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A Cancao da Espada – Bernard Cornwell

Escuridão. Inverno. Noite de geada e sem lua. Flutuávamos no rio Temes, e para além da proa alta do barco eu podia ver as estrelas refletidas na água reluzente. O rio estava cheio, alimentado pela neve dos morros incontáveis. Os regatos temporários fluíam das terras altas, de calcário, em Wessex. No verão aqueles riachos estariam secos, mas agora espumavam descendo pelos morros compridos e verdes, enchiam o rio e fluíam para o mar distante. Nosso barco, que não tinha nome, estava perto da margem no lado de Wessex. Ao norte, do outro lado do rio, ficava a Mércia. Nossa proa apontava rio acima. Estávamos escondidos entre os galhos dobrados e sem folhas de três salgueiros, mantidos ali contra a corrente por uma corda de couro amarrada a um dos galhos. Éramos 38 naquele barco sem nome, um navio mercante que costumava atuar nas partes mais altas do Temes. O comandante do navio se chamava Ralla e estava a meu lado com a mão no remoleme. Eu mal podia vê-lo no escuro, mas sabia que ele estava usando gibão de couro e tinha uma espada à cintura. O restante de nós usava couro e cota de malha, tínhamos elmos e levávamos escudos, machados, espadas ou lanças. Esta noite iríamos matar. Sihtric, meu servo, agachou-se a meu lado e passou uma pedra de amolar na lâmina de sua espada curta. — Ela diz que me ama — argumentou. — Claro que diz — respondi. Ele parou, e quando falou de novo sua voz havia se animado, como se tivesse ganhado coragem com minhas palavras. — E já devo ter 19 anos, senhor! Talvez até 20, quem sabe? — Dezoito? — sugeri. — Eu já poderia estar casado há quatro anos, senhor! Falávamos quase aos sussurros. A noite era repleta de sons. A água ondulava, os galhos nus estalavam ao vento, uma criatura da noite chapinhou no rio, uma raposa uivou como uma alma agonizante, e em algum lugar uma coruja piou. O barco rangia.


A pedra de Sihtric sibilava e raspava o aço. Um escudo bateu num banco de remador. Eu não ousava falar mais alto, apesar dos ruídos da noite, porque o navio inimigo estava rio acima e os homens que haviam desembarcado teriamdeixado sentinelas a bordo. Essas sentinelas poderiam ter nos visto enquanto deslizávamos rio abaixo junto à margem mércia, mas agora certamente deviam pensar que tínhamos seguido há muito na direção de Lundene. — Mas por que se casar com uma puta? — perguntei a Sihtric. — Ela é… — Ela é velha — rosnei. — Deve ter uns 30 anos. E é meio doida. Ealhswith só precisa ver um homem para abrir as coxas! Se você enfileirasse cada homem que montou naquela puta, teria umexército suficiente para conquistar toda a Britânia. — A meu lado, Ralla deu um risinho. — Você estaria nesse exército, Ralla? — perguntei. — Mais de vinte vezes, senhor — respondeu o comandante do navio. — Ela me ama — insistiu Sihtric, carrancudo. — Ela ama sua prata — disse eu —, e, além disso, por que colocar uma espada nova numa bainha velha? É estranho o que os homens falam antes da bata-lha. Qualquer coisa, menos sobre o que os espera. Já estive numa parede de escudos, olhando para um inimigo luminoso de espadas e sombrio de ameaças, e ouvi dois de meus homens discutindo furiosamente sobre que taverna fazia a melhor cerveja. O medo paira no ar como uma nuvem e falamos de nada, para fingir que as nuvens não se encontram ali. — Procure alguma coisa madura e nova — aconselhei Sihtric. — A filha daquele oleiro está pronta para casar. Deve ter 13 anos. — Ela é idiota — questionou Sihtric. — E o que você é, então? Eu lhe dou prata e você derrama no buraco aberto mais próximo! Da última vez em que vi, ela estava usando um bracelete que dei a você. Sihtric fungou e não disse nada. Seu pai era Kjartan, o Cruel, um dinamarquês que o havia gerado em uma de suas escravas saxãs. No entanto, Sihtric era um bom garoto, ainda que na verdade não fosse mais garoto.

