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ABC da Politica Portuguesa – Joao Pombeiro

A de abdominais, por exemplo, ou de abrir a torneira; de abstenção construtiva e de abstenção violenta; de adepto do Benfica e de Adiantado Mental; de africanista de Massamá e de aguadeiro; de ajustamento bonito e de Alfacinha; de alfarrobeira, de alguidar de lacraus e de alheira; de almofada e de Álvaro, só Álvaro; de ambulância, de anarquia mansa e de andar por aí; de anémona impressionável, de animal feroz e de animal político em vias de extinção; de anos de excitação, de aparelho, de apertar o cinto e de Apito Laranja; de aprendiz de feiticeiro, de ar condicionado à escuta e de arca de Noé; de armas em boas mãos, de arranjadinho e de um curioso artigo 69; de árvores que abanarão sem vento e de asfixia democrática; de Assuntos do Mar, de astrólogo e de austeridade; de aves de arribação caçadas no Breve Manifesto Anti-Portas em Português Suave e de um «àvondo d’arraboiça» em algarvio cerrado direitinho a António Guterres. Abdominais (port.) Exercício que «custa um bocadinho», obrigatório para um jogo de cintura mais saudável da economia portuguesa, sobretudo se conjugado com «cardio», «tónico» e «músculos», segundo a receita de Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, divulgada na primeira pessoa do singular durante a inauguração de um ginásio em Gurgaon, Nova Deli, Índia. [Público, 3 de Março de 2013]. Abrir a torneira (soar.) Promessa de melhores dias feita por um Bloco Central (v. Bloco Central) – coligação inédita e irrepetível entre PS (Mário Soares) e PSD (Carlos Mota Pinto) de curto prazo de validade (1983-1985) – apertado pelo cinto (v. Apertar o cinto) de Teresa Ter-Minassian, chefe da equipa de intervenção do Fundo Monetário Internacional em Portugal. [Expresso, 3 de Dezembro de 1983]. Abstenção construtiva (port.) Terceira via eufemística proposta por Paulo Portas, deputado e presidente do CDS-PP, para viabilizar, na oposição, o Orçamento do Estado de 2010, apresentado pelo governo de José Sócrates: «O que vou propor ao grupo parlamentar é uma abstenção construtiva.» [Diário de Notícias, 24 de Janeiro de 2010]. Abstenção violenta (seg.) Quarta via eufemística («violenta mas construtiva») proposta por António José Seguro, deputado e secretário-geral do PS, para viabilizar, na oposição, o Orçamento do Estado de 2012, apresentado pelo governo de coligação PSD/CDS-PP (Pedro Passos Coelho e Paulo Portas). [Público, 6 de Novembro de 2011]. Adepto do Benfica (gasp.) Invocação à flor da relva de um ministro das Finanças colapsado por previsões (v. Condições meteorológicas) e agruras futebolísticas; clemência solicitada por Vítor Gaspar para «semanas difíceis» provocadas, não pelo seu Excel (v. Teoria do Excel), sequer pelo «enorme aumento de impostos» decretado em Outubro de 2012, mas por uma trilogia ai-Jesus: «esta questão de [o Sport Lisboa e Benfica] perder sucessivamente por 2- 1, em alguns casos depois do tempo regulamentar, é de facto uma provação que merece toda a simpatia». [Diário de Notícias, 29 de Maio de 2013]. Adiantado Mental (alc.) Famosa alcunha de Jorge Braga de Macedo – ministro das Finanças (1991-1993) da segunda maioria absoluta de Aníbal Cavaco Silva – fixada por Paulo Portas, director de O Independente, em editorial; político com capacidade para vislumbrar um oásis em Portugal (v. Oásis). Africanista de Massamá (alc.) Duas palavras que Luís Pita Ameixa, deputado socialista, se lembrou de «colar» a Pedro Passos Coelho, recorrendo à biografia (infância emAngola) e ao local de residência (Massamá) do presidente do PSD, que se proclamava «o mais africano de todos os candidatos» nas eleições legislativas de 2011: «Esse africanista de Massamá tem de demonstrar se tem unhas para tocar a guitarra do país ou se não as tem.


