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A outra face de Deus – F. T. Farah

A freada brusca fez com que a mulher, sentada atrás do motorista, batesse a cabeça no encosto. O sangue começou a escorrer da narina esquerda. Ela tombou no banco. — Cuidado, ou vai ser punido pelo padre – berrou Andrea, o outro passageiro. Diante deles, a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, iluminada por refletores, erguia-se majestosa contra o céu escuro. Aquela imagem era uma das metáforas preferidas do padre Pietro Amorth em suas homilias: “Um sinal de Deus em um mundo mergulhado nas trevas”. — O que vamos fazer com ela? – perguntou Simone, o motorista. — Temos que deixá-la na igreja. — Não vou subir todos esses degraus carregando essa vadia. — Você recebe para isso. Agora cale a boca e me ajude –retrucou Andrea, abrindo a porta do carro. Os seios volumosos insinuavam-se no decote da camiseta branca. Minissaia preta. Salto alto. A maquiagem carregada dividia espaço com vários hematomas. O nariz estava inchado. Poderia ser a pancada de segundos antes ou as bofetadas de horas atrás. O cabelo liso, na altura dos ombros, era quase todo loiro, excetuando-se as raízes negras. Apesar do pouco peso e da estatura baixa, Andrea teve dificuldades de puxá-la para fora. Olhou para o amigo, mais alto e bem mais forte do que ele. — Deixe comigo – adiantou-se Simone, debruçando-se sobre a mulher – Posso passar alguns minutos com ela antes? — Só se você não tiver medo de ser mastigado pelo diabo, seu imbecil! – berrou Andrea – Tragaa para fora. O padre nos espera. Como se fosse um pacote de poucos quilos, Simone colocou a vítima nas costas e subiu as escadas. Ao se aproximar da imponente porta principal de Santa Maria in Aracoeli, o celular tocou no bolso da jaqueta de Andrea. — Sim, padre, somos nós.


Quer que deixemos a mulher aqui na entrada? Tudo bem, podemos entrar com ela pela porta lateral. — O que ele vai fazer com esta cadela? – perguntou Simone, exibindo um sorriso malicioso – Quer que a gente participe da brincadeira? — Cale a boca, cara. Assim vou ter que arrumar outro ajudante! A porta do lado esquerdo se abriu. Diante dela, um homem alto e magro, com uma lanterna na mão. Cabelo e barba grisalhos, bem aparados. Uma cicatriz triangular na testa. Vestia um hábito negro, com um crucifixo de prata pendendo do pescoço. O sorriso desapareceu ao olhar o rosto da mulher desacordada. — O que aconteceu? – indagou, ríspido. — Ela estava histérica, padre – respondeu Andrea. — E agressiva. Arranhou meu rosto – completou Simone, sob o olhar reprovador do colega. — Tivemos que sedá-la com aquela injeção de tranquilizante que o senhor nos arranjou – prosseguiu o responsável pela missão. — Venham comigo. E sem perguntas – ordenou o padre Pietro Amorth, fechando a porta da igreja e seguindo pela nave lateral. As imponentes colunas, trazidas do Fórum Romano e do Monte Palatino, pareciam gigantes na penumbra. Elas apoiavam o clerestório acima, com suas janelas retangulares. Após alguns metros, a mulher começou a gemer. Passaram pelo altar à esquerda do transepto da igreja. Ela deu um grito. E um soco nas costas de Simone. Os homens estremeceram. — É onde ficam os ossos de Santa Helena. Um lugar sagrado – explicou Pietro, apontando para ele – Não se preocupem. Estamos chegando.

