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Absolutamente Morto – Sookie Stackhouse – Vol.5 – Charlaine Harris

EU SABIA QUE meu irmão se transformaria em um leopardo antes dele. Enquanto eu dirigia para o remoto cruzamento de ruas da comunidade de Hotshot, meu irmão olhava o pôr do sol emsilêncio. Jason estava vestido em roupas velhas, e tinha uma sacola plástica do Wal-Mart contendo umas poucas coisas de que poderia precisar – escova de dente, roupa íntima limpa. Ele se encurvou dentro de sua volumosa jaqueta camuflada, olhando diretamente para frente. Seu rosto estava tenso com a necessidade de controlar seu medo e seu excitamento. “Você colocou seu telefone celular no seu bolso?” Eu perguntei, sabendo que já tinha perguntado a ele assim que as palavras saíram da minha boca. Mas Jason só assentiu com a cabeça ao invés de responder bruscamente para mim. Ainda era de tarde, mas no fim de janeiro o anoitecer vem cedo. Hoje à noite seria a primeira lua cheia do ano novo. Quando eu parei o carro, Jason se virou para me olhar, e mesmo na indistinta luz vi a mudança em seus olhos. Eles não eram mais azuis como os meus. Eles eram amarelados. O formato deles tinha mudado. “Meu rosto parece engraçado,” ele disse. Mas ele ainda não tinha juntado dois mais dois. A minúscula Hotshot estava silenciosa e tranquila na luz decrescente. Um vento frio estava soprando através dos campos desnudos, e os pinheiros e carvalhos estavam tremulando nas rajadas do ar gelado. Somente um homem estava visível. Ele estava parado de pé do lado de fora de uma das pequenas casas, aquela que fora pintada recentemente. Os olhos desse homem estavam fechados, e seu rosto barbudo estava erguido para o céu escurecendo. Calvin Norris esperou até que Jason tivesse saído pela porta de passageiro do meu antigo Chevrolet Nova antes que ele caminhasse para o outro lado e se curvasse sobre a minha janela. Eu a abaixei. Seus olhos verde-dourados eram tão impressionantes quanto eu lembrava, e o resto dele era simplesmente tão comum quanto. Sólido, meio grisalho, vigoroso, ele parecia com uma centena de outros homens que eu tinha visto no Merlotte’s, exceto por estes olhos. “Eu vou cuidar bem dele,” Calvin Norris disse.


Atrás dele, Jason estava de pé com suas costas voltadas para mim. O ar em volta de meu irmão tinha uma qualidade peculiar; parecia estar vibrando. Nada disso era culpa de Calvin Norris. Ele não tinha mordido meu irmão e o mudado para sempre. Calvin, um lobis-leopardo, tinha nascido o que ele era; era sua natureza. Eu me obriguei a dizer: “Obrigada.” “Eu vou levá-lo para casa pela manhã.” “Para minha casa, por favor. Sua caminhonete está na minha casa.” “Tudo bem, então. Tenha uma boa noite.” Ele levantou seu rosto para o vento novamente, e eu senti que toda a comunidade estava esperando, atrás de suas janelas e portas, pela minha saída. Assim eu sai. Jason bateu em minha porta as sete da manhã seguinte. Ele ainda tinha sua pequena sacola do Wal-Mart, mas ele não tinha usado nada dela. Seu rosto estava contundido, e suas mãos estavam cobertas com arranhões. Ele não disse uma palavra. Ele só me encarou quando eu perguntei a ele como ele estava, e caminhou para longe de mim através da sala de estar e do corredor. Ele fechou a porta do banheiro do corredor com um clique decidido. Eu ouvi a água correndo depois de umsegundo, e suspirei comigo mesma de um jeito exausto. Apesar de eu ter ido trabalhar e voltar para casa cansada por volta das duas da manhã, eu não tinha conseguido dormir muito. No momento em que Jason surgiu, eu tinha preparado para ele um pouco de ovos com bacon. Ele se sentou na velha mesa da cozinha com um ar de satisfação: um homem fazendo uma coisa familiar e prazerosa. Mas depois de um segundo encarando o prato, ele levantou em um salto e correu de volta para dentro do banheiro, chutando a porta para fechá-la atrás dele. Eu o ouvi vomitar, repetidamente.

