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Adivinhe quem sou esta noite – Megan Maxwell

O som do silêncio é intimidador. Os pneus cantando ainda me angustiam. Estou viva! Viva! Ouço a voz de Dylan. Quero responder. Sinto seus passos rápidos se aproximando, mas estou paralisada de medo, jogada na rua, e mal consigo respirar. Tremo, e meus olhos encontram os de Tifany, a mulher de Omar. Ela está no chão ao meu lado. Olhamo-nos. Ambas respiramos com dificuldade, mas estamos vivas. — Linda, você está bem? — pergunta ela com um fio de voz. Assinto sem conseguir abrir a boca, e sua pergunta me faz lembrar do carro se aproximando a toda velocidade. O medo. A mão de Tifany me puxando. Nós duas caindo com força no chão, atrás do carro de Omar. Uma freada incrível e depois o silêncio. Mas esse silêncio se quebra de repente, dominado por gritos, berros aterrorizados. Omar se agacha com uma expressão de pânico, e, instantes depois a voz de Dylan chega até nós dizendo: — Não mexa nelas, Omar! Chame uma ambulância. Mas eu me mexo. Viro de barriga para cima e solto um gemido. Meu ombro dói. Nossa, como dói! Meus olhos encontram os de meu amor, que, em pânico, se inclina sobre mim e, sem me tocar para não me mover, murmura desesperado: — Yanira, meu Deus, meu amor… você está bem? Ele não me abraça. Preciso de seu calor, seu carinho, suas palavras bonitas tanto quanto sinto que ele precisa de mim, e respondo para tranquilizá-lo: — Estou bem… não se preocupe… estou bem. — Bichito, estou com tontura — queixa-se Tifany, levantando-se. — Calma, meu amor… Não se mexa — diz Omar, tranquilizando-a. De repente, encontro o olhar de Tifany e, emocionada pelo que essa garota fez por mim, murmuro: — Obrigada.


A jovem e loura esposa de Omar, que eu achava que tinha menos cérebro que o personagem Lula Molusco, do desenho do Bob Esponja, sorri. Ela acaba de me salvar de morrer atropelada pelo carro, arriscando-se ela também a partir desta para melhor. Vou lhe ser eternamente grata. Eternamente. Dylan toca meu braço sem querer e dou um grito de agonia. Caramba, que dor! Ele me olha assustado e, com a respiração de novo acelerada, sussurra: — Não se mexa, meu amor. — Está doendo… está doendo… — Eu sei… eu sei… Calma — insiste ele com uma expressão preocupada. Com as lágrimas prestes a brotar como um manancial por conta da dor insuportável que sinto, vejo Dylan chamar um médico amigo dele, que vem correndo para nós. — Peça gelo no pub. Preciso de gelo urgentemente! Eu me mexo e torno a gritar de dor. Dylan me olha, e tirando o blazer, diz: — Acho que você deslocou o ombro na queda. Nesse instante de dor lancinante não sei o que é “deslocar” nem o que é “ombro”. A expressão de Dylan é sombria. Muito sombria, e isso me assusta, enquanto me queixo: — Caramba, como dóóóóiii! Quando seu amigo aparece com um saquinho com gelo, Dylan blasfema e, olhando para ele, diz: — Fran, preciso de sua ajuda. Eles me colocam de costas na calçada, manipulando-me como se eu fosse uma boneca, e vejo que o tal de Fran segura minha cabeça. Fico nervosa. O que eles vão fazer? — Está doendo, Dylan… Dói muito. Meu amor se senta no chão e põe um pé ao lado de meu torso. — Eu sei, amor, mas logo vai passar. Vou segurar sua mão com força e puxá-la para mim. — Não… não me toque! Estou morrendo de dor! — grito, assustada. Ele entende meu medo. Estou aterrorizada. Dylan tenta me acalmar e, quando consegue, volta à posição de antes e murmura: — Tenho que pôr seu ombro no lugar, meu amor. Isso vai doer.

