| Books | Libros | Livres | Bücher | Kitaplar | Livros |

A Viuva do Enforcado – Camilo Castelo Branco

A arte da ourivesaria foi cultivada primorosamente em Guimarães no século XV. Daqui saiu Gil Vicente, o lavrante da rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Fez aquela galantaria da custódia de Belém, que o leitor não trocaria decerto pelas delícias de reler os autos e comédias que ele fez também, o nosso Shakespeare. Eu trocava; e ousaria até propor a troca, se a custódia não estivesse na baixela de el-rei. Quanto ao poeta Gil Vicente e a Shakespeare, os dois parecem-se tanto um com o outro como o Hamlet com o Choro de Maria Parda. Pelo que pertence à terra natal de Mestre Gil, não impugno a hipótese que confere tamanha honra a Guimarães. Lisboa e Barcelos disputaram essa glória ao berço da monarquia; mas um notável genealógico, o desembargador Cristóvão Alão de Morais, escreveu há dois séculos que o Plauto português era filho de Martim Vicente, ourives de prata, natural de Guimarães. Se eu pudesse desconfiar da infalibilidade dos linhagistas, justificá-los-ia um documento que possuo de 1455, vinte anos talvez mais novo que Gil Vicente. Com toda a certeza vivia então na Caldeiroa, arrabalde da vila, o sapateiro Fernão Vicente, pai de Martinho Vicente. Este, que era ourives, morava então no Casal da Laje, freguesia de Santo Estêvão de Urgezes. Aqui, provavelmente, nasceu Gil Vicente. Isto veio a propósito de ter sido Guimarães a pátria de alguns ourives lavrantes que formaram escola de escultura. A história das artes plásticas celebra mais alguns nomes; nós, porém, diremos de um ourives deste século, ali nascido naquelas formosas ruínas abraçadas pelas frondes dos arvoredos. Não se fez célebre pela arte. O coração queimou-lhe os gomos do engenho quando iam desbotoar-se em flores. Chamava-se Guilherme Nogueira e nascera em 1802. Por 1818 estudara pintura no Porto; mas por morte do seu mestre, João André Chiape, voltara para Guimarães, dera-se à escultura e trabalhava com ardor na oficina do seu pai, ensaiando a imitação do antigo. Não dava férias ao lavor ou ao estudo. Ia para o tesouro da Colegiada, com a proteção de um parente cónego, (*) contemplar os cálices de prata dourada, os cetros e a gargantilha da Senhora da Oliveira com os seus dezasseis botões de ouro esmaltado e guarnições de aljôfar; maravilhava-o a cruz lavrada, que dera o cónego Mendes, e a custódia cinzelada com imagens, dádiva de outro cónego do século XVI. [(*) Cónego é o presbítero que vive sob uma regra que o obriga a realizar as funções litúrgicas mais solenes numa igreja.] Uma vez, encontrou lá um abastado curtidor de peles que mostrava o tesouro da Senhora da Oliveira para uns parentes do Alto Minho e explicava imaginariamente as coisas. Dizia que o gomil (*) das asas douradas era o jarro que servira no batismo de D. Afonso Henriques e que o bordão que a Virgem leva nas procissões fora enviado por Santa Helena a S.