Eu fiquei de pé do lado de fora da porta indefesa, sabendo que ele não iria querer que eu entrasse. Depois de um momento, voltei para a cozinha para jogar a comida fora na lata de lixo, envergonhada do desperdício, mas absolutamente incapaz de me obrigar a comer. Quando Jason retornou, ele disse somente, “Café?” Ele parecia nauseado, e caminhou como se estivesse doído. “Você está bem?” Perguntei, incerta se ele seria capaz de responder ou não. Eu despejei o café dentro de uma caneca. “Sim,” ele disse depois de um momento, como se tivesse tido que pensar sobre isso. “Esta foi a experiência mais extraordinária da minha vida.” Por um segundo, pensei que ele queria dizer vomitar em meu banheiro, mas esta com certeza não era uma experiência nova para Jason. Ele tinha sido um belo bêbum em sua adolescência, até que ele compreendeu que não havia nada de glamoroso ou atraente em estar pendurado sobre um vaso sanitário, botando suas tripas para fora. “Transformar-se,” eu disse hesitantemente. Ele assentiu, embalando a caneca de café em suas mãos. Ele manteve seu rosto sobre o vapor ascendente vindo do líquido escuro quente e forte. Ele encontrou meus olhos. Os seus estavam de novo em seu azul normal. “É a ‘viagem’ mais inacreditável,” ele disse. “Já que eu fui mordido, não nascido, eu não sou um leopardo de verdade como os outros.” Eu podia ouvir inveja em sua voz. “Mas mesmo o que eu me tornei é incrível. Você sente a mágica dentro de você, e você sente seus ossos se movendo e se adaptando, e sua visão muda. Então você está abaixado e você anda de um modo todo diferente, e quanto a correr, maldição, você pode correr. Você pode caçar…” E sua voz se extinguiu. Eu preferia não saber daquela parte, de qualquer jeito. “Então não é tão ruim?” Eu perguntei, minhas mãos entrelaçadas. Jason era toda a família que eu tinha, exceto por uma prima que tinha sido arrastada para dentro do submundo das drogas, anos antes. “Não é tão ruim,” Jason concordou, conseguindo com muito esforço um sorriso para me dar.

“É ótimo enquanto você é realmente o animal. Tudo é tão simples. É quando você volta a ser humano que você começa a se preocupar com as coisas.” Ele não estava suicida. Ele não estava nem mesmo desanimado. Eu não estava ciente de que eu estava segurando meu fôlego até eu deixá-lo sair. Jason seria capaz de se virar com o jogo que tinha recebido. Ele iria ficar bem. O alívio foi incrível, como se eu tivesse removido alguma coisa apertada dolorosamente entre meus dentes ou retirado uma pedra afiada do meu sapato. Por dias, mesmo semanas, eu tinha estado preocupada, e agora aquela ansiedade tinha terminado. Isto não significava que a vida de Jason como um metamorfo seria livre de preocupações, pelo menos do meu ponto de vista. Se ele casasse com uma mulher humana normal, seus filhos seriamnormais. Mas se ele casasse com alguém da comunidade metamorfa em Hotshot, eu teria sobrinhas ou sobrinhos que se transformariam em animais uma vez ao mês. Pelo menos, eles se transformariamdepois da puberdade; isto daria a eles, e a sua tia Sook, algum tempo de preparação. Felizmente para Jason, ele tinha vários dias de férias, então ele não estava em dívida no departamento de estradas do município. Mas eu tinha que trabalhar à noite. Tão logo Jason saiu emsua caminhonete espalhafatosa, eu engatinhei de volta para a cama, com jeans e tudo, e por volta de cinco minutos eu rapidamente estava adormecida. O alívio agiu como um tipo de sedativo. Quando eu acordei, eram quase três horas e hora de eu ficar pronta para meu turno no Merlotte’s. O sol lá fora estava brilhante e claro, e a temperatura era 11°C, dizia meu termômetro interno-externo. Isto não era tão incomum no norte da Louisiana em janeiro. A temperatura caia depois que o sol sumisse, e Jason iria se transformar. Mas ele teria um pouco de pele – não uma cobertura total, visto que ele virava metade-homem, metadefelino – e estaria com outros leopardos. Eles iriam caçar. Os bosques em volta de Hotshot, que se estendem em um canto remoto de Renard Parish, seriam perigosos novamente à noite.

Enquanto eu ia de um lado para outro comendo, tomando banho, dobrando roupas lavadas, pensei em uma dúzia de coisas que eu queria saber. Me perguntei se os metamorfos matariam um ser humano se eles encontrassem um nos bosques. Me perguntei quanto de suas consciências humanas eles retinham em suas formas animais. Se eles se acasalassem na forma de leopardo, eles teriam umgatinho ou um bebê? O que acontecia quando uma lobis-leoparda grávida via a lua cheia? Quis saber se Jason já sabia a resposta para todas estas questões, se Calvin tinha dado a ele algum tipo de instrução. Mas eu estava feliz por não ter perguntado a Jason esta manhã enquanto tudo era ainda tão novo para ele. Eu teria um monte de chances de perguntar a ele depois. Pela primeira vez desde o dia de ano novo, eu estava pensando sobre o futuro. O símbolo da lua cheia em meu calendário não mais parecia ser um período marcando o fim de alguma coisa, mas apenas outro modo de contar o tempo. Enquanto eu vestia meu uniforme de garçonete (calças pretas e uma camiseta branca com decote canoa e tênis Reebok preto), me senti quase tonta de alegria. Para variar, eu deixei meu cabelo solto ao invés de amarrá-lo em um rabo de cavalo. Eu coloquei uns brincos de bolinha vermelha brilhantes e combinei meu batom com a cor. Um pouco de maquiagem nos olhos e blush, e eu estava pronta para sair. Eu tinha estacionado na parte de trás da casa ontem à noite, e chequei a varanda traseira cuidadosamente para ter certeza que não tinha nenhum vampiro à espreita antes que eu entrasse e trancasse a porta dos fundos. Eu tinha sido surpreendida antes, e este não era um sentimento agradável. Embora mal tivesse escurecido, poderia ter alguns que acordaram cedo por ali. Provavelmente a última coisa que os japoneses tinham esperado quando desenvolveram o sangue sintético era que esta disponibilidade traria os vampiros do mundo das lendas para a realidade. Os japoneses só estavam tentando ganhar alguns dólares vendendo o sangue sintético como substituto para empresas de ambulância e hospitais de pronto-socorro. Ao invés disso, a maneira que nós víamos o mundo tinha mudado para sempre. Falando em vampiros (mesmo que somente para mim mesma), eu imaginava se Bill Compton estava em casa. Vampiro Bill tinha sido meu primeiro amor, e ele morava perto de mim, exatamente do outro lado do cemitério. Nossas casas ficavam em uma estrada municipal fora da pequena cidade de Bon Temps e ao sul do bar onde eu trabalhava. Ultimamente, Bill viajava muito. Eu só descobria que ele estava em casa se por acaso ele vinha ao Merlotte’s, o que ele fazia de vez em quando para se misturar com os nativos e tomar um pouco de O-positivo quente. Ele preferia TrueBlood, o mais caro sangue sintético japonês. Ele tinha me dito que isto quase satisfazia completamente seus desejos por sangue fresco da fonte.

