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A Traicao do Numero Cinco – Pittacus Lore

ERA UMA VEZ UM LUGAR QUE ERA LINDO, LUXUOSO, CHEIO DE VIDA E DE RECURSOS naturais. Um povo viveu lá por muito tempo, mas então outro veio e quis ou precisava de tudo desse planeta. Então o tomaram. Não há nada de especial nessa história. Abra qualquer livro infantil na Terra – e provavelmente em qualquer outro planeta – e você verá uma versão dessa história sendo contada continuamente, em repetições, de novo e de novo. Algumas vezes, a terra é tomada em nome de uma maneira melhor de expandir a vida. Ou pelo bem do povo nativo. Ocasionalmente, o motivo dos que a dominam é baseado em uma razão intangível – algum destino sagrado ou correto. Mas todas essas razões são mentiras. No centro de cada conflito há poder, e quem irá empunhá-lo. É por isso que as guerras são travadas, e é por isso que cidades, países e planetas são conquistados. E embora a maioria das pessoas – especialmente os humanos – gostem de fingir que ganhar poder é apenas um bônus adicional no topo de qualquer que seja supostamente o motivo do conflito, o poder na verdade é a única coisa que qualquer pessoa quer. Essa é uma das grandes coisas sobre os mogadorianos: eles realmente não se importam comas mentiras. Eles acreditam em poder. Até o idolatram. Veem o seu potencial para crescer e servir à sua causa. Então quando você é alguém como eu quem tem habilidades extraordinárias, você se torna uma das duas coisas para os mogs: um recurso valioso, ou um inimigo que eventualmente será destruído. Pessoalmente, eu gosto de ficar vivo. Os mogadorianos não fingem que não destruíram meu planeta, Lorien – do qual eu mal me lembro – por causa de seus recursos. É o mesmo motivo pelo qual eles estão na Terra agora. Um planeta grande como a Terra vai servir para os mogs durante décadas – talvez séculos – antes que eles tenham que sair em busca de outro. E os humanos… bem, não é como se houvesse alguma coisa realmente importante a respeito deles. Eles são muito fracos na maior parte do tempo e estão pouco preocupados em manter o planeta vivo na situação que está agora. Em um dia próximo, haverá uma invasão completa em grande escala, e todos os seus probleminhas não vão significar nada, porque de repente eles estarão sendo liderados por uma raça alienígena extraordinariamente poderosa. Que mostrará a eles como se vive.


