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Aconteceu na Casa Espirita – Emanuel Cristiano, Espirito Nora

Os estudos antropológicos afirmam que as sociedades mais primitivas já desenvolviam o culto de adoração às divindades. Inicialmente, os elementos da natureza foram divinizados; mais tarde, tomando o efeito pela causa, elevaram os mensageiros espirituais, conclamados por Deus para cooperarem com o progresso humano, ao grau de deuses. Depois, edificaram templos para adorar as forças superiores. Eis que no Oriente os pagodes se multiplicaram; nas terras do Nilo, pilonos e túmulos foramedificados; a Acrópole na Grécia, berço da cultura ocidental, acolhia inúmeros santuários. Delfos resplandecia com o oráculo erigido em homenagem a Apolo; Roma regurgitava de deuses de pedra, importados da tradição helênica, construindo seus altares no seio das famílias romanas. Entretanto, fora no monte Moriá que os israelitas, representando a idéia monoteísta, um avanço para a humanidade, fundaram o grande, famoso e faustuoso Templo de Jerusalém. Idealizado por Davi e concretizado por Salomão, representava toda grandeza espiritual daquele povo. Nos vários pátios ecoavam orações ao grande Deus de Abraão, Isaac, Jacó. No átrio dos gentios e dos israelitas, Jesus dera inúmeros ensinamentos. Todavia, a história registra que todos esses templos mundialmente conhecidos foram ou estão sendo corroídos por Cronos, flagelo indomável que a tudo devora. Dos oráculos e santuários gregos, restaram apenas ruínas; nas terras dos faraós, mausoléus e esfinges aos poucos são devorados pelo tempo. O suntuoso Templo de Jerusalém fora destruído pelas atitudes bélicas, restando apenas o Muro das Lamentações. Todos os templos e construções de pedras são perecíveis, pois que estão sujeitos à transformação da matéria. Todavia, o Espírito mais perfeito que Deus enviou a Terra para nos servir de guia e modelo, Jesus, no inesquecível diálogo com a mulher samaritana, ensina que Deus é Espírito e importa que o adoremos em Espírito e Verdade. Jesus fazia do seu corpo um verdadeiro templo de adoração a Deus, seu santuário era a própria natureza reveladora da presença divina, seu altar, a própria consciência que se elevava, em qualquer hora e lugar, para a comunhão com o Senhor do Universo através da prece. Vivendo numa época caracterizada por dogmas e crendices, o Cristo freqüentou as sinagogas e a grande construção no monte Moriá sem, contudo, apegar-se às fórmulas. Interessava-se pelas almas e precisava ir onde o povo se reunia, a fim de pregar a sua mensagem. Contudo, procurava a essência dos ensinos, aproveitando, naturalmente, o espaço físico que deveria ser consagrado às atividades espirituais. — o — Dezoito séculos depois, eis que o mais alto nos traz o Consolador, a Doutrina Espírita que figura na Terra como restauradora do Cristianismo primitivo. Na atualidade, erguem-se os Núcleos Espíritas como templos verdadeiros, onde Jesus deve estar representado não por imagens de barro, altares ornamentados ou estátuas de bronze, mas pelas atitudes essencialmente cristãs dos seus freqüentadores. Como religião do espírito, a Doutrina dispensa toda e qualquer prática exterior, todo e qualquer simbolismo, desenvolvendo, através do estudo doutrinário, a fé raciocinada. Entretanto, as Casas Espíritas devem primar pela simplicidade, aplicando em suas construções e interiores o básico para o estudo, divulgação e prática do Consolador, pois que não adianta usar tecnologia de ponta na construção das paredes, móveis finos representando a aristocracia da época, objetos de arte para ostentação, se não houver um compromisso com aquele que, no mundo, ocupara o título de filho de carpinteiro. Se agirmos com preocupação exagerada em oferecermos conforto que leva ao ócio, estaremos fugindo dos objetivos propostos por Jesus, esquecendo-nos de que a verdadeira fortaleza de uma Casa Espírita, do ponto de vista da sua função na Terra, não está nos alicerces de concreto, e sim no estudo e vivência do aspecto doutrinário, esse sim deverá ser colocado em evidência, fortalecendo moralmente os adeptos da Terceira Revelação, contribuindo para o esclarecimento e entendimento do que seja realmente o Espiritismo, o que é o Centro Espírita, quais as suas responsabilidades e sagrada importância como representante do Cristo no planeta. Nesse propósito, amigo leitor, é que te apresentamos esta obra. Aconteceu na Casa Espírita representa a misericórdia divina a todos nós, eternos aprendizes da arte da convivência fraterna.


