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A Chave – Michael Palmer

Com um breve grunhido de satisfação, Ramirez bebeu o resto do uísque dum longo trago. Quando se preparava para se servir da quarta bebida daquela noite, o Rosa T elevou-se na crista duma onda e desceu-a desajeitadamente até ficar de novo na posição horizontal. Com os reflexos resultantes de anos no mar, ajustou habilmente o ângulo da garrafa e encheu o copo sem entornar uma gota. Tomás Ramirez tinha mais de sessenta anos, mas a farta barba grisalha e a corpulência, mais a pele morena e curtida pelos elementos, davam-lhe uma aura sem idade definida. Entre os seus conhecidos nenhum conseguia recordá-lo ou imaginá-lo a fazer outra coisa que não fosse comandar o Rosa T Originariamente destinado e usado no transporte de bananas, o cargueiro albergara muitas e mais interessantes cargas desde que formara equipa com o seu comandante. Durante anos, antes do início da guerra, tinha feito contrabando de cocaína e haxixe para os Estados Unidos e o Canadá, voltando a vários portos sul-americanos carregado de produtos industriais e bebidas alcoólicas, sem pagar direitos. Quando os combates no Atlântico aumentaram de intensidade, Ramirez descobriu rapidamente que as suas habilidades especiais valiam dinheiro e proteção, tanto da parte dos Aliados como dos Alemães. Arvorando a bandeira do Panamá, o Rosa T transportou armas da Alemanha para os guerrilheiros da América Central e do Sul, e em várias outras ocasiões, sob a bandeira alemã e contratado pelos Americanos, levou “homens de negócios” até à costa norueguesa. Ao todo, entre os anos de 1941 e 1945, comandante e cargueiro haviam feito mais de trinta travessias do Atlântico, as últimas das quais transportando, por elevadas quantias, dirigentes militares e políticos alemães para portos no Brasil e na Argentina. Ramirez adquirira justificadamente uma reputação internacional de homem que fazia o seu trabalho bem feito, sem perguntas sobre a carga desde que lhe pagassem o que exigia. Contudo, nos meses que se seguiram à guerra, os contratos foram poucos e os lucros inexistentes. Ramirez teve de despedir a maior parte da sua tripulação de nove homens e viu-se obrigado, por duas vezes, a efetuar transportes legais e mal pagos. De repente, num dia de calor sufocante na Cidade do Panamá, tudo isso mudou. Ramirez tinha outra vez dinheiro, uma tripulação completa e cumpria um contrato tão lucrativo que não ia precisar doutro por muitos meses. Três metros abaixo do comandante, numa estreita tarimba no maior dos três minúsculos camarotes do navio, dormia o motivo da sua inesperada sorte. O homem, conhecido pela tripulação apenas como Nick, passara quase toda a viagem de sete dias ali fechado, saindo só uma vez por dia para partilhar uma pequena refeição e vinho tinto, ao meio-dia, com Ramirez. Todos a bordo tinham concluído erroneamente que o passageiro sofria de enjoo, mas, na realidade, Nicholas Ferlazzo passara quase dezasseis horas, todos os dias, a estudar e a decorar os documentos e livros que lhe tinham sido entregues pelos homens que o esperavam quando chegara ao Panamá, aliás, os mesmos que haviam contratado Ramirez e organizado a viagem para norte. O comandante olhava para a garrafa e encarava a hipótese duma quinta bebida, quando o seu imediato e único membro permanente da tripulação bateu à porta e enfiou a cara queimada no camarote. — Acabamos de estabelecer contato via rádio, meu comandante. Mesmo no horário. Não deve demorar mais do que uma hora… — Qual é a nossa posição? — interrompeu Ramirez. — Cerca de sessenta milhas a norte do farol de Eastport, seguindo a duzentos e oitenta. — Vou para a ponte daqui a um minuto. O tempo aguenta-se? — Há algum nevoeiro, mas devemos conseguir alcançá-los sem problema, se souberem o que estão a fazer. — Até agora têm sabido — comentou Ramirez.