Desde que eu tinha testemunhado Bill tendo um ataque de sede de sangue, eu só podia agradecer a Deus pelo TrueBlood. Algumas vezes eu sentia terrivelmente a falta de Bill. Me dei uma sacudida mental. Saindo de uma depressão, que tinha sido o tema do dia. Sem mais preocupações! Sem mais medo! Livre e com vinte e seis anos! Trabalhando! Casa paga! Dinheiro no banco! Estas coisas todas eram boas, positivas. O estacionamento estava cheio quando cheguei ao bar. Eu podia ver que estaria ocupada hoje à noite. Dirigi dando a volta por trás para a entrada de empregados. Sam Merlotte, proprietário do bar e meu chefe, morava lá atrás em um trailer muito agradável que tinha até mesmo um pequeno jardimcercado por uma cerca viva, o equivalente a uma cerca branca de madeira para Sam. Tranquei meu carro e cheguei à porta de empregados de trás, a qual abria para um corredor onde ficavam os banheiros masculino e feminino, um depósito grande, e o escritório de Sam. Guardei minha bolsa e casaco numa gaveta vazia no balcão, ergui minhas meias vermelhas, sacudi minha cabeça para ajeitar meu cabelo, e passei pela entrada (esta porta estava quase sempre só encostada) que levava para o grande recinto do bar/restaurante. Não que a cozinha produzisse nada alémdas coisas mais básicas: hambúrgueres, tiras de frango, batatas fritas e anéis de cebola, saladas no verão e chili no inverno. Sam era o barman, o segurança, e de vez em quando o cozinheiro, mas ultimamente nós tínhamos tido sorte em conseguir preencher nossas posições: as alergias periódicas de Sam vieram com força total, o deixando em condições nada apropriadas para lidar com comida. A nova cozinheira tinha aparecido em resposta ao anúncio de Sam logo na semana anterior. Cozinheiros não pareciam durar muito no Merlotte’s, mas eu tinha esperanças de que Sweetie Des Arts fosse ficar por aqui algum tempo. Ela aparecia na hora, fazia seu trabalho bem, e nunca deu ao resto da equipe qualquer problema. Realmente, isto era tudo que você podia pedir. Nosso último cozinheiro, um cara, tinha dado a minha amiga Arlene um monte de esperança de que ele era o cara certo – neste caso, ele teria sido o quarto ou quinto “cara certo” dela – antes dele ter fugido durante a noite com a prataria dela e garfos e um aparelho de CD. Os filhos dela tinham ficado devastados; não porque eles amassem o cara, mas porque eles sentiam falta do aparelho de CD deles. Caminhei em direção a uma cortina de barulho e fumaça de cigarro que fez parecer como se eu estivesse entrando em outro universo. Todos os fumantes sentam do lado oeste da sala, mas a fumaça parecia não saber que devia ficar lá. Coloquei um sorriso no meu rosto e fui atrás do balcão para dar um tapinha no braço do Sam. Depois de encher com habilidade um copo com cerveja e deslizá-lo para um cliente, ele colocou outro copo embaixo da torneira e começou o processo todo de novo. “Como estão as coisas?” Sam perguntou cuidadosamente. Ele sabia tudo sobre os problemas de Jason, já que ele tinha estado comigo na noite em que eu tinha achado Jason sendo mantido prisioneiro em um armazém de ferramentas em Hotshot.