Lhes dará motivos para viverem. E eu serei um de seus líderes. Porque os mogadorianos viram potencial em mim. Eles me prometeram uma posição como comandante nas tropas mogadorianas, a América do Norte sendo meu reino. Meu parque de diversões pessoal. E tudo o que tenho que fazer é lutar ao lado deles e ajudálos a capturar o restante da Garde na Terra. E então posso ajudar a Garde a ver que não há maneira de os Lorienos derrotarem os mogadorianos. Presumo que a mesma historinha de sempre foi contada a eles, a que Rey, meu Cêpan, me contou enquanto eu crescia: que os mogadorianos eram nossos inimigos. Mas isso não é verdade. Ou pelo menos isso não tem que ser verdade. Não se nos juntarmos a eles. Depois de ter treinado durante quase toda minha vida, é bom finalmente ter uma missão de verdade; ter um propósito. Não ficar apenas me escondendo e esperando alguma coisa acontecer comigo. Isso me faz querer treinar e estudar de verdade, e melhorar, porque o que estou trabalhando agora não é o conto de fadas com que Rey me alimentou nos jantares na ilha, mas é um futuro que posso ver. Aprendi muito sobre as razões pelas quais guerras são travadas e ganhas nas últimas semanas desde que comecei a viver no complexo mogadoriano, que fica em algum lugar no meio de West Virginia. De fato, a maioria das minhas horas de “pesquisa” são passadas em uma sala de interrogatórios que foi convertida em uma sala de estudos para mim, onde aprendo sobre as famosas batalhas e conflitos ou leio o Grande Livro, que conta sobre a história dos mogadorianos e sobre como o intelecto e as habilidades deles acabaram com seu planeta e os forçaram a procurar outros mundos para governar e guiar. E sobre como os lorienos se recusaram a compartilhar seus recursos ou a ouvir a razão quando se tratava de adotar os mogadorianos como líderes. É um livro escrito por Setrákus Ra, o governante mogadoriano invencível, e bem, vamos apenas dizer que se eu o tivesse lido antes, teria um ponto de vista muito mais claro da guerra entre os mogadorianos e os lorienos do que eu tive quando estava me escondendo numa barraca em uma ilha deserta. Comecei a me perguntar se todas as minhas memórias onde eu era tão feliz e jovem em Lorien são assim porque eu era idiota e pequeno demais para saber o que realmente estava acontecendo. Quero dizer, qualquer civilização que coloca sua esperança de sobrevivência num bando de bebês dentro de uma espaçonave tem que estar fora do seu juízo normal, certo? Ethan me ajudou a enxergar as coisas. Ele tem me ajudado a perceber que eu tenho uma escolha nessa guerra, mesmo que os Anciões não quisessem que eu tivesse uma. Foi estranho no começo descobrir que meu melhor amigo estava trabalhando com os mogs – e que eu tecnicamente estive sob os cuidados mogadorianos por quase um ano sem saber – mas não posso culpar Ethan por manter segredos comigo no começo. Eu sofri uma lavagem cerebral tão grande pelas histórias do meu Cêpan sobre a Garde triunfando sobre os exércitos mogadorianos e retornando à Lorien em sua gloriosa forma que eu provavelmente não teria visto a razão se ele não a tivesse colocado na minha frente logo no começo. Ethan é, como alguns comandantes mogadorianos chamam aqui, um raro exemplo de humano que tem a inteligência de mudar para o lado do time que está ganhando. Ainda é muito estranho estar aqui no subsolo.

Eu sou, tecnicamente, um convidado de honra de Setrákus Ra, mas ainda não me provei. Tudo o que eles têm é minha palavra de que agora sou leal a eles, mas palavras não tem peso de verdade com os mogs. Eles acreditam em ações e resultados. E é por isso que eu estudo e treino, e esperando pelo dia de quando terei a chance de mostrar do que sou capaz, preparado para liderar em seus nomes. Eu sigo ordens. Porque mesmo que algum dia no futuro eu me torne sem valor para os mogs, pelo menos agora sou apenas um antigo inimigo vivendo debaixo do teto deles. Estou enterrado em uma leitura sobre a descoberta da América – particularmente a expansão dos Impérios Europeus pelo país – quando Ethan entra na minha sala de estudos, mostrando seu sorriso que está sempre estampado no rosto. — Boa tarde, Cinco — ele diz. — Ei — eu digo, fechando o livro que está na minha frente. A chegada de Ethan deve significar que a hora de estudar acabou. Por toda a minha ansiedade para liderar o Canadá e os Estados Unidos, estou lendo sobre os ciclos sem fim de guerras que eles participaram, o que é monótono. Pelo menos quando os mogs liderarem, guerra vai ser coisa do passado. Não haverá exército capaz de derrotá-los. — O que achou da leitura de hoje? — Houve uma guerra biológica muito suja quando Colombo e os primeiros exploradores chegaram pela primeira vez. Varíola? É meio que loucura isso. O sorriso de Ethan não muda. — O começo de cada grande império é manchado com um pouco de sangue. Você não diria que valeu a pena? Eu não respondo imediatamente. Os olhos de Ethan se estreitam quase que imperceptivelmente, mas eu percebo. Ele está olhando para o único espelho do outro lado da minha mesa. É fácil ver o que ele está olhando. Há outros nos observando. Aqui no complexo mogadoriano, há sempre alguém nos observando. Fico um pouco tenso. Ainda não estou acostumado a estar sobre vigilância constante.