— Santa Helena era a mãe do imperador Constantino. Se não fosse por ela, o mundo teria outros deuses, Simone. — Se todos os seminaristas pensassem como você, Andrea, o rebanho estaria perdido. A vitória do cristianismo é um milagre de Deus. Santa Helena foi apenas um instrumento em Suas mãos – repreendeu-lhe o padre, abrindo a porta da sacristia. “Ele está prestes a violentar esta gostosa e quer dar lição de moral. É um babaca”, reprovou Simone, em pensamento. A mulher apenas gemia. Pietro os conduziu até uma estante com relíquias de santos em uma parede lateral. Pegou uma chave do bolso e abriu a pesada porta de vidro e madeira. No centro, uma peça dourada no formato de cabeça, incrustada de pedras preciosas coloridas. A viseira transparente permitia observar seu interior. Havia um crânio humano. Com cuidado, o padre retirou o tesouro de seu plácido repouso e colocou-o sobre uma mesa. — Que capacete macabro… – comentou Simone. — É um relicário. Andrea, quando estiver fora daqui, explique ao seu amigo o significado deste “capacete” – censurou Pietro, deslocando para baixo uma pequena alavanca, que ficava escondida atrás do relicário. Empurrou a prateleira para o lado. Ela se deslocou sobre um trilho imperceptível em sua base, revelando uma porta. Com outra chave, o padre destrancou a câmara secreta. “Tanto trabalho para foder esta vadia”, pensou Simone. Pietro acendeu a luz e fez um sinal para que entrassem. A sala tinha seis metros quadrados. Diante deles, e sob uma pequena janela octogonal, uma imagem de Santa Maria. — A autêntica Madonna di Aracoeli – suspirou Andrea.

O rosto de seu assistente se iluminou, como se aquele ícone trouxesse lembranças agradáveis do passado. Um quadro de São Miguel empunhando uma espada e pisando sobre o dragão vermelho pendia no lado oposto. As duas paredes laterais, com rachaduras, ostentavam quatro crucifixos de prata cada uma. Dispostas abaixo deles, quatro cadeiras de madeira, espaldar reto. No centro do cômodo, uma cadeira estofada de veludo vermelho parecia presa ao chão, ao lado de uma pequena mesa com uma maleta de couro marrom bastante desgastada. — Amarrem essa infeliz naquela cadeira e deem o fora – ordenou Pietro, apontando para o centro da sala. Como se fosse um pacote de poucos quilos, Simone acomodou a mulher. Andrea usou os rolos comcorreias de três centímetros de largura para amarrar as pernas bem torneadas, evitando olhar emdireção às coxas. Depois prendeu os braços, desviando os olhos dos seios. — O que estou fazendo aqui? – ela perguntou ao seminarista antes que ele se levantasse. Era sua primeira frase após horas de silêncio forçado. — Já fizeram seu trabalho. Agora saiam! – impacientou-se Pietro. — Por favor, não me deixem aqui com esse pervertido – ela suplicou, apelando para a compaixão daqueles dois jovens. — Você conhece o caminho, Andrea. Bata a porta da igreja assim que sair – orientou o padre. — Vamos embora, Simone. Deixaram o padre a sós com a mulher. Sem dizer uma palavra, atravessaram a sacristia ouvindo o choro desesperado daquela “infeliz”. Antes de passarem pela porta que levava à nave lateral, um grito aterrorizante. Apertaram os passos. Deixaram a igreja sem olhar para trás. No carro, após alguns minutos, Simone quebrou o silêncio: — Esse foi meu último trabalho para vocês. — Por quê? — Não sou nenhum santo. Passei bons anos da minha vida atrás das grades porque matei minha noiva – explicou Simone.

