| Books | Libros | Livres | Bücher | Kitaplar | Livros |

A Economia Brasileira – De Onde Viemos e Onde Estamos – Antonio Dias Leite

Tenho grande prazer de escrever algumas linhas para comemorar não apenas a nova edição deste livro, como também homenagear o Professor Antonio Dias Leite, que vem se dedicando com competência, há décadas, ao ensino e à reflexão sobre os mais variados aspectos da economia brasileira. O Brasil cresceu em ritmo acelerado nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Foram anos de industrialização e investimento em infraestrutura, sob um modelo de economia fechada e elevada participação do Estado na economia, inclusive na produção. Como nos mostra Dias Leite no Gráfico 21.3, nestes 30 anos a relação entre o PIB per capita do Brasil e dos Estados Unidos aproximadamente dobrou, chegando a 23%. Mantido este ritmo, em algum momento do século XXI o Brasil encostaria ou até superaria os Estados Unidos! Mas não foi o que ocorreu. Faltaram poupança, investimento e ênfase em educação e produtividade, tanto privada quanto pública. Em função disso, o modelo de desenvolvimento começou a dar sinais de desgaste já no final da década de 1970. Essa exaustão manifestou-se pelo aumento da inflação e do endividamento externo, oriundos, por sua vez, de políticas que visavampreservar o crescimento sem, no entanto, revisar o modelo. O país ficou vulnerável e, com os significativos aumentos do preço do petróleo e das taxas de juros do início da década de 1980, desembocou no que acabou sendo a década perdida, um período de cerca de doze anos de crescimento per capita médio negativo. A partir do Plano Real em 1994, as coisas começaram a melhorar, trazendo aos poucos a taxa de crescimento per capita para os 2-3% dos últimos anos. Esse período, que engloba os governos Fernando Henrique e Lula, foi caracterizado por uma fase inicial de estabilização e reformas, de 1994 a 2005, seguida por fase mais recente de maior crescimento com ênfase no estímulo ao consumo e no combate direto à pobreza (e pouca ênfase emreformas). Nesses 17 anos, a taxa de crescimento em períodos tranquilos esteve em torno de 4% ao ano, um número razoável quando comparado com o desastre da década perdida. No entanto, há sinais de que mesmo a manutenção dessa taxa de crescimento exigirá esforços para aumentar a taxa de investimento do país, que há muito tempo não chega a 20% do PIB. Como bem diz o Professor em seu capítulo final, “a austeridade fiscal e administrativa vem sendo corroída, com legislação imprudente, de graves consequências futuras”. “A retomada do crescimento (…) não parece sustentável, principalmente em função da deterioração da infraestrutura do país.” Trata-se, portanto, de um desafio de formulação e execução de uma estratégia de desenvolvimento que equilibre os objetivos de consumo da população com as necessidades de investimento do país e que também dê a devida atenção ao aumento da eficiência do governo e do setor privado. Qualquer interessado em entender a economia brasileira e os desafios que hoje se colocam não pode deixar de consultar este livro, atualizado e reeditado em boa hora. Arminio Fraga Neto Rio de janeiro, 10 de janeiro de 2011 Apresentação à Primeira Edição Fundação Universitária José Bonifácio Universidade Federal do Rio de Janeiro Mais uma vez, o professor Dias Leite nos traz sua mensagem. Desta vez, ao lado do conteúdo, a forma simples e atraente convida à leitura. Conceitos básicos de economia, nossa história econômica e os fatos mais marcantes são apresentados numa sequência agradável. É um texto que atrai. As gerações que acompanham o trabalho do professor têm mais um motivo para enriquecer suas bibliotecas. As condições em que o Brasil chega ao século XXI são apresentadas ao tempo em que o desafio é lançado. Conhecer-nos é condição para superar os entraves e construir um novo país, mais justo, fraterno e humano.