Mas é necessário, assim como Ethan me explicou, para que os mogs possam ver que podem acreditar emmim. Isso só me faz querer dizer coisas que irão impressionar quem quer que esteja nos observando, ou mostrar quão inteligente sou. Estou ficando melhor em focar meu cérebro nisso. — Definitivamente — eu digo. Ethan assente, parecendo agradecido. — Claro que valeu a pena. Continue lendo este livro amanhã, e me escreva alguns pontos positivos sobre as táticas dos conquistadores. — Qualquer coisa que nosso Adorado Líder exija de mim — respondo quase como um reflexo. Nos primeiros dias que estive aqui, ouvi essa frase muitas vezes, e meio que a adotei. Agora eu provavelmente a recito dez vezes ao dia sem mesmo perceber a metade do tempo. — Você leu as passagens atribuídas do Grande Livro? — Ethan pergunta. — Claro que sim. Essas são as melhores partes das sessões de estudo. Isso é completamente verdade. Os outros livros são chatos e me fazem de repente entender porque os adolescentes como eu estão sempre reclamando sobre o dever de casa nos seriados que eu via antes de vir para o complexo mogadoriano. Mas o Grande Livro é, bem, incrível. Não é apenas escrito de maneira mais simples que os outros livros, mas também responde a um monte de perguntas que eu tive durante minha vida. Como o porquê de os mogadorianos terem vindo para a Terra mesmo tendo Lorien, e porque eles começaram a caçar os Lorienos uma vez que chegaram aqui, mesmo que ainda houvesse poucos de nós. O livro explica que os lorienos são fracos, porém hábeis, e a crença mogadoriana diz que mesmo um inimigo vivo lhe dá o poder de recrutar outros e se multiplicar, ganhar força e um dia ascender contra você. Também é muito sangrento e violento, o que me faz ter muita diversão enquanto leio. Eu posso encená-lo na minha mente como um dos filmes de ação que eu amava assistir quando ainda estava em Miami. — E sobre o que você aprendeu hoje? — Ethan pergunta. — Sobre como Setrákus Ra lutou bravamente contra os nossos Anciões. Como eles tentaram usar de truques contra ele e envenená-lo, mas nosso Adorado Líder foi corajoso e melhor do que eles, de todas as formas. — Nossos Anciões? — Ethan pergunta, com um olhar de preocupação no rosto.

Eu corrijo a minha fala. — Quero dizer, os Anciões de Lorien. Isso me deixa mais excitado para encontrar nosso Adorado Líder. Eu não tive o prazer de encontrar Setrákus Ra em pessoa ainda. Aparentemente, alguém do alto escalão pensou que não seria uma boa ideia um cara superpoderoso como eu estar em uma audiência com o futuro líder do sistema solar até que eu tenha me provado. Ethan sorri e puxa alguma coisa do bolso. Ele joga o objeto em cima da mesa, onde cai comum baque, quica algumas vezes e então rola. Eu o paro com o meu Legado de telecinesia e o ergo no ar: uma bolinha de metal quase do tamanho de uma bola de pingue-pongue. — O que é isso? — pergunto. — Considere como um presente. Use seu poder nele. Veja qual é a sensação. Eu levito a bolinha até a palma de minha mão. Com um pouco de foco, meu corpo de repente se torna metálico. Bato meus dedos na mesa à minha frente, e o som do metal se encontrando commetal enche o ar. Ethan o chama de Externa, a habilidade de assumir a propriedade de qualquer coisa que eu tocar. É um dos Legados mais novos e um dos que provavelmente precisa de maior treino. Dou de ombros enquanto estalo uma junta metálica. — Parece que sou feito de metal. Mas eu simplesmente poderia ter tocado a mesa e conseguido o mesmo efeito. — Mas a mesa não estará com você o tempo todo. De agora em diante, essa bolinha deve estar. Não quero ver você no meio de uma batalha com nada além de areia ou papel para assumir as propriedades. — Obrigado — eu sorrio. Não é definitivamente a coisa mais chamativa ou cara que Ethan ou os mogs já me deram, mas agora posso ver como isso pode acabar sendo útil.