— Eu sei disso. Aonde quer chegar com essa história toda? — Aquele safado podia foder aquela mulher em qualquer lugar. Mas não na frente daquela imagem de Nossa Senhora, cara! Passei minha infância vendo minha mãe rezar na frente dela. Todos os dias. — Não acredito que você esteja pensando isso dele, seu pervertido! – censurou Andrea. — O que quer que eu pense, então? O que ele vai fazer com ela naquele quartinho secreto? — O padre Amorth é um exorcista – respondeu Andrea. Capítulo 2 Era fim de tarde. Céu cinzento. Sentado em um banco do Saint James’s Park, um jovem alto, pálido e em boa forma. O nariz alongado e arrebitado era proporcional ao rosto fino, com as maçãs e o queixo levemente salientes. O cabelo loiro, mais comprido no alto da cabeça e curto na nuca, deixava as orelhas descobertas. As costas arqueavam-se para a frente e os olhos castanho-claros corriam as páginas de A Tempestade, de William Shakespeare. Entretido com a magia do protagonista Próspero, o jornalista David nem percebeu o atraso da namorada Susan. “Às vezes, a morte chega sem avisar”. Assustado, ele ergueu a sobrancelha direita, interrompida por uma discreta cicatriz, e fechou o livro. — Quem falou comigo? – indagou, mordiscando o lábio inferior, levemente mais estreito que o superior. Não havia ninguém por perto. Olhou para o relógio. Passava-se quase meia hora do horário combinado. Pegou o celular e discou o número de Susan. Caixa postal. Seu sexto sentido era uma dádiva no trabalho, mas parecia uma maldição na vida privada. Ouviu um estrondo no céu. As nuvens se abriram. Surgiu um dragão vermelho-fogo.

Era um ótimo repórter e não fugia da notícia, fosse ela um serial killer ou um monstro de proporções cósmicas. Conseguiu contar sete cabeças e dez chifres. A cauda se agitava freneticamente. Deduziu que era cinco vezes maior do que a torre do Big Ben. Olhou com atenção. Ela parecia brincar com centenas de esferas de fogo. Em um gesto inesperado, arremessou-as para baixo. Flashes de luz. Explosões. David sentiu um estilhaço atingir sua perna direita, acima do joelho. Caiu no chão, contorcendo-se de dor. Percebeu alguém se aproximar. Abriu os olhos. Havia um homem envolto em fumaça escura. Não conseguiu enxergar quem era. — Quem está aí? — Samyaza. — O que quer? — Vou foder sua mulher. Aquela puta do inferno. Coração acelerado. Respiração ofegante. David abriu os olhos. Estava em seu território. Sentiu-se seguro. O relógio marcava quatro da manhã. Pontualmente.

Sentou-se na cama. Pegou o bloco de notas no criado-mudo. Desde a trágica morte de Susan, aquele sonho se repetia. Apenas alguns detalhes mudavam, como o banco do parque e o trecho da peça de Shakespeare. Porém, era a primeira vez que se lembrava de algo importante. A caneta escorregou de sua mão suada enquanto escrevia aquele estranho nome: Samyaza. Foi até a sala de estar. Apertou a tecla shuf le do som. O acaso escolheu A Arte da Fuga – Contrapunctus I, de Bach, seu compositor favorito. Apanhou o cachimbo Dunhill, com seu inconfundível ponto branco na boquilha, herdado do avô paterno. Preparou-o com uma mistura exclusiva de tabaco. Entre uma baforada e outra, pensou em Susan. Já se passaram quinze anos do acidente de automóvel. Ele não se apaixonara por mais ninguém. O porta-retratos ainda enfeitava a sala com seu sorriso. E iluminava seu coração. A primeira música terminava. No silêncio de alguns segundos, desejou ter morrido com ela. Havia alguma razão para ter sobrevivido. E aqueles pesadelos talvez tivessem a resposta. Capítulo 3 Pietro abriu a maleta. Retirou alguns objetos e deixou-os sobre a mesa, ao lado de sua prisioneira. — O que o senhor vai fazer comigo, padre? Me tire daqui, por favor. Não fiz nada de errado – ela suplicou. — Aqui, neste lugar, uma mulher profetizou a chegada de Nosso Senhor Jesus Cristo ao imperador Augusto.