E sem me dar tempo nem de pestanejar, o tal de Fran e ele se olham, e então Dylan faz um movimento seco que me faz ver as estrelas do firmamento inteiro, enquanto grito, desconsolada. Meu Deus do céu, que dor!!!! As lágrimas brotam de meus olhos aos borbotões. Choro como uma boba. Odeio chorar na frente de toda esta gente, mas não posso evitar. Dói tanto que não consigo pensar em mais nada. — Pronto… pronto, meu amor. Ele me nina para me acalmar. Ficamos assim um tempo, e noto que estou encharcando sua camisa de lágrimas. Dylan não me solta. Não se afasta de mim. Só me mima e me sussurra palavras de amor maravilhosas, enquanto algumas pessoas passam por nós. Quando me acalmo, ele me solta com cuidado, embrulha o gelo com seu blazer e, colocando-o sobre meu ombro, diz, quando olho para ele com os olhos vermelhos de lágrimas: — Calma, minha vida. A ambulância não vai demorar. Tento me acalmar, mas não consigo. Primeiro, porque quase fui atropelada. Segundo, porque meu braço dói horrores. E terceiro, porque o nervosismo de Dylan me deixa nervosa. — Diga que você está bem — insiste ele. — Sim… sim… — consigo balbuciar. Minha resposta o acalma, mas então ele se levanta do chão feito uma hidra, afasta-se de mim e grita com ferocidade: — Como pôde fazer uma coisa dessas?! Assustada ao ouvi-lo tão furioso, eu me levanto um pouco, apesar da dor, e o vejo caminhar para o carro que quase me atropelou. Dentro dele está Caty, com a cabeça sobre o volante. Cadela, víbora! Ela olha para Dylan e chora. Geme. Suplica. Ele, fora de si, abre a porta do carro com tal fúria que quase a arranca, gritando como um possesso.

Eu observo a cena enquanto as pessoas se juntam em volta. Caty chora, e Dylan grita e xinga feito um louco. O homem que acompanhava Caty se aproxima deles atordoado, imaginando o ocorrido. — Omar — sussurro, dolorida. — Acalme Dylan, por favor. Ele, após assentir, aproxima-se de seu irmão com uma expressão irritada e tenta interceder, mas Dylan está alterado. Muito alterado. Por fim, Omar e outro homem conseguem, juntos, afastá-lo de Caty e acalmam os dois. Eu não consigo tirar os olhos dela. Está a cinco metros de mim e me diz, entre lágrimas: — Desculpe… desculpe. — Que falta de vergonha! Ela quase mata você e agora vem choramingar — sussurra Tifany, ao meu lado, quando vê para onde estou olhando. Efetivamente, essa mulher não tem vergonha. Por outro lado, não sei como interpretar esse “Desculpe”. Será sincero ou fingido? Estou alucinada com o que aconteceu. Uma coisa é ela estar apaixonada por Dylan, e outra muito diferente é chegar a fazer o que fez. Sem dúvida alguma, ela não está bem da cabeça. Caraca, ela quase me matou! — Calma, garotas — diz Omar, aproximando-se de sua mulher e de mim. — As ambulâncias já estão chegando. — Quebrei duas unhas, bichito. — Amanhã você põe outras, meu amor — responde ele sorrindo. O som estridente de várias ambulâncias e carros de polícia enche o ar. Rapidamente isolam o local e afastam os curiosos, enquanto alguns médicos atendem a Tifany e a mim. Imobilizam meu braço e meu pescoço. Como se eu fosse uma pluma, eles me levantam e me põem em uma maca, e vejo que me levampara uma ambulância. Olho para Tifany, que está na mesma situação.