Jogo a bolinha dentro do meu bolso, onde ele para perto da bolinha vermelha de borracha que tenho carregado comigo por muito tempo – uma bugiganga que ganhei de uma máquina de venda automática para crianças. Ethan me joga um rolo de papel. Empurro alguns livros e abro o papel na minha frente. É ummapa do Hemisfério Ocidental. — Para que isso? — eu pergunto. — Eu só queria ter certeza de que tínhamos todas as informações corretas nele. Para manutenção de registros ou coisas do tipo. O mapa inclui uma fina linha vermelha em ziguezague pelos Estados Unidos e desce até o Caribe. Há datas impressas pela linha. — Esse é um mapa de todos os lugares em que eu vivi e cresci — eu digo. — Correto. Apenas dê uma olhada rápida quando tiver tempo. Escrevi a maioria das datas baseadas nas histórias que você me contou. — Mas que bem essas informações podem trazes? — pergunto. Ethan dá de ombros. — Apenas para o caso de a Garde conseguir te rastrear de alguma forma e tentar te encontrar, assim saberemos onde eles procurarão. Queremos colocar alguns guardas nesses locais, por precaução. Eu assinto, olhando pelo mapa. É estranho pensar em mim mesmo como um jovem sempoderes com Rey em todos esses lugares. Ethan vem atrás de mim e olha por cima do meu ombro. — Onde foi que você disse que seu Guardião começou a adoecer gravemente? — ele pergunta. Eu aponto para o lugar onde a linha passa na Pensilvânia. — Por aqui em algum lugar. Não tenho certeza de onde. Estávamos acampando nas montanhas.

Ethan franze as sobrancelhas. — Há alguns dos melhores hospitais do país nessa área. Você sabe, se seu Cêpan não o tivesse forçado a se manter escondido na ilha pelo tempo que você ficou, ele provavelmente teria sobrevivido — Ethan diz. — É uma vergonha que ele estivesse tão cego que não pôde ver o inevitável futuro do progresso mogadoriano. — Ele achou que o ar tropical o ajudaria. — O que ele provavelmente precisava era de alguns antibióticos — Ethan balança a cabeça e cruza os braços. — Apenas estou orgulhoso que você foi capaz de sair da ilha antes que acabasse um louco conversando com porcos. Eu ainda não posso acreditar que alguém tão poderoso e inteligente como você foi obrigado a criar aqueles animais nojentos. Eu sorrio um pouco. Durante as últimas semanas, eu basicamente contei a Ethan tudo o que me lembro sobre minha vida. Tudo sobre aquela pequena cabana e os porcos que criei, e como eu treinei a mim mesmo para usar a telecinesia sozinho. Ele e os outros mogadorianos pareceramimpressionados nessa parte. Como se eu tivesse conseguido me tornar grande mesmo quando todas as cartas da mesa estavam contra mim. Quando olho para Miami no mapa, minha mente volta com as memórias do tempo que passei lá antes de Ethan me pegar. Quando eu era apenas mais um rato nojento de rua gastando meus poderes com coisas idiotas como roubar carteiras, totalmente alheio a quanto poder eu poderia ter tomado. Houve uma garota. Emma. Minha parceira no crime que se virou contra mim quando viu do que eu era capaz. Que ficou com medo do que eu poderia fazer ao invés de respeitar minhas habilidades. Quando penso nessa memória, meu estômago embrulha um pouco porque já faz algum tempo que não penso nela. Houve um tempo em que ela era minha única amiga no mundo todo, mas ela só estava me usando, não estava? Eu era aquele que tinha o verdadeiro talento. Ela só estava andando às minhas custas. Há uma batida na porta e então um mogadoriano entra. Um dos mensageiros nascidos emlaboratório e servente do complexo. Eu me levanto da cadeira.