Mas nós tínhamos que ser indiretos emnossas conversas; vampiros tinham vindo a público, mas metamorfos e Lobis ainda estavam ocultos em segredo. O mundo secreto de seres sobrenaturais estava esperando para ver se os vampiros se dariam bem antes de seguirem o exemplo deles de virem a público. “Melhor do que eu esperava.” Eu olhei para cima sorrindo em sua direção, embora não tão acima, já que Sam não é um homemgrande. Sua constituição é magra, mas ele é mais forte do que parece. Sam está em seus trinta – pelo menos, eu penso que ele está – e tem um cabelo louro avermelhado que ilumina ao redor de sua cabeça. Ele é um bom homem, e um grande chefe. Ele também é um metamorfo, então ele pode se transformar em qualquer animal. Mais frequentemente, Sam se transforma em um collie muito fofo com um pelo brilhante. Algumas vezes ele vem para a minha casa e eu o deixo dormir no tapete na sala de estar. “Ele vai ficar bem.” “Eu fico contente,” ele disse. Eu não posso ler mentes de metamorfos tão facilmente quanto eu leio mentes de humanos, mas eu posso dizer se um humor é verdadeiro ou não. Sam estava feliz porque eu estava feliz. “Quando você vai sair?” Eu perguntei. Ele tinha aquele olhar distante em seus olhos, o olhar que diz que ele estava mentalmente correndo através dos bosques, caçando gambás. “Assim que Terry chegar aqui.” Ele sorriu para mim de novo, mas desta vez o sorriso era um pouco tenso. Sam estava ficando inquieto. A porta para a cozinha ficava bem do lado de fora da área do bar na ponta oeste, e eu enfiei minha cabeça na porta para dizer olá para Sweetie. Sweetie era ossuda e morena e quarentona, e ela usava muita maquiagem para alguém que ficava fora das vistas, na cozinha, durante a noite toda. Ela também parecia um pouco mais astura, talvez melhor educada, do que qualquer um dos cozinheiros temporários anteriores do Merlotte’s. “Você está bem, Sookie?” Ela perguntou, virando um hambúrguer enquanto falava. Sweetie ficava em movimento constante na cozinha, e ela não gostava de ninguém atrapalhando seu caminho. O adolescente que a ajudava e limpava mesas ficava aterrorizado com Sweetie, e ele tomava cuidado para esquivar-se dela enquanto ela se movia da chapa para a frigideira.

Este garoto adolescente recebia os pratos prontos, fazias as saladas, e ia para a janela para dizer as garçonetes qual pedido estava saindo. Fora, no salão, Holly Cleary e sua melhor amiga, Danielle, estavamtrabalhando duro. Elas duas pareceram aliviadas quando me viram entrar. Danielle atendia a seção de fumantes do lado esquerdo, Holly normalmente atendia a área do meio em frente ao balcão, e eu atendia o lado direito quando nós três estávamos de serviço. “Está parecendo que é melhor eu me mexer,” eu disse a Sweetie. Ela me deu um rápido sorriso e se virou de volta para a chapa. O adolescente assustado, cujo nome eu ainda tinha que aprender, me deu um aceno abaixando a cabeça e voltou a encher a máquina de lavar louça. Desejei que Sam tivesse me chamado antes das coisas terem ficado tão movimentadas; eu não teria me incomodado em vir um pouco mais cedo. Claro, ele não era exatamente ele mesmo esta noite. Comecei checando as mesas na minha seção, pegando drinques frescos e recolhendo cestos de comida, coletando dinheiro e trazendo troco. “Garçonete! Me traga um Red Stuff!” A voz não era familiar, e o pedido era incomum. Red Stuff era o sangue artificial mais barato, e somente os vampiros mais novos não prefeririam morrer a pedir aquilo. Peguei uma garrafa do refrigerador transparente e coloquei no micro-ondas. Enquanto aquecia, fiz uma varredura pela multidão em busca do vampiro. Ele estava sentado com minha amiga Tara Thornton. Eu nunca o tinha visto antes, o que era preocupante. Tara esteve namorando um vampiro antigo (muito antigo: Franklin Mott era mais velho do que Tara em anos humanos antes dele morrer, e ele vinha sendo um vampiro por mais de trezentos anos), e ele tinha dado a ela presentes luxuosos – como umCamaro. O que ela estava fazendo com este cara novo? Pelo menos Franklin tinha boas maneiras. Coloquei a garrafa aquecida em uma bandeja e levei-a para o casal. A iluminação no Merlotte’s à noite não era particularmente brilhante, que é como os clientes preferem, e foi só quando eu cheguei bem perto que pude avaliar a companhia de Tara. Ele era magro e de ombros estreitos, com o cabelo escovado para trás. Ele tinha unhas longas e um rosto astuto. Supus que, de certo modo, ele era atraente – se você gosta de uma dose generosa de perigo no sexo. Coloquei a garrafa posicionada em frente a ele e dei uma olhada duvidosa em Tara. Ela parecia incrível, como sempre.