» [Luís Pita Ameixa, Expresso, 21 de Maio de 2011]; gesto de solidariedade de Fernando Nobre, cabeça de lista do PSD no círculo de Lisboa, traduzido num pastiche do discurso de John F. Kennedy em Berlim (1963): «Faço questão de dizer aqui em Massamá que eu, como todos os portugueses, somos africanistas de Massamá.» [Público, 22 de Maio de 2011]. Aguadeiro (menez.) Político a meter água por todo o lado tentando apagar os incêndios que ameaçam o interior da laranja (v. Onda laranja); Miguel Relvas, «aguadeiro que vai a todas» como secretário-geral do PSD, na opinião do colega de partido Luís Filipe Menezes. [Diário de Notícias, 9 de Novembro de 2004]. Aguentar (aust.) Resposta pavloviana a tempos de crise; equilibrismo sem rede que deve seguir, no limite, o exemplo dos sem-abrigo; remake de Fernando Ulrich, presidente do Banco Português de Investimento (BPI): «Se Portugal aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta!» [Público, 30 de Outubro de 2012]; «Se os sem-abrigo aguentam, porque é que nós não aguentamos?» [Jornal de Notícias, 31 de Janeiro de 2013]. Ajustamento bonito (gasp.) Visão que o ministro das Finanças Vítor Gaspar tem a partir de Bruxelas: «Fazendo representações similares para outros países sob programas, vemos padrões similares, mas como podem imaginar é muito mais bonito quando se olha para o ajustamento de Portugal.» [Dinheiro Vivo, 7 de Maio de 2013]; eufemismo de «muito para lá da troika» (v. Programa de ajustamento). Alfacinha (marc.) Título do jornal de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa durante a corrida à presidência da Câmara Municipal de Lisboa em 1989 (v. Mergulho); concorrente directo de O Corvo (Jorge Sampaio) e de um prometido Acordo Secreto comunista. [O Independente, 13 de Outubro de 1989]. Alfarrobeira (felix.) Árvore que mais se assemelha ao presidente da República Aníbal Cavaco Silva, resultado de um desafio feito a António Bagão Félix («se fosse uma árvore, Cavaco Silva seria …», SIC Notícias, 14 de Abril de 2013), antigo ministro da Segurança Social e das Finanças, botânico amador e autor do livro Trinta Árvores em Discurso Directo. Sou xerófita, isto é, suporto bem as secas, o que me torna uma árvore preciosa nos tempos de penúria agrícola e pastoril. Como me apresento? A minha copa é frondosa, tendencialmente esférica, compacta, de ramagens fartas e algo pendentes, com folhas persistentes e glabras e suportada por um tronco irregular, cinzento e espesso. Excerto do texto sobre a alfarrobeira em Trinta Árvores em Discurso Directo (Sextante, 2013). Alguidar de lacraus (zool.) Espaço delimitado por José Luís Nogueira de Brito, «histórico» centrista, onde conviviam Manuel Monteiro, presidente do CDS-PP, e Paulo Portas, recém-eleito deputado, num ano (1996) dividido por dois congressos (o XIV e o XV) e comdireito a pausa para café (v. Café).

Alheira (alegr.) Vértice de uma trilogia gastronómica utilizada por Manuel Alegre para encher os eleitores de orgulho patriótico; porta-bandeira eleitoral do candidato apoiado por PS e Bloco de Esquerda no segundo round presidencial com Aníbal Cavaco Silva (2011); fumeiro contra a adaptação «acrítica de tudo aquilo que vem de Bruxelas»; «Acho que devemos saber defender o nosso queijo da serra, o nosso chouriço, a nossa alheira.» [TVI, 11 de Janeiro de 2011]. Allgarve (slog.) Marca de «valorização turística» lançada em 2007 pelo ministro da Economia Manuel Pinho, com validade política até 2012; iniciativa merecedora de um sonoro protesto de José Mendes Bota (v. Burocrata do sonho), presidente do PSD-Algarve, exigindo a queda de um dos «l»: «Proceder a esta alteração só poderá servir para destruir um brand name que, a par do vinho do Porto, é dos poucos de que Portugal se pode orgulhar à escala mundial.»; região de origem dos «all-garvios». [Público, 17 de Março de 2007]. Almofada (táct.) Saco cheio de uma substância macia onde políticos se encostam para descansar à sombra do Orçamento do Estado (OE); folga que costuma dar milhões; margem de manobra nas contas públicas; argumento de confronto entre governos e partidos de oposição, o mais recente com dois antigos jotas (v. Jotas) ao barulho – António José Seguro, secretáriogeral e deputado do PS, e Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro: «Este OE, senhor deputado, não tem almofadas.» [Expresso, 12 de Novembro de 2011]. Alqueva (geog.) Aldeia do concelho de Portel, com pouco mais de trezentos habitantes, conhecida por ter a maior criação de avestruzes em Portugal; barragem que durante décadas (desde a aprovação do projecto, em 1975, até aos primeiros anos do século XXI) foi expoente da política-avestruz (meter a cabeça na areia e esperar que passe); água por todos os lados no Alentejo. Alternativa Democrática (táct.) Tentativa de casamento político entre Marcelo Rebelo de Sousa, presidente do PSD, e Paulo Portas, líder do CDS-PP, após uma traição com laivos culinários (v. Vichyssoise); reconciliação anunciada em 1998 e bruscamente interrompida em1999; «cerimónia na qual duas pessoas passam a ser uma, uma passa a ser nada e nada passa a ser sustentável» (def. casamento, Ambrose Bierce, Dicionário do Diabo, Tinta-da-china, 2006). Álvaro (alvar.) Nome pelo qual o ministro da Economia e do Coiso (v. Coiso), escolhido em2011 por Pedro Passos Coelho, preferia ser tratado pelos jornalistas. Prefiro que me chamem sempre Álvaro, porque há uma coisa lá de fora que eu gosto. Quando cheguei a Inglaterra pela primeira vez, em vez de chamarem senhor professor a um professor catedrático que era meu orientador, chamavam-lhe Mark, e eu, a partir daí, achei que era muito bom e gosto bastante. Prefiro que me chamem Álvaro do que me chamem ministro. Álvaro Santos Pereira, Expresso, 25 de Junho de 2011 Ambulância (socrat.