A notícia do iminente encontro despertou pouca reação da parte de Ferlazzo, que pousou os mapas que estudava e voltou a se deitar, olhando para o tabique cinza. Tinha um pouco mais de um metro e oitenta, e a barba de três meses fazia-o parecer ligeiramente mais velho do que os seus dezanove anos. No conjunto, a sua aparência nada tinha de especial, ou seja, nada excepto os olhos, que, emoldurados por espessas sobrancelhas e ligeiramente lânguidas pálpebras, eram dum castanhoescuro quase metálico, com uma mirada tão aguda que poucos conseguiam sustentá-la durante muito tempo. Com uma semana de vida, fora encontrado, embrulhado num pano cuidadosamente cosido, junto ao portão dum pequeno convento perto de Siracusa, a cerca de oitenta quilômetros a sul do monte Etria, na Sicília. Levado para o orfanato, junto ao convento, foi tratado como todas as outras trinta e cinco crianças, até que o descobriram, aos três anos, sentado, sozinho, a ler” um livro de histórias emvoz alta. Para seu espanto, as freiras descobriram que o decorara todo, depois de as ter ouvido lê-lo uma única vez. Aos cinco anos, falava fluentemente italiano e latim e começava a aprender francês. A sua capacidade de recordar fatos que lhe eram expostos uma só vez ultrapassava a sua compreensão, mas mesmo esta era notavelmente avançada. A fama da espantosa criança espalhou-se pelas aldeias vizinhas e, no fim de 193 1, Domenico Ferlazzo deu a volta às montanhas desde Ragusa para o ver. A sua imediata oferta de adotar o garoto foi aceite, bem como um generoso donativo para o orfanato. O fato de o novo pai, o homem mais rico de Ragusa, ter regressado da América uns anos antes por entre rumores de problemas nesse país pouco peso teve para dissuadir as freiras, visto ser umhomem religioso e muito caritativo para a Igreja. Com professores especiais, Nicholas Ferlazzo aprendeu a falar oito línguas sem sotaque até aos dezasseis anos, e outros ajudaram-no a desenvolver as suas extraordinárias qualidades de atleta, a aprofundar a história da Itália e da América, a tornar-se um atirador de primeira e a especializar-se noutras disciplinas, Ao mesmo tempo, Domenico Ferlazzo passava horas sem fim com o filho, que foi absorvendo e retribuindo a sua dedicação do mesmo modo que aproveitava os ensinamentos. Nicholas tinha quase quinze anos quando possuiu a sua primeira mulher, uma criada da cozinha dos Ferlazzo, de vinte e nove anos e peito avantajado, e acabara de fazer dezasseis quando matou o seu primeiro homem, por ordem do pai, dada durante um dos seus frequentes passeios pelas pedregosas colinas em volta de Ragusa. — Sabes que gosto muito de ti, Nicholas — disse Domenico — e que és mais importante para mim do que tudo neste mundo. — E o pai também é o meu mundo! — respondeu o jovem. -Era isso que eu queria ouvir, filho… Nicholas, quando deixei a América, há anos, havia uns homens nesse país que queriam fazer-me muito mal. Agora não interessa o motivo de pretenderem acabar com a minha vida, mas esse sentimento não desapareceu com o tempo. Soube há pouco que um fulano chamado Amadeo Secchi chegou a Palermo e que tem planos para me matar. Estou a ficar velho e não me sinto capaz de me defender dele. — Fale-me desse homem, pai, e eu vou à procura dele e mato-o! — Assim será, porque tem de ser. Tenho informações sobre ele lá em casa, mas tu não podes ser visto nem relacionado de qualquer maneira com a sua morte. — Eu percebo, pai — respondeu Nicholas. Três dias depois, numa rua deserta de Palermo, Amadeo Secchi era morto por um assaltante desconhecido com um único tiro de espingarda na testa. Ao longo dos anos seguintes, houve mais três pedidos semelhantes de Domenico Ferlazzo, e três mortes de inimigos seus igualmente impossíveis de desvendar. O jovem Nicholas não sentiu culpa ou remorso pelos assassínios — o pai encarregarase pessoalmente da educação moral do rapaz.

