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[Senhores do Submundo 04] – O sussurro mais sombrio – Gena Showalter

SABIN, POSSUÍDO PELO demônio da Dúvida, estava nas catacumbas de uma antiga pirâmide, ofegando, suando, as mãos completamente encharcadas com o sangue de seu inimigo, o corpo ferido e contundido enquanto observava a carnificina à sua volta. Carnificina que ele ajudara a criar. Tochas lançavam luzes laranja e douradas, misturando-se às sombras nas paredes de pedra. Paredes estavam agora manchadas de um vermelho-vivo, pingando… Empoçando. O piso arenoso era espesso como uma massa, molhado e preto. Meia hora antes, ficou marrom-claro, com pontos brilhantes sendo espalhados por todas as partes enquanto caminhavam. Agora, corpos estavam caídos em cada centímetro do pequeno corredor, o cheiro da fatalidade já exalava. Nove dos seus inimigos tinham sobrevivido ao ataque. Já estavam sem suas armas, acuados em umcanto e presos com cordas. A maior parte tremia de medo. Alguns mantinham a postura altiva, os narizes erguidos, ódio estampado nos olhos, e se recusavam a desistir, mesmo na derrota. O que era admirável. Pena que aquela bravura tinha de ser aniquilada. Homens bravos não contavam seus segredos, e Sabin queria conhecer os segredos deles. Era um guerreiro que fazia o que tinha de ser feito, quando devia ser feito, não importava o que lhe pedissem. Matar, torturar, seduzir. Ele também não hesitava em pedir que outros homens fizessem o mesmo. Com os Caçadores, mortais que haviam decidido que ele e seus companheiros, os Senhores do Mundo Subterrâneo, eram o bode-expiatório para todos os males do mundo, a vitória era a única coisa que importava. Pois apenas ganhando a guerra seus amigos poderiam finalmente conhecer a paz. A paz que mereciam. A paz que Sabin desejava para eles. Respirações fracas e entrecortadas enchiam os ouvidos de Sabin. Sua respiração, a dos seus amigos e a dos seus inimigos. Haviam lutado com todas as forças, cada um deles. Fora uma batalha do bem contra o mal, e o mal havia ganho.


Ou pelo menos o que aqueles Caçadores consideravamcomo sendo o mal. Sabin e seus irmãos pensavam diferente. Sim, muito tempo antes, eles haviam aberto a caixa de Pandora, liberando os demônios que estavam lá dentro. Mas haviam recebido punição eterna: cada um dos guerreiros fora amaldiçoado pelos deuses, tendo de hospedar um desses demônios dentro de si. Sim, no princípio haviam sido escravos de suas novas porções demoníacas, destrutivas e violentas, assassinos sem consciência. Mas agora estavam no controle; eram humanos em todos os detalhes que importavam. Na maior parte das vezes. Mas algumas vezes os demônios lutavam… ganhavam… e destruíam. Ainda assim. Merecemos viver, ele pensou. Como todo mundo, sofriam quando seus amigos eramatingidos, liam livros, viam filmes, faziam caridade. E se apaixonavam. Os Caçadores, no entanto, nunca enxergariam dessa forma. Estavam convencidos de que o mundo seria um lugar melhor sem os Senhores. Uma utopia, serena e perfeita. Eles acreditavam que todos os pecados cometidos eramculpa dos demônios. Talvez porque fossem burros como uma porta. Talvez porque odiassem suas vidas e estivessem simplesmente buscando um culpado. De um jeito ou de outro, matá-los se transformara na mais importante missão da vida de Sabin. E sua utopia era uma vida sem eles. Por isso, Sabin e seus amigos tinham deixado o conforto de sua casa em Budapeste e passado três semanas fazendo buscas em cada uma das pirâmides do Egito. Queriam encontrar artefatos antigos que levariam à recuperação da caixa de Pandora; exatamente o que os Caçadores planejavam usar para destruí-los. Finalmente, ele e seus amigos haviam tido sorte. — Amun — disse Sabin, ao ver o soldado em um canto escuro e distante. Como sempre, os homens se misturavam perfeitamente às sombras.

