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A Vitoria Final – Tim LaHaye

Abullah (“Smith”/”Smitty”) Ababneh, ex-piloto de aviões de caça da Força Aérea da Jordânia, Amã; ele perdeu a esposa divorciada e dois filhos no Arrebatamento; ex-co-piloto do Fênix 216; piloto importante da Força Trib designado para Petra; assistiu ao Glorioso Aparecimento; reside agora no Vale de Josafá, Israel Yasmine Ababneh, esposa de Abdullah, mãe da jovem Bahira, e de Zaki; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento; corpos glorificados Bruce Barnes, antigo pastor-assistente e membro original da Força Tribulação, martirizado; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento, corpo glorificado Tsion Ben-Judah, idoso rabino erudito e estadista israelita; revelou crer em Jesus como Messias na TV internacional — esposa e dois filhos adolescentes assassinados; ex-líder espiritual e professor da Força Tribulação; tinha ciberaudiência diária de mais de um bilhão; professor do remanescente judeu em Petra; assassinado ao defender a Cidade Velha em Jerusalém; voltou à terra com os exércitos celestiais no glorioso aparecimento de Jesus, o Cristo; corpo glorificado Cendrillon Jospin, obreira do ministério para crianças da Força Tribulação (COT), Vale de Josafá Ignace e Lothair Jospin, primos de Cendrillon; devotos da Outra Luz (OL), Paris Qasim Marid, amigo de Zaki Ababneh; obreiro do COT Montgomery Cleburn (“Mac”) McCullum, ex-piloto da Comunidade Global para o supremo potentado e anticristo, Nicoíae Carpathia; chefe da Força Tribulação; residente próximo ao Vale de Josafá Ekaterina Risto, crente grega; obreira do COT Dr. Chaim Rosenzweig, vencedor do Prêmio Nobel, botânico israelense e estadista; ex-criador da “Notícia do Ano” pelo Semanário Global; assassino de Carpathia; líder dos mais de um milhão de judeus remanescentes em Petra; testemunha do Glorioso Aparecimento; residindo agora perto do Vale de Josafá Irene Steele, esposa de Rayford, mãe de Chloe e Raymie; arrebatada; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento; corpo glorificado Rayford Steele, ex-capitão-aviador do 747; perdeu a esposa Irene e o filho Raymie no Arrebatamento; perdeu a segunda esposa, Amanda, em acidente de aviação; ex-piloto de Carpathia, membro original das Forças Trib; testemunha do Glorioso Aparecimento; residindo agora perto do Vale de Josafá Raymie Steele, filho de Rayford e Irene; irmão de Chloe; arrebatado; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento; corpo glorificado Cameron (“Buck”) Williams, ex-escritor sênior para o Semanário Global; ex-editor do Semanário da Comunidade Global para Carpathia; membro original da Força Trib; perdeu a esposa Chloe na guilhotina da Comunidade Global; morto defendendo a Cidade Velha de Jerusalém; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento; corpo glorificado Chloe Steele Williams, filha de Rayford e Irene; esposa de Cameron; mãe de Kenny Bruce; membro original da Força Trib; guilhotinada pela Comunidade Global em Joliet, Illinois; voltou à terra com os exércitos celestiais no Glorioso Aparecimento; corpo glorificado Kenny Bruce Williams, filho de Cameron e Chloe; testemunhou o Glorioso Aparecimento em Petra Gustaf (“Zeke”/”Z”) Zuckermandel Jr., ex-membro da Força Trib; lavrador e líder de jovens, Tirané, Albânia. P R Ó L O G O Extraído de Glorioso Aparecimento Rayford tentou ficar com Chaim. Os dois homens haviam saído da casa de Rosenzweig semtomar o desjejum e sem dizer palavra, como se todos soubessem de alguma forma para onde deviamir. Rayford decidiu que acontecesse o que acontecesse, ele queria ficar perto de Chaim para fazer perguntas. Os outros devem ter tido a mesma idéia, pois ficaram próximos apesar das multidões. — Quando vir o meu trono, junte-se aos que estão à minha direita, sua esquerda. As palavras de Jesus estavam mais do que gravadas no coração de Rayford. Ele as ouvira realmente. Moveu-se para a esquerda sem questionar e quando as ondas de pessoas foram em ambas as direções, a cena diante de Rayford se tornou clara. Logo abaixo e no centro, sob os vastos exércitos celestiais, santos