E ele construiu o ara coeli, altar do céu. É um terreno sagrado – explicou, dirigindo-se para trás da cadeira. — Me tire daqui! – ela gritou. O padre pôs sobre o hábito uma sobrepeliz branca. Pegou a estola roxa e colocou-a sobre o ombro da mulher. Ela se contorcia. E berrava. Pietro fez o sinal da cruz sobre sua cabeça. — Seu padre maldito, me deixe em paz – disse ela, com uma voz grave, masculinizada. — É você que está no lugar errado. Exorcízo te, immundíssime spíritus, omnis incúrsio adversárii, omne phantásma, omnis légio, in nómine Dómini nostri Jesu Christi – rezava, sem se importar com os roncos da mulher, cada vez mais altos. Com um aspersório de prata e um frasco de vidro nas mãos, postou-se a dois metros de distância dela. O rosto, antes inchado por pancadas, estava estranhamente disforme. Os ossos, mais pronunciados. As veias cortavam a pele translúcida, formando estrelas. Os olhos projetavam-se para fora das órbitas. As mãos eram duas garras enrijecidas, com as unhas voltadas para cima. O corpo, inclinado para a frente, estava em posição de ataque. — Me enfrente como um homem, seu padreco! — Para te derrotar, minhas armas são outras – respondeu Pietro, elevando o aspersório sobre a cabeça como se fosse uma espada prestes a golpear o inimigo. Ao abaixar o braço, em um movimento vigoroso, a água benta jorrou sobre a mulher. Ela se contorceu e gritou, como se atingida por lava vulcânica. — Por favor, não me machuque mais – suplicou, imitando voz de criança. — O que você quer? – continuou o padre, aspergindo água benta. — Quero que você me chupe. Estou toda molhada – retrucou a possuída, com uma entonação sedutora.

E forçou as coxas para fora, mostrando que não usava roupa íntima – É isso o que você quer, não? – indagou, passando a língua nos lábios. O padre desviou o olhar para a imagem de São Miguel Arcanjo, acima da soleira da porta. E continuou a recitar a fórmula de exorcismo do Rituale Romanum, que já sabia de cor: — Adjúro ergo te, draco nequíssime, in nómine Agni immáculati, qui ambulávit super áspidem et basilíscum, qui conculcávit leónem et dracónem, ut discédas ab hoc hómine. Em seguida, molhou o polegar direito com óleo consagrado e se aproximou da mulher. Desenhou o sinal da cruz em sua testa. Dez longos gritos. — Eu conheço seu segredo, Pietro. Por isso você trabalha sozinho, não é? Tem medo de que outras pessoas descubram que você é um assassino? – ela deu uma gargalhada profunda, antes de prosseguir – Não deve ser fácil acordar à noite com o choro daquela criança. Ela está morta. Morta! Pietro sentiu o coração se contrair. Um nó na garganta. Olhos marejados. A mulher ficou ereta na cadeira, com um sorriso malicioso no rosto. Ela atingira o padre. Com uma arma poderosa. Ele engoliu seco. Pigarreou. Fez uma oração a Nossa Senhora. Em silêncio. Ao sentir-se recuperado, forçou o crucifixo de prata contra a testa da mulher. Com raiva. — Qual é o seu nome? Ela cuspiu em seu rosto. Mas ele permanecia imóvel. — Qual era o nome da criança? – provocou a possuída. — Você deve saber.

Também estava lá. Qual é o seu nome, espírito imundo? — Pode me chamar do que quiser, Pietro. Isso não faz diferença. Você não vai me foder logo? Sei que está com vontade. — Em nome de Nossa Senhora, cale a boca e me diga de onde você vem. — Ave… Os olhos onipresentes da rainha revelam a chave de Armon. — Volte para o inferno! — Você pode me expulsar agora, padre assassino. Mas vou voltar para acertar as contas. Ninguém vai te salvar quando Deus revelar sua outra face. — Esta é a face de Deus – exaltou-se Pietro, esfregando o crucifixo na face direita da mulher. – Recéde ergo in nómine Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti. Amen. Um berro agonizante. — Pode ficar com esse corpo acabado – disse uma voz masculina, já sem vigor. A cabeça da mulher tombou para o lado esquerdo. O rosto, inchado por pancadas e coberto por hematomas, estava menos lúgubre. Mas não tinha vida. O padre colocou dois dedos em seu pescoço, sobre a carótida. Sem pulso. Fez o sinal da cruz. Pegou o celular no bolso e ligou para o assistente. — Andrea, ela está morta. Capítulo 4 Sem conseguir dormir, David foi ao escritório. Pretendia terminar a matéria sobre a top model brasileira Fernanda Albuquerque, que chegaria a Londres no fim de semana para o lançamento da campanha publicitária do novo perfume Schiaparelli. “Ela é a nova estrela do showbiz.