Coitadinha. Na maca, giro a cabeça e olho de novo para Caty. Continua chorando, enquanto seu acompanhante balança a cabeça e olha para o chão. Omar se desdobra. Corre da maca onde está sua mulher para a maca onde eu estou. Quando me colocam na ambulância, ouço Dylan dizer: — Eu vou com ela. Os dois homens e a mulher da ambulância se olham, e ela diz, sorrindo: — Você sabe que não vamos lhe dizer não, dr. Ferrasa, mas nós temos que trabalhar. Ele, contrariado, fecha os olhos um instante e depois explica o que fez para me socorrer, mas, disposto a não interferir, finalmente assente com a cabeça, e as portas se fecham. Poucos segundos depois, ouço as portas da frente se fecharem também, e com a aguda sirene ligada a ambulância parte. Quero ficar junto de Dylan. Estou com vontade de chorar, mas preciso ser forte, não uma menininha caprichosa e mimada que chora porque seu namorado não está perto. A mulher e um dos homens começam a cuidar de mim, e ela me pergunta em inglês: — Consegue lembrar seu nome? Ainda aturdida, eu a entendo, mas respondo em espanhol: — Meu nome é… meu nome é Yanira Van Der Vall. A mulher assente com um gesto de cabeça, pega uma seringa, enche-a com um líquido transparente e, espetando-a no cateter intravenoso que segundos antes havia colocado em mim, sorri e diz também em espanhol: — Calma, Yanira. Logo chegaremos ao Hospital Ronald Reagan. — E Dylan? Onde ele está? Estou começando a ficar tonta quando o ouço dizer: — Estou aqui, meu amor. Com esforço, mexo a cabeça e olho para cima. Pela janelinha posso ver Dylan sentado na parte da frente da ambulância, e sorrio. 2 Meu remédio No hospital, depois de fazer radiografias e imobilizar meu braço com uma tipoia, um enfermeiro empurra a cadeira de rodas onde estou sentada. Para diante de uma porta, e ao abri-la, encontro Dylan. — Olá, minha vida — diz ele ao me ver. Está preocupado. O enfermeiro que empurrava minha cadeira me ajuda a sentar na cama e depois sai, deixando-nos sozinhos. Carinhoso, Dylan me dá um selinho, acaricia meu rosto e me pergunta se dói muito. Sinto um pequeno desconforto, mas nada a ver com a dor que sentia antes.

— É suportável — respondo. Então, ciente de tudo que aconteceu, acrescento em voz baixa: — E Tifany, como está? — Está com uma luxação em uma costela e hematomas nas pernas e braços, como você. Mas, fique calma, Tifany vai sobreviver e vai arrancar do meu irmão aquele anel que ela quer tanto comprar, e com certeza algo mais. Ambos sorrimos. — Quer ligar para seus pais? — pergunta ele. Penso um instante, mas por fim nego com a cabeça. Sei que vão ficar muito preocupados a tantos quilômetros de distância. Prefiro que não saibam. Estou bem, e não quero que sofram por mim. Fecho os olhos. Estou moída, como se houvesse levado uma surra, mas, ainda assim, digo: — Caty está bem? Depois de um silêncio constrangedor, Dylan assente. — Sim. — E com um profundo suspiro, acrescenta: — Quando se recuperar, ela vai ter umgrande problema conosco e com a lei. Garanto que o que ela fez não vai ficar impune. Falei com meu pai, e ele vai nos representar. Vou me encarregar de que ela pague pelo que fez. O que ela tentou fazer com… — Dylan, não — interrompo. — Não posso fazer isso. — Como não pode? Ela quase a matou, meu amor. Concordo. Eu sei. Sei que o que Caty queria fazer naquele momento era isso, mas continuo: — Acalme-se e pense. Por favor… Se há alguém que odeia essa mulher com vontade sou eu, mas não posso esquecer que ela está sofrendo por amor. Ela ama você. Perdeu a cabeça, bebeu demais, e… e, além do mais, eu atravessei onde não devia.