Todas as informações encontradas neste livro foram grafadas com a pena da simplicidade no papel da experiência, consubstanciando a vivência do Espírito de Nora durante decênios de nobres, relevantes e respeitáveis tarefas, realizadas junto a diversas instituições dedicadas ao Espiritismo. Seus personagens foram compostos baseando-se em experiências reais. Cada personalidade, aqui apresentada, bem como os dramas e testemunhos, as quedas e vitórias guardam ressonância comcompanheiros que viveram estas cenas no palco da vida, nas quais muitos de nós poderemos nos encontrar. Das várias figuras que desfilaram neste cenário, muitos já retornaram à Terra em expiações, reparações ou abençoadas missões. Eis o que te ofertamos! Esperamos que estas páginas singelas possam falar ao teu coração, despertando-te para a necessidade e responsabilidade do serviço espírita, a seriedade absoluta no executar das tarefas, a fim de que possas reconhecer que, se almas enfermas podem tentar contra a obra do Senhor, aproveitando as fraquezas humanas, miríades de benfeitores espirituais, arautos dos céus, apóiam, protegem, incentivam todo aquele que cooperar de maneira honesta e verdadeira, mas sem lhes tirar a oportunidade do aprendizado e testemunho. Cientes das responsabilidades que abraçamos junto a Deus nosso Pai e ao Movimento Espírita, desejamos que todos os que executam qualquer função, nas abençoadas Casas consagradas ao Espiritismo, possam encontrar neste trabalho, singelo quanto à forma, mas profundo e importante quanto ao fundo, esclarecimentos e estímulos para a vigilância, a oração, o estudo e o trabalho, guardando a certeza de que: o que quer que venha a acontecer no Centro Espírita, fruto da nossa atuação boa ou má, será sempre de nossa inteira responsabilidade. Independentemente do serviço que executamos, seremos sempre convocados a comparecer ao tribunal da própria consciência, sob os olhos atentos e severos das leis divinas convertidas em grande Juiz, prestando contas de nossos atos. Sempre que o orgulho, a vaidade, a língua viperina e a intolerância adentrarem os Templos Espíritas, estaremos abrindo brechas aos adversários do amor, tumultuando a obra do Cristo. Rogando a Deus nos abençoe e pedindo a Jesus ajude-nos a conservar a honestidade, a verdade, a fraternidade em nossas abençoadas Casas Espíritas, e gratos pela oportunidade de servir, desejamos a todos os irmãos de jornada espírita paz, seriedade, estudo, prática doutrinária, união fraternal, a fim de que as infiltrações não tenham lugar nos verdadeiros Centros Espíritas, Templos de amor que devem representar, de maneira absolutamente fiel, o próprio Cristianismo. Wilson Ferreira de Mello (Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano, em reunião de 11/3/2001 no Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas/SP) Aconselhando o Médium A reunião mediúnica estava prestes a começar. Os medianeiros mantinham-se respeitosos; Espíritos amigos organizavam os necessitados programados para o intercâmbio. Tudo corria com a costumeira tranqüilidade. Porém, aquela noite era de especial importância para cinco entidades da categoria dos bons Espíritos. Com o início das tarefas e a permissão do mentor do agrupamento, o quinteto espiritual aproximou-se de Constantino, um dos médiuns dedicados, promovendo-lhe o desdobramento para conversa e trabalhos edificantes. Recepcionado, no plano espiritual, pelas entidades luminosas, o medianeiro teve desejo de abraçá-las, fazer perguntas, mas foi interrompido por um dos instrutores, que lhe dirigiu as seguintes palavras: — Sabemos do teu coração e da gratidão com que nos envolves, reportemos tudo isso ao Senhor e aproveitemos os minutos. A Instituição Espírita, à qual prestas serviços mediúnicos, tem colecionado as páginas produzidas por nós através da tua faculdade de psicografia. São mensagens singelas, mas que trazem respeitáveis instruções espirituais, calcadas em Jesus e Kardec. Feita rigorosa análise doutrinária de nossa produção, os companheiros encarnados julgam que podem ser aproveitadas para a edificação geral; isso atende à nossa programação. Por isso queremos prevenir-te: Não penses ser um privilégio ter algumas páginas publicadas; principalmente porque as idéias não são tuas; partem do mais alto. Os adversários do bem certamente te procurarão, desejando aniquilar a luz que ilumina consciências. Será preciso firmeza na vigilância e na oração! Muitas pessoas trarão os elogios, constituindo um dos mais graves obstáculos na mediunidade. Evita-os sempre e, se não puderes, reporta os méritos ao Criador contentando-te, somente, com o estímulo à continuidade da tarefa. Outros te solicitarão provas sobre a imortalidade da alma, exigindo mensagens de amigos e parentes desencarnados. Nossa proposta é com a simplicidade e, pelo menos por ora, em linhas gerais, o Senhor não nos autorizou este correio. Diante disto, age sempre com honestidade, dizendo que estas questões estão nas mãos dos amigos espirituais.