Sabin caminhou em direção aos cativos com o rosto soturno. — Você sabe o que fazer. Amun, guardião dos Segredos, assentiu com a cabeça, ameaçador, antes de dar um passo à frente. Em silêncio, sempre em silêncio, como se tivesse medo de que os segredos que guardava havia séculos escapassem se ousasse murmurar uma única palavra. Ao verem o truculento guerreiro que havia dilacerado seus companheiros como uma faca cortando a seda, os Caçadores que resistiram deram, juntos, um passo atrás. Mesmo os mais bravos. Sábio da parte deles. Amun era alto, musculoso, com uma passada larga decidida e graciosa, ao mesmo tempo. Se fosse decidida, mas não graciosa, ele pareceria normal, como qualquer outro soldado. A combinação permitia que exibisse o tipo de selvageria calma, normalmente encontrada em predadores acostumados a levar as presas para casa entre suas mandíbulas. Chegou perto dos Caçadores e parou. Analisou o pequeno grupo. Depois se aproximou e agarrou pelo pescoço o que estava no meio, levantando-o até ficarem olho no olho. As pernas do humano se debatiam, suas mãos agarravam os pulsos de Amun enquanto sua pele empalidecia. — Solte-o, seu demônio imundo — gritou um dos Caçadores, agarrando-se à cintura de seu companheiro. — Você já matou muitos inocentes, arruinou tantas vidas! Amun permaneceu impassível. Como todos eles. — Ele é um homem bom — gritou outro. — Não merece morrer. Especialmente nas mãos de alguém tão mau. Gideon, de cabelos azuis, olhos pintados de preto e guardião das Mentiras, aproximou-se imediatamente de Amun, afastando os que protestavam. — Toque-o novamente e vou beijá-lo até destruí-lo — disse, brandindo duas facas afiadas, ainda com sangue das lutas mais recentes. Beijar era o mesmo que bater no mundo virado de cabeça para baixo de Gideon. Ou seria o mesmo que matar? Sabin tinha se perdido nos códigos de Mentiras. Seguiu-se um momento de silêncio, com os Caçadores tentando entender exatamente o que Gideon quis dizer.

Antes de chegarem a uma conclusão, o refém de Amun que estava parado definhava completamente, e Amun deixou que caísse no chão, como um saco vazio. Amun ficou no mesmo lugar por um bom tempo. Ninguém o tocou. Nem mesmo os Caçadores. Estavam muito preocupados em reavivar seu amigo caído. Não sabiam que era tarde demais, que sua mente fora apagada; Amun era o novo detentor de seus mais íntimos segredos. Talvez até mesmo de suas memórias. O guerreiro nunca revelara a Sabin como isso funcionava, e Sabin nunca tinha perguntado. Lentamente, Amun se virou, o corpo rijo. Seu olhar sombrio encontrou o de Sabin por um momento gélido e tormentoso, durante o qual ele não conseguiu mascarar a dor de estar ouvindo aquela nova voz em sua cabeça. Então piscou os olhos, escondendo a dor, como fizera milhares de vezes, e seguiu em direção à parede mais distante, enquanto Sabin o observava, resoluto. Não vou me sentir culpado. Isso precisa ser feito. A parede era igual a qualquer outra, com pedras pontudas empilhadas umas sobre as outras formando uma inclinação, e Amun pousou uma das mãos na sétima pedra abaixo, dedos esticados, depois pôs a outra na quinta pedra acima, dedos fechados. Movendo-se em sincronia, ele girou umdos pulsos para a esquerda e o outro para a direita. As pedras se moveram com ele, numa engrenagem. Sabin observou o processo, pasmo. Nunca parava de se surpreender com o que Amun podia aprender em um piscar de olhos. Com as pedras já em suas novas posições, formou-se uma rachadura no meio de cada uma delas, ramificações apareceram de cima a baixo, e elas se alinharam a um espaço que Sabin não havia notado antes. Uma parte da parede se moveu para trás… Mais para trás, e finalmente começou a avançar lentamente para o lado. Um portal se abriria assim que terminasse, espaçoso o suficiente para um exército de feras como ele. Enquanto o portal continuava a se abrir, um ar frio soprou nas catacumbas, fazendo com que as tochas se apagassem. Rápido, pensou, seguindo em direção às pedras. Por que se moviam com uma lentidão tão agonizante? — Algum Caçador de tocaia do lado de fora? — perguntou, pegando sua Sig Sauer da cintura e verificando o pente. Restavam três balas.