Também tenho parte da culpa, não vê? — Yanira — diz ele com voz grave —, ela podia ter matado você. Se houvesse atingido seu propósito, você e eu não estaríamos aqui agora, conversando, percebe? Torno a assentir. Claro que percebo; contudo, insisto: — Mas estamos, Dylan. Estou aqui com você e estarei amanhã, e no dia seguinte, e no outro. Tento sorrir, sem sucesso, e prossigo: — Não vou dar queixa, meu amor. Desculpe, mas não posso. Acho que ela já tem problemas bastantes para superar o que aconteceu. — Você é boa demais, demais, mas acho que… — Não. Eu disse que não — sentencio. Ele me olha boquiaberto e, quando se convence de que não vai me fazer mudar de opinião, murmura: — Nunca pensei que Caty pudesse fazer algo assim. Nunca. Não sei como lhe pedir perdão por isso, e… — Dylan — interrompo. — Você não tem que me pedir desculpas porque não tem culpa de nada, meu amor. Ela perdeu a cabeça; o que você tem a ver com isso? — Eu me sinto culpado. Devia ter sido mais previdente. — Previdente?! Ele adota uma expressão compungida e explica: — Caty sofre de depressão há anos. Toma remédios e… — Caramba… — Um amigo do hospital comentou comigo outro dia que ela vendeu a clínica pediátrica no ano em que eu sumi. Ela não é mais a dona. Só trabalha ali umas horas, e eu… eu devia ter imaginado que poderia acontecer algo assim. Lembro que nessa mesma noite, enquanto estávamos jantando, ela havia falado de sua clínica; pergunto: — E sabendo a verdade, por que você não disse nada durante o jantar? — Como podia dizer, Yanira? Eu não podia ser tão cruel. Além do mais, não sei o que Caty contou sobre sua vida ao homem que estava com ela, e não queria pisar na bola. Também não queria lhe perguntar sobre sua doença. Não era o momento nem o lugar, meu amor. Queria falar com ela, ligar um dia para ver como estava. Por isso hoje, ao vê-la, convidei-a para jantar conosco sempensar.

Ela merecia ser bem recebida por nós dois, pela família Ferrasa. Caty sempre foi uma boa amiga, apesar de pensar que… — Ela pensava que era algo mais para você, não é verdade? Dylan assente e, depois de suspirar, acrescenta: — Sempre fui sincero com ela. Centenas de vezes lhe disse que nunca haveria nada sério entre nós dois, mas Caty insistia em continuar ao meu lado; e eu, de forma egoísta, aceitava. Acredite ou não, não fiz isso só por mim, mas por ela também. Eu a via feliz, com seu problema controlado, e isso me valia. Mas agora percebo que o que fiz não foi certo. — Não se angustie, meu amor. — Por isso digo que é minha culpa, Yanira — prossegue ele. — Sem querer, eu provoquei o que aconteceu. Eu sou culpado, não vê? Ao notar o desespero em seus olhos, respondo: — Não, minha vida, você não provocou nada. É verdade que você brincou com os sentimentos dela sem pensar na dor que poderia lhe causar, mas não a obrigou a se sentar ao volante, pisar no acelerador e jogar o carro em cima de mim. Dylan não responde, e eu continuo: — E agora, sabendo o que sei, como pretende que eu dê queixa? Se antes já não podia, agora muito menos. Meu moreno não responde. Disposta a deixar tudo claro, afirmo: — O que não vou permitir é que você se culpe por tudo que acontece a seu redor. As coisas acontecem porque têm que acontecer e ponto. Ou por acaso você também é responsável pelo buraco na camada de ozônio? Ou pela fome no Terceiro Mundo? — Consigo fazer que ele olhe para mim e concluo: — Que fique bem claro, sr. Dylan Ferrasa, que para mim você só será culpado por aquilo que puder me fazer diretamente, entendeu? Ele não se mexe. Só me olha. Incrédula, vejo que, assim como por causa da mãe, o sentimento de culpa não o deixa viver. Por que ele se sente assim? Mas não estou disposta a deixá-lo viver com essa angústia. Insisto: — Não pretendo lhe dirigir a palavra até que me diga que me entendeu e que não tem culpa do que aconteceu, está bem, meu amor? Ele assente com a cabeça e, após uns segundos tensos, sorri e responde: — Só por você me chamar de “meu amor”, valeu a pena escutá-la. — Dylan! — protesto. Ele sorri e por fim concorda. — Tudo bem, mimada. Eu entendi e não tenho culpa.