Torcato, bispo de Citânia. [(*) Jarro de boca estreita, próprio para jogar água nas mãos] Guilherme Nogueira, sem desfazer na ilustração arqueológica do curtidor, explicou também a proveniência dos seis castiçais lavrados feitos com a prata de onze anjos encontrados no espólio dos Castelhanos em Aljubarrota. Uma pessoa do grupo ouvia a explicação do ourives com a maior atenção. Era Teresa de Jesus, a filha do curtidor Joaquim Pereira. Esta menina era filha única, bonita, muito recolhida, e confessada de um franciscano tão bemintencionado que prometia fazer dela uma santa com a ajuda de Deus. E era de esperar. Teresa ia nos vinte anos e tinha o coração inocente dos dez. Via passarem na Rua dos Fomos, ora um ora outro rapaz de famílias ilustres ou abastadas, com os olhos fitos nos rótulos das suas janelas. Via-os, através da cerca de pau, e assim mesmo o pudor purpurejava-lhe as faces e uma espécie de medo dos homens a obrigava a recuar o esteirão da soleira da janela. A tímida criatura tinha escrúpulos e perguntava à mãe se os homens a veriam da rua. Isto, na verdade, era bonito numa menina de vinte anos; mas, se a crítica pode superintender no foro íntimo de tão cândida alma, a mim parece-me que o escrúpulo é a chave que abre a porta por onde a inocência há de escapar-se, mais tarde ou mais cedo. Se houvesse virtudes perfeitas, essas desconheceriam os escrúpulos, que são por si os prelúdios das imperfeições. O franciscano era menos casuísta que eu e talvez menos entendido na fragilidade humana. Das inquietações de Teresa tirava ele conclusões de extremada inocência: se ela tinha medo aos homens, era sinal de graça infusa, era o instinto que farejava neles as tentações do amor, as enormes diabruras que distraem o espírito da contemplação divina, abatendo-o às materialidades da vida transitória. O curtidor era um cristão regular como todos os curtidores de boas contas e consciência sã que tratam dos seus curtumes com o devido esmero; mas a ideia de ter uma filha predestinada, como dizia o frade, não o entusiasmava. Como era rico, e não tinha outra prole, queria que a sua Teresa, em vez de vestir santos e acariciá-los com uma idolatria meigamente idiota, vestisse e acaricia-se os filhos. Em suma, Joaquim Pereira queria ter netos, queria sobreviver até os ter eles, e continuar a surrar perpetuamente peles de boi mediante a sua posteridade. O homem já pressentia uma das imortalidades que Pelletan idealizou quarenta anos depois — a perpetuidade da raça. Portanto, quando Teresa de Jesus andava a jejuar um jubileu, disse-lhe ele que era necessário tratar de outro modo de vida; acrescentou que as beatices eram boas para quem não tinha que fazer; e concluiu que aprendesse com a sua mãe a governar a casa, porque era necessário saber tratar do marido e dos filhos, se Deus lhos desse; e que, enfim, jubileus, vias-sacras e jejuns não serviam para o arranjo da família. Apesar de não ser extremamente lírico este estilo de Joaquim Pereira, a filha, de pasmada que ficou, parecia não o perceber; porém, alguma coisa entendeu, porque daí a pouco perguntava ela à mãe: — Com quem é que o pai quererá casar-me? A pergunta foi feita com bastante rubor e sobressalto. Respondeu-lhe a mãe que o não sabia com certeza; mas que tinha ouvido falar no tio Manuel do Porto. — Credo! — exclamou Teresa. — Vossemecê está a gozar comigo? *** O tio Manuel era irmão de Joaquim. Tinha oficina de curtidor na Rua dos Pelames, no Porto, e era muito rico, e viúvo sem filhos, com cinquenta anos, sujos, sim, mas bem conservados. Tinha passado a festa do Natal de 1822 em Guimarães e levara à sobrinha, um grilhão de ouro da sua viúva dentro de uma rosca de pão-de-ló.