Procurou mais algumas no bolso e carregou a arma. O silenciador permanecia no lugar. Amun assentiu e levantou sete dedos antes de montar guarda naquele abismo cada vez maior. Sete Caçadores contra dez Senhores. Amun não contava, pois em pouco tempo ele estaria distraído demais com a voz em sua cabeça e não poderia lutar. Mas os deuses sabiam que Amun ainda iria, silenciosamente, pedir para fazer parte da ação. Mesmo assim. Pobres Caçadores. Não tinhamchance alguma. — Eles sabem que estamos aqui? Aquele rosto sombrio fez que não. Então não havia câmeras vigiando seus movimentos. Ótimo. — Sete caçadores é brincadeira de criança — confirmou Lucien, guardião da Morte, ao recostarse no muro. Ele estava pálido, e seus olhos desproporcionados brilhavam de… Tensão? — Sigam em frente sem mim. Estou desaparecendo. E, de qualquer maneira, em pouco tempo terei que transportar nossos prisioneiros para o calabouço em Buda. Graças ao demônio da Morte, Lucien era capaz de se mover de um lugar a outro com apenas umpensamento, e muitas vezes era forçado a conduzir os mortos até o além. Isso não significava que era imune à destruição. Sabin franziu a testa. Estudou-o. As cicatrizes em seu rosto estavam mais evidentes; seu nariz, fora do lugar. Havia uma bala alojada em seu ombro e outra, no estômago. E, julgando pela mancha vermelha na base de suas costas, outra no rim. — Você está bem, cara? Lucien sorriu, seco. — Vou sobreviver.

Amanhã, no entanto, provavelmente vou desejar estar morto. Alguns órgãos estão esfarelados. Ai! Sabin já estivera naquela situação, tivera de se recuperar. — Pelo menos, não precisará regenerar um membro. Com o canto dos olhos, viu Amun fazer sinais com as mãos. — Não existem câmeras instaladas, além disso os Caçadores estão em uma câmara com paredes à prova de som — interpretou Sabin. — Isso era uma antiga prisão, e os Senhores da época não queriam que ninguém ouvisse seus escravos gritando. Os Caçadores não sabem de nossa presença, o que deve facilitar nossa emboscada. — Você não precisa de mim para uma simples emboscada. Vou ficar na retaguarda com Lucien — disse Reyes, deslizando o traseiro e recostando-se em uma pedra para firmar o corpo. Reyes hospedava o demônio da Dor. A agonia física lhe dava prazer, e estar ferido o deixava mais forte. Enquanto lutava. Porém, quando a luta terminava, sentia-se fraco como qualquer um. Naquele momento, sua situação era a pior de todas, com uma das faces tão inchada que sua visão devia estar uma droga. — Além disso, alguém tem de vigiar os prisioneiros. Então seriam sete contra oito. Pobres Caçadores. Na verdade, Sabin suspeitava que Reyes queria ficar para trás, a fim de proteger o corpo de Lucien dos inimigos. Até porque Lucien só poderia leválo ao mundo espiritual quando estivesse forte, o que não parecia ser o caso. — Suas mulheres vão me infernizar — Sabin murmurou. As duas, Anya e Danika, tinham se apaixonado recentemente, e só haviam pedido uma coisa a Sabin antes de os guerreiros partirem para o Egito: “Tragam nossos homens de volta a salvo.” Quando os meninos chegassem em casa naquelas terríveis condições, Danika balançaria a cabeça para Sabin em desaprovação e correria para ajudar Reyes, e Sabin se sentiria mais sujo do que a lama em suas botas. Anya atiraria em Sabin exatamente como Lucien fora atingido, depois confortaria o namorado, e Sabin sentiria dor. Muita dor.