Tenho certeza de que esta é a preocupação do professor Dias Leite ao nos oferecer esta obra. Raymundo de Oliveira Presidente A Fundação tem a satisfação de colaborar com esta edição. Agradecimentos à Segunda Edição Nesta segunda edição voltei a receber valiosas contribuições adicionais para atualização e aperfeiçoamento do texto. Agradeço particularmente a Antonio Delfim Netto, Arminio Fraga Neto, Cláudio Contador, Felipe Diógenes, Francisco Eduardo Pires de Souza, Henrique Saraiva, Jennifer Hermann, João Sabóia, José Pastore, Sonia Rocha, Raul Velloso e Regis Bonelli. Agradeço ainda a atenção de Cristiano Martins, Helena Ito e Paulo Mibielli, do IBGE. Auxiliaram-me, com grande paciência, Diego Silveira Maciel e Bento Maia, mestrandos do IEUFRJ, na parte referente à busca e a atualização de tabelas e gráficos; Estela dos Santos Abreu, na cuidadosa revisão do texto, e Jessé Crespo, que me salvou de inúmeros tropeços eletrônicos. A todos os meus agradecimentos. À memória de quatro engenheiros do desenvolvimento com quem trabalhei: Benjamin Mário Baptista, no Ministério de Minas e Energia; John Reginald Cotrim, em Furnas Centrais Elétricas; Mario Penna Bhering, na Eletrobras; Raymundo Pereira Mascarenhas, na Cia. Vale do Rio Doce. 1 1 Após assembleia geral realizada em 22 de maio de 2009, foi aprovada a alteração da razão social da empresa Companhia Vale do Rio Doce para Vale S.A. Agradecimentos à Primeira Edição Foram muitos os que se dispuseram a rever este trabalho, no todo ou em parte, e a contribuir para o seu aperfeiçoamento, com sugestões inestimáveis, pelo que registro meus agradecimentos. Antes de qualquer referência, cabe-me expressar meu reconhecimento à Fundação Universitária José Bonifácio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalhei por quarenta anos, por colaborar com esta edição. Antonio Delfim Netto, Eliezer Batista e Jorge Gerdau Johannpeter me honraram, após a leitura do primeiro manuscrito, com os comentários registrados na contracapa. Francisco Eduardo Pires de Souza e Roberto Fendt tiveram a paciência de passar em revista todo o texto, da primeira à última página, rara contribuição para o seu aperfeiçoamento, que contou também com observações abrangentes de Delfim Netto. Vários outros prestaram colaboração decisiva, a meu pedido, lendo, fazendo comentários e retocando capítulos específicos. Trechos essencialmente econômicos passaram pelo exame meticuloso de Arnaldo Amaral, Benedicto Fonseca Moreira, Carlos Geraldo Langoni, Carlos Antonio Rocca, Cláudio Contador, Cláudio Haddad, Domingos Penido, Fernando Rezende, Jose Julio Senna, Luciano Galvão Coutinho, Marcos Antonio Cintra, Raul Velloso, Regis Bonelli e Ricardo Bielschovsky. Beneficiei-me das ponderações de Alfredo Lamy, Fernando Bastos d’Ávila S.J., Henrique Saraiva, José Pastore e Pablo Ghetti nas partes que abordam a correlação da economia com questões institucionais, políticas e sociais, e, em particular, de Sonia Rocha. Nas questões em que a natureza é partícipe, contei com o apoio de Mario Borgonovi, e especificamente sobre o tema meio ambiente e sua correlação com a energia, recebi a assistência de Henrique Brandão Cavalcanti. O tema energia, por sua vez, foi objeto de cuidadosa revisão de Adilson de Oliveira. Carlos Costa Ribeiro e Fernando Sandroni contribuíram para aperfeiçoar o tratamento dado às relações tecnologia/energia. Em várias oportunidades recorri a pessoas e entidades para obter informações e esclarecimentos. Sempre me atenderam com distinta boa-vontade.

Registro a valiosa colaboração do IBGE, na pessoa de Edna Campello, pelos mapas especialmente preparados, e de Gélio Bazoni nas contas nacionais. Na Embrapa, recebi a atenção de Fernando Cezar S. do Amaral e Nilson Rendeiro Pereira no que se refere à classificação de solos, e, na Petrobras, de Guilherme Estrela, Francisco Ferreira da Costa e Haroldo Moraes Ramos, no mapa da plataforma continental. No Ministério da Agricultura fui aconselhado por Regis Alimandro na apreciação da produtividade de grãos na agricultura, além de outras informações. Para o tema produtividade na agroindústria da cana-de-açúcar e na silvicultura recebi subsídios de, respectivamente, Plínio Nastari e Roberto Garlipp, e também de Andréia Maffeis, da Sociedade Brasileira de Silvicultura. No Ministério de Minas e Energia, colaboraram Marco Antonio Maron e João Antonio Patusco, e, no Sivam, Paulo Esteves. No Conselho Mundial de Energia fui atendido por Jean-Marie Bourdaire, e, no Comitê Brasileiro, por José Malhães da Silva e Antonio Carlos Salmito. A ideia deste livro se concretizou graças à insistência de minha filha, Maria Cristina, e espero não se decepcioná-la. Durante sua elaboração recebi ainda o apoio de meus netos Antonio Fernando e Francisco, na confecção de tabelas e gráficos, e que me prestaram “assistência geral”. A fotografia da contracapa é de autoria de Laura, também minha neta. Jessé Crespo deu-me assessoria de informática. A diagramação, com criatividade e eficiência, ficou a cargo da Pós Imagem Design. A todos reitero meu verdadeiro agradecimento.

.

Baixar PDF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Baixar Livros Grátis em PDF | Free Books PDF | PDF Kitap İndir | Telecharger Livre Gratuit PDF | PDF Kostenlose eBooks | Descargar Libros Gratis |