e anjos, em uma grande plataforma, estava o trono em que Jesus se sentava. Atrás dele se achavam os três anjos de misericórdia. De cada lado dele os arcanjos Miguel e Gabriel. Rayford soube instintivamente que toda pessoa viva na terra estava reunida naquele vale. Chaimexplicou: Meio bilhão ou mais foram arrebatados sete anos atrás. Metade da população que restou foi morta durante o Juízo dos Selos e Trombetas durante os três anos e meio seguintes. Muitos mais foram perdidos durante os Juízos das Taças e milhões de crentes foram martirizados. O que você está vendo é provavelmente apenas um quarto dos que foram deixados após o Arrebatamento e a maioria deles morrerá hoje. Rayford percebeu que os reunidos à direita de Jesus eram de fato poucos quando comparados com os que estavam à sua esquerda. Até que as massas encontrassem o seu lugar, a maior parte da manhã se fora. Para Rayford, parecia que os que estavam à esquerda de Jesus se achavam perplexos na melhor das hipóteses, amedrontados na pior. Gabriel foi para a frente da plataforma e estendeu os braços para obter silêncio. — Adorem o Rei dos reis e Senhor dos senhores — gritou. Como se fossem um só, os milhares de ambos os lados do trono caíram de joelhos.


Em uma cacofonia de linguagens e dialetos eles clamavam: “Jesus Cristo é Senhor!” Os que estavam à esquerda de Jesus começaram a levantar-se, enquanto à volta de Rayford todos permaneceram ajoelhados. — Parece claro que temos dois grupos diferentes, não é, Chaim? Na verdade três — disse o homem mais velho. — Aqueles ali são os “bodes”, os seguidores do anticristo que de alguma forma sobreviveram até agora. Você está entre as “ovelhas” deste lado, mas eu represento o terceiro grupo. Faço parte dos “irmãos” de Jesus, o povo escolhido de Deus que as ovelhas favoreceram. Somos os judeus que iremos para o milênio como crentes, por causa de pessoas como você. Gabriel fazia sinais para todos levantarem. Quando houve ordem e silêncio, ele falou em voz alta: — João, o revelador disse: “Vi debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseramque repousassem ainda por pouco tempo, até que seus outros irmãos, conservos de Jesus, fossemmartirizados na terra e se juntassem a eles. “Povos da terra, atentem às minhas palavras! Chegou a hora de vingar o sangue dos mártires contra os que vivem na terra! Pois o Filho do Homem veio na glória do Pai com seus anjos, e ele irá agora recompensar cada um de acordo com as suas obras! Como está escrito: ‘Nesse tempo restaurarei a prosperidade de Judá e Jerusalém’, diz o Senhor, ‘Reunirei o mundo no Vale onde Jeová Julga e os castigarei ali por maltratar meu povo, por dispersar a minha herança entre as nações e dividir minha terra. ‘”Eles dividiram meu povo para servir como escravos; trocaram um jovem por uma prostituta e uma menina por vinho suficiente para embebedar-se.'” O grupo de Jesus caiu imediatamente de joelhos e começou a gritar e clamar: “Jesus Cristo é Senhor! Jesus Cristo é Senhor!” Jesus ficou em pé e andou até a beira da plataforma. Com um sentimento de ira e tristeza, ele disse: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achandome enfermo e preso, não fostes ver-me” (Mt 25.41-43). Os milhares começaram a gritar e suplicar: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?” Jesus respondeu: “Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém, os justos para a vida eterna” (v. 44-46). — Não! Não! Não! Apesar do número deles e da dissonância de seus lamentos, Jesus podia ser ouvido acima deles: “Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem quer. Pois o Pai a ninguém julga, mas entregou todo juízo ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honrar o Filho não honra o Pai que o enviou”. — Nós te honramos! Sim, honramos! Tu és o Senhor! “Em verdade lhes digo, aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida. “Mas, meu Pai me deu autoridade para também exercer juízo, pois sou o Filho do homem. Nada posso fazer por mim mesmo. Conforme ouço, julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha própria vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.

