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A Sonda do Tempo – Arthur C. Clarke

Bob Heinlein é um dos fundadores da ficção científica moderna e o primeiro a utilizar muitos dos temas tornados lugares-comuns nos últimos trinta anos. É um pouco exagerado dizer que sua influência é comparável à de H.G. Wells, que também plantou as sementes que autores posteriores tiveram a felicidade de colher. E, como Wells, o interesse principal de Heinlein tem sido a interação da ciência sobre a sociedade — cada aspecto da sociedade, desde a política até a guerra, desde a religião até o esporte. Formado em Annapolis, com um profundo conhecimento de engenharia e tecnologia, fez um notável esforço para alertar o público americano indiferente sobre a importância das viagens espaciais, escrevendo um excelente filme — Destino: Lua (1950). Milhões de pessoas, então descrentes, viram um astronauta americano impelindo-se através do vácuo por meio de jatos de um cilindro de oxigênio. (Onde será que os escritores de ficção científica arranjam essas idéias?) A engraçada história que se segue, embora tenha um quarto de século, ainda é uma das minhas preferidas, possivelmente por duas razões: é sobre a quarta dimensão e eu sempre tive um fraco por esse lugar interessante. Minha primeira palestra na TV foi uma conferência sobre a quarta dimensão, dada sem interrupção, diretamente para uma câmara; desde então, todas as outras palestras que fiz pela TV têm sido brincadeira de crianças. A segunda razão refere-se a chez Heinlein. Dez anos depois de ter escrito este conto, Bob e sua encantadora Ginny construíram uma casa extraordinária — longe de ser torta — no estimulante clima de Colorado Springs. Era cheia de detalhes funcionais que, como outras idéias de Heinlein, hoje são do domínio público, e eu tive o privilégio de habitá-la durante uma semana em 1952. Espero que um dia tenha a oportunidade de pagar a hospitalidade de Bob e Ginny no clima reconhecidamente mais úmido e pegajoso de Colombo. E ELE CONSTRUIU UMA CASA TORTA* *O título vem de uma rima infantil, muito conhecida: “There was a crooked man… And he built a crooked house…” (N. do T.) Os americanos são considerados loucos em qualquer parte do mundo. Em geral, admitem que há uma boa base para essa acusação, mas apontam a Califórnia como o foco da infecção. Os californianos afirmam com seriedade que essa reputação vem, unicamente, dos atos praticados pelos habitantes do condado de Los Angeles. Os habitantes de Los Angeles, se pressionados, admitirão a acusação, mas explicarão imediatamente: “É Hollywood. Não é nossa culpa — não procuramos isso; Hollywood simplesmente aconteceu.” Os habitantes de Hollywood não se importam; vangloriam-se disso. Se o leitor estiver interessado, eles o levarão de carro até Laurel Canyon, “… onde mantemos os casos violentos”. Os habitantes do Canyon — as mulheres de pernas bronzeadas, os homens de calção, constantemente ocupados em construir e reconstruir suas alegres casas, nunca terminadas — olham com leve desprezo para as criaturas insípidas que moram em apartamentos, guardando zelosamente no coração o conhecimento secreto de que eles, e somente eles, sabem como viver. Avenida Lookout Mountain é o nome de uma garganta secundária que se eleva de Laurel Canyon. Os outros habitantes não gostam que isto seja mencionado — afinal, tudo tem um limite.