) Governo de Pedro Santana Lopes, demitido em Belém por Jorge Sampaio, a «caminho do hospital para ser reparado», segundo José Sócrates, secretário-geral do PS [Público, 20 de Dezembro de 2004]; rodagem final de má moeda (v. Má moeda); episódio prioritário num longo duelo de Marretas (v. Marretas). Anarquia mansa (corr.) Sistema político em «português suave», definido por Vasco Pulido Valente (v. Picareta falante), dias antes do pântano guterrista (v. Pântano). [Diário de Notícias, 30 de Novembro de 2001]. Andar por aí (sant.) Passos vigilantes de Pedro Santana Lopes, o «gato de sete fôlegos» (imagem felina da responsabilidade do deputado social-democrata José Raul dos Santos) derrotado nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005: «Não vou estar por aqui, mas vou andar por aí.» [Diário de Notícias, 9 de Abril de 2005]. Anéis (aust.) Argolada em tempos de tanga (v. Tanga) denunciada por António de Sousa Franco, antigo ministro das Finanças (em 1979 e 1995-1999) e cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu: «Vendemos os anéis, já estamos a cortar os dedos, e qualquer dia nem tanga temos.» [Grande Reportagem, cit. Antena 1, 1 de Maio de 2004]. Anémona impressionável (soar.) Espécie zoológica ou botânica que vive no pólo oposto de Mário Soares («não sou uma anémona impressionável»), político «resistente» e de «couraça sólida», à prova de «críticas» ou de «um simples desaire eleitoral»: terceiro lugar nas presidenciais de 2006, atrás dos seus conhecidos de longa data, Aníbal Cavaco Silva e Manuel Alegre. [Diário de Notícias, 31 de Agosto de 2006]. Animal feroz (socrat.) Classificação de um ser político dotado de «feitio pouco dado ao compromisso»; tendência que sucede a anos de «diálogo» (v. Diálogo); José Sócrates, secretário-geral do PS, enfrentando-se ao espelho por entre citações de Miguel Torga, JeanPaul Sartre, Erich Maria Remarque, Fernando Pessoa, Eduard Bernstein, Federico Fellini, Voltaire, Karl Popper e Vinicius de Moraes. [Única, 24 de Julho de 2004]. Animal político em vias de extinção (menez.) Auto-retrato de Luís Filipe Menezes, dinossauro autárquico de Gaia (1997, 2001, 2005, 2009) com vontade de dar o salto para a outra margem do Douro (v.

Porto); «Se me deixar caracterizar, continuo a ser, quer do ponto de vista ideológico quer do ponto de vista idiossincrático, um social-democrata nórdico dos anos 60.» [Diário de Notícias, 21 de Abril de 2013]. Anos de excitação (ferreir.) Euforia manifestada por Joaquim Ferreira do Amaral, ministro das Obras Públicas, na inauguração da Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), vinte dias antes das eleições legislativas de 1995; retrato feito pelo «Duarte Pacheco deste fim de século» (v. Duarte Pacheco II) ao cair do pano da segunda maioria absoluta de Aníbal Cavaco Silva (1991-1995): «Ninguém se esquecerá destes anos de excitação.» [Público, 10 de Setembro de 1995]. Aparelho partidário (menez.) Universidade obrigatória para um político alcançar os «lugares de governação» com equivalências a «capacidade de comunicação» e «características de liderança». O governo de Guterres tinha como porta-estandartes um naipe independente tecnicamente intocável, «filhos» dos Estados Gerais. Paradoxalmente, foi por eles que começou a ruir o edifício socialista. Logo nos primeiros meses foram imolados, como cordeiros, os ícones da renovação tecnocrática: Daniel Bessa, Augusto Mateus, Maria João Rodrigues. […] Depois, foram Jorge Coelho, Ferro ou Jaime Gama, homens do « aparelho», que fizeram o «guterrismo» sobreviver até 2002. […] Com o governo de Durão Barroso, as asneiras têm origem nos ditos «competentes tecnicamente» e as soluções nos famigerados homens do «aparelho». Onde estaria já o executivo sem ministros como Marques Mendes e Morais Sarmento e secretários de Estado como Miguel Relvas, Miguel Macedo, Hermínio Loureiro, Jorge Costa ou José Eduardo Martins. Mais uma vez, o «aparelho», em estado puro, aparece como salvador da Pátria. […] Hoje, os lugares de governação exigem capacidade de comunicação e características de liderança, predicados que só se adquirem e exercitam na «universidade» dos aparelhos partidários. Excerto de « O Aparelho» , artigo de Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia. [Correio da Manhã, 5 de Fevereiro de 2004]. Apertar o cinto (aust.) Dieta política SOS com prescrição financeira entregue em mão pelo Fundo Monetário Internacional (v. Troika) nos anos de 1977, 1983 e 2011. Apito Laranja (doc.) Título com reflexos dourados de uma lista candidata ao Conselho Nacional do PSD (XXV Congresso, Oliveira de Azeméis, Maio de 2004), promovida por José Alberto Pereira Coelho (conhecido no meandro laranja por Zé Beto). [Sábado, 28 de Maio de 2004]. Aprendiz de feiticeiro (lob.