Gostou muito de a ver entretida com o presépio do Menino Jesus, cheia de devotos carinhos, ora beijando-lhe os pés, ora incensando o recinto do religioso espetáculo, guardando em todos estes atos umas atitudes misteriosas e uns silêncios respeitosos e dignos das primitivas cristandades nos subterrâneos da Roma pagã. Acompanhou o tio Manuel a sobrinha à missa do galo e embirrou com o fidalgo do Toural, que lhe atirou confettis a ela, e a ele dois rebuçados velhos à cara que pareciam de chumbo. Todavia, notou a austera gravidade de Teresa, que nunca voltou o rosto para ver donde lhe atiravam os confettis: Ao sair da igreja do Mosteiro de Santa Clara, um rancho de fidalgos, com os seus lacaios armados de lanternas, formaram alas para iluminarem e acompanharem as damas que saíam. Teresa, para não ser vista, saiu pela porta travessa, a dizer ao tio: — Vamos por aqui por causa desses homens. — São bons brejeiros! — concordou ele, e acrescentou de si para consigo: — Juízo até ali! Em casa disse ao irmão que Teresa era uma joia, e contou o caso dos confettis com a veemência de quem repete o caso de Lucrécia. O mano Joaquim, a abrir e a fechar a boca com três cruzes, resmoneou: — A rapariga tem pancada na mola. — Pancada? A que chamas tu, salvo seja, pancada na mola?! — Está beata, entendes, Manuel?! O frade tolheu-ma. E tudo santos de pau, e de papel, e de barro, por essa casa. Novenas, confissões, lausperenes, três missas por dia, jejuns, e não faz mais nada, nemfala noutra coisa. Ver homens é como quem vê o Diabo. — E então isso não é bom? — atalhou o mano Manuel. — Querias que ela gostasse de ver homens? — Quero que ela case, entendes?, quero que ela tenha filhos. A quem hei de eu deixar o que tenho?… — E eu? — E verdade, e tu, que não tens outros parentes? Se ela assim continuar e ficar solteira, sabes onde vai bater o meu dinheiro e mais o teu? Aos frades e às freiras. Apanham-lhe tudo. Que o ganhem! Vão pró Inferno. Custou-me muito a amanhá-lo; não quero engordar vadios e vadias. Quando penso nisto, olha que se me atravessa aqui nos gorgomilos um nó! — Trata de casar, Joaquim. — Com quem? — Falta ele!… — Já ma pediram; mas que queres? A rapariga não quer aparecer a um homem que venha aqui: não conhece nenhum: passa por eles na rua. como… sabes tu?, até me diz a mãe que ela fecha os olhos. São os frades, percebes? Ora agora, eu, se queres que te diga a verdade, tenho pena dela. Não hei de levá-la de rastos pela orelha à igreja. Queria que ela gostasse de um homem, quero dizer, do marido que eu lhe escolhesse. Está aí o João da viúva Peixota, que é sério, trabalha ainda como um burro, e tem quinze mil cruzados só da parte do pai. — Já lhe falaste nele? — acudiu o irmão com certo alvoroço. — Falei, quero dizer, perguntei-lhe que tal o achava.

— E ela… — Respondeu-me que não sabia como o achava. Olha que resposta tão estúpida! — O que eu te digo, Joaquim, é que o homem que a levar leva a mulher mais virtuosa que há no mundo. Eu, se topasse uma assim, não sei, mas… parece-me que me casava outra vez; e mais, desde que a outra defunta se foi, é a primeira vez que isto me passa pela cabeça. Ainda que ela fosse pobre, mas honradinha como é Teresa, juro-te por esta luz que nos ilumina que a fazia rica… Mas, enfim, isto é por falar; que eu, ainda que ande com uma candeia, não acho outra como ela. — Olha, se a Teresa te quer… — interrompeu Joaquim entre grave e risonho — , eu cá por mim dou-ta, e fico satisfeito. Quanto tens do teu? Praí quarenta mil cruzados… — Põe-lhe por cima metade. — Sessenta? — Seguros. — Pois ela não tem tanto… mas… — Isso é que eu não quero saber, Joaquim. Dá-ma, que eu não te quero uma de seis. — Isso lá, homem, quer queiras, quer não, o que eu tenho dela é. Não digas nada pelo enquanto. Eu cá fico a pensar no negócio. A coisa de sopapo não se pode fazer. Primeiramente, é mister cortarlhe pelo beatério e meter a mãe no arranjo. Depois eu te escreverei a dizer o que se vai a passar. *** Quando Teresa de Jesus exclamou: «Credo!», a mãe logo anteviu desgostos, e talvez infortúnios na família, por causa do casamento. Esquivou-se a esclarecer a filha, receando que ela lhe fugisse para o Convento das Claras, que a solicitavam a professar por intermédio do confessor. Como era rica e virtuosa, o convento, moral e materialmente, ganharia granjeando para os esponsais divinos uma noiva tão dotada das graças do Céu e do produto líquido dos curtumes. Comunicou ela ao marido os seus receios. Concordaram na inconveniência de lhe falarem outra vez no tio, posto que JoaquimPereira, compassando os algarismos com umas suaves palmadas na espádua roliça da esposa, dizia lugubremente: — Sessenta mil cruzados, Feliciana! — Deixa lá o dinheiro, com a breca! — redarguiu ela. — Amanha-lhe marido de que ela goste, ainda que seja pobre. — Pobre! Boa vai ela! Olha! — e mostrava-lhe o rebordo purulento da pálpebra do olho direito, arregaçando-a feiamente. — Pobre!… Não, que ele custou-me a ganhar! Quem a apanhar há de ter pelo menos tanto como ela. Ora essa!… São tantos a quererem-na como isto — e agrupava os dedos em forma de pinha, a mostrar as unhas escalavradas com petrificações de lixo e gordura. — Até fidalgos, percebes? Há-os por aí que se eu lhe desempenhasse as quintas… Então estás a ler, Feliciana! Casá-la com homem pobre! *** Alguns dias depois deu-se aquele encontro de Teresa de Jesus com o ourives Guilherme Nogueira, na casa da Colegiada.