Isso é um reflexo. Mesmo estando aqui há algumas semanas, ainda estou me acostumando a ver mogs todos os dias. Mais do que isso, eu nunca sei o que eles vão me mandar fazer quando aparecem na sala de interrogatórios, que tem sido minha sala de estudos, ou quando me pegam de surpresa na cama do meu quarto. Pelo o que sei, eles podem me dizer que falhei em algum teste que eu nem sabia que estava sendo testado. — Você não está respondendo ao seu rádio — o mog diz para Ethan, que está claramente distraído. Ethan aponta para o pequeno fone de ouvido que está pendurado no seu colarinho. — Claro que não — ele diz. — Todos os seus superiores sabem que eu nunca uso meu fone de ouvido quando estou com nosso convidado — ele aponta pra mim. — Seria rude. — O comandante Deltoch requer sua presença na ala de detenção — o Mog diz. — Estarei lá em um minuto — Ethan assente. — Você e o lorieno. Eu fico tenso. O que eles querem comigo na ala de detenção? — É assim que você repassa ordens para um convidado de honra nesta base? — Ethan pergunta. — Que tal, “senhor”? O mog parece um pouco apreensivo, mas se vira para mim. — Senhor — ele repete. — Dispense-o — Ethan diz para mim. — O quê? — pergunto. — Você terá que se acostumar a dar ordens em alguma hora. Eu olho para o mog, que está com uma careta feia agora. De repente me sinto estranho. Eu odeio quando Ethan faz isso. Ele está tentando fazer com que os outros na base me tratem como umrei ou coisa do tipo. Quando eu estiver liderando-os no futuro, e ainda nem provei meu potencial, a última coisa que quero é alguém criando animosidade contra mim. — Cinco — Ethan diz.

— Você está dispensado — eu falo. O mog hesita por um momento. Presumo que suas ordens eram de nos escoltar até o outro lado do prédio. Eu quase posso vê-lo tentando imaginar quem supera quem em sua mente antes de Ethan pigarrear, e então o servente se vai. — Conflito de ordens, imagino — Ethan fala, como se pudesse ler minha mente. — Você acha que eu vou colocá-lo em problemas? A expressão de Ethan fica séria. — Você não pode se preocupar com isso. Não se esqueça de quem você é. Quando os mogadorianos liderarem a Terra, você será um dos comandantes deles. Um líder. Você pode ser novo aqui, mas é o poderoso Número Cinco. Mostre piedade a eles agora, e eles não irão te respeitar quando você estiver na liderança. — Eu preciso de uma tabela para manter tudo organizado na minha cabeça. — Apenas haja como se você estivesse no topo da pirâmide. Agora, me siga — Ethan diz, apontando para a porta à frente. — Vamos ver o que o comandante Deltoch está fazendo com os prisioneiros esta tarde. Ele não me dá tempo para reagir, apenas se vira e abre a porta. Eu não consigo evitar olhar para a parede de frente para minha mesa, onde há uma foto pendurada. É de um cara que parece ser um pouco mais velho que eu, com longos cabelos pretos. Ele é como um atleta – mais sarado do que eu jamais fui em toda minha vida. Ele parece convencido. Está correndo na foto e parece despreocupado sobre poder estar sendo fotografado. Eu não o conheci ainda, mas sei que ele está aqui na base comigo. Preso. Eles tentaram torturá-lo, mas não funcionou.

Ele está protegido pelo feitiço, assim como eu. Pelo feitiço que foi colocado em nós quando éramos crianças para nos manter protegidos até nosso número chegar. Ele é o Número Nove. Os mogadorianos querem que eu o mate. Ele é o sangue que deve ser espalhado por mim para que eu avance. Ele é minha prova de lealdade.

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