Lá no alto de Lookout Mountain, no número 8775, do lado oposto do Hermit — o Hermit original de Hollywood — morava Quintus Teal, arquiteto graduado. Até a arquitetura do sul da Califórnia e diferente. Os cachorros-quentes são vendidos numa estrutura construída como um cãozinho, chamado “The Pup”* As casquinhas de sorvete são vendidas em uma casquinha gigante feita de estuque, c anúncios luminosos proclamam “Adquira o Hábito da Tigela de Chili”, colocados nos telhados de prédios que, evidentemente, são tigelas de chili. A gasolina, o óleo e os mapas rodoviários grátis são distribuídos embaixo das asas de aviões de carga trimotores, enquanto que toaletes, rigorosamente fiscalizados e inspecionados de hora em hora para o seu conforto, estão localizados na cabina do avião. Estas coisas poderão surpreender ou divertir o turista, mas os habitantes do lugar, que caminham de cabeça descoberta sob o famoso sol californiano, ao meio-dia, acham isso a coisa mais natural do mundo. *”The Pup”, em inglês, quer dizer filhote de cachorro. N. do T. Quintus Teal considerava tímidos, desajeitados e fracos os esforços dos seus colegas na arquitetura. — O que é uma casa? — perguntou ao seu amigo Homer Bailey. — Bem… — Bailey respondeu cautelosamente —, falando em termos gerais, sempre considerei uma casa como uma invenção para a gente se abrigar da chuva. — Nada disso! Você é tão ruim como os outros. — Eu não disse que a definição era completa… — Completa! Não chega nem perto. Desse ponto de vista seria a mesma coisa estar de cócoras nas cavernas. Mas não culpo você — continuou Teal com magnanimidade. — Você não é pior do que esses caras que a gente vê por aí, fazendo arquitetura. Mesmo os Modernos — tudo o que eles fizeram foi abandonar a Escola Bolo-de-Noiva em favor da Escola Posto-de-Serviço; descartaramse dos pericotes e jogaram um pouco de cromado, mas no fundo são tão conservadores e tradicionais como uma prefeitura do interior. Neutra! Schindler! O que é que esses caras têm? O que é que Frank Lloyd Wright tem que eu não tenho? — Contratos — respondeu seu amigo, laconicamente. — Hem? O que você disse? — Teal tropeçou nas palavras, hesitou, mas recuperou-se. — Contratos. Correto. E por quê? Porque eu não penso numa casa como uma caverna atapetada; penso nela como uma máquina para se viver, um processo vital, uma coisa viva e dinâmica, que muda com o humor do seu ocupante — não é um enorme esquife, morto, estático. Por que devemos nos sujeitar aos conceitos petrificados dos nossos antepassados? Qualquer tolo com os mais parcos conhecimentos de geometria descritiva pode desenhar uma casa com a maior facilidade. A geometria estática de Euclides é a única matemática? Devemos nós ignorar completamente a teoria Picard-Vessiot? E que me diz dos sistemas modulares? Isto sem falar nas ricas sugestões da estereoquímica. Não haverá lugar na arquitetura para a transformação, a homomorfologia, as estruturas acionais? — Macacos me mordam se eu sei — respondeu Bailey.

— Por mim pode até estar falando sobre a quarta dimensão que não me diz nada. — E por que não? Por que deveríamos limitar-nos ao… Espere! — Interrompeu-se e ficou olhando para longe. — Homer, acho que você disse uma coisa certa aí. E por que não? Pense na infinita riqueza de relacionamento e articulação nas quartas dimensões. Que casa, que casa… —Ficou imóvel, seus pálidos olhos saltados piscavam pensativamente. Bailey estendeu a mão e sacudiu-lhe o braço. — Acorde. De que diabo você está falando, quartas dimensões? O tempo é a quarta dimensão; você não pode meter pregos nisso. Teal sacudiu o braço, libertando-o. — Certo. Certo. O tempo é a quarta dimensão, mas estou pensando na quarta dimensão espacial, como comprimento, altura e largura. Em economia de materiais e conveniência de disposições não há nada que se lhe compare. Isso sem falar da economia de terreno — poderia colocar uma casa de oito cômodos no terreno agora ocupado por uma casa de um só. Como um tesseract… — O que é um tesseract? — Você não foi à escola? O tesseract é um hipercubo, uma figura quadrada, com uma quarta dimensão, assim como um cubo tem três e um quadrado duas. — Teal correu até a cozinha do seu apartamento e voltou com uma caixa de palitos que esvaziou sobre a mesa, entre os dois, varrendo com a mão, displicentemente, copos e uma garrafa de gin Holland, quase vazia. — Vou precisar de um pouco de plasticina. Tinha um pouco aqui na semana passada. — Remexeu numa das gavetas da mesa de trabalho, atopetada de coisas, que obstruía um canto da sala de jantar e voltou com umpouco de argila oleosa. — Aqui está. — O que é que vai fazer? — Vou lhe mostrar. — Teal, imediatamente, tirou pedacinhos de argila e fez bolinhas do tamanho de ervilhas. Espetou palitos em quatro delas e uniu-as, formando um quadrado. — Olhe! Isto é um quadrado. — Isso é óbvio.