Ela, do mesmo passo que ouvia as explicações do artista respetivas às peças do tesouro, maravilhava-se em si mesma da condescendência com que o escutava e, mais ainda, do prazer com que o via. Guilherme Nogueira tinha um aspeto simpaticamente doentio. Formara-se no ar impuro da oficina. O hábito do trabalho cerceava-lhe o deleite das horas de repouso. Passeava só e pesado de tédio porque se acostumara à soledade do seu quarto. Recolhia-se em si, com as suas meditações, para sentir-se viver nas quimeras do ideal na arte. Ninguém o compreenderia na sua esfera. Os seus pares no ofício eram apenas operários. Se soubessem que ele tinha ido a pé ver a epopeia petrificada do Mosteiro da Batalha, e se o ouvissem devanear coisas abstrusas a respeito de pedras rendilhadas por engenhosos pedreiros, a não o capitularem de tolo, pensariam tratá-lo indulgentemente chamando-lhe mágico. O pai não o entendia; mas inclinava-se-lhe sobre o ombro, com os olhos embaciados da alegria que chora, quando ele nos bordos de uma salva de prata lavrava os relevos dos paços de Afonso Henriques e a jornada de Egas Moniz, com a esposa e os filhos, oferecidos à vingança do monarca leonês. Tinha as tristezas do talento que se acha excluído das condições materiais do interesse. O pai via umequivalente a dinheiro nos lavores do filho; o artista, a sonhar as vagas ovações da glória, via emredor de si o riso desdenhoso da inveja e o estipêndio regateado do trabalho. Escondia-se para não ver passar às mãos de um frio possuidor de baixela a sua obra, que levava mais amor do seu coração que primores do escopro. Pungiam-lhe então o espírito violentas ambições de riqueza. Queria sagrar a sua arte esquivando-se à prostituição do dinheiro; fechar-se com as suas criações, fazê-las símbolos da sua vida obscura num mundo cheio de luz, espelhar na lâmina de ouro e prata a sua alma, rever-se nas suas obras quando baixasse ao poente da vida e legá-las para um alto espírito que uma vez encontrasse a procurar em vão ao vazio das alegrias humanas o trabalho como refúgio e as lágrimas ignoradas como consolação. Este era o homem triste que historiava em termos chãos a batalha de Aljubarrota ao curtidor, a propósito dos anjos de D. João I de Castela refundidos em castiçais pelo mestre de Avis. Joaquim Pereira escutava com espanto a narrativa e perguntava ao rapaz se ele não era filho do Luís Nogueira da Rua de Vale de Donas. Ao mesmo tempo examinava-lhe a limpeza do trajar, como notando a demasiada decência de um oficial de ourives, filho de outro que pouco tinha do seu. As oito tocheiras de prata com brasões deram margem a que o ourives explicasse que as armas eram dos Távoras e contasse o funesto destino destes fidalgos. O curtidor, sinceramente admirado e agradecido, disse-lhe que um homem com tantas memórias devia ser mestre-escola. — Vossemecê porque não arranja a meter-se frade? — perguntou-lhe o parente do curtidor. A isto respondeu logo Joaquim Pereira: — Não, que ele é preciso ter património. E o outro redarguiu: — Eu dizia que se fizesse frade de uns que chamam borras; não dizem missa, mas têm que trincar no refeitório. Guilherme olhava com amargura para estes homens, e não respondia.