Era um homem que havia estado numa parede de escudos. Um homem que havia matado. Um homem que mataria de novo esta noite. — Vou lhe arranjar uma mulher — prometi. Foi então que ouvimos os gritos. Eram fracos porque vinham de muito longe, um mero ruído raspando a escuridão, falando de dor e morte a sul de nós. Eram gritos e choros. Mulheres gritavam e sem dúvida homens estavam morrendo. — Desgraçados — disse Ralla com amargura. — Esse é nosso trabalho — respondi, curto e grosso. — Deveríamos… — começou Ralla, mas pensou melhor e parou. Eu sabia o que ele iria dizer, que deveríamos ter ido ao povoado para protegê-lo, mas sabia o que eu teria respondido. Teria dito que não sabíamos que povoado os dinamarqueses iriam atacar, e mesmo se soubesse não o teria protegido. Poderíamos abrigar o local se soubéssemos para onde os atacantes iriam. Eu poderia ter posto todas as minhas tropas nas pequenas casas e, no momento em que os saqueadores chegassem, poderíamos irromper na rua com espadas, machados e lanças, e teríamos matado alguns deles, mas na escuridão muitos outros teriam escapado e eu não queria que nenhumescapasse. Queria cada dinamarquês, cada norueguês, cada atacante, morto. Todos eles, menos um, e esse eu mandaria para o leste, contar aos acampamentos vikings nas margens do Temes que Uhtred de Bebbanburg esperava por eles. — Pobres coitados — murmurou Ralla. Ao sul, através do emaranhado de galhos pretos, dava para ver um brilho vermelho que indicava palha de teto queimando. O brilho se espalhou e ficou mais forte, iluminando o céu de inverno para além de uma fileira de árvores. O brilho se refletia nos elmos de meus homens, dando ao metal um tom de vermelho, e eu mandei tirarem os elmos para que as sentinelas inimigas no navio grande à frente não vissem o brilho refletido. Tirei meu elmo com sua crista de lobo feita de prata. Sou Uhtred, senhor de Bebbanburg, e naqueles dias era um senhor da guerra. Fiquei ali parado, vestido com cota de malha e couro, capa e armas, jovem e forte. Tinha metade de minhas tropas no navio de Ralla, enquanto a outra metade se encontrava em algum lugar a oeste, montada a cavalo e sob o comando de Finan.

Ou eu pelo menos esperava que estivessem aguardando no oeste amortalhado pela noite. Nós, no navio, havíamos ficado com a tarefa mais fácil, porque tínhamos deslizado pelo rio escuro para encontrar o inimigo, ao passo que Finan fora obrigado a guiar seus homens pelo terreno negro da noite. Mas eu confiava em Finan. Ele estaria lá, remexendo-se, fazendo careta, esperando para soltar a espada. Esta não era nossa primeira tentativa de fazer uma emboscada no Temes naquele inverno longo e molhado, mas era a primeira que prometia sucesso. Por duas vezes, antes, haviam me dito que vikings tinham passado pela abertura na ponte quebrada de Lundene para atacar os povoados frouxos e gordos de Wessex, e nas duas vezes tínhamos vindo rio abaixo sem encontrar nada. Mas dessa vez havíamos posto os lobos numa armadilha. Toquei o punho de Bafo de Serpente, minha espada, e em seguida o amuleto do martelo de Tor, pendurado no pescoço. Mate todos eles, rezei a Tor, mate todos, menos um. Devia fazer frio naquela noite longa. O gelo formava uma fina camada nas partes fundas dos campos inundados pelo Temes, mas não me lembro do frio. Lembro-me da ansiedade. Toquei Bafo de Serpente de novo e me pareceu que ela teve um tremor. Algumas vezes eu achava que a espada cantava. Era um canto fino, apenas entreouvido, um som penetrante, a canção da espada que desejava sangue; a canção da espada. Esperamos e, depois, quando tudo acabou, Ralla me disse que em nenhum momento eu havia parado de sorrir. Achei que nossa emboscada iria fracassar, porque os atacantes só retornaram para o navio quando o amanhecer lançou luz sobre o leste. Suas sentinelas, pensei, certamente iriam nos ver, mas não viram. Os galhos curvados do salgueiro serviam como uma tela frágil, ou talvez o sol nascente de inverno os ofuscasse, porque ninguém nos viu. Nós os vimos. Vimos os homens com cota de malha arrebanhando uma multidão de mulheres e crianças por uma pastagem inundada pela chuva. Achei que seriam cinqüenta atacantes e teriam uma quantidade equivalente de cativos. As mulheres seriam as mais jovens da aldeia queimada, e haviam sido levadas para o prazer dos atacantes. As crianças iriam para o mercado de escravos em Lundene e de lá seriam mandadas à Frankia, do outro lado do mar, ou mesmo mais além. As mulheres, depois de usadas, também seriam vendidas.

