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A toca do Verme branco – Bram Stoker

Todo o mundo conhece Drácula, más se conhece menos ou se desconhece completamente seu autor, Bram Stoker. A literatura fantástica é de tal modo ingrata que destrói os autores em proveito de suas obras. Stoker faz parte desses escritores sobre quem nada se sabia até recentemente; mal e mal, a data de seu nascimento e a de sua morte, inteiramente eclipsado por seus personagens e pelos sonhos que forjaram. Que há de espantoso nisso? O sonho de Bram Stoker não se chama Drácula? Portanto, tratar-se-á aqui muito menos de Drácula que do seu autor e de alguns pontos de referência sobre sua vida e seu último livro, The Lair of the white worm (O covil do verme branco). Este livro foi escrito em 1911 por Bram Stoker, nascido em 1847 e falecido em 1912; lembremos que Drácula apareceu em 1897. Se se acrescentar queFrankenstein surgiu em 1818, o Doutor Jekyll e Mr. Hyde (O médico e o monstro), em 1886 e que a sociedade secreta iniciadora da Golden Dawn in the Outer foi criada em 1887, nada mais nos resta se não indicar a data do aparecimento de Carmilla, de Sheridan le Fanu; 1887, e assim terminar essas referências históricas e falar um pouco de Bram Stoker. Harry Ludlam em seu livro nos conta que Bram Stoker passou os oito primeiros anos de sua vida, encerrado, enfermo, num quarto, como se fora votado à morte. Contudo sobreviveu e saiu de seus sonhos, leituras e estórias, provindos de sua mãe, apaixonada pelo fantástico. E, coisa curiosa, tornou-se um homem de grande estatura, ruivo e: barbudo, dotado duma força e duma vitalidade, irlandesas certamente, que jamais se poderia vaticinar ao pequeno enfermo, nem descobrir entre as linhas de Drácula. Essa vitalidade permitiu a Stoker exercer várias atividades (contador, de dia; jornalista, cronista de teatro, à noite); depois, em 1878, dedicou-se à administração do Lyceum Theatre, de Londres, do grande ator Henry Irving, por quem tinha, há longo tempo, grande admiração. Essa colaboração durou mais de trinta anos. Sua energia o leva a escrever com paixão um ensaio intitulado Sensationalism in fiction and society e, um pouco mais tarde, um livro sobre a administração irlandesa, The Dutie of clerks of petty sessions in Ireland! Porém seu trabalho comHenry Irving o põe em contato com a sociedade inglesa ou certa sociedade londrina, apaixonada pelo sobrenatural. Além disso ele sempre teve gosto pelo fantástico. Nesse fim de século, tudo é possível. Assim é que Stoker pôde encontrar em Londres “vampires personalities” ou “os sugadores de sangue” (?), cujas características permanecem contudo muito vagas. Assim filia-se também ele à sociedade mágica da Golden Dawm cuja história Pierre Victor escreveu com detalhes. E nós registramos, com espanto, a presença, ao lado de Stoker, de outros escritores tais como William B. Yeats, Arthur Machen, Algernon Blackwood e Sax Rohmer, especialmente. Essa ordem iniciadora baseada em conhecimentos ocultos, e em práticas de magia reais, influenciou certamente tais escritores. E Drácula apareceu como uma narrativa iniciadora ao mesmo título que le Grand Dieu Pan de Machen ou os Fu-Manchu de Sax Rohmer. Zomba-se freqüentemente de tais sociedades, de tais experiências e é necessário destacar aqui sua existência; sua influência é importante, tanto sobre as obras (fantásticas ou não) como sobre a própria vida dos seres e dos povos (é suficiente estudar a sociedade alemã a partir de 1918). O racional e o irracional estão intimamente ligados, as distinções são muito artificiais. Será mister recordar-se de Conan Doyle, no fim de sua vida, fã do espiritismo? E Samuel L. Mathers, um dos três fundadores da Golden Dawm, não era o esposo da irmã de Henri Bergson? E porque não falar do próprio Bergson? Mas chega de exemplos.