” — Jesus é Senhor! — gritaram os condenados. — Jesus é Senhor! Gabriel foi para a frente quando Jesus voltou ao trono. — Silêncio! — ordenou. — Chegou a sua hora! Rayford ficou observando, horrorizado apesar de saber que aquilo aconteceria, enquanto os “cabritos” à esquerda de Jesus batiam no peito e caíam gemendo no chão deserto, rangendo os dentes e puxando os cabelos. Jesus simplesmente levantou um pouco a mão e um abismo se abriu na terra, esticando-se até engolir todos eles. Tombaram então, uivando e berrando, mas seus lamentos foram em breve suprimidos e tudo ficou em silêncio quando a terra se fechou outra vez. Todos na plataforma voltaram aos seus lugares e Jesus disse do trono: “Em verdade, como pensei, isso vai passar e conforme meu propósito, assim se fará”. Gabriel avançou novamente, dizendo: “O Filho de Deus, Jesus Cristo nosso Senhor, nasceu da semente de Davi segundo a carne, e declarou ser o Filho de Deus com poder de acordo com o Espírito da santidade, pela ressurreição dentre os mortos. “Por meio dele vocês receberam graça. Vocês são também os chamados por Jesus Cristo; graças a vocês e paz de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. Em seu evangelho a justiça de Deus é revelada de fé em fé; como está escrito, ‘O justo viverá pela fé’. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça, porque o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaramnulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato, inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundície, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” — Amém! — gritou a assembléia. “Os que foram atirados para as trevas exteriores e aguardam o Julgamento do Grande Trono Branco daqui a mil anos são, portanto, indesculpáveis. Deus enviou seu Espírito Santo como no Dia de Pentecostes, além de dois pregadores do céu que proclamaram o seu evangelho durante três anos e meio, mais 144 mil testemunhas das doze tribos. Avisos sem conta foram dados aos que continuaram a amar mais a si mesmos do que a Deus.” Rayford compreendeu que todos os que haviam sido deixados eram crentes, adoradores de Cristo, e que ele estava entre os que iriam povoar o reino milenar. Gabriel gesticulou para que todos sentassem, sorriu largamente e pronunciou em voz alta: “Bemaventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. “O Todo-poderoso, o Senhor Deus, falou e chamou a terra desde o nascer até o pôr-do-sol. De Sião, a perfeição da beleza, Deus brilhará. Nosso Deus chegou e não se manterá em silêncio; ele clamará aos céus acima e à terra, para que possa julgar seu povo!” Com isso Jesus se levantou e Gabriel foi ficar atrás do trono com os outros anjos. Jesus disse: “Reúna meus santos, os que fizeram aliança comigo pelo sacrifício! Venham!” De toda parte, da terra e para além das nuvens, vieram as almas dos que haviam morrido na fé, a quem Chaim e Tsion se referiram muitas vezes como os “crentes mortos” e a quem Rayford agora conhecia, inclusive o próprio Tsion — com muitos outros amigos e entes queridos de Rayford.