Não te faltarão os acusadores, bem como os que desacreditarão das tuas faculdades. Não te preocupes, o Cristo também passou por isso e tu sabes a distância que nos separa do Mestre. Nossas páginas se revestem de singeleza e amor. Não esperes nada além disto. Ainda estamos aguardando que testemunhes muitos dos ensinos que intermedeias! Lembra-te de que, para venceres na mediunidade, é essencial que te sintas como pequenino servidor. Guarda-te da empolgação orgulhosa, livra-te da vaidade e mantém-te em disciplinado estudo do Espiritismo. Este, continuou o mentor, é um dos nossos primeiros trabalhos. Os anos nos proporcionarão valorosos e longos exercícios, até que estejas intermediando nossas idéias de forma satisfatória. Ainda estás longe de produzires frutos com a qualidade que desejamos. Não imagines ser portador de grandiosa faculdade. Em vista dos teus débitos, que são grandes junto às leis Divinas, precisarás trabalhar muito para agradecer ao Criador a mediunidade como condutora do teu próprio progresso. Os médiuns que têm a produção mediúnica divulgada assumem um compromisso moral junto às leis universais, e a falta da vivência dos ensinos superiores acarreta conseqüências dolorosas para o medianeiro. Entretanto, não esperes ter como orientadores grandes nomes, vultos no campo da cultura e da religião. Ainda não tens méritos para compartilhar da presença destes; será preciso fazer por merecer. Haveremos ainda, por longo tempo, de permanecermos no anonimato, experimentando-te, observando se consegues materializar, na Terra, o que propuseste na vida maior, sem que te desvies. Serás tentado, nas tuas tendências e dificuldades mais íntimas, pelos adversários da causa cristã, inúmeras vezes; mas a providência divina te concedeu os livros da Codificação para que suportes e venças. É provável que, por vezes, te sintas sozinho no ideal que abraçaste. Todavia, não te detenhas em sentimentos de autopiedade, ergue a fronte e continua caminhando. Enquanto trabalhares no Bem, estaremos te sustentando. Nossas almas se cruzaram na poeira dos primeiros séculos da era cristã e se ligaram na noite escura dos orgulhosos sacerdotes da igreja romana. Assim, ainda tens muito para recompor, reconduzindo ao Bem aqueles que a tua inteligência vaidosa desviou das verdades espirituais. Para que tenhas êxito na tarefa de intercambiar os Espíritos, é condição essencial que jamais te envolvas com o comércio das forças psíquicas, esforçando-te na reforma íntima. Ocupa sempre tua mente com pensamentos produtivos, filia-te às obras assistenciais, consolidando na Terra, com o próprio exemplo, as mensagens dos “Céus” sobre a caridade. Evita, no momento, falar de tuas experiências mediúnicas, revelando-as somente quando identificares a necessidade de esclarecer verdadeiramente aos companheiros de jornada. Mesmo assim, acima dos exemplos pessoais deve estar a Doutrina Espírita; ela é que deverá ser sempre exaltada.

