| Books | Libros | Livres | Bücher | Kitaplar | Livros |

A Semente de Mostarda – Osho

Eu vi teus olhos. Tinham paz, não mentiam. Eu senti tua mão sobre minha fronte. Se juntar toda a força do mar com a suavidade das nuvens; ainda assim não poderei descrever teu toque. Me senti como uma folha tremendo em mãos de um furacão. Eu ouvi tua voz. Tem a firmeza dos séculos, a alegria das crianças, o calor da mãe, o poder de mil cascatas, a mensagem de Deus. Você me falou e meus ouvidos não escutavam, meus olhos não viam, só minhas mãos se abriram à procura da graça. Só meu coração compreendia, só minha consciência captava. Era a voz de muitos Cristos, de muitos Budas, de muitos Mahavis, a voz de todos os iluminados, e a voz de tantos outros, concentrada ali; naquele pedaço de Poona, perto de Bombay. E tua voz me falou e eu ouvi … E essa tua palavra ressoa entre os cantos dos pássaros na floresta no Ashram, cada dia, cada manhã, cada entardecer, com uma nova mensagem de amor para esta sociedade neurótica, violenta e dividida, que tanto amas. Eu, três vezes Doutorado, duas vezes Ph. D. pensava que minha ciência, meus títulos e meus livros iam fazer com que me amasse mais. Mas você me amou mais quando em meus olhos leu minhas misérias e minhas carências. Dia a dia sentei com os cidadãos da Nova Babel que você formou. Línguas, idiomas, línguas, idiomas, rostos, rostos diferentes de todos os continentes do mundo, estavam aí comigo. Essa era uma Babel diferente: muitas línguas mas só um coração, só um latejar, só uma energia que cresce, até formar um imenso campo energético de paz e de amor, que poderá salvar as nações da loucura e da violência. Sentado à teus pés, aprendi mais sobre o Amor de Cristo, sobre o Nada de Buda, sobre a Alegria dos Sufis, e sobre minhas próprias misérias, que tudo o que universidades, livros e homens haviam?? me ensinado a vida toda. Aprendi que estou dormindo. Você me ensinou a acordar, a viver feliz aqui e agora. Aprendi que não adianta o passado morto que deprime, nem o futuro incerto que anseia. Você me ensinou que sou uma ponte entre o passado e o futuro. Uma ponte em construção na procura do Infinito. Aprendi que não sabia amar, pois meu amor era um amor egoísta e necessitado.


Você me ensinou que o amor é doação. Aprendi que eu era um homem triste e complicado. Você me ensinou a dançar no meu caminho para Deus como David dançou na presença da Arca. Aprendi que não adianta ficar detido a vida toda na procura de poder. Você me ensinou a abrir meu centro bioenergético do amor. Aprendi que tudo o que sabia sobre o homem era apenas o abecedário. Você me ensinou a verdadeira linguagem com sua ciência dos 7 corpos, dos 7 vales que levam à Unidade Total, das 7 portas através das quais se condiciona o ego, das 6 camadas da consciência e dos 3 níveis de bioenergia. Aprendi que ainda a ciência da psicologia pode ser superada através do que Você chama a Terceira Psicologia, como um passo além da psicologia patológica de Freud, primeira psicologia, e da psicologia do homem normal dos Humanistas, segunda psicologia. Você me ensinou o caminho para uma Terceira Psicologia, não só do Inconsciente e do Consciente, senão também do Supra consciente: a psicologia dos homens felizes, dos homens realizados. Esta sua Terceira Psicologia faz da Terapia uma função de amor e leva o homem a encontrar-se consigo mesmo em Deus, em felicidade, em alegria. Agora toda a ciência do homem torna-se religiosa e toda a religião torna-se cientifica. Aprendi a não julgar, a não supor, a não maldizer, pois pensamentos são sutis vibrações que podem ser usadas como espadas que ferem. Mas você me ensinou a cortar minha cabeça para não deixar-me manejar por minha mente poluída e, em troca, estou aprendendo a pensar com um coração semviolência, com uma nova cabeça além dos condicionamentos, além das programações que não me permitiam ser eu mesmo. Aprendi que a vida não é uma luta sem sentido em uma selva de feras que brigam por dinheiro. Você me ensinou que a vida é felicidade, é continua celebração, é canto de paz que reinicia, e reinicia cada manhã, com cada novo sol e com cada nova luz. Um dia a semente de mostarda foi semeada em meu coração, e todo meu ser entrou dentro dessa semente e sentia verdade. A semente da Verdade está crescendo dentro de mim, por isso, imagino, você me deu o nome de Savya Sachi, Todo Verdade. Eu já estou crescendo dentro da Semente. E quero crescer com ela a fim de transformar minha vida, como Jesus e Você fizeram, em urna grande árvore onde irão saciar sua sede de Verdade e Amor as novas gerações de Aquário. Sei que não estou só nesta Semente. Estão aqui teus 100.000 Sanyasins espalhados no mundo inteiro, estão aqui aqueles 1.000 Sanyasins que moram em teu Ashram em Poona, está aqui Tua energia, a energia da Semente, a energia de Deus. Tua Benção Savya Sachi (Dr. Egidio Vechio) Ph.