— Outro igual a esse, mais quatro palitos, e temos um cubo. — Os palitos estavam agora arrumados como a armação de uma caixa quadrada, um cubo, com as bolinhas de argila segurando os cantos. — Agora fazemos outro cubo igual ao primeiro e ambos serão dois lados do tesseract. Bailey começou a ajudar a fazer as bolinhas de massa para o segundo cubo, mas ficou fascinado pela textura sensual da argila dócil e começou a trabalhá-la, dando-lhe forma com os dedos. — Olhe — disse, mostrando o seu trabalho, uma pequena figura —, Gypsy Rose Lee! — Parece mais com Gargântua; ela devia processá-lo. Agora preste atenção. Você abre um canto do primeiro cubo, prende o segundo cubo a um canto e depois fecha esse canto. Então, tome mais oito palitos e ligue o fundo do primeiro cubo ao fundo do segundo, inclinado, e a parte superior do primeiro à parte superior do segundo, da mesma maneira. — Teal fez isto rapidamente, enquanto falava. — E o que é que isso deve ser? — perguntou Bailey, desconfiado. — Isso é um tesseract, oito cubos formando os lados de um hipercubo em quatro dimensões. — Para mim, isso parece mais uma cama-de-gato. De qualquer forma, você tem aí somente dois cubos. Onde estão os outros seis? — Use sua imaginação, homem. Considere a parte de cima do primeiro cubo em relação à parte superior do segundo cubo; esse é o cubo número três. Então os dois cubos de baixo, depois a parte da frente de cada cubo, as partes de trás, o lado direito, o lado esquerdo — oito cubos — disse, apontando para eles. — Êee, eu os vejo. Mas, ainda assim, não são cubos, são — como se diz — prismas. Não são quadrados, eles se inclinam. — Isso é o modo como você olha para eles, em perspectiva. Se você desenhasse um cubo numpedaço de papel, os lados dos quadrados seriam inclinados, não seriam? Isso é perspectiva. Quando você olha para uma figura quadridimensional em três dimensões, naturalmente que parece torta. Mas são cubos assim mesmo. — Talvez sejam para você, irmão, mas, para mim, eles ainda parecem tortos. Teal não fez caso das objeções e continuou: — Agora considere isto como sendo a estrutura de uma casa de oito cômodos; há uma peça no andar térreo — isso são as áreas de serviço e a garagem.

Há seis peças saindo dela no andar seguinte: living, sala de jantar, banheiro, quartos de dormir, etc. E lá no topo, completamente integrado, com janelas em todos os quatro lados, estará seu gabinete de trabalho. Olhe aí! Que tal, gosta? — Parece-me que você tem a banheira pendurada do forro do living. Essas salas estão entrelaçadas como se fossem um polvo. — Só em perspectiva, só em perspectiva. Olhe, vou fazer de outro modo, para que você possa vê-la. — Desta vez Teal fez um cubo de palitos, depois fez um segundo cubo com metades de palitos e colocou-o bem no centro do primeiro, prendendo os cantos do cubo pequeno aos canos do cubo grande com pedaços pequenos de palitos. — Agora — o cubo grande é o seu andar térreo, o cubo pequeno aí dentro é o gabinete de trabalho no andar superior. Os seis cubos que os ligam são os outros quartos. Está vendo? Bailey estudou a figura e abanou a cabeça. — Ainda vejo apenas dois cubos: um grande e um pequeno! Essas outras seis coisas, desta vez, parecem pirâmides em vez de prismas, mas, ainda não são cubos. — Certo, certo, você os está vendo numa perspectiva diferente. Não pode ver isso? — Bem, talvez. Mas, esse quarto aí dentro. Está completamente rodeado dessas geringonças. Pensei que você tinha dito que tem janelas nos quatro lados. — E tem — apenas, parece que está rodeado. Isso é o detalhe principal de uma casa tesseract: vista externa em todos os aposentos e, no entanto, cada parede serve para dois quartos e uma casa de oito cômodos requer apenas os alicerces para um só quarto. É revolucionário. — Revolucionário é pouco. Você está louco, rapaz; você não pode construir uma casa assim. Esse quarto interno está do lado de dentro e ali é que fica. Teal olhou para o amigo com exasperação controlada. — São caras como você que mantêm a arquitetura na sua infância. Quantos lados quadrados tem um cubo? — Seis.