No que concerne a Bram Stoker parece que até 1897 (data do aparecimento do Drácula), nosso autor somente escrevia nos momentos de folga ou de “férias”, repousando na costa escocesa, principalmente em Crugen Bay, lugar que o fascinava. Depois o sucesso de Drácula (sobre o qual não falaremos mais, enviando o leitor ao prefácio de Tony Faivre) coincide com as primeiras dificuldades de Stoker com Henri Bergson, as quais levarão Bram a se entregar mais e mais somente à atividade literária. Drácula é o ponto central de sua obra, evidentemente; os outros livros são peças “anexas” que completam a visão do conjunto. Nem tudo é de inspiração fantasmagórica, como The Mann (1905) ou, por vezes apresenta curiosa mistura de fantástico e de aventuras modernas; assim, The Lady of the shroud (1909) nos mostra a aparição de uma jovem, à noite, vestida de uma mortalha, morta ou vampiro, e, pouco depois, a evolução de uma esquadrilha de aviões que repele uma invasão num país balcânico. A inspiração de Stoker parece funcionar a jatos intermitentes, mas infelizmente não com muita freqüência. O estilo e a pureza de Drácula parecem perdidos para sempre, embora os temas permaneçam. Assim The Mystery of the sea (1902) ou The Jewel of the seven stars (1903), que narra a ressurreição de uma rainha do Egito, cinco mil anos mais tarde, possui o dom da evocação da Antigüidade. Mas tudo se desenrola como se, a partir de Drácula, o pensamento de Stoker, se interiorizasse, não se entregando ao leitor, apenas de vez em quando. Seus livros apresentam intuições brilhantes, mas não desenvolvidas. Negligência ou vontade de Stoker? The lair of the white worm parece responder por ele. Esse livro, escrito em 1911, um ano antes de sua morte, esclarece retrospectivamente a obra e a vida de Stoker. Se ele retoma a técnica de narração de Drácula, conforme vários pontos de vista, observados no diário íntimo dos principais personagens (Drácula conserva sempre seu mistério, dado que sempre indiretamente aproximado), o Repaire du ver blanc não alcança a síntese final que faz a grandeza de Drácula. Ao contrário, cada capítulo parece isolado um do outro, cada personagem, encerrado em sua história, não encontrando jamais, nem por acaso, os outros. Em resumo, há no contexto, quatro ou cinco histórias que, desenvolvidas, poderiam muito bem transformar-se em quatro ou cinco romances, completamente diferentes. Os personagens têm uma história pessoal, um passado e um fim a atingir, que é sobretudo individual. Drácula reunia várias pessoas para uma ação comum: destruir Drácula. O Repaire du ver blanc mostra vários indivíduos, unidos no início, que se separam, pouco a pouco, em diversas direções e com fins opostos. Cada um é enviado à sua solidão e à sua morte. Somente o jovem casal sobrevive, salvo pelo seu amor e sua energia. Não há inter-relação de personagens, mas ação separada. Esse fechamento sutil, não aparente à primeira vista, é sem dúvida um dos interesses deste livro que, de alguma maneira, sugere vários temas do fantástico. Cada tema é, sempre, apenas sugerido, para, imediatamente, ser seguido e substituído por um outro que o absorve. Dessa maneira se apresenta o tema dos pássaros e do silêncio dos campos; a presença do papagaio de papel e a sombra de Mesmer; os conflitos e os passes magnéticos; o personagem de Oolanga, a coleção de objetos fantásticos e, por .fim, o tema da serpente e da mulher-demônio, que se desdobra com o da sobrevivência do grande monstro pré-histórico. Mas cada tema é isolado dos outros, tratado diferentemente, precisamente esboçado.