D. PRIMEIRO DISCURSO 21 de agosto de 1974 Poona, Índia “Os discípulos perguntaram a Jesus: Diga-nos, com o que se parece o Reino dos Céus? Ele lhes disse: É como a semente de mostarda — a menor entre todas as sementes, mas quando cai em terra fértil dá origem a uma grande árvore que se torna abrigo para todos os pássaros do Céu”. Os relacionamentos humanos mudaram muito, e mudaram para pior. Em todas as dimensões, o relacionamento mais profundo desapareceu: a esposa não é mais uma esposa, é apenas uma amiga; o marido não é mais um marido, é apenas um amigo. A amizade é boa, mas não pode ser muito profunda. O casamento é algo que acontece no íntimo. É um compromisso solene, e a menos que você se comprometa, permanecerá superficial. A menos que se comprometa, nunca dará o salto. Você poderá flutuar na superfície, mas a profundidade não existirá. É claro que penetrar no abismo é perigoso. Mas tem de ser assim. Porque, na superfície, você é muito ativo, pode trabalhar como umautômato, não precisa de nenhuma atenção. Entretanto, quanto mais penetrar no abismo, mais e mais alerta deverá estar porque a todo momento a morte será possível. O medo do abismo cria uma superficialidade em todos os relacionamentos. Faz com que eles permaneçam imaturos. Ter um amigo ou uma amiga pode ser algo divertido, mas não se transforma numa porta para a profundeza que está oculta em cada um de nós. Com uma amiga, você pode se relacionar sexualmente, mas o amor não cresce. O amor necessita de raízes mais profundas. A sexualidade pode existir na superfície, mas então é apenas animal, biológica. Só pode ser bela se for parte de um amor profundo. Senão, transforma-se no que existe de mais feio, porque nenhuma comunhão acontecerá; há apenas dois corpos se encontrando e se separando. Apenas dois corpos — nem eu, nem você, nem ninguém. Isso tem acontecido em todos os relacionamentos. O relacionamento maior, que é o que existe entre um Mestre e um discípulo, desapareceu completamente. Você não será capaz de entender Jesus se não puder entender a dimensão desse relacionamento.