Quero umperfil completo, quando transou pela primeira vez, quantos namorados já teve, com quem está saindo. E especule sobre um romance com o príncipe Harry”, o editor-chefe, Steven, pautara David. — Dos assassinatos ritualísticos ao mundo das celebridades – disse para si mesmo, abrindo o arquivo com a coletânea de matérias e entrevistas da modelo brasileira em jornais e revistas internacionais. Há dois anos, com a carreira no jornalismo em ascensão meteórica, não poderia imaginar que acabaria na redação de um jornal sensacionalista como o The Star, garimpando fofocas de celebridades. Às vezes, confirmando boatos a pedido do editor-chefe. A história com o príncipe não passava de uma invenção barata. “Não importa. Quero manchetes que vendam jornal. Depois, se chiarem, a gente solta uma notinha de poucas linhas pedindo desculpas pelo mal-entendido”, repetia o diretor nas reuniões de pauta. A decadência profissional de David era comentada abertamente pelos seus colegas. Ele assinara uma série de reportagens sobre assassinatos ritualísticos ocorridos em Londres. Em sua investigação, concluíra que os responsáveis pelos crimes eram integrantes de uma poderosa seita. No último artigo, publicara nomes de pessoas influentes da sociedade inglesa. Havia membros da Câmara dos Lordes, amigos de seu pai. No dia seguinte, um maníaco capturado pela Scotland Yard confessara os assassinatos. Com sua prisão, nenhuma mulher fora novamente encontrada com o útero eviscerado e o coração arrancado do peito. David perdera a credibilidade com o público e fora execrado pelo mercado. Um jornalista sem reputação não é ninguém. Além do emprego no The Guardian, como editor-adjunto, também perdera a amizade de seu pai, que não o perdoara pelo “grave e irresponsável equívoco”. As pessoas costumam justificar os próprios erros apelando para um bode expiatório. No caso de David, um personagem misterioso conhecido como Duque Negro. Era o único nome que não constava em sua lista. O jornalista fora acusado de perjúrio. Semanas depois os nobres ingleses retiraram as queixas contra ele. “Isso não é cavalheirismo.

Faz parte da conspiração”, repetia. No fundo do poço, recebera uma ligação do editor-chefe do The Star. “Você é o cara ideal para trabalhar aqui. Faz barulho e não tem escrúpulos”, dissera-lhe pessoalmente. Como não via outra saída, aceitara o emprego de editor assistente. Quase dois anos depois, no escritório de sua casa, uma entrevista de Fernanda para a Playboy brasileira chamou sua atenção. — Você perdeu a virgindade aos catorze anos? Meu chefe vai adorar saber disso. Também vai gostar de saber que já participou de ménage à trois. Com dois homens! E drogas… Maconha. Algo mais pesado? Ah, experimentou cocaína em Nova York – conversava com sua perfilada até que uma resposta prendeu sua atenção. Minha última lembrança do meu pai é assustadora. Acordei por causa de um pesadelo. Um dragão de fogo. Fui até o quarto dos meus pais, mas não havia ninguém. Desci as escadas e vi que o quintal estava movimentado. Meu pai estava com as mãos vermelhas. Parecia sangue. Consegui ver um bicho morto em cima de uma mesa. Talvez fosse um bode. Fiquei assustada e não quis ouvir a explicação da minha mãe. Só não queria mais conversar com ele. E me arrependo. No fim da tarde seguinte, ele morreu esfaqueado. Seu corpo estava jogado na mata, perto de casa. A polícia nunca descobriu o assassino.

David sorriu. Iria além da fórmula sexo, drogas e escândalos amorosos. A história da top model teria magia negra, sacrifício de animais, morte misteriosa. Dragão de fogo.

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