— E quantos deles estão do lado de dentro? — Ora, nenhum. Todos estão do lado de fora. — Muito bem. Agora escute — um tesseract tem oito lados cúbicos, todos no lado de fora. Agora observe. Vou abrir este tesseract como se abre uma caixa de papelão cúbica até deixá-la completamente plana. Desse modo você poderá ver todos os oito cubos. Trabalhando com muita rapidez ele construiu quatro cubos, empilhando-os um em cima do outro, fazendo uma torre cambaleante. Então construiu mais quatro cubos saindo das faces expostas do segundo cubo da torre. A estrutura oscilou um pouco nas juntas, não muito firmes, feitas das bolinhas de argila, mas ficou de pé, oito cubos numa cruz invertida, uma cruz dupla, pois os quatro cubos adicionais se projetavamem quatro direções. — Você pode ver agora? Descansa no aposento do andar térreo, os outros seis cubos são os outros quartos e ali está seu gabinete de trabalho, bem no topo. Bailey estudou aquilo com mais aprovação do que tivera para as outras figuras. — Pelo menos posso entendê-la. Você chama a isto também de tesseract? — Isto é um tesseract desdobrado em três dimensões. Para rearmá-lo você enfia o cubo de cima no cubo de baixo, dobra aqueles cubos do lado até que encontrem o cubo de cima, e é isso aí. Você faz essa dobração através de uma quarta dimensão, naturalmente; você não deforma nenhum dos cubos ou os dobra para dentro de outro. Bailey estudou mais um pouco a estrutura cambaleante. — Escute aqui — disse finalmente —, por que não esquece de dobrar esta coisa através de uma quarta dimensão — de qualquer forma você não pode fazê-lo — e constrói uma casa como isto? — O que é que você quer dizer que não posso? É apenas um problema matemático, simples… — Devagar, filho. Pode ser simples matemática, mas você nunca conseguiria que seus planos fossem aprovados para construção. Não existe uma quarta dimensão; esqueça. Mas este tipo de casa — poderia ter algumas vantagens. Teal estudou o modelo. — Hm-m-m… talvez você tenha razão. Poderíamos ter o mesmo número de quartos e teríamos o mesmo tamanho de terreno. Sim, e poderíamos pôr esse piso central em feitio de cruz, apontando para o nordeste e o sudoeste e, assim por diante de modo que cada quarto recebesse a luz do sol o dia todo.