A esposa foi substituída pela amante, o marido também; mas o relacionamento entre o Mestre e seus discípulos não existe mais. Ou melhor, tem sido substituído por algo muito diferente que é o que existe entre um psiquiatra e seu paciente. Entre o psiquiatra e seu paciente existe um relacionamento que está fadado a ser doentio patológico — porque o paciente não está à procura da verdade; não está, na realidade, à procura da saúde. Esta palavra “saúde” é muito significativa: exprime totalidade, significa santidade, uma cura íntima na essência do Eu. O paciente não está em busca da saúde, porque se estivesse seria um discípulo, não um paciente. O paciente vai ao psiquiatra para se livrar da doença; sua atitude é totalmente negativa. Vai apenas para ser forçado a tornar-se normal, para tornar-se parte da engrenagem do mundo normal outra vez. Está desajustado e precisa do psiquiatra para ajudá-lo a se ajustar novamente. Mas ajustarse a que? A este mundo? A esta sociedade absolutamente doentia? O que você chama de ser humano “normal” nada mais é que a patologia normal, a loucura normal, a insanidade normal. O “normal” também é insano, mas insano dentro dos limites aceitos pela sociedade, aceitos pela cultura. Às vezes alguém ultrapassa, vai além dos limites — então torna-se doente. Toda a enferma sociedade diz que esse alguém está doente. E o psiquiatra atua nesse limiar para auxiliar o doente a voltar para a multidão. O psiquiatra não pode ser o Mestre, porque ele mesmo não é total. E o paciente não pode ser o discípulo, porque não está à procura do saber. Está perturbado e não quer continuar assim; seu esforço tem como objetivo apenas o ajustamento, não a saúde. O psiquiatra também é doente. Ele não pode ser o Mestre — embora no Ocidente ele esteja fingindo que é, o que mais cedo ou mais tarde também acontecerá no Oriente. O psiquiatra pode ajudar os outros a se ajustarem. Isso pode acontecer: um homem doente pode auxiliar outro homem doente, de diversas maneiras. Mas não pode levá-lo à totalidade; um louco não pode levar outro louco além da loucura. Até mesmo os Freuds, os Jungs e os Adlers são absolutamente doentios. Não apenas os psiquiatras comuns são patologicamente doentes; os mais renomados também o são. Eu lhes contarei alguns fatos e vocês poderão perceber isso. Quando alguém mencionava algo sobre a morte, Freud começava a tremer.

Por duas vezes chegou a desmaiar apenas porque alguém falou sobre as múmias do Egito. Ele desmaiou! Jung também. Ao falar certa vez da morte e de cadáveres, de repente começou a tremer e desmaiou, ficando inconsciente. Se a morte causava tanto medo a Freud, o que dizer de seus discípulos? E por que tanto pavor da morte? Você pode imaginar Buda com medo da morte? Neste caso, ele não seria mais Buda. Jung dizia que muitas vezes teve vontade de ir a Roma visitar o Vaticano, principalmente sua biblioteca, que é a maior do mundo e onde estão os mais secretos registros de todas as religiões que já existiram — verdadeiras raridades. Mas sempre que ia comprar a passagem, ele começava a tremer — só em pensar em ir a Roma! O que acontecerá quando você se dirigir a Moksha? Jung cancelava a passagem e voltava. Nunca chegou a ir, nunca. Tentou muitas vezes, mas finalmente decidiu: “Não, eu não posso”. O que é o medo? Por que um psiquiatra teria medo de ir à Roma? Porque Roma é justamente o símbolo representativo da religião. Este homem, Jung, criou uma filosofia em torno de sua mente e tinha medo de vê-la destruída. Assim como um camelo tem medo de ir até o Himalaia, porque quando o faz, fica, pela primeira vez, sabendo que isso não significa nada. Toda essa filosofia criada por Jung é apenas uma infantilidade, porque o homem já criou tantos, tão vastos cósmicos sistemas, e de nada adiantou. Ele tinha medo porque indo a Roma estaria indo também para as ruínas dos grandes sistemas que o passado criou. O que dizer sobre o seu pequeno sistema? O que dizer sobre esse cantinho que você limpou e enfeitou? O que dizer sobre sua filosofia? As Grandes Filosofias desabaram e tornaram-se pó. Vá a Roma, veja o que aconteceu! Vá a Atenas, veja o que aconteceu! Onde estão as escolas de Aristóteles, Platão e Sócrates? Todas desapareceram nas cinzas. No final, todos os grandes sistemas se transformaram em cinzas. E todos os pensamentos, afinal, provam sua inutilidade porque são apenas criações do homem. Apenas pelo “não-pensamento” pode se chegar ao conhecimento do Divino. Pelo pensamento você não chega ao conhecimento do eterno, porque o pensamento pertence ao tempo. O pensamento não pode estar no eterno; nenhuma filosofia, nenhum sistema de pensamento pode existir no eterno. Esse era o medo! Pelo menos quatro ou cinco vezes Jung fez reservas e cancelou-as. E esse homem, Jung, é um dos grandes nomes da psiquiatria. E se ele tinha medo de ir a Roma, o que dizer de seus discípulos? Mesmo que você não tenha medo, isso não quer dizer que você seja melhor do que Jung. Quer dizer apenas que você é mais inconsciente. Ele tinha consciência de que em Roma sua cabeça poderia tombar; de que no momento em que olhasse para as ruínas de todos os grandes sistemas, sentiria um tremor, um certo medo da morte.