Divaga-se bastante sobre o tema do monstro, desse gênio do mal, que procura destruir os outros, sobre aquele da luta das trevas e da luz, do bem contra o mal (o personagem de Oolanga é uma encarnação espantosa da maldade, além de um racismo aparente). A primeira confusão da narrativa resulta do fato de que tudo é apresentado sobre o mesmo plano, sem distinção, o que pode enganar o leitor não avisado. Passamos agora de considerações históricas às reflexões sobre o Verme branco, quer reflexões morais, quer físicas, para terminar sobre o envio de “messageiros” a um papagaio que se torna cada vez mais maléfico. E tudo só se resolve no último instante, no momento de horror final, no fogo e na explosão da dinamite em que a eletricidade da tormenta desempenha papel importante. Pouco antes, Lady Arabella suportara sua última transformação, em vampiro erótico e feroz, antes de se tornar, por uma derradeira vez, no grande verme branco. Bram Stoker sabe evocar com tanta força como Machem esse mundo pagão, do Mal, da antigüidade; os vestígios da conquista romana são tão evocativos, os símbolos são tão fortes. A sobrevivência do passado é monstruosa, porque ela apaga a noção do tempo, e então tudo é possível e se torna um pesadelo. A narração é certamente uma iniciação, visto que é a história de uma luta e de uma vitória sobre as trevas. Depois surge a luz, as últimas páginas evocam aurora radiosa, sem as nuvens portadoras de angústia. Nos últimos anos de sua vida, Bram Stoker abateu-se com a tenaz enfermidade a que escapara por tão longo tempo. As dificuldades financeiras se tornaram oprimentes, perturbando sua velhice. Não há dúvidas que Bram desejou, pela última vez, recontar a história eterna da vitória do espírito sobre o mundo. Ele tem certeza disso; ele é um “iniciado”. Ao leitor cabe procurar sua pista através das diversas estórias dos livros, e assim continuá-las e terminá-las. A serenidade que transparece nas derradeiras linhas mostram bem que Stoker atingira seu fim, Drácula aí acabara de morrer e de ressuscitar do meio das trevas. Harry Ludlum escrevia: “Há um profundo mistério entre as linhas desta obra (The Lair of the white worm)… o mistério do espírito do homem que as redigiu…” Com efeito, devemos saber ler entre as linhas para descobrir o pavor sugerido e combatê-lo, para chegar à “golden dawn” (aurora dourada) que Stoker procurara atingir. “La fête du sang” (festa do sangue — subtítulo de um livro de Thomas Preskett Prest), celebrada por Drácula, o “príncipe das trevas”, encarnação terrível do Mar, deve ela dar lugar a uma ascese mais espiritual? Para Stoker, assemelham-se os dois caminhos: é mister ir até o fim do terror e enfrentá-lo. A literatura fantástica proclama a liberdade do homem, mesmo no mal, para a escolha da ação. Todos os personagens de Stoker são positivos (embora em graus diversos) porque eles agem. A inação é a morte, a tomada de posse por “outra coisa”. Ora, não se pode compreender o mundo, a não ser que seja ele “impelido” por uma ação, seja mágica, seja religiosa, sonhada ou literária. Sabido é que Bram Stoker pretendia que Drácula lhe fora inspirado por um pesadelo, provocado por uma indigestão! Assim o mundo parte do sonho e ao sonho retorna, tomando às vezes, a forma de um pesadelo. Stoker esforçou-se por conservá-lo para melhor entender e procurar explicá-lo. Sua obra é sua resposta, a nós toca apenas ler. CAPÍTULO I – A VINDA DE ADAM SALTON Deambulando ao acaso, Adam Salton chegou ao Empire Club de Sidney e aí encontrou uma carta de seu tio-avô.