Não estávamos tão perto a ponto de ouvir os prisioneiros soluçando, mas imaginei isso. Ao sul, onde morros baixos e verdes erguiam-se da planície do rio, uma grande mancha de fumaça sujava o céu claro de inverno, marcando onde os atacantes haviam queimado o povoado. Ralla se mexeu. — Espera — murmurei, e Ralla ficou parado. Era um homem grisalho, dez anos mais velho do que eu, com olhos reduzidos a fendas em razão dos longos anos olhando por cima dos mares que refletiam o céu. Era um comandante de navio, soldado e amigo. — Ainda não — falei baixinho, toquei Bafo de Serpente e senti o tremor no aço. As vozes dos homens eram altas, relaxadas e risonhas. Eles gritavam enquanto empurravamos prisioneiros para o navio. Forçaram-nos a se agachar no bojo frio e inundado de modo que a embarcação sobrecarregada ficasse estável para a viagem através das partes rasas rio abaixo, onde o Temes corria sobre lajes de pedra e só os melhores e mais corajosos comandantes conheciam o canal. Então os guerreiros subiram a bordo. Levavam seu saque: espetos, caldeirões, lâminas de enxadas, facas e qualquer outra coisa que pudesse ser vendida, derretida ou usada. As gargalhadas eram ásperas. Eram homens que haviam trucidado, que ficariam ricos com seus prisioneiros e estavam num clima alegre, despreocupado. E Bafo de Serpente cantava em sua bainha. Ouvi o barulho vindo do outro navio quando os remos foram encaixados. Uma voz gritou uma ordem: — Empurrem! O grande bico do navio inimigo, coroado com uma cabeça de monstro pintada, virou-se para o rio. Homens pressionaram as pás dos remos contra a margem, empurrando o barco mais ainda. O navio já estava se movendo, levado na nossa direção pela corrente impulsionada pela cheia. Ralla olhou para mim. — Agora. Corte a corda! — gritei, e Cerdic, em nossa proa, cortou a corda de couro que nos prendia ao salgueiro. Só estávamos usando 12 remos, que agora morderam o rio enquanto eu avançava por entre as fileiras de bancos dos remadores. — Vamos matar todos! — gritei. — Vamos matar todos! — Puxem! — rugiu Ralla, e os 12 homens fizeram força com os remos para lutar contra a força do rio.