Suspirando, Sabin olhou para os outros guerreiros tentando decidir quem estava bem para seguir e quem deveria ser deixado para trás. Maddox, guardião da Violência, era o lutador mais forte que ele já vira. Naquele momento, o guerreiro estava tão ensopado de sangue quanto Sabin e ofegava, mas já se posicionara ao lado de Amun, pronto para a ação. Sua mulher não ficaria muito contente com Sabin, assim como as demais. Com um movimento lento, enxergou a adorável Cameo. Era a guardiã da Infelicidade, e também a única mulher entre os soldados. O que não tinha em tamanho, compensava com ferocidade. Além do mais, tudo que precisava fazer era começar a falar com todas as tristezas do mundo em sua voz, e era provável que os humanos se suicidassem sem que ela precisasse encostar um dedo neles. Alguém atingira seu pescoço deixando três sulcos profundos. Isso não pareceu ter abrandado sua força, pois terminava de limpar seu machete e se juntou a Amun e Maddox. Outro movimento. Era Paris, guardião da Luxúria, e algum tempo atrás o mais jovial de todos. Agora parecia estar mais sério e mais agitado a cada dia que passava, mas Sabin não sabia o que causara tal alteração. Não importava a razão, naquele momento ele se aproximava dos Caçadores, estava irado e rosnava, tão louco por uma luta que vibrava com energia brutal. E, mesmo com dois buracos na perna direita, Sabin notou que Paris não pretendia descansar tão cedo. Ao lado dele estava Aeron, guardião da Ira. Apenas recentemente os deuses o haviam livrado da maldição que não deixara ninguém à sua volta a salvo. Ele vivia para machucar, para matar. Em momentos como aquele, era o que fazia. Naquele dia, tinha lutado como se a ira ainda o consumisse, maltratando e estraçalhando todos que estavam ao seu alcance. O que fora bom, mas… Quando a próxima luta acabasse, aquela sede de sangue estaria pior? Sabin temia que tivessem de invocar Legião, o pequeno demônio faminto por sangue que adorava Aeron como um deus, e era o único que poderia acalmá-lo em seus momentos obscuros. Infelizmente, Legião estava trabalhando para eles no inferno. Sabin gostava de se manter atualizado sobre os acontecimentos do Mundo Subterrâneo. Conhecimento era poder, e nunca se sabia quando ele poderia ser utilizado. De repente, Aeron bateu com um punho na têmpora de um Caçador, derrubando o humano no chão, inconsciente.

Sabin piscou para ele. — Por que fez isso? — Ele estava prestes a atacar. Improvável, mas era assim que Paris costumava cortar qualquer ameaça invisível que o afrontasse: atacando metodicamente os Caçadores, até que todos estivessem destruídos. — Isso deve mantê-los calmos como Amun, por enquanto — comentou, ríspido. Suspirando, Sabin mudou o foco de sua atenção mais uma vez. Lá estava Strider, guardião da Derrota. O homem era incapaz de perder em alguma coisa sem sofrer uma dor terrível, portanto tinha que garantir que venceria sempre. Talvez por isso estivesse desenterrando uma bala alojada em um dos lados de seu corpo em preparação para a luta que se aproximava. Ótimo. Sabin sempre podia contar com ele. Kane, guardião do Desastre, caminhava à sua frente, abaixando a cabeça enquanto uma chuva de pedregulhos caía do teto, lançando nuvens de poeira em todas as direções. Vários guerreiros tossiram. — Ah, Kane — disse Sabin. — Por que não fica aqui também? Você pode ajudar Reyes a tomar conta dos prisioneiros. — Uma desculpa tola, todos sabiam disso. Seguiu-se uma pausa, o único som ouvido foi o roçar de uma pedra contra a areia enquanto o portal continuava se abrindo lentamente. Kane fez um rápido aceno. Ele odiava ser deixado para trás, Sabin sabia disso, mas sua presença às vezes causava mais problemas do que resolvia. E, como sempre, Sabin colocava a vitória acima do sentimento de seus amigos. Não que gostasse de fazer isso, não faria em outra situação. Mas alguém precisava agir com sangue-frio e lógica, ou perderiamsempre. Com Kane de fora, a batalha iminente seria de sete contra sete. Completamente igualada. Pobres Caçadores. Eles ainda não tinham a mínima chance.