E ele perguntaria a si mesmo: “o que acontecerá com o meu sistema? O. que acontecerá comigo?” Ele tremeu e desistiu. Em suas memórias, escreveu: “Então, finalmente, abandonei meu projeto. Não irei mais a Roma”. O mesmo aconteceu com Freud muitas vezes. Assim, parece que isso não é apenas uma coincidência. Freud também tentou ir’ a Roma e teve medo. Por que? Freud era tão irritado quanto você, era tão sensual quanto você, tinha tanto medo da morte quanto você. Freud era tão neurótico em seu comportamento quanto você. Então, qual a diferença? Ele deve ter sido um homem muito inteligente — um gênio, talvez — pode ter auxiliado um pouco, mas era tão cego quanto você no que diz respeito ao Supremo, no que diz respeito ao mais secreto, ao mais íntimo centro do ser. Não, a psiquiatria não pode tornar-se uma religião. Pode ficar bem num hospital, mas não numtemplo — não é possível. Um psiquiatra pode ser necessário porque as pessoas estão doentes, desajustadas; mas o psiquiatra não é um Mestre e o paciente não é um discípulo. Se você vier a um Mestre como um paciente, então não compreenderá nada, porque o Mestre não é um psiquiatra. Eu não sou um psiquiatra. As pessoas vêm a mim e dizem: “Estou sofrendo ansiedade mental, de uma ansiedade neurótica, disso e daquilo”. Eu lhes digo: “Está bem, porque eu não vou tratar de sua ansiedade, vou tratar de você. Não estou preocupado com as suas doenças. Estou interessado apenas em você. As doenças estão na periferia. Onde você está não existe nenhuma doença”. Quando você compreende quem você é, todas as doenças desaparecem. Basicamente elas só existemporque você tenta encobrir o auto-conhecimento, tenta evitar a si mesmo, tenta evitar o encontro básico; elas só existem porque você não quer olhar para si mesmo. Mas por que você não quer olhar para si mesmo? O que lhe aconteceu? A menos que esteja pronto para se encontrar, não poderá tornar-se um discípulo, porque o Mestre não poderá fazer nada se você não estiver pronto para se encarar. O trabalho do Mestre é auxiliá-lo a encarar a si mesmo.

Por que você tem tanto medo? Porque algo de errado ocorreu em algum ponto do passado. A criança nasce e não é aceita como ela é, muitas coisas têm de ser mudadas, forçadas: ela tem de ser disciplinada. A criança possui muitas facetas que a sociedade e os pais não podem aceitar, que têm de ser negadas, reprimidas. Apenas algumas partes podem ser aceitas e apreciadas. Então a criança tem de achar uma solução, tem de negar muitos fragmentos de seu ser que não têm permissão para se manifestar. E ela os nega tanto que se torna inconsciente deles. Isto é repressão. Em qualquer sociedade existe repressão. A maior parte do ser da criança tem de ser reprimida, completamente jogada na escuridão. Mas essa parte reprimida sustenta a si mesma e procura rebelar-se, reagir; ela quer vir a tona, mas você a sufoca cada vez mais. Depois fica com medo de encontrar-se consigo mesmo, pois o que acontecerá com a parte reprimida? Ela voltará, ela existirá. O que acontecerá com o inconsciente? Nesse encontro o inconsciente estará presente, tudo o que foi negado estará presente, E isso lhe dá medo. A menos que a criança seja totalmente aceita, esse medo permanecerá. Entretanto, nunca existiu uma sociedade que aceitasse a criança completamente. E parece que essa sociedade nunca existirá porque isso é quase impossível. Assim, a repressão está fadada a existir, em maior ou menor intensidade. E todo mundo, um dia, terá de enfrentar este problema: como encarar a si próprio? Você torna-se um discípulo no dia em que esquece o que é bom e o que é mau; o que é aceito e o que não é aceito. Você se transforma num discípulo apenas no dia em que está pronto para expor a si mesmo todo o seu ser. O Mestre é apenas uma parteira. Auxilia o discípulo a passar pelo novo nascimento, a renascer. E o que é o relacionamento entre o Mestre e o Discípulo? Um discípulo tem de confiar, não pode duvidar. Se duvidar não conseguirá expor a si mesmo. Quando você duvida de alguém, torna-se tenso não consegue se expandir. Quando duvida de alguém, torna-se um estranho, fecha-se. Não pode se abrir porque não sabe o que esse estranho lhe fará.