Sê discreto o quanto puderes, trabalha assiduamente, louvando ao Senhor. E se, porventura, a vida te lançar pedras, suporta pacientemente, lembrando que os primeiros mártires do Cristianismo, dos quais ainda estamos bem longe, não recusaram a oportunidade para testemunhar, enfrentando, pelo nome do Cristo, humilhações e dores. Se permaneceres com este ideal, caminhando com humildade, não te faltarão proteção e amparo. A entidade amiga, banhada em luzes, abraçou Constantino, aconchegou-o junto ao peito e teceu as considerações finais. — Não te preocupes tanto, filho meu, com as mensagens. Nosso maior compromisso é com os necessitados. A psicografia, no teu caso, será sempre a valorização do tempo na reunião de intercâmbio espiritual. Por isso, concentra todas as tuas energias e o teu amor em benefício dos Espíritos obsessores e desequilibrados. Valoriza e prestigia, constantemente, o Centro Espírita que misericordiosamente te concede um trabalho sério e disciplinado. Conduz, sempre, tuas produções medianímicas à análise doutrinária rigorosa dos companheiros respeitáveis, estudiosos e experientes do Movimento Espírita, acatando pacientemente, humildemente, as orientações que objetivem a melhora do teu trabalho. Para tua segurança, mantém-te sempre ligado à Instituição Espírita. Conscientiza-te de que, se faltares com a seriedade, a verdade, o desejo do bem, o estudo assíduo da Doutrina, se buscares privilégios fazendo um escabelo da mediunidade, te abandonaremos no mesmo instante. O momento estava sublime. Éramos seis entidades emocionadas, enlaçadas em energias superiores, traçando diretrizes para o futuro sob as bênçãos de Deus, da mediunidade e do progresso. O mentor enxugou discretamente as lágrimas e, porque era preciso aproveitar o tempo, tomou o médium, em desdobramento, e nos dirigimos todos às zonas inferiores para o socorro aos necessitados, dando testemunho de que o amor a Deus e ao próximo se constituem no verdadeiro livro que precisamos escrever e editar no coração dos homens. Nora (Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano em reunião de 10/01/1999 no Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas/SP) Das Reuniões e das Sociedades Espíritas Contra um outro escolho têm que lutar as Sociedades, pequenas ou grandes, e todas as reuniões, qualquer que seja a importância de que se revistam. Os ocasionadores de perturbações não se encontram somente no meio delas, mas também no mundo invisível. Assim como há Espíritos protetores das associações, das cidades e dos povos, Espíritos malfeitores se ligam aos grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo. Todas as vezes, pois, que, num grupo, um dos seus componentes cai na armadilha, cumpre se proclame que há no campo um inimigo, um lobo no redil, e que todos se ponham em guarda, visto ser mais que provável a multiplicação de suas tentativas. Se enérgica resistência o não levar ao desânimo, a obsessão se tornará mal contagioso, que se manifestará nos médiuns, pela perturbação da mediunidade, e nos outros pela hostilidade dos sentimentos, pela perversão do senso moral e pela turbação da harmonia. Como a caridade é o mais forte antídoto desse veneno, o sentimento da caridade é o que eles mais procuram abafar. Não se deve, portanto, esperar que o mal se haja tornado incurável, para remediá-lo; não se deve, sequer, esperar que os primeiros sintomas se manifestem; o de que se deve cuidar, acima de tudo, é de preveni-lo. Para isso, dois meios há eficazes, se forem bem aplicados: a prece feita do coração e o estudo atento dos menores sinais que revelam a presença de Espíritos mistificadores. O primeiro atrai os bons Espíritos, que só assistem zelosamente os que os secundam, mediante a confiança em Deus; o outro prova aos maus que estão lidando com pessoas bastante clarividentes e bastante sensatas, para se não deixarem ludibriar.

Se um dos membros do grupo for presa da obsessão, todos os esforços devem tender, desde os primeiros indícios, a lhe abrir os olhos, a fim de que o mal não se agrave, de modo a lhe levar a convicção de que se enganou e de lhe despertar o desejo de secundar os que procuram libertá-lo. (Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns. Cap. XXIX, item 340. 72ª ed. FEB. Trad. Guillon Ribeiro) 1 Infiltração programada Em estranha cidade do plano espiritual inferior, congregavam-se espíritos obsessores com as mais perversas intenções. Reunidos em sombria praça, traçavam diretrizes de perseguição e destruição de respeitável Instituição Espírita. Entidades recém-desencarnadas perambulavam, lunáticas, pela estranha região, semi-escravizadas por mentes maléficas que as transformavam em verdadeiro material humano de desequilíbrio. Estes infelizes permaneciam junto aos obsessores por guardarem compromissos espirituais intensos diante daqueles que se dedicavam à prática do mal. A psicosfera da cidade bizarra era densa, triste, angustiante e depressiva; resultado dos pensamentos de seus habitantes. Júlio César, na condição de chefe, conclamava do centro do largo os obsessores, que circulavam em torno do jardim de pedras, com as seguintes argumentações: — Avante, amigos, o trabalho nos espera! Não podemos mais perder tempo, é necessário agirmos agora ou, então, o trabalho de anos será perdido. — Qual é a missão? Perguntou Gonçalves, um dos comparsas imediatos de Júlio César. — A missão, respondeu o sinistro orador, é de infiltração espiritual! Estamos, de longa data, planejando invasão, domínio e destruição de uma grande Casa Espírita. Quando o adversário chefe pronunciou estas palavras, extensa turba de espíritos fanáticos correu para junto do perseguidor mestre, ouvindo-o atentamente, enquanto a novidade corria, relampejante, entre os habitantes do estranho “município”

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