Teresa de Jesus, fitando-o com a fixidez com que costumava contemplar os santos, parecia suplicar-lhe que desculpasse as bestialidades do autor dos seus dias. Os olhos deles encontraram-se, neste lance, pela terceira vez. O artista não sentiu umas estranhas comoções que todo o romancista costuma e deve mencionar quando o amor salta de repente ao peito de duas pessoas. Por via de regra, os olhos baixam-se e as faces tingem-se. Há sempre congestões nestas coisas. As exceções não são muitas; mas uma de que eu tenho notícia é este caso de Guimarães. Guilherme olhou para Teresa com a suave e serena contemplação do idealismo que transforma os seres palpáveis numa figuração abstrata. Os olhos negros e o rosto alvo e fino de Teresa enquadrou-os ele numas linhas que bosquejara a lápis quando acabara de ler a Cantata de Dido, de Garção. Era a malograda amante do ingrato troiano que ele queria esboçar, quando a misérrima Pelos paços reais vaga ululando e Cos fui-vos olhos ainda em vão procura O fugitivo Eneias. Os visitantes do tesouro da nossa Senhora da Oliveira retiraram-se, e Guilherme, daí a pouco, tinha copiado da alma para o papel duas feições fiéis do rosto de Teresa: os olhos e o mais incorpóreo deles — a doce melancolia com que o fitara no momento em que o seu pai lhe concedia habilitações para mestre-escola. Depois guardou o desenho e andou pelas igrejas a observar os tons das tintas, o colorido, a luz e a sombra das santas pintadas a óleo. Sentia-se menos só. Aquela imagem acompanhava-a como a estrela que vai connosco pela solidão da noite alta. Saía mais a miúdo por essas muralhas de verdura gigante que rodeiam a destemida aviltadora do condestável Duguesclin. Não ouvira até então as liras que rumorejam nas florestas; nem a franja de ouro do arrebol se erguia entremostrando-lhe o enigma da felicidade esclarecida por uma pouca de luz difusa dos olhos de uma mulher. E ela? *** Ela disse à mãe que, se o pai lhe falasse em casar com o tio Manuel do Porto, estava resolvida a ser freira. — Não casas, não, Teresa — assegurou-lhe a mãe. — Não te hão de faltar maridos à tua escolha; ponto é que escolhas com acerto e juízo. O teu pai o que não quer é que te cases com rapaz pobre. Olha lá,, menina, que te parece o filho da viúva Peixota? — Eu o arrenego! Eu só gosto de um homem neste mundo… — Bem sei. — Sabe? Então quem é? — É o Frei João de Santa Tecla; é o fradinho. — O meu confessor? — Pois então! Credo! A mãe está doida! Pois eu havia de amar o frade? Aquele velhinho! Jesus, que ideia tão disparatada! — Queria eu dizer que gostas dele porque é o teu diretor espiritual, não me entendes? Qual amor nem qual diabo! — Ah!, isso sim; mas vossemecê falava-me em casar… — Então quem é o homem com quem casarias, se te deixassem? — É um segredo que há de ir comigo à cova! Assim como assim, tanto faz amá-lo como não, porque é pobre; e então escuso de dizer quem é. Com outro é que eu não caso.

.

.

Baixar PDF

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Baixar Livros Grátis em PDF | Free Books PDF | PDF Kitap İndir | Telecharger Livre Gratuit PDF | PDF Kostenlose eBooks | Descargar Libros Gratis |