Você não pode ficar vulnerável diante dele; tem de proteger-se, tem de vestir uma armadura. Com um Mestre, é preciso abandonar todas as defesas, completamente — isto é uma necessidade. Até mesmo diante de um amante, você pode ter suas defesas; com o amado, você pode não estar totalmente aberto. Mas com o Mestre, a abertura tem de ser total; do contrário, nada acontecerá. Mesmo que você oculte apenas uma pequena parte de si, o relacionamento não existirá. A confiança total é necessária. Só então os segredos podem ser revelados; só assim as chaves podem lhe ser oferecidas. Agora, se você está se escondendo de si mesmo, isto significa que está lutando contra o Mestre. Neste caso, nada poderá ser feito. A chave para se chegar ao Mestre não é a luta; é a rendição. Mas a rendição desapareceu completamente do mundo. Muitos fatos contribuíram para isso: por três ou quatro séculos, o homem foi ensinado a ser individualista, egoísta; a não se render, mas a lutar sempre; a não obedecer, mas a rebelarse; o homem foi ensinado a não acreditar, mas sim a duvidar. Existiram razões para isso. Isso aconteceu porque a ciência cresce através da dúvida. A ciência é de um profundo ceticismo. Não trabalha com a confiança, trabalha com a lógica, com o argumento, com a dúvida. Quanto mais você duvida, mais científico se torna. O caminho da ciência é exatamente o oposto da religião. A religião trabalha com a confiança: quanto mais você confia, mais religioso se torna. A ciência operou milagres e esses milagres são bem visíveis. A religião operou milagres maiores, mas esse milagres não são visíveis. Porque mesmo que Buda esteja aqui, o que você pode sentir? O que pode ver? Ele não é visível — apenas seu corpo é visível. Visivelmente ‘é tão mortal quanto você; aparentemente ficará velho e morrerá um dia — e, no entanto, ele é a própria negação da morte. Mas você não tem olhos para ver o invisível, não tem capacidade para sentir o mais profundo, o desconhecido. Por isso é que, pouco a pouco, apenas os olhos confiantes começam a sentir e tornam-se sensitivos.

Confiar significa fechar esses dois olhos. Eis porque a confiança é cega, tão cega quanto o amor —ou melhor, mais cega que o amor. Quando você fecha esses olhos, o que acontece? Uma transformação interna! Ao fechar esses olhos, que olham para fora, o que acontece com a energia que estava saindo por eles? Começa a mover-se para dentro. Ela não pode fluir dos olhos para os objetos; então começa a voltar, torna-se um retorno. A energia não pode ficar estática, tem de mover-se; se você fecha uma válvula, ela começa a procurar outra. Quando os dois olhos estão fechados, a energia que estava se movendo para eles começa a retornar — há uma reversão. E essa energia aquece o terceiro olho. O terceiro olho não é algo físico. É justamente essa energia que estava se movendo para os objetos exteriores e que agora retorna à fonte — esse retorno transformase no terceiro olho, na terceira forma de ver o mundo.

.

Baixar PDF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Baixar Livros Grátis em PDF | Free Books PDF | PDF Kitap İndir | Telecharger Livre Gratuit PDF | PDF Kostenlose eBooks | Descargar Libros Gratis |