— Alguém mais quer ficar para trás? Um coro respondeu “não”, e a ansiedade pingava dos diferentes timbres. Uma ansiedade que Sabin compartilhava. Até que a caixa de Pandora fosse encontrada, esses combates eram necessários. Mas ela não seria encontrada sem aqueles malditos artefatos para lhes mostrar o caminho. E como uma das quatro relíquias supostamente estava ali, no Egito, essa luta em particular era mais importante do que as outras. Ele não permitiria que os Caçadores ficassem com um único artefato sequer, pois aquela caixa poderia destruir Sabin e todos os que ele estimava, liberando os demônios de seus corpos e deixando-os vazios e sem vida, como conchas. Mesmo confiante de que ganharia a batalha, ele sabia que teria de lutar pela vitória. Os Caçadores eram liderados pelo arqui-inimigo de Sabin, Galen, um imortal disfarçado possuído por demônios “protetores de tudo o que é bom e correto”, eles compartilhavam informações que nenhum humano deveria saber. Como a melhor forma de distrair os Senhores… A melhor forma de capturá-los… A melhor maneira de destruí-los. Finalmente, a pedra parou de se mover, e Amun espiou o outro lado. Balançou a mão sinalizando que era seguro entrar. Ninguém deu um passo à frente. Os homens de Sabin e os de Lucien tinham acabado de voltar a lutar juntos, pois estiveram separados por mais de mil anos. Ainda não conheciam a informação mais valiosa. — Vamos atacar ou apenas ficar aqui, de pé, esperando até que eles nos encontrem? — Aeron resmungou. — Eu estou pronto. — Olhe para você, sem entusiasmo, um bosta — disse Gideon, com um sorriso afetado. — Não estou impressionado. Era o momento de assumir o controle, pensou Sabin. Ele pensou em qual seria a melhor estratégia. Nos últimos séculos, não chegara a lugar nenhum com os Caçadores, entrando nas batalhas de forma imprudente com apenas um objetivo: matar. Mas o número de inimigos crescia ao invés de diminuir. E, para ser honesto, sua determinação e ódio também estavam crescendo. Era tempo de uma nova forma de batalha, de catalogar seus recursos e suas fraquezas antes de seguir adiante. — Eu vou na frente, pois sou o menos ferido.

— Sabin posicionou o dedo sobre o gatilho. —Quero que fiquem em pares, os menos feridos com os mais machucados. Vão trabalhar juntos, os mais feridos na retaguarda e os mais saudáveis buscando o alvo. Deixem o máximo que puderemvivos — ordenou. — Sei que não querem fazer isso, que vai contra seus instintos. Mas não se preocupem. Eles vão morrer em breve. Quando encontrarmos o líder e conhecermos seus segredos, eles serão inúteis, e vocês poderão fazer o que quiserem com eles. O trio que bloqueava o caminho se separou, permitindo que Sabin entrasse sem hesitar no corredor estreito, e todos o seguiram, com passos quase silenciosos. Lanternas acesas com bateria iluminavamas paredes cobertas de hieróglifos. Sabin permitiu que, por um momento, seu olhar pousasse sobre aqueles símbolos, tempo suficiente para gravar tais imagens em sua mente. Elas mostravam vários prisioneiros sofrendo terríveis execuções, tendo o coração removido enquanto ainda batia no peito. Odores humanos infestaram o ar já pesado e empoeirado: perfume, suor, vários tipos de comida. Há quanto tempo os Caçadores estariam ali? O que estavam fazendo? Já teriam encontrado o artefato?

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