inchado até o dobro do tamanho com o veneno, conseguiu pressionar o botão de transmissão. Mas, nesse momento, as convulsões que haviam começado nas pernas chegaram ao torso e aos braços e ele deixou cair o rádio. Durante ummomento, ouviu a voz de Jesse Corn e, quando ela silenciou, só ouviu mesmo o zumbido pulsante dos marimbondos, que se tornou um minúsculo fio de som e, em seguida, caiu o silêncio.

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