— Muito bem! Quando ele está me abraçando com cuidado, ouvimos a porta do quarto se abrir. É Tifany em uma cadeira de rodas, acompanhada por Omar e uma enfermeira morena bonita. Quando chega ao meu lado, Tifany pega minha mão. Nesse momento, caio no choro feito boba, e digo entre soluços: — Tifany, diga que você está bem, ou… — Ah, queriiiiida, não choooore. Levante esses cílios! — brinca ela, com sua cara de sapeca. — Sinto muito pelo que aconteceu com você. — Calma, Yanira — intervém Omar, sorrindo depois de piscar para a enfermeira que entrou com eles. — Garanto que minha mulherzinha vai tirar proveito de seu ato heroico quando sair do hospital. — Bichitooooo… — reclama ela, divertida. — Não diga isso, bobinho. Vejo Omar e a enfermeira se olharem até ela sair do quarto. Que descarado! Se Dylan fizer isso na minha frente, no mínimo arranco seus olhos. Quando meu cunhado se aproxima de seu irmão para comentar alguma coisa, Tifany baixa a voz e diz: — Semana que vem vamos fazer compras, okay? Começo a rir e concordo, divertida. Então, ela acrescenta: — Não fui com a cara daquela espertinha, e tentei demonstrar isso durante o jantar, quando vi como ela se derretia cada vez que olhava para Dylan. E no pub, ah, no pub! Quando ela começou a contar certas intimidades, fui embora porque estava a ponto de gritar: “Minha linda, se liga!”, mas não queria parecer ordinária. Como sempre, seu jeito de falar me faz rir. Tifany não poderia parecer ordinária, nem que quisesse! — Não sei como lhe agradecer. Ela sorri e, baixando a voz, responde: — Ora, linda, por acaso você não teria feito o mesmo por mim? Assinto com a cabeça. Sem dúvida, teria feito. — Adoro você — conclui Tifany, com um belo sorriso. Eu sorrio também. Agradeço suas demonstrações de carinho em um momento como esse. Nós mal nos conhecemos, mas acho que a julguei rápido demais e que ela merece outra chance. E fico feliz por ela pensar que eu teria feito o mesmo por ela. Os irmãos Ferrasa nos olham, divertidos, e Omar diz: — Meu irmão, no fim papai tem razão: as loiras só dão problemas.

Isso me faz rir, mas Tifany protesta: — Bichitooo, não diga isso, tolinho. Ficamos os quatro no hospital essa noite. Dylan não permite que nos deem alta, e nós duas decidimos aceitar. Que fim de festa, e que chegada a meu novo lar! De madrugada, quando acordo, vejo Dylan sentado na poltrona em frente à cama, lendo umlivro. Observo-o por entre os cílios. Ele não me vê. Como sempre, está lindo e sexy, e ainda mais com essa expressão tão séria, com a camisa aberta. Sei que ele está sofrendo pelo ocorrido. Vejo isso em seus olhos e no ricto em sua boca. Ele se preocupa comigo. Ah, meu menino… Durante um tempo, fico observando-o e curtindo a visão, mas, quando ele vê que me mexo, deixa o livro em cima da mesinha, levanta-se e rapidamente se aproxima. — Que foi, meu amor? Sua voz me reconforta. Sua presença me dá segurança. Incapaz de me calar, murmuro: — Só queria dizer que amo você. Ele sorri. Toca minha testa e, com uma expressão engraçada, sussurra: — Parece que a pancada foi mais forte do que eu pensava. Tenho que me preocupar? Seu humor e sua expressão debochada me fazem sorrir. Como sou romântica… Durante alguns segundos ambos rimos, até que de repente digo: — Quero me casar com você amanhã mesmo. Surpreso, meu amor crava seus lindos olhos castanhos em mim. — Tem certeza? — pergunta. — Vamos a Las Vegas — respondo. — Vamos fazer um casamento louco, diferente e… — Meu amor — ele me interrompe —, vamos nos casar quando você quiser, mas em Las Vegas não. — Por quê?

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