Já tivera notícias do velho gentleman, há pouco menos de um ano, quando Ricardo Salton lhe tinha escrito para lhe comunicar seu parentesco, esclarecendo que não o fizera antes, dada a dificuldade de encontrar o endereço de seu sobrinho-neto. Adam ficara encantado e tinha respondido cordialmente; ouvira, várias vezes, seu pai falar do ramo mais velho da família, com o qual os seus tinham perdido o contato, há muito tempo. Uma correspondência interessante a isso se seguira. Adam abriu a carta que acabara de chegar e que continha um cordial convite para que ele se unisse a seu tio-avô, em Lesser Hill, e aí permanecesse pelo maior tempo que lhe fosse possível. Em verdade, continuava Ricardo Salton, espero que você se decida a fazer aqui sua morada definitiva. Olhe, meu querido rapas, você e eu somos os últimos sobreviventes de nossa linhagem e é de justiça que seja você meu sucessor, quando chegar a ocasião. Neste ano de 1860 vou completar oitenta anos e, embora pertençamos a uma família que vive muito tempo, o tempo de uma vida não pode ir além de razoáveis limites. Eu já o estimo muito e estou disposto a tornar sua permanência comigo tão feliz como possa desejá-la. Assim, logo que receber esta carta, venha para que tenha oportunidade de lhe apresentar as mais afetuosas boas-vindas, como desejo. Estou lhe mandando, caso isso lhe torne as coisas mais fáceis, um cheque de 200 libras. Venha logo, para que possamos os dois ficar juntos alguns dias felizes. Se você pode me dar o prazer de vê-lo, envie-me logo uma carta dizendo quando posso esperá-lo. Em seguida, quando chegar a Plymouth ou a Southampton, ou em qualquer outro porto, espere a bordo e irei procurá-lo imediatamente. O velho senhor Salton ficou mui contente quando a resposta de Adam chegou e apressadamente mandou um criado a Sir Nataniel de Salis, seu amigo íntimo, para anunciar-lhe que o sobrinho-neto chegaria a Southampton, a 12 do mês de junho. O senhor Salton deu as instruções para ,que uma viatura estivesse pronta para partir rumo a Stafford, na manhã daquele dia, onde ele tomaria o trem das llh40. À noite estaria junto de seu sobrinho-neto e ficariam os dois no navio, o que seria uma experiência nova para ele, ou, então, se seu parente preferisse, dormiriam num hotel. Em ambos os casso, por-se-iam a caminho, no dia seguinte, rumo à casa. Ordenara a seu administrador que fizesse partir para Southampton a viatura com o cocheiro, de aprontá-la para a viagem de volta e de preparar as mudas de cavalos, logo depois. Queria ele que seu sobrinho-neto, que vivera na Austrália, visse um pouco da Inglaterra rural durante essa viagem. Tinha, em abundância, cavalos, fortes, que faziam parte de sua criação e adestramento; e além disso esperava que isso seria um memorável passeio para o jovem. As bagagens seriam transportadas de trem até Stafford, onde uma de suas charretes iria procurá-las. O senhor Salton, durante a viagem para Southampton, imaginou várias vezes, se seu sobrinho estaria tão excitado como ele, com a idéia de encontrar, pela primeira vez, um parente; e era, com dificuldade, que refreava sua animação. A perspectiva da visão da estrada de ferro, sem fim, e os trilhos móveis de Southampton aumentaram ainda mais sua ansiedade. Quando o trem parou diante da plataforma, ele cruzou as mãos, e eis que a porta do vagão se abriu violentamente e um jovem pulou para dentro. “Como vai o senhor, meu tio? Eu o reconheci, graças à fotografia que o senhor me enviou.