Tara é alta, magra, de cabelo escuro, e tinha um guardaroupa com peças maravilhosas. Ela tinha superado uma infância verdadeiramente horrível para ter seu próprio negócio, e atualmente, estava associada à câmara de comércio. Então ela começou a sair com o vampiro rico, Franklin Mott, e parou de compartilhar sua vida comigo. “Sookie,” ela disse, “Eu quero que você conheça o amigo de Franklin, Mickey.” Ela não soou como se ela quisesse que nós nos conhecêssemos. Ela soou como se desejasse que eu nunca tivesse vindo até aqui com a bebida de Mickey. Seu próprio copo estava quase vazio, mas ela disse, “Não,” quando perguntei a ela se estava pronta para outro. Troquei um aceno de cabeça com o vampiro; eles não apertam as mãos, não normalmente. Ele estava olhando para mim enquanto tomava um gole da garrafa de sangue, seus olhos tão frios e hostis quanto os de uma cobra. Se ele era um amigo do ultrarrefinado Franklin, eu era uma bolsa de seda. Um capataz, mais parecia. Talvez um guarda-costas? Por que Franklin daria a Tara um guardacostas? Ela obviamente não iria falar abertamente em frente dessa pessoa nojenta, então eu disse, “Vejo você depois,” e peguei o dinheiro de Mickey para a caixa registradora. Estive ocupada por toda a noite, mas nos momentos livres que tive, pensei no meu irmão. Pela segunda noite, ele estava fora, saltitando sob a lua com as outras criaturas. Sam tinha saído como uma bala no momento em que Terry Bellefleur chegou, embora sua lixeira do escritório estivesse cheia de lenços de papel amarrotados. Sua face tinha estado tensa com a expectativa. Esta era uma daquelas noites que me fazia imaginar como os humanos à minha volta podiam ser tão desatentos com o outro mundo operando diretamente junto ao nosso. Somente falta de conhecimento proposital poderia ignorar a carga de magia no ar. Somente uma carência grupal de imaginação poderia tornar compreensível que as pessoas não se perguntassem sobre o que ocorria na escuridão ao redor deles. Mas não há muito tempo atrás, lembrei a mim mesma, eu tinha sido tão deliberadamente cega quanto qualquer um da multidão no Merlotte’s. Mesmo quando os vampiros tinham feito o anúncio mundial cuidadosamente coordenado de que sua existência era fato, poucas autoridades ou cidadãos pareceram pegar o próximo passo mental: Se vampiros existem, o que mais pode estar espreitando exatamente ali no final da luz? Sem curiosidade, comecei a mergulhar dentro dos cérebros ao meu redor, verificando para ver seus medos. A maioria das pessoas no bar estava pensando em Mickey. As mulheres, e alguns dos homens, estavam imaginando como seria estar com ele. Mesmo a retrógrada advogada Portia Bellefleur estava com seu namorado conservador espiando disfarçadamente para analisar Mickey. Eu só podia me assombrar com essas especulações.

Mickey era assustador. Isto negava qualquer atração física que eu pudesse ter sentido por ele. Mas eu tinha muitas evidências de que os outros humanos no bar não se sentiam da mesma maneira. Eu fui capaz de ler mentes por toda a minha vida. A habilidade não é um grande presente. A mente da maioria das pessoas não merece ser lida. Seus pensamentos são chatos, nojentos, decepcionantes, e muito raramente divertidos. Pelo menos Bill tinha me ajudado a aprender como cortar um pouco do zumbido. Antes de ele ter me dado algumas dicas, isto era como sintonizar em uma centena de estações de rádio simultaneamente. Alguns deles vinham claros como cristal, alguns eram remotos, e alguns, como os pensamentos dos metamorfos, eram cheios de estática e obscuridade. Mas todos eles se somavam à cacofonia. Não é de se espantar que muitas pessoas me tratassem como uma estúpida. Vampiros eram silenciosos. Esta era a grande vantagem nos vampiros, pelo menos do meu ponto de vista: eles estavam mortos. Suas mentes estavam mortas, também. Somente uma vez na vida e outra na morte eu conseguia algum tipo de lampejo de uma mente vampira. Shirley Hunter, o chefe do meu irmão no seu trabalho de conservação de estradas municipais, me perguntou onde Jason estava, quando eu trouxe uma caneca de cerveja para sua mesa. Shirley era universalmente conhecido como “Bagre 1 .” “Seu palpite é tão bom quanto o meu,” eu disse mentirosamente, e ele piscou para mim. O primeiro palpite para onde Jason estava sempre envolvia uma mulher, e o segundo palpite normalmente incluía outra mulher. A mesa cheia de homens, ainda em suas roupas de trabalho, riu mais do que a resposta justificava, mas então eles já tinham tomado um monte de cerveja. Corri de volta para o balcão para pegar três bourbons com Coca com Terry Bellefleur, primo de Portia, que estava trabalhando sob pressão. Terry, um veterano do Vietnã com um monte de cicatrizes físicas e emocionais, aparentava estar se segurando bem nesta noite agitada. Ele gostava de trabalhos simples que requeriam concentração. Seu cabelo castanho acinzentado estava preso em um rabo de cavalo e seu rosto estava atento enquanto ele oferecia as garrafas.