Jesus começou honrando os santos do Antigo Testamento, aqueles de quem Rayford só ouvira falar e sobre os quais lera. Em lugar de tratar como fizera com as audiências individuais para os santos da tribulação — lidando sobrenaturalmente com eles no que pareceu um instante — Jesus dessa vez deu aos espectadores a sua força e paciência. A cerimônia deve ter durado dias, pensou Rayford, mas ele não sentiu fome nem sede, nem fadiga, nem sequer uma dor ou câimbra por ficar sentado na areia tanto tempo. Apreciou cada minuto, sabendo que quando Jesus terminasse com os santos do Antigo Testamento, ele chegaria aos mártires da tribulação. Esperar pelos seus amigos e entes queridos serem reconhecidos seria quase como esperar pelo nome de Chloe ser chamado quando ela se formou no ensino médio, mas a reunião depois disso valeria a pena. Ele consultou o relógio de tempos a tempos e compre¬endeu quanto tempo durara a entrevista com a maioria dos santos do Antigo Testamento. Ele nunca ouvira falar de muitos deles — é possível que não tivesse estudado o sufi¬ciente ou eram aqueles cujas experiências não haviam sido registradas. Deus, porém, as conhecia. Ele conhecia o cora¬ção deles, seu sacrifício, sua fé. Um a um Jesus os honrou ao abraçá-los e quando se ajoelharam aos seus pés, ele disse: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25.21). Ao se aproximarem dele um a um, Jesus falou: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Em seguida apresentou-se Noé, ajoelhando-se humildemente, recebendo a sua recompensa. Jesus disse: “Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hb 11.7). Horas depois pareceu que todo mundo se levantou quando chegou a vez de Abraão. Jesus disse: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11.8-10). Sara compareceu em seguida e Jesus lhe disse: “Pela fé […] Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar” (Hb 11.11,12). Jesus dirigiu-se aos espectadores: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11.13-16). “Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigénito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos” (Hb 11.17-19). Mais tarde, Jacó aproximou-se do trono e Jesus falou: “Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão adorou” (Hb 11.21). Atrás dele veio José. Jesus lhe disse: “Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens quanto aos seus próprios ossos” (Hb 11.22). Em toda a volta os judeus começaram a levantar-se. Em pouco tempo todos estavam em pé. O próprio Moisés se achava ajoelhado aos pés de Jesus, acompanhado de um homem e uma mulher, e o Senhor os abraçou e disse: “Muito bem, servos bons e fiéis. Pela fé, quando seu filho nasceu, vocês o ocultaram durante três meses, por ser uma criança formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé […] abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. “Pela fé celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. “Pela fé [Moisés e o povo] atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios, foram tragados de todo” (Hb 11.24-29). Uma mulher ajoelhou-se diante de Jesus. Ele disse: “Pela fé, Raabe, [você] não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias” (Hb 11.31). Quando todos os heróis do Antigo Testamento, inclusive Gideão e Baraque, Sansão e Jefté, também Davi e Samuel, assim como os profetas haviam sido honrados, Jesus levantou-se e disse: ” [Estes], por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraramforça, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. “Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões.

Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra […] todos estes obtiveram bom testemunho por sua fé” (Hb 11.32-39). — Pode ser um pouco tarde para perguntar isto, Chaim — disse Rayford — mas, que tipo de relacionamento terei com Irene agora? E Amanda, sei que esta é a pergunta feita a Jesus quando os fariseus estavam tentando fazê-lo tropeçar, mas preciso sinceramente saber. — Tudo que posso dizer-lhe é o que Jesus já explicou: “Na ressurreição, nem se casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu. Porque ao ressuscitarem dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Mas, os que forem julgados dignos de chegar a esse estágio” —quer dizer, este tempo que estamos agora — “ao ressuscitarem dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento”. — Não posso dizer nada mais claro do que isso. — Então somente as pessoas que alcançarem o milênio vivas casarão e terão filhos. — Evidentemente. Rayford também esperava encontrar-se com os seus heróis do Antigo Testamento. — Nós vamos interagir com essas pessoas, não vamos? — Claro que sim — respondeu Chaim. Em Mateus 8.11 Jesus diz: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus”. No entanto, naquele momento os santos do Antigo Testamento não estavam se misturando. Eles também se tornaram espectadores, porque a multidão que não podia ser contada se enfileirara junto ao trono, esperando seus galardões. Os que foram mortos por causa do testemunho de Jesus — disse Chaim — o que abrange praticamente qualquer crente que morreu durante a Tribulação, serão honrados. Porém, os que foram martirizados receberão uma coroa especial. Gabriel se adiantou mais uma vez e anunciou: João, o revelador escreveu, “Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4). A avaliação de Chaim mostrou estar correta. De alguma forma o Senhor arranjou para que só os que conhecessem cada santo da tribulação assistissem quando eles receberam o galardão. Portanto, em lugar de ser obrigado a assistir a todo o cerimonial para um milhão ou dois de estranhos passarem antes de ver um amigo ou um ente querido, no momento em que as festividades começaram, Bruce Barnes se aproximou do trono. — Bruce! — Rayford chamou, incapaz de se refrear e aplaudiu em p

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