Durante esses anos, procurou-se ensinar a Nicholas todas as matérias relacionadas com a vida na América, e ele depressa aprendeu tudo o que os seus professores sabiam acerca do governo, da história social e cultural e da economia dos Estados Unidos. A sua educação não foi interrompida pela guerra, que pouco efeito teve na sua família ou sequer na maioria dos habitantes de Ragusa. Em Fevereiro de 1946, Nicholas soube pela primeira vez dos planos e disposições do pai a seu respeito. Mais uma vez, passeavam juntos pelas poeirentas colinas cobertas de arbustos, quando Domenico Ferlazzo falou do assunto. Como sempre, ao lidar com o filho, dirigiu-se-lhe direta e honestamente: — Nicholas — disse ele, colocando o braço sobre os ombros do rapaz —, os médicos em Palermo disseram-me que o tumor do estômago voltou. Podem operar-me outra vez, mas quase sem esperança de o tirar todo. Por isso, decidi não ser operado; eles dizem que agora é só uma questão de meses. — Têm a certeza, pai? Deve haver outros médicos a que possa ir. Talvez em Roma… — Não, filho — interrompeu Ferlazzo. — Não vale a pena. Já sei há várias semanas e comecei a tomar algumas providências quanto ao teu futuro. A tua mãe vai para o Norte, viver com a família dela, e a casa será vendida. Para mim, o que é importante agora é tu teres oportunidade de continuar os estudos. Nicholas estava tão perto das lágrimas como nunca mais em toda a sua vida. — Claro que vou continuar os estudos, pai. Mas a casa… — Isto não é sítio para viveres, Nicholas. Há anos que decidi que o teu futuro estava noutro sítio e agora, com o fim da ,guerra, os Estados Unidos voltaram a ser um país de muitas oportunidades para aprenderes e cresceres. Entrei em contato com o teu tio Peter, em Boston, e ele concordou em arranjar um princípio de vida para ti. Acha que é possível entrares numa universidade americana e conhece um casal sem filhos que está ansioso por tratar-te como se fosses da família. Sei que é uma perspetiva assustadora, mas tens de me prometer que concordas com o meu plano. — Eu faço tudo o que o pai me pedir — concordou o rapaz. — Sabe que sempre o fiz. — Muito bem, partes este Verão. O Peter, em troca, quer um favor teu. Como aconteceu em relação a mim, quando me ajudaste a… bem… a lidar com pessoas que queriam fazer-me mal, o teu tio tem um inimigo desses e gostava que tu o eliminasses.

Ele é o meu único irmão, Nicholas, e fomos sempre muito unidos enquanto vivi na América. Os inimigos dele têm de ser tratados como se fossem meus. Depois de fazeres isto por ele, ficas livre para continuar a tua educação e seguir a tua vida. Entretanto, precisas de acelerar os teus estudos e tens de me ajudar a fechar a casa. Nos meses que se seguiram, Domenico Ferlazzo piorou rapidamente e no princípio de Abril, com o filho à cabeceira, morreu. O jovem Nicholas não mostrou qualquer reação emocional, a não ser passar muitas horas, depois do enterro, a percorrer as colinas por onde passeara com o pai. EmJunho, chegou um recado de Peter Ferlazzo, com instruções para fazer uma mala apenas com o necessário e apanhar, em Palermo, um cargueiro com destino ao Panamá, na América Central, onde estariam à sua espera amigos, que tratariam da sua viagem para os Estados Unidos. Sem lágrimas e muito pouca apreensão, Nicholas Ferlazzo deixou a sua casa e viajou para Palermo. Foi Ramirez quem primeiro avistou as luzes do barco que se aproximava. Com uma agilidade imprevisível numa pessoa da sua corpulência, correu para a proa do Rosa T e enviou o sinal de luz previamente combinado e, assim que obteve resposta, mandou o imediato prevenir Nick. — Toma isto — disse Ramirez, entregando-lhe um revólver de cano curto — e não o deixes sair do camarote até eu te fazer sinal de que nos pagaram. A seguir, rumamos a Boston. Dizem que há lá muitas mulheres lindas, ansiosas por nos ajudarem a gastar o dinheiro. Com o imediato de sentinela à porta do camarote, Ferlazzo guardou cuidadosamente todo o material que estudara, bem como as suas poucas roupas, num saco de marinheiro, tirando, primeiro, dele uma caixa de cartão com cerca de vinte centímetros quadrados por dez. Abriu-a, ligou