O eixo interno presta-se lindamente ao aquecimento central. Colocaremos a sala de jantar no sudeste, com janelas panorâmicas em cada peça. Muito bem, Homer. Vou fazê-la! Onde você quer que a construa? — Espere um pouco! Espere um pouco! Não disse que você iria construí-la para mim… — É lógico que vou. Para quem mais? Sua mulher quer uma casa nova; e esta é a casa. — Mas, a Sra. Bailey quer uma casa em estilo georgiano… — Isso foi só uma idéia dela. As mulheres não sabem o que querem… — A Sra. Bailey sabe. — Só uma idéia que algum arquiteto antiquado lhe meteu na cabeça. Ela dirige um carro de 1941, não dirige? Ela se veste na última moda — por que deveria ela morar numa casa do século dezoito? Esta casa será mais avançada do que um modelo de 1941: está anos dentro do futuro. Ela será comentada por toda a cidade. — Bem — terei que falar com ela. — Nada disso. Vamos fazer-lhe uma surpresa. Tome outro drinque. — De qualquer forma vamos de carro até Bakersfield. A companhia vai pôr dois poços em funcionamento amanhã. — Tolice. Essa é exatamente a oportunidade que queremos. Será uma surpresa para ela quando voltarem. Pode me encher o cheque agora e suas preocupações estarão terminadas. — Não deveria fazer nada disto sem consultá-la. Ela não vai gostar. — Diga, quem é que veste as calças na sua família? O cheque foi assinado quando já estavam na metade da segunda garrafa.

No sul da Califórnia as coisas são feitas com rapidez. As casas comuns ali são construídas em um mês. Sob as ordens excitadas e minuciosas de Teal, a casa tesseract elevava-se vertiginosamente em direção ao céu em dias, não em semanas, e seu segundo andar, em feitio de cruz, projetava-se em direção aos quatro cantos do mundo. Teve alguma dificuldade, a princípio, com os inspetores por causa desses quatro quartos salientes, mas, utilizando vigas resistentes e dinheiro fácil, conseguiu convencê-los da solidez da sua engenharia. Conforme o combinado, Teal dirigiu o seu carro até a porta da frente da residência dos Bailey na manhã seguinte à volta do casal à cidade. Improvisou um toque especial na sua buzina de dois tons. Bailey espetou a cabeça para fora da porta da frente. — Por que não usa a campainha? — disse. — É muito vagarosa — respondeu Teal, alegremente. — Sou um homem de ação. A Sra. Bailey está pronta? Ah, aí está a senhora! Bem-vinda ao lar. Pule aqui dentro que temos uma surpresa para a senhora! — Você conhece Teal, minha querida — disse Bailey, pouco à vontade. A Sra. Bailey fungou: — Conheço você. Vamos no nosso carro, Homer. — Certamente, minha querida. — Boa idéia — concordou Teal —, tem muito mais força do que o meu; chegaremos lá mais depressa. Eu dirijo, conheço o caminho. — Tirou as chaves da mão de Bailey, acomodou-se no assento do motorista e já tinha o motor ligado antes que a Sra. Bailey pudesse fazer qualquer coisa. — Nunca precisam se preocupar quando dirijo — disse Teal à Sra. Bailey, virando a cabeça ao falar, ao mesmo tempo que fazia zunir o possante automóvel pela avenida, virando depois no Sunset Boulevard —; é uma questão de força e controle, um processo dinâmico, é minha especialidade; nunca tive um acidente sério. — Você não precisará de mais do que um — respondeu ela, mordaz. — Quer, por favor, manter os olhos no trânsito? Teal tentou explicar a ela que a situação do tráfego era uma questão, não de vista, mas de uma intuitiva integração de direções, velocidades e probabilidades, porém Bailey interrompeu-o bruscamente.

— Onde está a casa, Quintus? — Casa? — perguntou desconfiada a Sra. Bailey. — Que história é essa de casa, Homer? Você andou aprontando alguma coisa sem me dizer nada? Teal respondeu com seu melhor modo diplomático: — Certamente que é uma casa, Sra. Bailey. E que casa! É uma surpresa de um marido devotado para a senhora. Espere até vê-la. — Vou esperar — disse ela secamente. — Em que estilo é? — Esta casa inaugura um novo estilo, É mais avançada do que a televisão, é mais nova do que a semana que vem. Deve ser vista para ser apreciada. E por falar nisso — continuou rapidamente, evitando uma resposta —, vocês dois sentiram o terremoto ontem à noite? — Terremoto? Que terremoto? Homer, houve um terremoto? — Só um pequenininho — continuou Teal —, às duas da madrugada, mais ou menos. Se não estivesse acordado, não teria notado.

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