— Vamos matar absolutamente todos os desgraçados! — gritei enquanto subia na pequena plataforma da proa, onde meu escudo esperava. — Matem todos! Matem todos! — Pus o elmo, depois passei o antebraço esquerdo pelas alças do escudo, levantei a madeira pesada e tirei Bafo de Serpente de sua bainha forrada de pele. Agora ela não cantou. Gritou. — Matem! — berrei. — Matem, matem, matem! — E os remos batiam no ritmo dos meus gritos. À nossa frente o navio inimigo balançou no rio enquanto os homens em pânico erravam as remadas. Estavam gritando, procurando escudos, subindo depressa nos bancos em que alguns homens ainda tentavam remar. Mulheres gritavam e homens tropeçavam uns nos outros. — Puxem! — gritou Ralla. Nosso navio sem nome entrou na corrente enquanto o inimigo era varrido em nossa direção. Sua cabeça de monstro tinha uma língua pintada de vermelho, olhos brancos, dentes como adagas. — Agora! — gritei para Cerdic e ele atirou o arpéu com a corrente, de modo que se prendesse na proa do navio inimigo. Cerdic puxou a corrente fazendo os dentes do arpéu afundaremna madeira do navio, trazendo-o mais para perto. — Agora matem! — gritei, e pulei sobre o espaço entre os dois cascos. Ah, a alegria de ser jovem. De ter 28 anos, de ser forte, de ser um senhor da guerra. Agora tudo se foi, só resta lembrança, e as lembranças se desbotam. Mas a alegria se aninha na memória. O primeiro golpe de Bafo de Serpente foi da frente para trás. Dei-o enquanto pousava na plataforma da proa do inimigo, onde um homem tentava soltar o arpéu. Bafo de Serpente pegou-o na garganta com um corte tão rápido que quase decepou a cabeça. Todo o crânio tombou para trás enquanto o sangue iluminava o dia de inverno. Sangue espirrou no meu rosto. Eu era a morte vinda da manhã, a morte suja de sangue, vestida de malha, capa preta e um elmo com crista de lobo.

Agora estou velho. Velho demais. Minha vista se esvai, meus músculos são fracos, meu mijo sai em gotas, meus ossos doem, sento-me ao sol, caio no sono e acordo cansado. Mas me lembro daquelas lutas, daquelas velhas lutas. Minha mais nova esposa, uma mulher estúpida e devota que vive gemendo, encolhe-se quando conto as histórias, mas o que mais os velhos têm, além de histórias? Uma vez ela protestou, dizendo que não queria saber de cabeças tombando para trás emmeio ao sangue espirrando brilhante, mas de que modo vamos preparar nossos jovens para as guerras que devem travar? Lutei durante toda a vida. Esse foi meu destino, o destino de todos nós. Alfredo queria paz, mas a paz fugiu dele, os dinamarqueses vieram e os noruegueses vieram, e ele não teve opção além de lutar. E quando Alfredo morreu e seu reino era poderoso, mais dinamarqueses vieram, e mais noruegueses, os britões vieram de Gales e os escoceses chegaram uivando do norte, e o que um homem pode fazer, senão lutar por sua terra, sua família, sua casa e seu país? Olho para meus filhos, para os filhos deles e para os filhos dos filhos, e sei que terão de lutar, e que enquanto houver uma família chamada Uhtred, e enquanto houver um reino nesta ilha varrida pelo vento, haverá guerra. Portanto não podemos nos encolher para longe da guerra. Não podemos nos esconder de sua crueldade, de seu sangue, do fedor, da malignidade ou do júbilo, porque a guerra virá para nós, desejemos ou não. Guerra é destino, e wyrd bid ful ãraed. O destino é inexorável. Assim conto essas histórias para que os filhos dos meus filhos saibam de seu destino. Minha mulher geme, mas eu a obrigo a escutar. Conto como nosso navio se chocou contra o flanco do inimigo e como o impacto impulsionou a proa do outro navio em direção à margem sul. Era isso que eu queria, e Ralla havia conseguido com perfeição. Agora ele raspou seu navio ao longo do casco inimigo, nosso ímpeto partindo os remos do dinamarquês enquanto meus homens pulavam a bordo, espadas e machados cantando. Eu havia cambaleado depois daquele primeiro golpe, mas o morto tinha caído da plataforma impedindo que outros dois tentassem me alcançar, e gritei um desafio enquanto saltava para encará-los. Bafo de Serpente era mortal. Era, é, uma lâmina maravilhosa, forjada no norte por um ferreiro saxão que conhecia seu trabalho. Ele havia escolhido sete hastes, quatro de ferro e três de aço, aquecido-as e depois martelado até formar uma lâmina comprida, de dois gumes, com ponta em forma de folha. As quatro hastes de ferro mais macio haviam sido torcidas no fogo, e essas torções sobreviveram na lâmina como fiapos fantasmagóricos de um padrão que parecia o hálito de um dragão, com chamas enroladas, e foi assim que Bafo de Serpente ganhou seu nome. Um homem de barba eriçada girou em minha direção um machado, que enfrentei com o escudo, e enfiei os fiapos de dragão em sua barriga. Torci ferozmente com a mão direita, de modo que sua carne e as entranhas agonizantes não prendessem a lâmina, depois a puxei, fazendo jorrar mais sangue, e trouxe o escudo empalado com o machado para perto do corpo, aparando um golpe de espada. Sihtric estava a meu lado, cravando sua espada curta na virilha de meu mais recente atacante.