dois fios, fechou-a e meteu-a debaixo da tarimba, empurrando-a bem para o fundo. A seguir, estendeu-se no fino colchão e ficou à espera. O Atlântico norte manteve-se calmo enquanto Ferlazzo, com o seu saco de marinheiro, desceu a escada de corda até ao barco de recreio acostado ao cargueiro. O comandante Ramirez, depois de contar e recontar os cinquenta mil dólares recebidos, encontrava-se na ponte quando o barco de recreio se afastou para nordeste. A bordo deste, a quase uma milha do cargueiro, Ferlazzo encarou os seus novos associados. — Pagaram mesmo cinquenta mil dólares para me trazerem até aqui? — perguntou, um tanto incrédulo. Um dos seus anfitriões, um homem de aspeto distinto, com um fato de fazenda e uma gravata larga, sorriu e respondeu: — Não com notas que alguém possa querer gastar. Nesse momento, o céu iluminou-se com um clarão a sudoeste e, três segundos depois, umestrondo abafado chegava ao convés do barco de recreio: o Rosa T incendiara-se, partira-se ao meio e, em cinco minutos, afundara-se. Nicholas Ferlazzo dirigiu-se ao bar, onde se serviu de um pouco de chianti, e depois estendeuse num fofo sofá de couro para continuar a estudar. Parte 1 Abril de 1978 … Resumindo, esta portuguesa de cinquenta e seis anos apresentou-se no consultório queixandose de dor no ombro direito, e apresentou sinais de bursite deltoide ao ser examinada. o procedimento inicial será imobilização e aspirina.

A pressão arterial é de 210/115 e apresenta sintomas de prolongada hipertensão em ambas as retinas. No entanto, não consegui convencê-la da necessidade de novos exames e tratamento para este problema. O plano é contatar o filho, que fala inglês, para nos ajudar a organizar o acompanhamento da pressão arterial. Fim do ditado … L. T. C. obrigado. Luke Corey desligou o dictafóne e encostou-se na cadeira, de olhos fechados e a esfregar a cana do nariz. Um raio de sol do fim da tarde iluminou um canto da secretária e fez uma risca brilhante no desenho do papel da parede. O seu pensamento estava nas vinte e duas pessoas com cujos problemas lidara nesse dia. Durante dez minutos, apreciou o silêncio, prazer apenas ligeiramente diminuído pela dor no fundo das costas. Ultimamente, parecia-lhe que elas começavam a incomodá-lo todos os dias mais cedo. — Acabado aos trinta e seis — disse em voz baixa. Levantou-se, espreguiçou-se e observou o consultório onde trabalhava nos últimos quatro anos, satisfeito com a atmosfera um tanto atravancada mas agradável. Localizado numa esquina, numa casa ao estilo de Cape Cod, com sessenta anos, o consultório tinha uma grande secretária de carvalho antiga, um sofá de dois lugares estofado com um tecido azul, uma estante do chão ao teto cheia de livros, sebentas e revistas por encadernar, e ainda uma cadeira baixa, creme, a um canto para ele poder evitar uma das coisas que mais detestava — falar com os doentes por cima da secretária. Na parede fronteira à única janela, estavam pendurados quatro diplomas com molduras pretas. Pelos documentos cheios de desenhos ornamentais, era possível determinar que o ocupante do consultório era Lewis Tyler Corey e que se formara em Harvard, em 1963, e na Faculdade de Medicina do Mississípi, em 1967. Os outros dois quadros mostravam que o Dr. Corey tinha licença para praticar medicina no estado do Massachusetts e era membro da Ordem dos Médicos como clínico geral. Na gaveta de baixo, do lado esquerdo da secretária, havia um quinto certificado, no seu envelope original e por emoldurar — um louvor do presidente dos Estados Unidos, datado de Julho de 1970 — e, num elegante estojo preto, uma medalha da Estrela de Prata e uma Cruz de Guerra. Os poucos minutos de sossego foram interrompidos por um estalido e um apito abafado do intercomunicador, a um canto da secretária. O som parou e foi seguido pela voz nasal e quase neutra da telefonista do hospital: — Doutor Corey, é favor ligar para a Urgência. Doutor Corey, Urgência, por favor. Parado junto à janela, observou um passarinho a saltitar na relva. Depois, com um suspiro de resignação, dirigiu-se à secretária, carregou no botão que desligava o aparelho e pegou no fone do telefone.