) Político que acaba com a peça de teatro (v. Peça de teatro) encenada por um «animal feroz», depois de duas voltas de tango (v. Tango); Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, na definição de António Lobo Xavier, «histórico» do CDS-PP: «Aprendiz de feiticeiro, isto é, alguém que desejou tanto o memorando que agora não consegue controlar os seus efeitos, sobretudo na economia portuguesa.» [Visão, 6 de Junho de 2013]. Ar condicionado (tecnol.) Aparelho produzido na Fábrica Nacional de Ar Condicionado (FNAC) e alegadamente utilizado pelo PCP para espiar, nos anos 1980, «tudo o que era ministério, em sítios nevrálgicos e em órgãos de poder»; teoria de Zita Seabra, ex-dirigente comunista e militante do PSD, prontamente negada pelo PCP e por Alexandre Alves, empresário da FNAC. [SIC Notícias, 9 de Agosto de 2012]. Eu não posso afirmar que tive conhecimento de que estava um microfone em qualquer ar condicionado. [No entanto], era muito frequente brincar-se dizendo: em que gabinete está aquele ar condicionado? Zita Seabra Arco de governação (geom.) Segmento da curva parlamentar com perfume de poder. Arca de Noé (pir.) Embarcação conduzida para o dilúvio por Mário Soares e Carlos Mota Pinto (v. Bloco Central); «A coligação PS/PSD pode ser vista como um produto da crise e como uma coligação defensiva. Como uma espécie de arca de Noé socialista/socialdemocrata», palavras de Francisco Lucas Pires, presidente do CDS. [O Jornal, 22 de Julho de 1983]. Armas em boas mãos (otel.) Arsenal de fogo ideológico composto por dez mil espingardas automáticas G3, desviadas do depósito de material de guerra de Beirolas e entregues a «trabalhadores revolucionários […], operários e camponeses indubitavelmente interessados no processo revolucionário» (cit. capitão Álvaro Fernandes); satisfação à prova de bala de Otelo Saraiva de Carvalho, comandante do Comando Operacional do Continente (Copcon): «Sei pelo menos que as armas se encontram à esquerda e isso é uma satisfação muito grande. Se elas se encontrassem à direita, é que era perigoso. Como se encontram à esquerda, para mim estão emboas mãos.» [Diário Popular, 26 de Setembro de 1975]. Arranjadinho (socrat.) Fórmula indumentária seguida por José Sócrates, candidato a primeiro-ministro, para maior eficácia televisiva junto das empregadas domésticas: «Ele [Edson Athayde] disse a Guterres para ir arranjadinho, porque as empregadas domésticas gostam disso. É isso que faço, limito-me a aparecer arranjadinho.» [Público, 13 de Março de 2004].

Artigo 69 (i.p.) Artigo do regulamento da Assembleia da República (A.R.) que determina a suspensão temporária dos trabalhos parlamentares quando há agitação desmesurada nas galerias; «curioso número…», classificação de João Bosco Mota Amaral, presidente da A.R. [Público, 13 de Julho de 2002]. Árvores que abanarão sem vento (poes.) Milagre da natureza apenas possível quando dois Antónios (Costa/Seguro) se defrontarem, à séria, pela liderança do PS; duelo previsto pelo socialista Ricardo Gonçalves numa madrugada passada no Largo do Rato: «O momento em que as árvores abanarão sem vento e as pedras da calçada saltarão.» [Expresso, 2 de Fevereiro de 2013].

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