O homem gritou. Acho que eu estava gritando. Mais e mais de meus homens estavam a bordo agora, espadas e machados brilhando. Crianças choravam, mulheres gemiam, saqueadores morriam. A proa do navio inimigo bateu na lama da margem enquanto a popa começava a girar para fora, dominada pelo rio. Alguns saqueadores, sentindo a morte caso ficassem a bordo, pularam em terra e isso provocou um pânico. Mais e mais saltavam em direção à margem, e foi então que Finan veio do oeste. Havia uma pequena névoa na campina junto ao rio, apenas uma madeixa perolada pairando sobre as poças com crostas de gelo, e por ela vieram os brilhantes cavaleiros de Finan. Chegaram em suas fileiras, espadas erguidas como se fossem lanças, e Finan, meu irlandês mortal, conhecia seu trabalho. Fez a primeira fileira passar galopando pelos homens que escapavam, para cortar sua retirada, e deixou a segunda se chocar contra o inimigo, antes de se virar e comandar seus homens de volta à matança. — Matem todos! — gritei para ele. — Matem até o último! Sua resposta foi uma onda de espadas avermelhadas de sangue. Vi Clapa, meu grande dinamarquês, cravando a lança num inimigo na água rasa do rio. Rypere estava girando a espada sobre um homem abaixado de medo. A mão de Sihtric estava vermelha segurando a espada. Cerdic girava um machado, gritando incompreensivelmente enquanto a lâmina esmagava e cortava o elmo de um dinamarquês derramando sangue e miolos nos prisioneiros aterrorizados. Acho que matei mais dois, porém minha memória não tem certeza. Lembro-me de ter empurrado um homem para o convés e, enquanto ele girava para me encarar, de ter cravado Bafo de Serpente em sua goela, olhado seu rosto se contorcer e a língua se projetar do poço de sangue que brotava passando pelos dentes enegrecidos. Apoiei-me na espada enquanto o homem morria e fiquei olhando os homens de Finan girarem os cavalos para retornar ao inimigo cercado. Os cavaleiros golpeavam e retalhavam, vikings gritavam e alguns tentavam se render. Um rapaz se ajoelhou num banco de remador, tendo descartado o machado e o escudo, e estendeu as mãos para mim, suplicando. — Pegue o machado — falei para ele em dinamarquês. — Senhor… — começou ele. — Pegue! — interrompi. — E espere por mim no castelo dos cadáveres.

— Esperei até ele estar armado, então deixei Bafo de Serpente tirar sua vida. Fiz isso depressa, demonstrando misericórdia ao cortar sua garganta com um golpe rápido. Olhei seus olhos enquanto o matava, vi sua alma voar, depois pisei no corpo que se retorcia e escorregou do banco de remador, despencando sangrento no colo de uma jovem que começou a berrar histericamente. — Quieta! — gritei para ela. Fiz uma careta para todas as outras mulheres e crianças que gritavam ou choravam encolhidas no casco. Pus Bafo de Serpente na mão que prendia o escudo, segurei a gola da cota de malha do homem agonizante e puxei-o de volta para o banco.

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