— Pai, posso parar agora? Estou a estudar há quase uma hora e sinto-me cansado. — Podes parar assim que souberes bem a peça, Luke. Trabalhas na mesma fuga há mais duma semana e continuas a cometer os mesmos erros. Como vamos ser a estrela do recital da senhora Hartman, se não conseguimos aprender uma simples fuga de Bach? — Mas eu não consigo, pai! — Luke, sabes que a tua mãe e eu não queremos ouvir-te dizer “não consigo”. Descansa umminuto e tenta do princípio. — Está bem. Janet Dibbs era a enfermeira-chefe da Urgência do Hospital de Strathmore e sentia-se justificadamente orgulhosa do seu trabalho. Como ficava em Cape Cod, Strathmore registrava no Verão quase um aumento para o décuplo da sua população de dez mil habitantes do resto do ano. A Urgência sofria um aumento proporcional de admissões e surgiam todos os anos problemas de pessoal, que Janet Dibbs resolvia comeficiência. O seu único defeito, se o fosse, era a necessidade de fazer ver aos doentes a sua importância pessoal nos cuidados que recebiam. Com trinta e um anos e solteira, Janet era completamente dedicada ao trabalho, ao hospital e aos doentes. Tinha um profundo respeito, quase amor, pelos bons médicos — os que eram competentes e carinhosos — e era impiedosa para com os “mercenários” que faziam as coisas sem se ralar ou que davam sonoras ordens de vida ou de morte, apoiados em fracos motivos clínicos por seremdemasiado inseguros para pedir ajuda. Em várias ocasiões, havia mesmo discutido abertamente ordens de médicos desse tipo diante de outros membros do pessoal e, pelo menos uma vez, teve de responder perante os seus superiores por pedir a um clínico que observasse um doente particularmente grave sem obter o consentimento do médico desse doente. Quase desde o dia da chegada a Strathmore, Luke era um dos favoritos de Janet Dibbs. Os sentimentos da enfermeira para com ele nasceram, e consolidaram-se depois, durante a primeira verdadeira emergência em que trabalharam juntos: uma paragem cardíaca. Foram aplicados os choques eléctricos e restabelecido um ritmo cardíaco aparentemente normal. Luke foi dando as ordens apropriadas, com uma voz forte mas calma, pontuadas com “por favor”, e comentando abertamente manobras de enfermagem bem feitas. Desenvolvera-se um ritmo de boa cooperação entre a equipa de três enfermeiras e dois médicos, quando Susan Carmichael exclamou: — Não consigo ouvir a pressão, doutor Corey. Há um minuto atrás era noventa/sessenta. — Abra mais a IV, por favor. — Já abri. — Começa outra vez a compressão, Walt. Enfermeira Dibbs, preciso de dopamina, se faz favor. — Sim, doutor. Que concentração? — Como? — A dopamina, doutor.

Que concentração quer?

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