Eu queria vê-lo o mais depressa possível mas tudo é para mim tão estranho que não sabia o que fazer. Contudo, eis-me aqui. Estou contente por encontrá-lo, sir. Sonhei com esta felicidade durante mil e mil anos; agora acho que a realidade vale todos os sonhos”. Após estas palavraso velho e o jovem, de todo o coração, apertaram-se as mãos., O encontro, começado com tão favoráveis augúrios, continuou vantajosamente. Adam, vendo que o ancião se interessava pelas novidades do navio, sugeriu que passassem a noite a bordo, afirmando-lhe que ele próprio estaria disposto a partir a qualquer hora e dirigir-se para onde seu parente quisesse. Esta vontade afetuosa de ficar de acordo com seus próprios projetos, tocou profundamente o coração do velho. Aceitou calorosamente o convite. Em seguida, puseram-se a conversar, não como parentes afeiçoados, mas como velhos amigos. O coração do ancião, que ficara vazio tão longo tempo, encontrou novo prazer. Quanto ao moço, o acolhimento que recebia, desembarcando nesse velho país, se harmonizava com os sonhos que fizera durante o curso de suas viagens, sempre solitário, e lhe prometia vida nova e agradável. Pouco tempo depois, já o ancião concordara em chamá-lo familiarmente, por seu nome de batismo. Depois de longa conversa sobre assuntos que lhe interessavam, retiraram-se para as cabines. Ricardo Salton colocou sua mão, com afeto, sobre os ombros do jovem — embora Adam tivesse já vinte e sete anos, ele era e seria sempre, um jovem, um rapaz para seu tio-avô. — “Estou tão feliz por encontrá-lo tal como você é, meu caro rapaz, exatamente como o jovemque sempre sonhei ter como filho, naqueles dias em que nutria ainda tais esperanças. Entretanto, tudo isso pertence ao passado. Agradeço, porém, a Deus visto que agora começa uma vida nova para cada um de nós. Você terá a parte maior, mas há ainda tempo para estarmos juntosum parte dela. Esperei que nos víssemos para então lhe dizer isso; porque pensava que valia mais não ligar sua vida à minha, antes de ter suficiente conhecimento para justificar tal aventura. Agora posso, no que me concerne, falar completamente à vontade, pois, desde o instante em que pus meus olhos sobre você, eu vi meu filho, tal como ele teria sido, se Deus tivesse permitido,se ele tivesse escolhido esse caminho. — Em verdade eu o sou, sir. De todo o meu coração! — Obrigado, Adam, por estas palavras. — Os olhos do velho se encheram de lágrimas e sua voz tremia. Em seguida, após longo silêncio, ele prosseguiu: “Assim que soube que você viria, fiz meu testamento.

Era normal, que seus interesses ficassem garantidos desde esse momento. Ei-lo, Adam. Tudo o que me pertence será seu; e se o amor e o desejo de felicidade ou a lembrança disto podem tornar a vida mais agradável, então você será um homem feliz. Agora, meu querido rapaz, vamos nos deitar. Amanhã devemos levantar cedo e teremos longa viagem diante de nós. Espero que você goste de viajar em viatura. Mandei vir o velho carro de viagem em que meu avô se dirigia à corte, quando era rei Guilherme IV. Ela está em bom estado — construía-se bem naqueles tempos — e, bem conservada, está pronta a rodar. Penso, outrossim, que fiz o melhor. Os cavalos são de minha criação e as mudas foram previstas ao longo de todo o caminho. Certamente você gosta de cavalos. Durante longo tempo foram eles a atração de minha vida. — Eu os adoro, sir, e fico satisfeito por lhe dizer que eu mesmo tenho vários. Meu pai me fez presente, quando completei dezoito anos, de uma criação desses animais. A ela me dediquei com constância. Antes de minha partida, meu administrador me entregou um ofício afirmando que há mais de mil cavalos em minhas propriedades e quase todos em excelente estado. — Como fico contente, meu jovem. É mais um elo que nos une. — Imagine, senhor, minha satisfação em conhecer, dessa maneira a Inglaterra, e ainda mais em sua companhia! — Obrigado mais uma vez. Eu lhe contarei tudo sobre sua futura residência e seus arredores, quando estivermos a caminho. Vamos viajar à maneira antiga, já lhe disse. Meu avô conduzia sempre a rédeas soltas eassim faremos nós. — Oh! obrigado, sir, obrigado. Poderei eu de vez em quando guiar também? — Todas as vezes que quiser, Adam. A parelha é sua.

Cada cavalo que usarmos hoje será seu. — O senhor é muito generoso, meu tio! — De modo algum. É apenas um prazer egoísta de um velho. Não é todos os dias que umherdeiro está de volta à casa. E… por exemplo… Não, é melhor que durmamos agora; eu lhe contarei o resto amanhã cedo.

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