Os drinques estavam prontos em um momento, e Terry sorriu para mim enquanto eu os colocava em minha bandeja. Um sorriso vindo de Terry era uma coisa rara, e isto me empolgou. Justo enquanto eu estava me virando com minha bandeja descansando em minha mão direita, o problema irrompeu. Um estudante da Louisiana Tech 2 de Ruston envolveuse em um confronto manoa-mano de classe social com Jeff LaBeff, um trabalhador braçal que tinha muitos filhos e ganhava a vida dirigindo um caminhão de lixo. Talvez este fosse só um caso de dois caras teimosos colidindo e realmente não tivesse muito a ver com a velha briga “cidade vizinha versus campus universitário” (não que nós estivéssemos tão perto de Ruston). Qualquer que fosse a razão para a briga original, levei uns poucos segundos até entender que ela estava se encaminhando para ser mais do que uma competição de gritos. Naqueles poucos segundos, Terry tentou intervir. Movendo-se rapidamente, ele ficou entre Jeff e o estudante e pegou firme ambos por seus pulsos. Pensei por um minuto que isto funcionaria, mas Terry não era mais tão jovem ou tão ativo quanto ele tinha sido, e todo inferno se libertou. “Você poderia parar isto,” eu disse furiosamente para Mickey, enquanto acelerei passando pela mesa dele e de Tara seguindo para tentar fazer a paz. Ele se recostou em sua cadeira e bebericou seu drinque. “Não é meu trabalho,” ele disse calmamente. Eu entendi isso, mas isto não tornou o vampiro benquisto para mim, especialmente quando o estudante se virou e me desferiu um golpe enquanto me aproximava dele por trás. Ele errou, e eu bati na cabeça dele com minha bandeja. Ele balançou para um lado, talvez sangrando um pouco, e Terry foi capaz de dominar Jeff LaBeff, que estava procurando por uma desculpa para desistir. Incidentes como este estavam acontecendo com mais frequência, especialmente quando Samestava fora. Era evidente para mim que nós precisávamos de um segurança, no mínimo nas noites de fim de semana… e nas noites de lua cheia. O estudante ameaçou processar. “Qual é o seu nome?” Eu perguntei. “Mark Duffy,” o homem jovem respondeu, segurando com força sua cabeça. “Mark, de onde você é?” “Minden.” Eu fiz uma rápida avaliação de suas roupas, seu comportamento, e os assuntos em sua mente. “Eu vou gostar de ligar para a sua mamãe e dizer a ela que você desferiu um golpe em uma mulher,” eu disse. Ele empalideceu e não disse mais nada sobre processar, e ele e seus companheiros saíram logo depois. Sempre ajuda saber o tratamento mais efetivo.

Nós fizemos Jeff partir, também. Terry retomou seu lugar atrás do bar e começou a distribuir drinques, mas ele estava mancando levemente e tinha uma aparência tensa em seu rosto, o que me preocupou. A experiência de guerra de Terry não o deixou realmente estável. Eu já tinha tido problemas suficientes por uma noite. Mas com certeza a noite não tinha terminado ainda. Por volta de uma hora depois da briga, uma mulher entrou no Merlotte’s. Ela era simples e estava despretensiosamente vestida em um jeans velho e um casaco de camuflagem. Ela estava usando botas que deviam ter sido maravilhosas quando eram novas, mas isto tinha sido há muito tempo. Ela não carregava nenhuma bolsa, e estava com suas mãos enfiadas dentro de seus bolsos. Ali haviam vários indicadores que deixaram minha antena mental ligada. Primeiro de tudo, esta garota não tinha uma aparência correta. Uma mulher local talvez se vestisse desse jeito se estivesse indo caçar ou trabalhar em uma fazenda, mas não para ir ao Merlotte’s. Para sair à noite para o bar, a maioria das mulheres se arruma melhor. Então esta garota estava em condições de trabalho; mas ela não era uma prostituta, pelo mesmo raciocínio. Isto significava drogas. Para proteger o bar na ausência de Sam, sintonizei nos pensamentos dela. Pessoas não pensamem sentenças completas, claro, e eu estou simplificando a coisa, mas o que estava passando pela cabeça dela era algo do tipo: Restam três frascos ficando velhos perdendo poder preciso vendê-los esta noite então eu posso voltar para Baton Rouge e comprar mais alguns. Vampiro no bar se ele me pegar com sangue de vampiro eu estou morta. Esta cidade é uma lixeira. Voltarei para a cidade na primeira chance que eu tiver. Ela era uma Drenadora, ou talvez ela só fosse uma distribuidora. Sangue vampiro era a droga mais intoxicante no mercado, mas certamente vampiros não davam isto de bom grado. Drenar umvampiro era uma ocupação arriscada, elevando os preços dos minúsculos frascos de sangue para somas incríveis. O que o usuário de drogas conseguia abrindo mão de um monte de dinheiro? Dependendo da idade do sangue – que é o tempo desde que ele tinha sido removido de seu proprietário – e a idade do vampiro de quem o sangue tinha sido removido, e a química individual do usuário de drogas, podia ser bastante. Havia o sentimento de onipotência, a força elevada, visão e audição aguçadas.

E mais importante de tudo para americanos, uma aparência física aprimorada. Entretanto, somente um idiota iria beber sangue de vampiro do mercado negro. Em primeiro lugar, os resultados eram notoriamente imprevisíveis. Não apenas os efeitos variavam, mas estes efeitos podiam continuar de duas semanas a dois meses. Em segundo, algumas pessoas simplesmente ficavam malucas quando o sangue atingia o sistema delas – algumas vezes homicidamente malucas. Eu tinha ouvido falar de fornecedores que venderam a usuários ingênuos sangue de porco ou sangue humano contaminado. Mas a mais importante razão para evitar o mercado negro de sangue de vampiro era esta: Vampiros odeiam Drenadores, e eles odeiam os usuários de sangue drenado (comumente conhecidos como viciados em sangue). Você simplesmente não quer um vampiro irritado com você. Não havia qualquer oficial de polícia fora de serviço no Merlotte’s essa noite. Sam estava fora sacudindo sua cauda em algum lugar. Odiaria alertar Terry, porque eu não sabia como ele reagiria. Eu tinha que fazer alguma coisa em relação a esta mulher. Na verdade, tento não interferir em eventos quando minha única conexão vem através da minha telepatia. Se eu metesse o bedelho toda vez que eu ouvisse alguma coisa que afetaria as vidas ao meu redor (tipo ficar sabendo que o padre da paróquia estava cometendo fraude, ou que um dos detetives locais recebia subornos), eu não seria capaz de viver em Bon Temps, e este era o meu lar. Mas eu não podia deixar que esta magricela vendesse seu veneno no bar de Sam. Ela sentou-se em um banco vazio do balcão e pediu uma cerveja para Terry. Seu olhar firme demorou nela. Terry, também, percebeu que alguma coisa estava errada com a estranha. Eu vim pegar meu próximo pedido e permaneci perto dela. Ela precisava de um banho, e tinha estado em uma casa aquecida por um fogão à lenha. Dei um jeito de encostar nela, o que sempre melhora minha recepção. Onde estava o sangue? Estava no bolso do casaco dela. Bom. Sem provocar tumulto, eu derrubei um copo de vinho sobre ela. “Maldição!” Ela disse, saltando do banco e dando tapinhas de forma ineficaz em seu peito.

“Você é a mulher mais desajeitada e burra que eu já vi!” “Me desculpe,” eu disse humildemente, colocando minha bandeja no bar e encontrando os olhos de Terry brevemente. “Deixe-me colocar um pouco de soda nisto.” Sem esperar pela permissão dela, eu tirei seu casaco por seus braços. No momento em que ela entendeu o que eu estava fazendo e começou a lutar, eu já tinha tomado conta de seu casaco. Joguei-o por cima do balcão para Terry. “Coloque um pouco de soda nisto, por favor,” eu disse. “Tenha certeza de que as coisas em seus bolsos não ficaram molhadas, também.” Eu tinha usado este truque antes. Eu tinha sorte por estar frio e ela estar com as coisas em seu casaco, não nos bolsos do jeans. Isto teria exigido demais da minha criatividade. Sob o casaco, a mulher estava vestindo uma camiseta do Dallas Cowboys 3 muito velha. Ela começou a tremer, e me perguntei se ela teria experimentado mais drogas convencionais. Terry fez um espetáculo ao aplicar soda com tapinhas para limpar a mancha de vinho. Seguindo minha dica, ele procurou dentro dos bolsos. Ele olhou para baixo para sua mão com repulsa, e ouvi um tilintar enquanto ele jogava os frascos na lata de lixo atrás do balcão. Ele retornou todo o resto para os bolsos dela. Ela abriu sua boca para gritar com Terry quando percebeu que ela realmente não podia. Terry encarou a diretamente, desafiando-a a mencionar o sangue. As pessoas à nossa volta observavam com interesse. Eles sabiam que alguma coisa estava acontecendo, mas não o quê, porque a coisa toda tinha terminado muito rapidamente. Quando Terry se certificou de que ela não ia começar a gritar, ele me entregou o casaco. Enquanto eu o segurava para que ela pudesse deslizar seus braços para dentro, Terry disse a ela, “Não volte aqui nunca mais.” Se nós continuássemos a colocar pessoas para fora nessa proporção, nós não teríamos muitos clientes. “Seu peão 4 filho de uma puta,” ela disse. A multidão a nossa volta prendeu o fôlego coletivamente.

(Terry era quase sempre tão imprevisível quanto um viciado em sangue.) “Não me importa do que você me chame,” ele disse. “Eu suponho que um insulto vindo de você não é insulto algum. Simplesmente fique longe.” Eu soltei uma longa respiração de alívio. Ela saiu empurrando todo mundo. Todos na sala a acompanharam enquanto ia em direção a porta, até Mickey, o vampiro. De fato, ele estava fazendo alguma coisa com um dispositivo em suas mãos. Parecia um daqueles telefones celulares que podem tirar foto. Eu imaginei para quem ele estava mandando aquilo. Me perguntei se ela chegaria em casa. Terry sutilmente não perguntou como eu descobri que a mulher desarrumada tinha alguma coisa ilegal em seus bolsos. Esta era outra coisa estranha sobre as pessoas de Bon Temps. Os rumores sobre mim fluíam soltos há tanto tempo quanto eu conseguia lembrar, desde quando eu era pequena e meus pais me fizeram passar por uma bateria de exames mentais. E ainda, apesar das evidências estarem à disposição, quase todo mundo que eu conhecia preferia acreditar que eu era uma garota estúpida e peculiar a reconhecer minha estranha habilidade. Com certeza, eu tomava cuidado para não esfregar isso na cara deles. E eu mantinha minha boca fechada. De qualquer forma, Terry tinha seus próprios demônios para combater. Terry sobrevivia com algum tipo de pensão do governo, e ele limpava o Merlotte’s de manhã cedo, junto com alguns outros negócios. Ele substituia Sam três ou quatro vezes no mês. O resto do seu tempo era dele, e ninguémparecia saber o que ele fazia com ele. Lidar com pessoas esgotava Terry, e noites como hoje simplesmente não eram boas para ele. Foi uma sorte ele não estar no Merlotte’s na noite seguinte, quando o inferno tomou conta. Capítulo 2 A PRINCÍPIO, pensei que tudo tinha voltado ao normal. O bar parecia um pouco mais calmo na noite seguinte.

Sam estava de volta ao local, relaxado e animado. Nada parecia irritá-lo, e quando disse a ele o que tinha acontecido com a traficante na noite anterior, ele me elogiou pela minha sutileza. Tara não voltou, então não pude perguntar a ela sobre Mickey. Mas isto era realmente da minha conta? Provavelmente não era da minha conta – mas me preocupava, definitivamente. Jeff LaBeff estava de volta e envergonhado por ter sido irritado por um garoto universitário na noite anterior. Sam tinha se informado sobre o incidente através de uma ligação de Terry, e ele deu a Jeff uma palavra de advertência. Andy Bellefleur, um detetive da força municipal de Renard e irmão de Portia, veio com uma jovem mulher com quem ele estava saindo, Halleigh Robinson. Andy era mais velho do que eu, e eu tenho vinte e seis. Halleigh tem vinte e um – apenas a idade suficiente para estar no Merlotte. Halleigh lecionava na escola fundamental, tinha recém saído da universidade, e era realmente atraente, com cabelo castanho curto na altura do lóbulo da orelha, grandes olhos castanhos e corpo agradavelmente arredondado. Andy vinha saindo com Halleigh por aproximadamente dois meses, e pelo pouco que vi do casal, eles pareciam estar progredindo em seu relacionamento a uma proporção previsível. Os pensamentos exatos de Andy eram de que ele gostava muito de Halleigh (apesar dela ser um pouquinho chata), e que ele estava realmente pronto para dar o próximo passo com ela. Halleigh pensava que Andy era sexy e um verdadeiro homem do mundo, e ela realmente amava a recentemente restaurada mansão da família Bellefleur, mas não acreditava que ele iria ficar por perto muito tempo depois que ela dormisse com ele. Eu odeio saber mais sobre os relacionamentos do que as pessoas neles sabem – mas não importa quão fortalecida eu esteja, eu acabo pegando partes de algumas coisas. Claudine 5 foi ao bar naquela noite, perto da hora de fechar. Claudine tem 1,80m de altura, com cabelo preto que ondula abaixo de suas costas e pele branca de aparência arroxeada que parecia fina e brilhante como de uma ameixa. Claudine se veste para chamar atenção. Esta noite ela estava vestindo um terninho com calças terracota, cortado muito justo em seu corpo de amazona. Ela trabalha no departamento de reclamações de uma grande loja no centro comercial em Ruston durante o dia. Desejei que ela tivesse trazido seu irmão, Claude, com ela. Ele não joga no meu time, mas é um prazer para os olhos. Ele é uma fadinha. Eu quero dizer, literalmente. Claudine também é, é claro. Ela acenou para mim através das cabeças na multidão.

Acenei de volta sorrindo. Todo mundo fica feliz ao redor de Claudine, que é sempre alegre quando não há vampiros em sua vizinhança. Claudine é imprevisível e muito divertida, embora, como todas as fadas, seja tão perigosa quanto um tigre quando está furiosa. Felizmente, isto não acontece frequentemente. Fadas ocupam um lugar especial na hierarquia de criaturas mágicas. Eu ainda não compreendi exatamente qual é, mas cedo ou tarde eu vou juntar as peças. Cada homem no bar estava babando por Claudine, e ela estava adorando isto. Ela deu a Andy Bellefleur uma longa, grande olhada, e Halleigh Robinson olhou furiosa, irada o suficiente para socar alguém, até lembrar que ela era uma doce garota sulista. Mas Claudine abandonou todo interesse emAndy quando viu que ele estava bebendo chá gelado com limão. Fadas são ainda mais violentamente alérgicas a limão do que vampiros são ao alho. Claudine veio na minha direção, e me deu um grande abraço, para a inveja de cada macho no bar. Ela pegou minha mão para me puxar para dentro do escritório de Sam. Fui com ela por absoluta curiosidade. “Querida amiga,” Claudine disse, “Eu tenho más notícias para você.”

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